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quinta-feira, 11 de maio de 2017

É Necessário Estudar a Umbanda?

Certamente muitos de nós já ouvimos dizer que o estudo acerca da Umbanda é desnecessário, que mais vale a pratica, a caridade em ação, que Umbanda se aprende no chão do terreiro, no convívio com as entidades, etc e tal.

Concordo com tudo isso, porém, discordo que o estudo seja desnecessário, muito pelo contrário, o estudo, o conhecimento teórico, na minha opinião, ampliam a possibilidade de auxilio, concedem ao estudioso, uma ferramenta a mais para que as entidades utilizem em beneficio de todos e do próprio médium.

Existem, porém, pessoas que sentem dificuldade em ler, em se concentrar numa leitura e isto deve ser respeitado. Como, então, essa pessoa poderá ter acesso ao estudo? A resposta é simples: Através de palestras, bate papos descontraídos, assim se aprende e muito também. 

Sabemos que a maioria dos terreiros não reserva um horário/dia para tal pratica e isso acaba fazendo falta para aquele que não tem acesso fácil à internet ou dificuldade de concentração para a leitura, ou, até mesmo dificuldade financeira que o impossibilita de adquirir livros. Nesses casos o médium faz o que pode, trabalha e procura aprender trabalhando, mas sempre, de alguma forma, estará em desvantagem em relação àquele que estuda ampliando o leque de possibilidades para as próprias entidades.

Apesar da velocidade que hoje tem a informação, muitos médiuns, principalmente de Umbanda, não conseguem acompanhar esse ritmo, nem mesmo selecionar as informações disponíveis, mesmo porque sabemos que nem tudo que está na rede é bom ou verdadeiro. É preciso muito cuidado com a informação e um profundo discernimento para separar o que nos serve e o que não.

Estudar a Umbanda, conhecer sua origem, compreender sua diversidade e principalmente o ritual aplicado no terreiro que se frequenta é fundamental para que o médium sinta segurança em si e na casa que escolheu para trabalhar respeitando o culto praticado em outros terreiros e, por fim, compreendendo que existem muitas Umbandas dentro da Umbanda sendo praticadas no Brasil e em alguns países estrangeiros.

Pensar que só é Umbanda aquela praticada no terreiro que se frequenta ou trabalha é ingenuidade. Temos uma enorme variação de casa para casa e, sem estudar, sem ouvir tais explicações, a pessoa se fecha em seu pequeno mundo, quando, na verdade pode ter um potencial imenso sendo represado pela dificuldade de bom acesso à informação.

Creio na evolução das religiões, numa forma mais simples de praticar a fé, portanto, creio que com a Umbanda isto já está acontecendo, porém, sempre dentro da imensa diversidade e crença de cada dirigente espiritual que assume o compromisso de abrir uma casa.

A Umbanda é uma só, porém sofreu, ao longo do tempo, influencias fortes que determinam como funcionará, ou funciona, cada terreiro. Isto, as vezes, dificulta a compreensão do leigo, por exemplo: Uma pessoa que frequente a Umbanda Esotérica e, um belo dia resolve visitar outro terreiro que em seu ritual traz uma influencia mais forte do candomblé, de pronto é capaz que fique chocada, pois é tudo diferente, mas, é Umbanda e a tal pessoa não entende e já rotula como candomblé, como uma casa de energia pesada, etc, etc.

Tudo isso por conta da falta de informação e preconceito, é claro.

Hoje em dia temos literatura de Umbanda, de boa qualidade, disponível para todos, porém, repito, nem todos têm acesso, facilidade ou recurso financeiro para acessar, diante do fato, façamos, quanto pudermos, nós que estudamos, que temos acesso fácil à informação, o melhor ao nosso alcance no sentido de compartilhar o que recebemos, isso também é Umbanda, é pratica da caridade.

É muito prazeroso, para quem gosta, tem facilidade e acesso relativamente fácil, o estudo da Umbanda. Só através do conhecimento é que se consegue entender, por exemplo, a dinâmica de uma gira, o por que da defumação, da guia (colar), do ponto riscado, do ponto cantado, quem são as entidades de Umbanda e por qual razão incorporam nos médiuns. 

Só o estudo desvenda e desmistifica o uso do álcool e do fumo nas giras e possibilita identificar um terreiro de Umbanda que pratica a caridade de outro que tem interesses escusos e menos nobres.

O conhecimento nos aproxima das entidades, facilita o trabalho delas quando estão em terra incorporadas, dilata o leque de possibilidades de auxilio ao próximo a partir do conhecimento adquirido pelo médium através dos estudos.

O estudo da Umbanda é apaixonante e inesgotável, assim como o é a sua pratica.

Dinâmica e atual, a Umbanda tem tocado corações jovens, pois é uma religião que tem na natureza o seu maior e principal rito.

Hoje não mais se aceita, como antigamente, entregas nas encruzilhadas, nem tampouco que se deixem nas matas, rios, mar, florestas, restos que possam agredir o meio ambiente, por isso a Umbanda evolui também no sentido de fortalecer a consciência ambiental de seus adeptos e, por sua vez, atrai o jovem já desperto para tais questões.

Talvez a Umbanda encante os jovens por conta de sua música, dança, intercambio mediúnico e por ser desprovida de preconceitos, recebendo, em seu meio, todo médium que por Ela se sinta tocado/atraído sem distinção de preferencia sexual, raça ou religião, na Umbanda todos são bem vindos, todos são recebidos com amor e de braços abertos, isso é Umbanda, assim determinou seu fundador/anunciador, o Caboclo das 7 Encruzilhadas.

O estudo também atrai o jovem. Os jovens não aceitam, nem devem aceitar, colocações definitivas, falta de esclarecimento quando estão em duvida, o jovem quer e precisa saber, tem todo o direito de se informar e confrontar opiniões e posturas dos mais antigos na pratica da religião. Assim caminha a Umbanda, é de forma dinâmica e continua que ela segue e não fechada em segredos sem nenhum sentido ou razão de ser. 

Lamentavelmente existem pessoas contrárias ao estudo, à divulgação das praticas ritualísticas de Umbanda sem se darem conta que o tempo do segredo já passou, o tempo de velar o conhecimento terminou, o tempo de intimidar o outro ficou para trás, isso não pode e nem deve mais ser aceito.

Há ainda, infelizmente, aqueles sacerdotes que ameaçam aos médiuns de sua corrente, que os exploram mostrando assim, claramente, que nada sabem sobre a Umbanda, por isso, cuidados simples, como por exemplo: observar se a casa cobra por trabalhos, devem ser observados a fim de que a pessoa não seja enganada e assim não passe a alimentar a ideia de que a Umbanda é tão somente aquela casa, ou sacerdote, que estão agindo na contramão daquilo que verdadeiramente prega a religião.

Estudando a Umbanda muitos aborrecimentos podem ser evitados.

Lembre sempre que a mediunidade é algo sagrado e que ninguém pode entregar a qualquer pessoa algo tão especial assim. Não se deve acreditar em cobranças materiais sobre algo que nos é confiado gratuitamente para que da mesma forma o distribuamos.

A Umbanda é uma religião, é sagrada para nós, prega as mais sagradas virtudes e é mediúnica, não iniciática como pensam muitos.

Tudo isso se aprende estudando, ouvindo em bate papos descontraídos, ouvindo as entidades em terra quando possível, mesmo porque, espirito incorporado tem trabalho a realizar e quase nunca sobra tempo para conversar mais detidamente sobre questões diversas ou duvidas dos médiuns, essa é uma das razões pelas quais transmitem, via mediúnica, os ensinamentos mais profundos para que sejam lidos, analisados, estudados, comentados pelos médiuns de Umbanda, por isso a psicografia veio, recentemente, nos ajudar e é muito bom ouvir, através das letras, as palavras de nossos guias, mentores, amparadores.

O trabalho não para depois da gira, há sempre algo a fazer pelo bem de todos dentro de nossos lares e em todos os lugares que vamos.

A psicografia, por exemplo, é um trabalho mediúnico com vistas a atingir um grande numero de médiuns, ajudando em seu progresso e esclarecimento, por isso digo e repito, a espiritualidade não quer nada escondido pelo simples fato de que nada há a esconder. Quanto mais conhecimento, melhor caminha o médium e mais gente pode ajudar, portanto, não seria caritativo, de forma alguma, negar informações, velar conhecimento numa postura antiga e infantil que já não cabe mais neste espaço/tempo que vivemos.

Sem estudo não se avança nem se liberta de amarras o homem.

Não estamos aqui para carregar fardos pesados demais, estamos aqui para aprender a aliviar nossas cargas e assim, tanto quanto possível, a dos outros também.

Quando se fala em estudar a Umbanda, fique claro que não se pretende colocar pessoas numa sala de aula e assim lançar verdades absolutas, isso seria improdutivo, estudar Umbanda é conhecer sua história, a história das entidades, saber a razão pela qual estão servindo na Umbanda junto a seus médiuns. Estudar a Umbanda é compreender a beleza da mediunidade e seu objetivo, é descerrar o véu da ignorância e adentrar num mundo magico cheio de encanto, serenidade e paz.

Estudar a Umbanda é conhecer nossos ancestrais e as possibilidades de fazer o bem a nós e aos outros junto a eles que ora se encontram do outro lado da vida. Estudar a Umbanda é compreender a dinâmica da vida e a ilusão da morte, é trazer cura, alento, força, equilíbrio a quem precisa sem jamais descuidar de nós mesmos que estamos nessa seara.

São muitas as razões pelas quais o estudo deve ser incentivado, porém, creio eu, que a principal seja a evolução e o progresso individual e coletivo dos médiuns engajados nessa corrente astral.

Axé! Saravá! 

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