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sábado, 27 de maio de 2017

12 tipos de Mediunidades presentes na Umbanda


1 – Psicografia

A primeira menção sobre psicografia dentro da Umbanda é de Rubens Saraceni. Com mais de 50 obras o sacerdote divide seus livros entre os que fundamentam a Umbanda em seus diversos aspectos e os romances psicografados.

Rubens iniciou um processo que ia na contramão do que se considerava “correto”. Hoje, é fácil encontrar obras de diversos autores umbandistas que psicografam romances mediúnicos, porém, nem sempre eles foram bem aceitos.

Em entrevista com a Revista Sexto Sentido, Pai Rubens Saraceni contou que quando deu início a prática de psicografar na Umbanda recebeu diversas críticas, inclusive de irmãos kardecistas, porém respondeu a elas dizendo “Médium é médium, seja de Umbanda, Candomblé ou Espiritismo, não importa a doutrina que ele siga. Eu mostrei que o dom da pessoa independe da formação religiosa e que tendo o dom, ela canaliza o que o astral quer“.

2 –  Psicometria

Pode ser entendida como a mediunidade que possibilita que o médium obtenha informações sobre a história do objeto em questão. A edição 47, da Revista Cristã do Espiritismo publicou um artigo sobre o termo, contando que o seu surgimento se deu em 1849 pelo médico norte-americano J. Rhodes Buchanan.

No texto Érika Silveira descreve a psicometria (pela visão do médico) como o método de estudo que consistia em apresentar aos pacientes objetos pertencentes ao presente ou passado de uma pessoa. “Os sonâmbulos passavam a descrever cenas relativas às épocas de existência do objeto e até mesmo o próprio caráter da pessoa a quem pertencia o objeto psicometrado” descreve Érica.

Depois disso estudiosos espíritas também se empenharam em se aprofundar no estudo desse fenômeno.

Pai Alexandre Cumino descreve no livro Médium – Incorporação não é Possessão essa projeção como “a leitura do registro astral e temporal que fica em cada objeto revelando seu histórico.”

3 – Psicofonia

Nessa modalidade o espírito se comunica por meio da fala do médium transmitindo sua mensagem. Um caso que gerou polêmica e ficou conhecido em todo o país, foi o do deputado Luiz Carlos Bassuma, que durante uma sessão solene diz ter recebido a mensagem de um espírito.  Clique aqui e assista.

4 – Xenoglossia

Resumidamente, a xenoglossia pode ser tipificada como a capacidade que o médium desenvolve de falar em línguas que nunca aprendeu ou sequer teve contato.

5 – Clariaudiência

Ouvir a voz do espírito. Pai Rodrigo Queiroz fala sobre esse dom no curso Mediunidade na Umbanda “a clauriaudiência é a capacidade de ouvir os espíritos ao vivo, você não ouve espírito no passado, nem no futuro e também não ouve coisas acontecendo fora do lugar, não tem premonidiência, nem nada disso, tem clariaudiência, que é quando um guia espiritual se aproxima de você, fala e você escuta. Escuta assim como está me escutando, isso sim é clariaudiência.”

6 e 7 –  Clariolfativo e Clarigustativo

Dom de sentir aromas e/ou gostos presentes no mundo espiritual, ou seja, que não estão materializados nesse plano.

8 – Clarividência

Esse fenômeno ocorre quando o médium consegue ter a visão do mundo astral. É uma mediunidade mais difícil de se encontrar, e às vezes há também uma confusão entre a pessoa que possui clarividência e aquele que vê “vultos” esporadicamente.

O clarividente manifesta o dom a qualquer momento, basta que esteja concentrado. Isso acontece principalmente quando a pessoa está no terreiro, o mesmo processo que ocorre a incorporação no médium.

9 –   Vidência

Nessa modalidade de mediunidade encontramos o médium que consegue conceber imagens de fatos e cenas que existem/existiram em algum lugar.

Pai Rodrigo Queiroz também explica isso no curso de Mediunidade “A vidência é quando a pessoa abre uma visão e às vezes abre-se uma tela na frente dela, semelhante a um computador, abre essa tela/janela e ela consegue enxergar uma cena e/ou situação. Um indivíduo em outro ambiente, lugar ou tempo e traduz isso, isso é vidência.”  

10 – Pictografia

Conhecido como pintura mediúnica a pictografia é o dom de pintar e produzir arte conduzido pelo espírito. Nesse ato, a entidade toma as funções motoras do médium desenvolvendo a pintura como forma de manifestação.

11 – Inspiração ou irradiação

Consiste em “escutar” mentalmente ou intuir algo, mas é importante ressaltar que difere da clariaudiência, pois nessa modalidade, como já dito, o médium escuta claramente a voz do espírito, podendo até identificar e discernir o timbre da voz de seu mentor. A inspiração é algo mais sutil.


12 – Projeção astral

Nesse tipo de mediunidade o perispírito ou a alma da pessoa se projeta para fora do corpo realizando a famosa viagem astral.

Esse desdobramento ocorre quando o espírito da pessoa tem alguma tarefa no astral e se “desliga” temporariamente do seu corpo físico para executa-la.


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