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sábado, 22 de abril de 2017

Ogum; O Orixá e suas Falanges


Ogum é o arquétipo do guerreiro. Bastante cultuado no Brasil, especialmente por ser associado à luta, à conquista, é a figura do astral que, depois de Exu, está mais próxima dos seres humanos. Foi uma das primeiras figuras do candomblé incorporada por outros cultos, notadamente pela Umbanda, onde é muito popular. 

Tem sincretismo com São Jorge ou com Santo Antônio, tradicionais guerreiros dos mitos católicos, também lutadores, destemidos e cheios de iniciativa. A relação de Ogum com os militares tanto vem do sincretismo realizado com São Jorge, sempre associado às forças armadas, como da sua figura de comandante supremo Ioruba. Dizem as lendas que se alguém, em meio a uma batalha, repetir determinadas palavras (que são do conhecimento apenas dos iniciados), Ogum aparece imediatamente em socorro daquele que o evocou. Porém, elas (as palavras) não podem ser usadas em outras circunstâncias, pois, tendo excitado a fúria por sangue do Orixá, detonarão um processo violento e incontrolável. Se não encontrar inimigos diante de si após te sido evocado, Ogum se lançará imediatamente contra quem o chamou. 

Ogum não era, segundo as lendas, figura que se preocupasse com a administração do reino de seu pai, Odudua; ele não gostava de ficar quieto no palácio, dava voltas sem conseguir ficar parado, arrumava romances com todas as moças da região e brigas com seus namorados. Não se interessava pelo exercício do poder já conquistado, por que fosse a independência a ele garantida nessa função pelo próprio pai, mas sim pela luta. Ogum, portanto, é aquele que gosta de iniciar as conquistas mas não sente prazer em descansar sobre os resultados delas, ao mesmo tempo é figura imparcial, com a capacidade de calmamente exercer (executar) a justiça ditada por Xangô. 

É muito mais paixão do que razão... Aos amigos, tudo, inclusive o doloroso perdão, Aos inimigos, a cólera mais implacável, a sanha destruidora mais forte. 

Segundo as pesquisas de Monique Augras, na África, Ogum é o Deus do ferro, a divindade que brande a espada e forja o ferro, transformando-o no instrumento de luta. Assim seu poder vai se expandindo para além da luta, sendo o padroeiro de todos os que manejam ferramentas, ferreiros, barbeiros, tatuadores e hoje em dia, mecânicos, motoristas de caminhões e maquinistas de trem. 

É, por extensão o Orixá que cuida dos conhecimentos práticos, sendo o patrono da tecnologia. Do conhecimento da guerra para o da prática. Tal conexão continua válida para nós, pois também na sociedade ocidental a maior parte das inovações tecnológicas vem justamente das pesquisas armamentistas, sendo posteriormente incorporada à produção de objetos de consumo civil, o que é particularmente notável na indústria automobilística, de computação e da aviação. Assim, Ogum não é apenas o que abre as picadas nas matas e derrota os exércitos inimigos; é também aquele que abre os caminhos para a implantação de uma estrada de ferro, instala uma fábrica numa área não industrializada, promove o desenvolvimento de um novo meio de transporte, luta não só contra o homem, mas também contra o desconhecido. 

É pois, o símbolo do trabalho, da atividade criadora do homem sobre a natureza, da produção e da expansão, da busca de novas fronteiras, de esmagamento de qualquer força que se oponha à sua própria expansão. Tem, junto com Exu, posição de destaque logo no início de um ritual. Tal como Exu, Ogum também gosta de vir à frente. A força de Ogum está tanto na coragem de se lançar à luta como na objetividade que o domina nesses momentos. É fácil, nesse sentido, entender a popularidade de Ogum... Em primeiro lugar, o negro reprimido, longe de sua terra, de seu papel social tradicional, não tinha mais ninguém para apelar, senão para os dois Deuses que efetivamente o defendiam: Exu (a magia) e Ogum (a guerra); segundo Pierre Verger. Em segundo lugar, além da ajuda que pode prestar em qualquer luta, Ogum é o representante no panteão africano não só do conquistador mas também do trabalhador manual, do operário que transforma a matéria-prima em produto acabado... Ele é a própria apologia do ofício, do conhecimento de qualquer tecnologia com algum objetivo produtivo, do trabalhador, em geral, na sua luta contra as matérias inertes a serem modificadas . 

Ogum gosta do preto no branco, dos assuntos definidos em rápidas palavras, de falar diretamente a verdade sem ter de preocupar-se em adaptar seu discurso para cada pessoa. Ogum gosta de dormir no chão, precisa que o corpo entre em contato sempre direto com a natureza e dispensa roupas elaboradas e caras, que possam ser complicadas de vestir ou que exijam muito espaço na mochila. Não tem compromisso com ninguém, nem com seus próprios objetos. A violência e a energia, porém não explicam Ogum totalmente. Ele não é o tipo austero, embora sério e dramático, nunca contidamente grave. Quando irado, é implacável, apaixonadamente destruidor e vingativo; quando apaixonado, sua sensualidade não se contenta em esperar nem aceita a rejeição. Ogum sempre ataca pela frente, de peito aberto, como o clássico guerreiro.

Ogum representa a eterna luta a favor da paz universal, a luta do espírito contra a matéria, a luta do ser humano para a sua purificação assim como acontece com o aço e o ferro quando são aquecidos e transformam-se em ferramentas cada vez melhores, assim é a luta de Ogum a favor do ser humano para que nos transformemos em pessoas melhores. Ogum, guerreiro da paz que vinte e quatros horas por dia nos defende dos ataques do mal , o mal do coração humano, o mal dos sentimentos negativos para com os nossos semelhantes, o mal praticado contra a mãe natureza.

Sua mensagem sempre é a de combater a guerra e levar a paz aos homens em qualquer canto onde haja desavenças. Ogum permite aos outros Orixás executarem o seu trabalho em harmonia com a ordem planetária. Pelas lutas de OGUM todos nós nos transformamos e renascemos melhores em espírito, e de renascimento em renascimento, de transformação em transformação, chegamos mais perto do Alfa, mais perto do mais que perfeito, mais perto da luz mais branca que o Universo pode conceber, pois foi concebido por ELE o nosso PAI CRIADOR DO INFINITO.

As legiões de Ogum são numerosas, e na verdade cada legião representa um quartel-general dos seus exércitos distribuídos pela natureza, por exemplo: Ogum Beira-Mar é um encanto, um poder energético que tem a função de controlar os locais aonde a terra encontra-se com o mar, as pedras encontram-se com os mares, as matas encontram-se com os mares. Nestes locais tem sempre um areal antes de chegar na praia, consequentemente nestes locais sempre existirá uma legião de Ogum Beira-Mar, legião esta que predomina em volta das águas antes de chegar na terra firme, ou antes de chegar dentro da mata, ou antes de chegar em cima das pedras.

Ogum Beira-Mar tem um irmão gêmeo, nas responsabilidades de predomínio de valores energéticos, pois a mata e a água estão intimamente ligados para dar sustentação a vida do planeta, e este irmão chama-se Ogum Rompe-Mato. Ogum Rompe-Mato atua na ligação da mata com a beira da praia, por este motivo dizemos que Rompe-Mato trabalha diretamente ligado com Beira-Mar.

Ainda temos Ogum Iara que atua nas ligações de água salgada e terra, e Ogum dos Rios que como o próprio nome diz atua nas regiões de água doce. Quando nós entramos para o mar, muda a dimensão de força e energia. é onde encontramos Ogum Sete-Ondas, Ogum Sete-Mares e etc..... é somente um pequeno exemplo dos poderes de Ogum.

Primeiro precisamos entender que quando falamos dos Oguns que baixam nos Templos de Umbanda rodando suas espadas no ar, não são o próprio Orixá Ogum, pois o Orixá não baixa na Umbanda, muito menos são Caboclos de Ogum, os caboclos de Ogum são índios que fazem cruzamento com este Orixá. O Povo de Ogum que baixa nos terreiros são espíritos de homens que foram ligados ao militarismo de alguma forma, estes espíritos por afinidades astrológicas e energéticas que trabalham nessa linha tratam-se de antigos Guerreiros Romanos, Gregos, Espartanos, Mouros, Gauleses, Bárbaros,Hititas, Egípcios, Malês, Sarracenos, Templários, Britânicos, Chefes Indígenas, Bedúinos,Persas, Macedônios, Chineses, Samurais, Babilônicos, enfim vários países e territórios.

São falangeiros de Ogum vibrando com a irradiação de outros Orixás que entregam uma característica cada um.

Ogum Matinata: É a linha mais pura de Ogum, sendo chamado por Ogum Guerreiro. Este falangeiro vibra originalmente na linha de Ogum sem cruzamentos. Defende os campos onde são feitas as oferendas para Oxalá, bastante comuns em colinas floridas. Não há muitos médiuns que conseguem tê-lo como Guia, pois é bastante difícil de incorporar. Suas cores são branca e vermelha, predominando mais o branco. Suas oferendas devem ser entregues em campos com muitas flores. Apesar de guardar as oferendas de Oxalá, não vibra diretamente com o mesmo.

Ogum Beira-Mar: É ligado as praias de Iemanjá, conhecido como o Sentinela de Maria. Talvez seja o mais conhecido, pois muitos trabalham com as entidades desta falange, um motivo é que todos filhos de Ogum tem uma ligação direta com Iemanjá e a entidade que faz a ligação entre Ogum e Iemanjá, é Seu Beira-Mar. Esse falangeiro toma conta das praias, onde há a arrebentação das ondas, é ele que encaminha os pedidos feitos a mãe Iemanjá, pois como bem sabemos Ogum mora no mar e é lá que Seu Beira-Mar trabalha. Quando está em terra as entidades desta linha são sempre retas, com uma postura bem ereta, de peito inflado. Sua cor vibratória é o Vermelho. Trabalha bem na beira doa mar, onde ele entrega os pedidos a Ogum Sete-Ondas que é um subordinado dele, depois esses pedidos são levados a Iemanjá. Ogum Beira-Mar, comanda muitas falanges como por exemplo: Ogum Sete-Ondas, Ogum Sete-Mares, Ogum Marinho entre outros.

Ogum de Lei (Ogum Delê): É intermediador de Ogum e Xangô. Suas cores cabalísticas são branco, vermelho e amarelo. Sua área de atuação é a entrada das pedreiras, pois nas pedras o intermediário de Ogum é, o "Ogum Guarda das Pedreiras". Quando o Orixá Ogum manifesta-se na defesa do reino de Xangô, encontramos o desdobramento chamado de Ogum de Lei, ou seja, combinação vibratória do Orixá Ogum com o Orixá Xangô. Em nível de necessidade nossa de terra (ou terreiro) é quando Ogum atua na execução de justiça. É o Ogum da ponderação, ou seja, conquista/defesa através da ponderação, da estratégia.

Ogum Yara: Ligado a Ibeji e Oxum, trabalha nas nascentes dos rios. Ogum Iara, também escrito Ogum Yara, é uma falange do Orixá Ogum, bem conhecida, trabalha como intermediador com a linha das crianças, sua cor vibratória é o azul escuro. Alguns dizem ser da linha de Oxum, mas sua ligação é primordialmente com Ibeji. Trabalha na cachoeira e comanda Ogum Caiçara entre outros.

Ogum Malê ou Malei: Ogum ligado a Oxalá, patrono das entidades do Oriente e de Cura, cuida de todos espíritos dos médicos astrais. A falange chefiada por este espirito é muito difícil de ver em terra, pois são espíritos muitos sutis que o médium precisa estar muito puro para entrar em contato. O Povo Malei, foi um povo já extinto que vivia no deserto, parecido com os beduínos e até mesmo com os ciganos, eram nômades. O nome deste falangeiro provém de lá, pois os eguns que vibram nesta linha encarnaram em solos orientais, como a maiorias dos espíritos da linha de Oxalá. São ótimos tarefeiros da cura, trabalhando na segurança e proteção de ritos de cura, cirurgias espirituais. Guardam também os médicos astrais e os médiuns de cura. Sempre que se pode deve-se saudar esta linha nos ritos de cura, pois são eles os grandes guardas e defensores astrais.

Ogum Megê: Serventia de Obaluaê, regula os Exus, trabalha muitas vezes dentro da Calunguinha. É bem conhecido dentro dos caminhos da Umbanda. Até mesmo no candomblé essa nomenclatura é dada a uma qualidade do Orixá Ogum. O Senhor Megê trabalha na linha das Almas, isto é, fazendo um entrecruzamento com Obaluae, ele que comanda a energia de Ogum dentro da Calunguinha (Cemitério). Ogum Megê que é o disciplinador das Almas insubmissas. Aplicando da lei sagrada nessas Almas. É importante ressaltar que sua governança é dentro da Calunguinha, pois fora dela o comando é de Ogum de Ronda. Suas cores vibratórias são três, Branco, Vermelho e Preto. 

Ogum Rompe-Mato: Ligado a Oxóssi, cuida das entradas das matas e florestas. Senhor e comandante dos Caboclos de Ogum, Seu Rompe-Mato também é famoso. Suas falanges baixam em muitos terreiros. A maioria dos falangeiros de Ogum, se comportam de forma retida, costumam ficar parado num local, como se fosse um guarda de um palácio, mas os espíritos da falange de Seu Rompe-Mato é diferente, quase todos dançam e rodam o terreiro inteiro, alguns até bradam. Talvez pela afinidade com a linha dos caboclos. Ele é intermediário entre o Orixá Ogum e Oxóssi, por isso também usa como cor vibratória além do branco e vermelho, o verde-mata. Seu campo de atuação é a entrada das matas, onde Oxóssi governa, Ogum Rompe-Mato guarda, ele está sempre na entrada de uma trilha, guardando os espíritos que lá habitam. Não devemos confundir o Ogum Rompe-Mato com o Caboclo Rompe-Mato, um é o intermediador de Ogum e Oxóssi, já o Caboclo, é um espírito que trabalha na linha de Ogum, e faz sua entrega pra Oxóssi, um é falangeiro, outro é um Guia. Apesar de estas suas entidades trabalharem muito próximas, o médium normalmente que trabalha com um normalmente também trabalha com outro, porém em graus diferentes.

Ogum Sete-Espadas: Ligado a energia pura de Ogum, vibra com Ogum Matinata, usa uma espada na mão e outras seis cruzadas na capa, Usa vermelho e prata. Ogum 7 Espadas é um falangeiro do Orixa Ogum que baixa nos terreiros de umbanda sempre disposto a proteger seus filhos contra o mal com suas espadas. Enviado de ogum , ou seja, um falangeiro de seu exército, àquele que vem sobre a qualidade de um 7 espadas defende 7 degraus de evolução na Lei da Guerra. Assim como os Xangôs 7 pedreiras ou o Caboclo 7 Flechas. Eles são os guardiões dos mistérios de seus domínios, porque vêm na Umbanda com uma irradiação pura do seu Orixá de origem.

Ogum Sete-Ondas: Vibra com Ogum Beira-Mar, trabalha nas ondas do mar,ligado a Iemanjá. É o responsável por entregar as oferendas a Iemanjá, ele vem logo após a Ogum Beira-Mar, ou seja, se oferta algo a Iemanjá, Ogum autoriza a Ogum Beira-Mar a receber, e Ogum Beira-Mar faz a entrega a Ogum 7 Ondas para que esse entregue aos braços da linda Iemanjá. Caso Ogum não autorize, seus pedidos e sua oferenda não vão chegar a Iemanjá, e por esse motivo alguns pedidos feitos a ela não são realizados.

Ogum das Pedreiras: Guarda as pedreiras de Xangô de armadura dourada e penas marrons, vibra com Ogum de Lei quase não se desloca, grande executor não aceita ordens. 

Ogum Caiçara: Vibra com Ogum Yara, usa Vermelho e Azul bebê, se desloca pelo templo, cuida do fundo da foz dos Rios. 

Ogum do Oriente: Vibra com Ogum Malê, coms ligações arábes traz um turbante, vibra com as cores vemelho, branco e dourado. 

Ogum de Ronda: Trabalha com Ogum Megê, trabalha nas entradas da Calunguinha, corre sua ronda a Meia-Noite. Usa Preto, Vermelho e Verde. Trás cruz de Malta no peito. 

Ogum das Matas: Usa Verde e Branco, são espíritos Indígenas, usam espadas e bradam muito. 

Ogum Naruê: Seu nome significa “Aquele que é o primeiro a gerar valor”. Trabalhando diretamente na Linha das Almas, desmanchando a magia negra, controla as almas quibandeiras. Aceita suas oferendas com Ogum Megê ou, ainda, dentro ou fora dos cemitérios, nas cores branca e vermelha. Alguns incluem uma pedra-ímã nos itens a oferecer-lhe Existem outras falanges, como Ogum Nagô, Ogum Naruê, Ogum Malei, que também atuam fortemente na vibração da esquerda, são Oguns que tem como grande poder o feitiço e o exímio conhecimento da Quimbanda, raramente se manifestam, atuando somente nos bastidores.

Ogum Sete-Lanças: Ligado a Ogum Matinata e Sete-Espadas usa vermelho apenas,  roda cruzando o terreiro. 

Ogum Sete-Mares: Ligado a Ogum Beira-Mar e Ogum Sete-Ondas, cuida dos Mares usa azul bem escuro e vermelho. 

Ogum de Ouro: Trabalha com Ogum de Lei e Ogum das Pedreiras, Usa Vermelho e Amarelo. Vibra com Iansã. 

Ogum Menino: Vem com Ogum Yara e Ogum Caiçara trabalha nos lajeados e barrado de corais. Usa Vermelho e Azul. 

Ogum da Lua: vibra com Ogum Malê e Ogum do Oriente, trabalha nas vibrações lunares, nos campos abertos do Humaitá. Usa Vermelho e branco. 

Ogum Xoroquê: Trabalha com Ogum Megê e Ogum de Ronda vibra muito com Exu, ligado a Obaluaê também. Usa Preto, Vermelho e Branco.  Sem dúvidas é dentro do Povo de Ogum a entidade que mais chama atenção, por ser dúbia, ter dois lados, um lado ser Ogum e do outro ser Exu. Esta forma quer dizer não que o orixá tem duas faces e sim que trabalha em dois pólos energéticos tanto positivo como negativo. Divindade masculina, figura que se repete em todas as formas mais conhecidas da mitologia universal. 

Ogum dos Rios: Trabalha com Ogum Rompe-Mato e Ogum das Matas usa verde Água e vermelho apesar do nome trabalha nas Pontes. 

Além desses ainda existem outros Oguns: Ogum da Estrada (Trabalha na estrada), Ogum Rompe Folha (Trabalha na Mata) Ogum Bandeira (Trabalha no Humaitá), Ogum Gererê (Ligado a Xangô).


Referências. Léo Del Pezzo / Norberto Peixoto

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