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quarta-feira, 5 de abril de 2017

A trilogia: Guia, médium e consulente

Todos os dias entram por nossas portas muitas pessoas a busca de uma boa palavra, um passe que as faça se sentir melhor, de uma esperança, de uma perspectiva, na realidade um caminho uma direção, chegam, sentam-se ali em nossa assistência, ansiosas, o coração batendo forte, não vendo a hora de passar com o guia e ver o que ele tem a lhes dizer.

Algumas pessoas criam verdadeiros laços de amizade pelo guia que a ajudou, muitas nem gostam de passar com outros guias, simplesmente não confiam ou é aquele ou nenhum, é muito bonito ver essa ligação de confiança que se forma, mas dessa ligação as vezes quando mal direcionada podem surgir alguns inconvenientes porque muitas vezes as pessoas misturam O GUIA com o MÉDIUM, e muitas pessoas são realmente muito invasivas, elas querem ter aquela assistência onde e em qualquer momento, acabam se tornando extremamente dependentes do médium e guia para tudo e qualquer decisão que precisem tomar,  onde esse consulente encontre o médium, elas acham que o médium tem que as atender a qualquer momento e a qualquer hora, e muitas vezes não são assuntos com urgência são assuntos banais, triviais e esse quadro ainda piora quando ficam sabendo por exemplo do número do celular ou telefone particular do médium e começam a ligar a toda hora, muitas pessoas poderão dizer nossa mas o médium não pode dar essa assistência, ai é que está o ponto X da questão, ELE NÃO É O GUIA, ELE É O MÉDIUM, ele tem sua vida particular, seu trabalho, sua privacidade e essa privacidade muitas vezes passa a ser invadida pelo assédio de algumas pessoas. Não é que ele não queira prestar o auxílio mas que tem momentos na rotina da pessoa em que ele não pode atender de pronto momento, muito menos dar passagem para o seu guia trabalhar ao bel prazer da pessoa. Mesmo o guia não pode ficar vindo a torto e direito em terra simplesmente para satisfazer o desejo da pessoa e isso agrava quando é assuntos que poderiam ser resolvidos sem a intervenção da entidade ou guia. Lembrando que nossos guias tem muitos afazeres no campo espiritual. E infelizmente há abusos de algumas pessoas que precisam ser melhor orientadas dessa dinâmica de trabalho.

O problema ainda se estende e se agrava quando esse médium passa a se predispor a fazer trabalhos particulares, explico: muitas vezes o guia pede para aquela pessoa ir e fazer uma determinada oferenda em um determinado lugar, a pessoa não quer ir sozinha, liga para o médium e o mesmo tem que dispor de um horário para ir com a mesma, se fosse algo esporádico sem problema, mas na grande maioria das vezes aquilo vira rotina e se torna um inconveniente na vida desse médium atrapalhando sua rotina pessoal. Um bom médium umbandista não cobra nenhum valor em dinheiro e até se constrange quando isso é oferecido, e as pessoas passam a ver ainda mais facilidades em assediar esse médium para tudo que queiram fazer, só que se esse médium negar a assistência por algum inconveniente ele já passa a ser visto com maus olhos injustamente e daí vem a ingratidão. Infelizmente quando se acostuma a se ouvir só sim, um não pode ser bem incomodo.

Por outro lado alguns médiuns vendo toda essa procura por seus guias e sua assistência mediúnica, acabam que se sentindo especiais e distorcendo alguns valores, e para ser bem franca, começam a se sentir vaidosos ao ponto de se acharem os próprios guias em terra, e sabemos perfeitamente que vaidade para um médium umbandista é no mínimo danosa. Temos também os médiuns que são bem espertinhos, oportunistas que  quando percebem essa facilidade e procura  de consulentes começam a tirar daí uma forma fácil de ganhar um dinheirinho extra e começam a cobrar até para acender uma vela, cometendo ai um ato contra um dos principais fundamentos da Umbanda que é a caridade. Mas triste ainda é o famoso dinheiro de chão de entidade, onde o consulente simplesmente joga aos pés da entidade alguns trocados para lhe pagar seus préstimos. Dinheiro para quem mesmo? e entramos na questão guia e médium ou médium sendo guia.

Esse tipo de procura e assédio exagerado não é saudável nem para o médium nem para o consulente, principalmente quando se tratar de conveniências e abusos.

Conheci médiuns que não conseguiam tomar um café da manhã com tranquilidade, era 24 horas pessoas batendo em seus portões para serem atendidas não mensurando nem dia e nem horário, e isso vai causando um desgaste profundo nesse médium, que começa a lhe trazer inconvenientes tanto na parte física quanto na parte energética, ele se torna uma verdadeira caçamba de cargas energéticas negativas, fora é claro transtornos em sua rotina pessoal.

Um bom médium é claro nunca irá negar a assistência espiritual a nenhuma pessoa que o procure, mas para isso tem os dias e horários dos trabalhos espirituais onde esse médium terá todo amparo de seus guias e mentores, com exceção é claro de situações de urgência e emergenciais. Sabemos perfeitamente que tem casos que se exige esse trabalho particular mas o mesmo deve ser direcionado pelo guia, e um bom guia sabe que o médium deve ter seu momento de descanso e de vida particular. Quando vemos uma entidade que exige que seu médium fique a sua disposição 24 horas por dia, pode abrir ai um outro problema, que é a obsessão por subjugação e fascinação daquele espírito para seu médium, uma outra questão importante que muitas vezes passa desapercebida a olhos desatentos, alguns médiuns chegam ao ponto de terem desgastes físicos intensos por horas e horas de trabalho, lembrando que um guia idôneo não exige e nem abusa de seu médium, respeitando seus limites. Temos evidências de guias que por trabalharem horas e horas, começavam a se comportarem como se estivessem vivos na realidade ficam mais acordados do que seus próprios médiuns. Vamos recordar esses tipos de obsessão:

Fascinação – A fascinação é entendida como uma ilusão criada diretamente pelo Espírito no pensamento do médium, inibindo seu discernimento ou sua capacidade de julgar as comunicações. O médium fascinado não se considera enganado. O obsessor consegue impedi-lo de reconhecer o engano, mesmo quando a mistificação é grosseira ou ridícula. As consequências da fascinação são mais graves, uma vez que o obsessor dirige a vítima, fazendo-a aceitar as mais absurdas teorias e ideias. Os Espíritos obsessores são geralmente, nos casos de fascinação, bastante espertos e ardilosos.

Subjugação – A subjugação é um envolvimento que anula a vontade da pessoa, fazendo-a agir de acordo com a vontade do obsessor. O obsidiado fica subordinado a um verdadeiro jugo. A subjugação pode ser moral ou corpórea. No primeiro caso, a pessoa é obrigada a tomar decisões quase sempre absurdas e comprometedoras; no segundo caso, o Espírito age sobre a organização física, provocando desde movimentos involuntários simples até lesões graves no corpo do encarnado.

E temos outra questão importante a ser abordada que é quando o médium se acha o próprio guia, alguns médiuns quando percebem que seus guias estão atendendo muitas pessoas, que as pessoas estão gostando e sendo receptivas a seus atendimentos, começam a ficar vaidosos ao ponto de acharem-se os próprios guias na terra, começam a dar atendimentos particulares, a cobrarem por esses atendimentos, a manipular alguns consulentes para que os ajudem em questões de foro particular, e infelizmente esses médiuns acabam se enganando e enganando muitas pessoas que por gostarem de seus guias  e entidades acabam se envolvendo em uma teia perigosa de más intenções. Quando o médium começa nesse caminho fatalmente ele se perde em sua trajetória mediúnica e fatalmente seus guias e entidades não irão ser convenientes nessas questões e irão se afastar de seu pupilo, e ele vendo a perda da assistência de seus guias e mentores, passam fatalmente a mistificar em suas manifestações mediúnicas, numa tentativa tola de não ficar desacreditado e também é claro para não perder seus supostos clientes. Mas com o tempo esse médium começa a dar mensagens não verídicas, o que ele fala passa a não ter a mesma eficiência do verdadeiro guia e seus tão almejados clientes começam a abrir os olhos e perceberem que algo está errado.

Um dos maiores erros de se confundir o médium com o guia é justamente quando um guia dá uma mensagem, ou advertência para uma pessoa, e a mesma fica com raiva do médium o confundindo com sua entidade e guia. Ocorrência muito comum.

Ex.: Paula é consulente, Maria sua amiga é médium de trabalho passista, seu preto velho, chama a atenção de Paula por algumas posturas que Paula anda fazendo de errado. Quando a gira acaba, Paula não quer mais falar com Maria porque ficou chateada com a mensagem do preto velho. Confundindo um com o outro.

E temos situações oriundas de inimizades, onde um guia de um médium vai falar com uma pessoa e por ela não gostar do médium da entidade, a mesma desfaz ou mesmo é grosseiro com o guia. Como já vimos também casos em que o médium passa a frente da entidade usando de sua roupagem para falar o que bem entende e maltratar um desafeto.

Situações assim são muito comuns e precisam ser evitadas, para que se evite constrangimentos desnecessários para ambos os lados.

Os cambonos e dirigentes, devem sempre na medida do possível estarem atentos a tais posturas, para que as mesmas recebam as devidas orientações doutrinárias.

E como se evitar tais posturas:

Consulentes: na grande maioria das vezes, eles não são os culpados, na realidade essa invasão foi oriunda da falta de orientação e pela permissão daquele médium, que acaba que se envolvendo em assuntos oriundos tratados entre guia e consulente, levando para sua vida pessoal. Na grande maioria das vezes se aquele consulente está sendo invasivo é porque O MÉDIUM assim o permitiu. Muitas vezes o médium quer ser atencioso, só que não mede que aquela atitude pode se tornar sim um vício incomodo da outra parte. E essas coisas precisam ser muito bem orientadas e direcionadas. Alguns dirigentes prevendo situações abusivas determinam que é FALTA GRAVE caso um médium comece a fazer trabalhos particulares sem permissão dos guias chefes do terreiro o qual pertença. Explicaremos mais adiante do porquê.

Médium: Nunca abaixe a guarda, mantenham sempre a disciplina como do primeiro dia que colocou uma roupa branca, nunca deixe que a vaidade lhe tome conta, se colocar no lugar de médium e não de guia é sábio e evita transtornos em sua vida mediúnica e pessoal. Cuidado com trabalhos particulares, trabalhar na supervisão e amparo  de um terreiro é uma coisa, trabalhar sozinho é outra bem diferente. As vezes aquele consulente que aparentemente é um caso fácil, pode se desenrolar um caso seríssimo, temos casos em que médiuns tiveram que ser socorridos por terceiros, porque mexeram em  vésperos e foram gravemente picados, resumindo não deram conta do recado. Em situações assim o médium fica numa situação muito constrangedora.

Consulentes e Médiuns: a boa palavra, o respeito, educação, devem ser carros chefes sempre. O se colocar no lugar do outro nos faz pensar sobre conceitos e atitudes imprudentes.

O médium merece seu respeito e o guia idem, o consulente toda consideração e atenção, mas cada um tem seu papel onde um não deve ser confundido com o outro jamais.
  

Cristina Alves

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