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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Carnaval

Estamos às vésperas do carnaval. A partir de hoje, boa parte dos brasileiros, de alguma forma, vai “entrar no clima” dessa festa tradicional, que teve sua origem na Antiguidade.
Carnaval vem do latim – carnis levale – e quer dizer “retirar a carne”. É um significado do jejum e do comedimento nos prazeres ditos mundanos durante a quaresma, e que surgiu depois que a Igreja Católica incorporou o carnaval às festas cristãs. 
Contudo, não se pode deixar de considerar o que acontece em vários ambientes durante o carnaval e, como essas egrégoras afetam os corpos físico e astral do ser humano, especialmente os que possuem as faculdades mediúnicas desenvolvidas ou em desenvolvimento. 
Como umbandista, acredito que nesta época do ano abrem-se determinados portais.
São portais que se abrem em regiões profundas e obscuras, deixando passar entidades vingativas, perversas, artífices na arte do ilusionismo, mostrando para os incautos que se “divertem”, situações de êxtase, realizações, todo tipo de engodo auxiliado pelas drogas, pelo álcool, pela sexualidade exacerbada, de modo a aprisionarem facilmente quantos estejam à descoberto de sua proteção, inseguros de seus projetos de vida, desequilibrados emocionalmente, esvaziados de verdadeiros sentimentos, minados por angústias e rancores mal resolvidos.
Os blocos, a fuzarcas, escondem verdadeiros campos de batalha nos paralelos astrais.
Por detrás do ambiente glamouroso há um outro ambiente, ávido e perigoso.
A constatação mais importante é a de que, durante o carnaval, as pessoas tendem a liberar de forma intensa seus desejos mais primários e, com isso, entregam-se a escolhas prejudiciais em excesso, tais como: bebida, droga, sexo, o que acaba permitindo a aproximação de espíritos desencarnados afins. A multidão aglomerada nas comemorações do carnaval, por sua vez, atrai obsessões coletivas sem perceber, sendo profundamente influenciada por espíritos e outras formas negativas do baixo astral.
O resultado deste “entorpecimento”, entre outras consequências, é o cansaço físico, a confusão mental, o desequilíbrio emocional, sendo muito difícil retornar à “vida normal” ou, ao menos, a uma tentativa de retomar o cotidiano sem estar “acompanhado” de uma vibração não amigável, nada saudável e muito menos confortável.
Aqueles que buscam a espiritualidade evitam se submeter a ligações com espíritos inferiores. Portanto, a prudência e a sobriedade valem muito nesse período. Se possível, ocupe seu tempo no carnaval com uma boa leitura, o contato com a natureza, a meditação, uma conversa edificadora. Mantenha-se na retidão do seu objetivo espiritual

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