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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Aconteceu em um terreiro...



Em um terreiro que iria abrir as suas portas ao público, pela primeira vez.O chefe daquele terreiro olha pela janela e vê que tem cerca de 30 pessoas esperando para entrar e assistir a gira.
O chefe deste terreiro vai até a porta e a abre, sem sair de lá cumprimenta um a um os consulentes que vão entrando.
Quando ele acaba de cumprimentar a todos, ele entra naquele pequeno recinto e nota que todos ficam parados, olhando para o nada.
Começou a gira o Pai de Santo e mais dois médiuns e um cambono.
Logo baixou os pretos velhos.
Um dos consulentes que lá estava foi falar com a entidade.
Preto-velho não deixei de notar algumas coisas, que não vi aqui.
Por exemplo: Cadê as imagens do seu congá, cadê as velas acesas e a casa não tem ogãs.
E o Preto-velho muito calmo respondeu.
Filho, quando você vai a mata, você vê Oxóssi?
Quando você vai a praia você vê Iemanjá?
Quando você vai a uma pedreira você vê Xangô?
Quando você passa por uma encruzilhada você vê Exu?
E assim ele continuou.
Quando ele acabou as perguntas, ele respondeu certo paizinho, mas nestes campos de força, sentimos as energias dos Orixás.
Aí o Preto-velho respondeu:
É filho se você não estivesse vindo aqui tão preocupado em ver tudo aqui com os seus olhos carnais, mas tivesse enxergado com o seu coração, você iria ver tudo isso e mais a sua entidade que está aí do seu lado.
Que poderia estar agora aqui incorporada ajudando em nossos humildes trabalhos.
Nunca julgue uma casa pelo tamanho, quantidade de médiuns ou pelo tamanho de suas imagens.
Mas preste atenção e sinta a energia que ali circula nos trabalhos realizados.
É na verdadeira simplicidade e humildade que se encontra a verdadeira força das entidades .

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