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segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Gongá

Nós umbandistas temos um local dentro de nossos templos, casas ou terreiros no qual respeitamos muito, e claro, amamos aquele local como um pedacinho de nossa residência.
Esse local tem o nome de Gongá, ou também chamado em alguns terreiros como Congá, Jacutá, Peji ou mesmo altar.
A palavra Gongá vem de origem Bantú, e por um modo um tanto errôneo linguístico se transforma em "congár" ou "congal", e é a representação do altar umbandista.
A palavra altar vem do latim "altus", ou seja, alto, elevado,dando significado exatamente a ideia de ligação entre o ser humano e o Pai Maior, e onde poderemos fazer nossas orações, homenagens, e demonstrar nossa fé.
Como sabemos a Umbanda é uma religião sincrética, e como já vimos em algumas histórias, os negros escravizados era catequizados e obrigados a se converter ao catolicismo por seus senhores, e por esse motivo nasceu a associação do panteão africano aos santos católicos, como forma de cultuarem seus Orixás através das imagens católicas sem assim não criarem problemas com seus senhores.
Portanto o Gongá, era um altar católico com os assentamentos e firmamentos escondidos por baixo.

Dessa forma eram cultuados os Orixás tendo as imagens de Santos católicos, e isso se interligou de uma forma grandiosa, que hoje a maioria dos Gongás tem suas imagens católicas, não por obrigação, mas sim pela devoção, contudo sempre visto com a nomenclatura do Orixá, como exemplo disso podemos falar do Orixá Ogum, sincretizado por São Jorge, Santo guerreiro dos católicos, ou mesmo a Orixá Oxum, sincretizada por Nossa Senhora da Conceição, ou mesmo ainda o Orixá Oxalá, que por ser considerado o Pai dos Orixás é sincretizado com Jesus Cristo, assim como todos os outros Orixás tem a sua sincretização.

A todos que já participaram de uma Gira de Umbanda, seja como trabalhador de um terreiro, ou mesmo apenas como consulente ou assistente, já pôde observar o conteúdo que temos em nossos Gongás, pois nele podemos encontrar uma grande variedade de objetos, assim como estátuas de Santos católicos, de Caboclos, de Pretos Velhos, de Boiadeiros, de Erês, de Orixás, quartinhas, velas de diversascores, pedras/Otás, pontos riscados, flores, objetos do ritual dasEntidades de Luz, que seguem a mesma i Imantação do Gongá.

O Gongá é uma das partes mais importantes de um terreiro de Umbanda, pois ele é um núcleo de força em atividade constante, agindo como centro atrator, condensador, escoador, expansor, transformador, e alimentador dos mais diferentes tipos de níveis de energia e magnetismo.

Vamos descrever cada um desses centros, para que possamos entender melhor a função do Gongá nos terreiros.

Centro Atrator:

Atrai para si todas as variedades de pensamentos que pairam sobre o terreiro, numa contínua atividade magnético atratora de recepção de ondas ou feixes mentais, quer positivos ou negativos.

Centro Condensador:

É condensador, na medida em que tais ondas ou feixes mentais vão se aglutinando ao seu redor, um complexo influxo de cargas negativas e positivas, produto da psico esfera dos presentes.

Centro escoador:

É escoador, na proporção em que, funcionando como verdadeiro
fio terra (para raio) de miasmas e cargas magnético negativas, as
comprime e descarrega para a mãe terra, num potente fluxo
eletromagnético.

Centro expansor:

É expansor porque, condensando as ondas ou feixes de pensamentos
positivos emanados pelo corpo mediúnico e pela assistência, os
potencializa e devolve para as pessoas presentes, num complexo e eficaz fluxo e refluxo de electromagnetismo positivo.

Centro transformador:

É transformador porque, em alguns casos e sob certos limites,
funciona como reciclador de lixo astral, condensando-os, depurando-os e os vertendo já filtrados ao ambiente de caridade.

Centro alimentador:

É alimentador pelo fato de ser um dos pontos do terreiro a receberem continuamente uma variedade de fluidos astrais, que além de auxiliarem na sustentação do trabalho da Casa, serão o combustível principal para a atividade do Gongá (Núcleo de força).

Devemos ter o entendimento que o Gongá não é um enfeite para
embelezar os terreiros, muito menos um aglomerado de símbolos e objetos aleatórios que são colocados ali para sanar a vaidade de uns ou os devaneios de outros, os Gongás estão ali em terreiros honestos e sérios porque tem fundamento, tem uma razão de ser, pois assentados de uma base sólida, lógica, racional, litúrgico magísticas, e sustentados pelo Plano Astral, mantém a casa segura, firme, sem ter a chance de ser atacada por espíritos sem luz, como Kiumbas, Eguns e Zombeteiros.

Respeitem o Gongá como um local sagrado dentro dos terreiros, não tentem inventar assentamentos, imantações ou firmamentos. O Gongá é um ponto sagrado, não é um espelho para sua vaidade.

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