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quinta-feira, 3 de novembro de 2016

O que é a Jurema Sagrada?

Jurema sagrada como tradição "mágica" Religiosa, ainda é um assunto pouco estudado. É uma tradição nordestina que se iniciou com o uso desta planta pelos indígenas da região norte e nordeste do Brasil; 
Nasceu a Jurema Sagrada, no ano de 1532, com a junção da: 
Pajelança
Catolicismo
Bruxaria 
Europeia
As Divindades da Natureza dos Negros Bantos Nasce então a Jurema Sagrada, que surgiu das Aldeias Índigenas, mas que, atualmente possui influências as mais variadas, e que vão desde a feitiçaria européia até a pajelança, xamanismo indígena, passando pelas religiões africanas, pelo catolicismo popular, e até mesmo pelo esoterismo moderno, psicoterapia psicodélica e pelo cristianismo esotérico.
Primeiro Reinado que é: Reinado da Jurema Preta, Jurema de Caboclo, Jurema de Tupã e ou Rei Tanaruê, destes seguimento sugiram mais onze reinados, todos com os seus legítimos Representantes, na hierarquia de Reis, Rainha, Príncipe e Princesa, Caboclo, Tangerinos, Vaqueiros, Boiadeiros, Mestres, Ciganos, Preto Velho, entre outros.


Em cada Reinados foram encantada algumas especies de arvores, que hoje são conhecida como: Angico, Jucá, Jequitibá, Jatobá, Aroeira,Manaca, Ingá entre outras, após o encantamento de cada especie estas se tornaram-se Cidades Sagrada.
Reino das Águas Claras – “Tambor de Mina Nago” - Reino dos Encantados, Sereias, Príncipe Boto, Príncipe Rio Verde, Rio Negro, Marecia, Flechimar Princesa Flora etc… No Pé de cada árvore eram feito a mais belas mesas, Os Juremeiros da época tinha os seus assentamentos enterrados dentro da matas e os desenterravam, lavavão e montavam a mesa em uma arvore sagrada longe do local onde os escondia, após a jurema de chão, pegavam e a envolvia em panos e as enterravam.
A Jurema de Chão e feito dentro da mata ou no pé de uma arvore sagrada, realizada ao som dos Maracas .

Os antigos Juremeiros os fazia escondidos da policia pois os Jesuítas, na catetização dos índios enfatizou que a pajelança era atos demoníacos, e os que era descobertos, matava-se todos ali mesmo, exemplo que aconteceu com o mestre Tangerino Zé Ferreiro, dentro da mata da cidade de Abiara PB. Por isso que surgiu as demais Reinados que saiu da mesa feita dentro das matas e foram para as casas e a primeira casa aberta ao publico com a autorização do Rei foi de Maria do Acaio em Alhandra PB. que uns dos maiores em número de seguidores atualmente.
Não a existe para o mestre melhor Reinado da Jurema, cada um veio de uma aldeia, e de uma linhagem de pensamento.
A Jurema Sagrada, não existe Exu e Pomba-Gira, essas entidades só surgiram na Quimbanda em 1908. A Jurema tem os caboclos e mestres esquerdeiros. A Jurema que cultua a Quimbanda e uma Jurema Traçada, que Exu e Pomba Gira, passa na sala junto com o Mestre igual ao Omoloco, que mistura o orixá e os Espíritos em Evolução.

A Jurema de Raiz pura não cultua a Quimbanda, mais o médium que tem a sua Quimbanda firmada, faz separado da Jurema, igualmente aos atos dos Orixas, e comum no Nordeste, Ter Um Babalorixá e Um Padrinho de Jurema Destintos. Que Orixá e Divindade da Natureza, no entanto a Jurema são Espíritos Encantados na Natureza, e o Exu e a Pomba Gira são homens e mulheres da rua mais não são encantados e por isso que tem os atos igual a de Malei, raiz da Quimbanda.
Jurema Sagrada faz referência nos fatos ocorrido no Brasil e suas épocas e historia, pois os encantados fez parte dela, e quando se manifestam nos terreiros de Catimbó, cantam os seus Lírios o que ele fez em vida, onde nasceu e época e local que viveu.

A Jurema Sagrada Catimbó não é uma Lenda e ou um Conto de Fadas foi a História das Glorias e o sofrimento dos índios e o povo Nordestino.
Quando um mestre se manifesta e se ele foi encantado corretamente é o Mestre acordado que fala a sua Historia de vida, onde nasceu, onde viveu e onde esta enterrado, não é necessário o médium sair em busca da historia do Mestre, ele tem que falar onde esta o seu corpo enterrado e onde viveu. Igual vamos ver na Historia da Vida do grande Mestre de Jurema Zé Pelintra, ele nasceu na Vila do Cabo de São Agostinho, passou grande parte de sua vida na Paraíba em Alhandra no Acaio e quando passou com 114 anos foi enterrado no antigo cemitérios dos Afogados do Ingazeiro.
Origens

A jurema sagrada é remanescente da tradição religiosa dos índios que habitavam o litoral da Paraíba, Rio Grande do Norte e no Sertão de Pernambuco e dos seus pajés, grandes conhecedores dos mistérios do além, plantas e dos animais. Depois da chegada dosafricanos no Brasil, quando estes fugiam dos engenhos onde estavam escravizados, encontravam abrigo nas aldeias indígenas, e através desse contato, os africanos trocavam o que tinham de conhecimento religioso em comum com os índios. Por isso até hoje, os grandes mestres juremeiros conhecidos, são sempre mestiços com sangue índio e negro. Os africanos contribuíram com o seu conhecimento sobre o culto dos mortos egun e das divindades da natureza os orixás voduns e inkices. Os índios, estes contribuíram com o conhecimento de invocações dos espíritos de antigos pajés e dos trabalhos realizados com os encantados das matas e dos rios. Daí a jurema se compor de duas grandes linhas de trabalho: a linha dos mestres de jurema e a linha dos encantados.
Os Caboclos
Os Caboclos são identificados como entidades indígenas que trabalham principalmente com a cura através do conhecimento das ervas. Durante a estada destas entidades nos terreiros, incorporadas nos médiuns, dão passes e realizam benzeduras com ervas e folhagens. São associados às correntes espirituais mais elevadas, as que trabalham para o bem, mas que também podem ser perigosas quando usados contra alguém. Por isso são muito temidos. "... na antiguidade se tina muito medo dos caboclos por causa das flechadas. A flechada de um índio é pior que o trabalho de um mestre... só algumas pessoas que sabem mexer e botar a mão ali dentro"
Nas Mesas o caboclo é simbolizado por príncipes, estátuas de índios e apetrechos confeccionados por ameríndios ou inspirados neles como cocares, flechas, preiacas, colares, etc. Os caboclos comem frutas, flores, mel, carne bovina ou peixe, que pode ser crua, cozida no vinho, ou assada na brasa. Com a introdução de sacrifício de animais nas práticas juremistas, é comum oferecer-lhes pequenos animais como passarinhos, preás, coelhos e outro "bichos de caça". São oferecidos ainda raízes como a mandioca, a batata doce e alimentos confeccionados a partir delas. Alguns juremeiros oferecem vinho branco a estas entidades, outros apenas suco de frutas e refrigerantes como o guaraná. Normalmente os caboclos não fumam e no momento das reuniões e giras a eles destinadas não se deve fumar; contudo alguns caboclos se utilizam destes elementos.
Os caboclos crianças, sejam de um sexo ou de outro, descem pedindo mel, balas e frutas. São pouco ascéticos quando comem estes alimentos, depositando e misturando os ingredientes no próprio chão dos terreiros. É costume, ainda, lambuzarem a si e aos com que compartilham de seu alimento. Muitas vezes querem comer pequenos insetos e répteis que encontrem nas casas de culto, sob a argumento de que nas matas comem destes animais. São brincalhões e falam uma linguagem infantilizada do tipo tati-bi-tati. Os caboclos adultos do sexo masculino tem o semblante carrancudo. Sua voz , normalmente faz-se ouvir claramente. Descem em geral estalando os dedos e emitindo um som sibilante. Quando em reuniões, onde não haja o batuque dos tambores, dançam em círculo, dobrando um joelho e deixando a outra perna atrás. Nas festas a sua coreografia muda assumindo os passos dançados pelos "caboclinhos" dos folguedos populares do carnaval pernambucano. As caboclas tem uma expressão facial de maior suavidade e, normalmente, falam uma linguagem onde se intercala no início das palavras a sílaba si.

Os Mestres 
De forma geral, os mestres são descritos como espíritos curadores de descendência escrava ou mestiça (índio com negro ou branco com uma das duas outras raças). Dizem os juremeiros que os mestres foram pessoas que, quando em vida, trabalharam nas lavouras e possuíam conhecimento de ervas e plantas curativas. Por outro lado, algo trágico teria acontecido e eles teriam "se passado" (morrido), se encantando, podendo assim voltar para "acudir" os que ficaram "neste vale de lágrimas".
No panteão juremista, existem vários mestres e mestras, cada qual responsável por uma atividade relacionada aos diversos campos da existência humana (cura de determinadas doenças, trabalho, amor...). Há ainda aqueles especialistas em fazer trabalhos contra os inimigos. Nas mesas, as representações das entidades relacionadas nesta categoria são as mais elaboradas, geralmente possuindo o estado completo e a "jurema plantada"; em especial a do "mestre da casa", aquele que incorpora no juremeiro, faz as consultas e iniciam os afilhados nos segredos do culto. Por tudo isso esse mestre é carinhosamente chamado de "meu padrinho". Cada mestre está associado a uma cidade espiritual e a uma determinada planta de "ciência" (angico, vajucá, junça, quebra-pedra, palmeira, arruda, lírio, angélica, imburana de cheiro e a própria Jurema, entre outros vegetais), existindo ainda alguns relacionados a fauna nordestina (mamíferos – guará, preá; aves – gavião, periquito, arara, pitiguarí; insetos – abelhas, besouro mangangá; répteis). Para os mestres relacionados a uma outra planta que não a Jurema, são estas plantas (quando arvores) que tem seus trocos plantados nas mesas dos discípulos.

Outras entidades
Além dos caboclos e dos mestres, vem na jurema, mas com menos freqüência, os Pretos e Pretas Velhas. Espíritos de velhos escravos africanos, peritos em benzeduras e nos conselhos que dão a seus "netinhos" dos terreiros. Temos aqui, talvez, uma influência da Umbanda sobre o culto Juremista. Contudo a influência dos cultos africanos é melhor expressa na incorporação dos Exus e Pomba Giras ao panteão juremista. Na Jurema eles aparecem como os servos dos mestres ou como mestres menos esclarecidos e mais propícios aos trabalhos para o mal. Junta-se a este panteão os Santos da Igreja Católica, que são cumprimentados pelos mestres e caboclos, e os quais encontramos referências nas toadas e nas orações utilizadas nos fazeres mágicos ensinados pelos espíritos.

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