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sábado, 24 de setembro de 2016

7 coisas que você aprende indo em um terreiro de umbanda


A Umbanda é uma religião espiritualista que tiveram início entre os séculos 16 e 20, no Brasil. Trata-se de um diversos cultos religiosos ecléticos que surgiram nesse período. Foi resultado do contato entre diferentes povos. A palavra Umbanda é derivada da língua Quimbundo, a língua nacional de Angola, m’banda, que significacurandeiro ou sacerdote. As cerimônias umbandistas são uma mistura de elementos como o Kardecismo e alguns cultos afro-brasileiros, além do catolicismo e tradições indígenas.
Apesar de ser muito parecida com o Candomblé e alguns outros cultos afro-brasileiros, quando se trata de trajes e cantos, basta uma pequena observação mais detalhada para que as principais diferenças sejam encontradas. Por exemplo, a inserção de figuras como os caboclos, além de negros que foram urbanizados e colocados numa cultura europeia; também existe os conceitos de reencarnação, derivados da cultura espírita Kardecista.
Outro ponto importante a ser mencionado é sobre a entidade adorada, Exu, que vem da religião Iorubá (Nagô), e se mistura com deuses da crença Bantu Quimbundo, além da conhecida Santíssima Trindade que vem do catolicismo. Essas características são opostas ao Candomblé, que se baseia, resumidamente, às tradições Iorubás.
Erroneamente, muitas vezes, a Umbanda é vista como um culto demonizado. É importante deixar claro que essa crença deve ser entendida como uma religião, que tem como objetivo preencher um contexto filosófico-religioso que, ainda, é muito importante, quando se refere à uma determinada atenção aos excluídos.
Lembramos que não pretendemos julgar, impor nem influenciar, apenas informar. Os dados acima são apenas alguns conceitos sobre a religião Umbanda e não se tratam de verdades absolutas. E pensando no assunto, a redação 7 coisas que você aprende indo em um terreiro de umbanda. Confira:

1. São várias religiões em uma só

Como dissemos acima, a Umbanda é uma mistura de vários conceitos, diversos cultos e religiões. Por exemplo, a inserção de imagens católicas com símbolos do candomblé, aconteceu por causa do medo que os escravos tinham dos seus senhores, que tentaram catequizá-los, por medo.

2. Seu iniciador tinha apenas 17 anos

Zélio Fernandino de Moraes, fluminense, de Niterói, então capital do Rio de Janeiro. Para se falar sobre a umbando no Brasil é preciso que se conheça a história dele. Que um dia foi a uma sessão espírita, na FEN (Federação Espírita de Niterói).
Quando foi convidado a participar da sessão, e um espírito, conhecido como Caboclo das Sete Encruzilhadas fora incorporado por ele. E ao dizer que naquela mesa faltava uma flor, outros participantes começaram a incorporar espíritos que se intitulavam índios e escravos.
Vale lembrar que para o Kardecismo, esses espíritos eram considerados “atrasados” e deveriam ser evitados. E por causa desse preconceito o espírito do Caboclo das Sete Encruzilhadas, também conhecido como O senhor dos caminhos, anuncia que irá fundar uma nova religião, na qual os “excluídos” poderão se manifestar.

3. O que são as giras

No idioma Quimbundo Nijra, a Gira ou Jira, é um evento no qual vários espíritos de uma determinada falange se reúnem, manifestando-se através de incorporações em médiuns. Existem três tipos de Gira, as de trabalho, treinamento e as festivas.

4. Qual a importância dos atabaques

Os atabaques são instrumentos sagrados e devem ser guardados com o máximo cuidado e respeito, além de serem cobertos com lençóis próprios. Para os umbandistas existe um toque específico para cada linha, fazendo com que a incorporação seja mais fácil com a vibração correta.
Se a batida no atabaque for errônea pode causar alguma influência negativa no processo cerimonial. E por causa disso, os tocadores desse instrumento conhecidos como Ogans, precisa ser consagrado para que possa tocar durante as giras.

5. Para que servem as velas

É muito comum ver católicos usando velas quando estão fazendo alguma prece, e é justamente daí que vem o hábito de Umbandistas usarem as velas. De acordo com o catolicismo a vela é um símbolo que representa a santíssima trindade, sendo que o pavio é Jesus, a cera Deus Pai e a chama o Espírito.
Suas cores são escolhidas de acordo com a entidade a que querem invocar, por exemplo, as velas verdes são referentes aos espíritos das matas, enquanto as vermelhas e pretas se referem a Exu, já as vermelhas e brancas a Ogum (também conhecido como São Jorge), entre várias outras.

6. Quem é Exu

Muitos associam a figura de Exu com a do Demônio, o que não é necessariamente uma verdade. Durante a influência a colonização, por causa do catolicismo essa entidade foi marginalizada e taxada demônio. Se tornando o “representante” do mesmo. A questão é que ele se trata de um espírito “brincalhão”. O representante feminino do mesmo é conhecido como Pomba-gira.

7. Existem hierarquias

Como já vimos, um lado da Umbanda é derivado do espiritismo Kardecista e que a criação dessa religião fora causada pela não aceitação dos Kardecistas aos espíritos que consideravam inferiores. Não entraremos em detalhes, mas algumas dessas ramificações são: Umbanda Branca e/ou de MesaOmolokôUmbanda Traçadaou UmbandombléUmbanda Esotérica Umbanda Iniciática.
É isso pessoal, gostaram da matéria? Conhecem alguma coisa sobre a religião Umbanda? Já tiveram alguma experiência num terreiro? Lembrando que não estamos aqui para emitir opiniões, julgar ou impor, apenas informar. Sugestões, dúvidas, correções? Não se esqueçam de comentar com a gente!

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