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sexta-feira, 17 de junho de 2016

Tabaco – Do vício ao Poder – Parte I

Seria prepotência acreditar que o que falo é alguma novidade, mas o fato é que alguns conhecimentos passados sobre a magia são passados, muitas vezes, apenas nos recônditos silenciosos de um templo.
    O tabaco tem sido utilizado há incontáveis anos pelos mais diversos povos, seja com fins de entretenimento, vício ou expressão do sagrado. A questão é que esta erva existe e tem suas funções dentro da magia.
    Considerada por muitos como uma “Erva de Poder”, o tabaco toma destaque especialmente por meio do Xamanismo e da Umbanda, manifestações espiritualistas as quais não escondem o uso deste elemento como uma ferramenta de forte impacto nas sessões de atendimento de caridade.
       Não sendo usada apenas para fins de tratamentos de caridade, há pessoas que utilizam o tabaco para fins de tratamento pessoal. Por meio da queima desta erva temos dois elementos que são extremamente nítidos em seu uso na magia…O fogo e o ar!
     Quando o tabaco é usado em cachimbos, podemos perceber que o crepitar da erva sendo queimada quando o ar é tragado para dentro deste objeto, temos a catalisação da queima da erva que ali se encontra, propiciando um entrelaçamento do Fogo com o Ar. Sendo utilizado da forma correta, o tabaco pode vir a fazer parte de rituais de suma importância, os quais não implicam que o indivíduo esteja “mediunizado” (no caso, incorporado) para que seja usado.
    A fumaça da erva sendo queimada, não apenas representa o elemento do ar, mas quando bem preparada e conjurada, esta assume um grande papel de mensageira dos pedidos feitos entre encarnado e o plano espiritual, é como uma verdadeira porta que se abre. A fumaça cria um verdadeiro laço energético entre as vibrações que são emanadas pela erva em questão, permitindo uma conexão não só com a egrégora de seres que utilizam/utilizaram esta erva, mas também o contato com a composição magística que reside em suas folhas.
     Infelizmente temos visto algumas acusações infundadas acerca do uso desta erva dentro da magia, colocações que deixam claro que apenas devemos utilizar esta erva quando estamos incorporados por entidades das mais variadas linhas de atendimento espiritual. Oras, se temos o conhecimento dos inúmeros benefícios desta erva, por qual motivo nos limitarmos apenas à incorporação? Se o indivíduo não possui um alinhamento coerente e forte com a espiritualidade superior, certamente que poderá se perder para os vícios, mas em situações que esta erva seja usada para fins de cura e expansão da consciência, não há razões para temer seus efeitos, mas sim de louvar seus benefícios. Claro que há ressalvas quanto a idade, estados de saúde e situações que devemos fazer uso desta preciosa ferramenta. Esse capítulo, caro leitor, é apenas mais uma curiosidade sobre uma erva muito utilizada para fins magísticos, certo?

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