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sábado, 18 de junho de 2016

Exu Mangueira

Como os demais exus guardiões não podem e não deve ser confundidos com os KIUMBAS, que são espíritos não evoluídos e ainda afastados da luz, que aproveitam da invingilância dos encarnados, da falta de conhecimento e preconceitos e fazem se passar por guardiões.
É bom que observem que os guardiões em nada se parecem, com os demônios que a igreja apregoa, com rabos e chifres, resmungando, falando de maneira de difícil entendimento, chegando as raias do absurdo de terem cambonos tradutores.
Esses espíritos , os kiumbas, nada tem para nos ajudar pois observa-se sem nenhum esforço a falta de condições e a densa energia espiritual que possuem, no entanto os guardiões estão em nível bem mais elevados, podendo alguns ocupar por períodos e em determinadas situações funções dos próprios orixás, embora não se identifiquem como exus e nem como orixás mas, simplesmente executam o que é necessário.
É comum termos o EXU MANGUEIRA trabalhando e dançando como se fosse um caçador de ODÉ, já que ele faz parte da fortíssima legião que trabalham utilizando os elementos naturais desde a energia dos animais, folhas, árvores e frutos como também a magia da água.
Deixamos claro que EXU MANGUEIRA é elemento direto de ligação de ODE, que é uma energia ligada a caça, tendo como qualidades mais conhecidas o ENRILÉ e OXOSSI.
Não quer dizer que seu EXU MANGUEIRA não execute tarefas determinadas por outro orixá.
A partir do momento que ele consegue manipular as energias que deve utilizar para ser aplicada na evolução, disciplina, correção, dos seres, não importa se a ordem vem de ODÉ, de OSSAIM de IEMANJÁ ou de OXALÁ, a tarefa tem que ser executada por entidade com capacidade para tal, aí apresenta-se a entidade que esta em condições de oferecer resultado satisfatório, o que conta ponto na sua remissão.
EXU MANGUEIRA, é um exu muito antigo e pouco cultuado e consequentemente desconhecido em muitos locais.
Seu axé energético é fantástico, com muita cabala, muito conhecimento. Exu Mangueira, identificado pelo nome cabalístico de AGALIERAPS, nome cabalístico perpetuado durante a inquisição mais direcionado a demônio que a uma entidade em evolução.
Os nomes de todos os guardiões são propagados como demônios o que não concordo embora acredite, pois é visível a baixa vibração dos kiumbas, eguns e outros que realmente existem formas demoníacas, em retrocesso evolutivo, ainda presos a grilhões de rancor e sofrimento, tal qual os seres encarnados que desviam-se de caminhos organizados e límpidos, atirando-se em perdição principalmente em uso de elementos entorpecentes, pois pior que prostituir-se ou roubar esta o uso de drogas pois aprisiona, confunde e retira o pouco de dignidade existente passando a alma ser uma paria de entidades desencarnadas que em vida também gostavam de vícios e vivem de maneira a se locupletarem, perdendo a noção do tempo, espaço e principalmente obrigações, fugindo da verdadeira estrada.
Os guardiões com suas missões especificas e no caso do seu EXU MANGUEIRA ela se torna muita forte no trato com a saúde, medicina natural, esclarecimento carmico, abertura de caminhos visando emprego, pois emprego significa renda e renda propicia alimento, elemento esse que fazem com que caçadores matem os animais especificamente para sobrevivência da família.
Apresenta-se como um perfeito cavalheiro, gosta até mesmo de usar "fraque" de preferência com rabo comprido e luvas brancas.
Vestimenta que o caracteriza por uma de suas encarnações. Embora possa ter apresentação diferente de maneira com que o seu cavalo, adepto, iniciante possa se identificar, nesse caso vale a tradição e o grau de conhecimento do encarnado.
Confundido muitas vezes pelo seu companheiro Exu Marabô por terem maneiras parecidas de se vestir e se portar. Sua única diferença é que o Exú Mangueira na incorporação exala um odor de enxofre.
Aprecia bebidas finas e principalmente vinhos finos e bons charutos.
Como diz seu nome gosta de receber seus presentes embaixo de mangueiras.
Muito mulherengo, exu de uma palavra só. Resolve ou não resolve o problema. Muito direto em suas decisões.

EXU MANGUEIRA lidera os exus que trabalham nos cruzeiros e caminhos das matas, mas não quer dizer que seu campo de atuação seja especificamente nas matas.
Não apenas é apenas das matas que ele retira as vibrações necessárias para executar suas tarefas.
Vinculado aos orixás nela existentes, delimitado pelo bom senso.
Não necessariamente seus ebós tenham que ser servidos nas matas ou embaixo de uma mangueira.
Não, pois que tem seu axés assentados pode e deve servir e vincular este nobre guardião dentro de seu ylê.
Já é mais que chegada a hora de pararem de tratar exus e pombas giras como demônios, como leprosos, como incitadores da promiscuidade e da baixaria, que tenham que estar afastados dos demais, principalmente dos orixás, pois sem exu não se faz nada e não terá um ORIXÁ que execute se os guardiões "entrarem em greve".

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