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quarta-feira, 11 de maio de 2016

EEE em Estudo – Parte II / Espíritos Impuros e Espíritos Levianos

Dando continuidade a série Escala Evolutiva dos Espíritos em Estudo, vamos abordar a décima e nona classe de espíritos, que se encontram na ordem dos Espíritos Imperfeitos.

Primeiramente vamos considerar as palavras do codificador do Espiritismo e após isso tecerei meus comentários e análise sobre o mesmo.

Décima Classe. Espíritos Impuros

“São inclinados ao mal e o fazem objeto de suas preocupações. Como Espíritos, dão conselhos pérfidos, insuflam a discórdia e a desconfiança, e usam todos os disfarces, para melhor enganar. Apegam-se às pessoas de caráter bastante fraco para cederem às suas sugestões, a fim de as levar à perda, satisfeitos de poderem retardar o seu adiantamento, ao fazê-las sucumbir ante as provas que sofrem.

Nas manifestações, reconhecem-se esses Espíritos pela linguagem: a trivialidade e a grosseria das expressões, entre os Espíritos como entre os homens, e sempre um índice de inferioridade moral, senão mesmo intelectual. Suas comunicações revelam a baixeza de suas inclinações e, se eles tentam enganar, falando de maneira sensata, não podem sustentar o papel por muito tempo e acabam sempre por trair a sua origem.

Alguns povos os transformaram em divindades malfazejas – outros os designam como demônios, gênios maus, Espíritos do mal.

Quando encarnados, inclinam-se a todos os vícios que as paixões vis e degradantes engendram: a sensualidade, a crueldade, a felonia, a hipocrisia, a cupidez e a avareza sórdida. Fazem o mal pelo prazer de fazê-lo, no mais das vezes sem motivo, e, por ódio ao bem, quase sempre escolhem suas vítimas entre as pessoas honestas. Constituem verdadeiros flagelos para a humanidade seja qual for a posição que ocupem, e o verniz da civilização não os livra do opróbrio e da ignomínia.” – Allan Kardec.

Meus comentários: Como podemos perceber aqui os espíritos são incapazes de manter a harmonia, sempre instilando a discórdia e desconfiança. As pessoas que são objeto de sua atenção são as mais fracas que não conseguem se erguer e sempre reclamam das provas a que são submetidas. É importante frisar o fato de que uma pessoa fraca de opinião nem sempre é uma pessoa desonesta, veja que eles procuram geralmente os honestos para corrompê-los. Mas no momento de fragilidade, essas pessoas começam a procurar uma saída fácil, que geralmente é oferecida por esses espíritos, estando eles encarnados ou desencarnados.

Nunca se fala sobre elevação espiritual ou vontade de DEUS, mas ofertam o caminho menos penoso, ou sugestionam que é a própria religião que os está afastando da boa vida, da felicidade e os deixando tristes. Alguns refutam completamente a ideia da existência de Deus e acabam por instilar a descrença nas suas vítimas. Veja que curioso, geralmente é a fé e a perseverança espiritual que nos livra das obsessões, mas se não tivermos crença em um Deus, nem sequer iremos procurar ajuda. São espíritos com certa esperteza nas coisas, pelo menos esperteza prática. Alguns mais podem se utilizar de religiões novas ou já fundamentadas, para subvertê-las de dentro e colocar todos em contato com as trevas inferiores. Vemos muito isso em várias vertentes Católicas, Evangélicas, Espíritas e Umbandistas.

Outro ponto interessante a se notar é a sua forma de se expressar através da linguagem. Kardec pontua que os espíritos acabam utilizando de uma linguagem banal, sem fundo emocional e que de forma alguma faz a gente se aprofundar no tema, pensar no assunto e interiorizar um aprendizado. Mas aqui tenho que fazer uma ressalva, para que não confundam as coisas. Linguagem banal é diferente de linguagem simples!

Alguns espíritos que atuam dentro das linhas de Umbanda, possuem um jeito característico de falar, até mesmo simplório. Falam em português errado ou de forma coloquial, porém a mensagem que passam é de profunda carga emocional ou moral. Temos que saber diferenciar, pois o espírito pode falar com pompa, usando de palavras bonitas, mas na verdade está apenas inflamando a conversa, sem dar sentido algum a mesma, sendo prolixo e abusando da retórica.

Esses espíritos da Décima Classe, só por incentivarem as paixões inferiores, já se encontram atrasados dentro de suas evoluções morais, são geralmente espíritos desonrados, que não cumprem com os acordos previamente acertados, e alguns até mesmo são ignorantes. Podemos encontrar um espírito falando e escrevendo em francês ou até mesmo um médico alemão, estando nessa classe, logo cuidado! Analise o conteúdo da mensagem e não sua forma.

Nona Classe. Espíritos Levianos

“São ignorantes, malignos inconsequentes e zombeteiros. Metem-se em tudo e a tudo respondem sem se importarem com a verdade. Gostam de causar pequenas contrariedades e pequenas alegrias, de fazer intrigas, de induzir maliciosamente ao erro por meio de mistificações e de espertezas. A esta classe pertencem os espíritos vulgarmente designados pelos nomes de duendes, diabretes, gnomos, trasgos. Estão sob a dependência de Espíritos superiores, que deles se servem muitas vezes, como fazemos com os criados.

Nas suas comunicações com os homens, a sua linguagem é, muitas vezes espirituosa e alegre, mas quase sempre sem profundidade; apanham as esquisitices e os ridículos humanos, que interpretam de maneira mordaz e satírica. Se tomam nomes supostos, é mais por malícia do que por maldade.” – Allan Kardec

Meus Comentários: São os espíritos que apesar de não serem em seu todo malignos gostam de pregar peças. Espíritos do folclore poderiam estar dentro desta classe, como o próprio Saci-Pererê, o Curupira e outros mais.

Eles se aproveitam da situação e da ignorância para darem risada da cara dos encarnados, se colocam em muitas situações passando por outras figuras históricas, só para verem os seus obsedados passarem por constrangimentos. Acabam por incitar certas cupidezes nos seres humanos, como uma paixão frívola ou uma certeza imutável, só para depois contrariá-los e deixá-los em situação desagradável.

São acima de tudo brincalhões, mas suas brincadeiras são recheadas de malícias, gostam muito de movimentar objetos – quando há o concurso de um médium de efeitos físicos – simplesmente para incutir medo nos encarnados. Podemos ainda encontrar alguns exus nessa categoria, como o Exu Mirim e o Exu Gnomo.

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