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terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Vamos falar de mediunidade?



1 – O que é essa tanto falada mediunidade?

Mediunidade é uma faculdade latente do ser humano. Segundo Allan Kardec, codificador da doutrina espírita, todo ser humano é médium em maior ou menor grau. Nenhum médium é igual ao outro, não existe padronização mediúnica. Médium vêm do termo meio, ou seja é o intermediário entre o mundo espiritual e o mundo material, onde vivemos. Todos são médiuns, porém isso não quer dizer que todos devem trabalhar mediunicamente.

2 – Que tipos de  mediunidades existem?

Existem várias classificações de mediunidade: Inspiração, Intuição, Clarividência, Clariaudiência, Psicografia, Médiuns de efeitos físicos, psicofonia, entre outros. A forma mais comum é a inspirativa e intuitiva, é onde Kardec dizia que todos são médiuns, pois todos em algum momento já tiveram uma sensação intuitiva, logrando isso a sua consciência ou seu subconsciente/instintos.

3 – E os tipos de médiuns? Já ouvi falar de inconsciência, semi-consciência e consciência, o que é isso afinal?

Existem tantos tipos de médiuns quanto seres humanos diferentes. Nenhum médium é igual ao outro, mesmo que esse tenha as faculdade mediúnicas semelhantes, incorporem, psicografem, etc. Cada um vai sentir, vivenciar e ter uma experiência diferente com sua mediunidade. A questão que muito incomoda quem está começando no desenvolvimento mediúnico é a da classificação da Consciência do Médium. Muitos acham que simplesmente, e principalmente no caso da incorporação, um espírito lhe tomará o corpo em uma possessão e ele não terá registro disto, virando um automato nas mãos plasmadas desta entidade espiritual. Isso pode até ocorrer em casos de possessões ou obsessões por espíritos desequilibrados, mas como o foco do desenvolvimento mediúnico é para trabalhar com espíritos de luz ou equilibrados então temos que desmistificar algumas coisas.

O médium consciente é aquele que registra tudo aquilo que se passa ao seu redor, sons, cheiros, imagens, lembranças. Está presente durante todo o processo mediúnico, tem controle parcial do seu corpo, mas sente que uma vontade alheia a sua lhe guia. Em casos de psicografia sente a intuição de escrever determinadas palavras, em caso de incorporação (psicofonia também) simplesmente atuam os espíritos transmitindo-lhes as suas impressões em seu duplo-etérico ‘manipulando’ seu corpo material. Então você está ciente de tudo que lhe ocorre, mas surge aquela vontade de levantar a mão, ajoelhar, fazer movimentos, dançar, falar e geralmente a fala sai diferente do jeito que você fala. A maioria dos médiuns se encontram nesse estágio, e isso é bom! Pois assim podemos aprender com nossos mentores.

O Médium inconsciente é aquele que não tem lembranças ou registros do que ocorreu. É uma possessão mesmo, o espírito manifestado toma conta do corpo do médium através de seu duplo-etérico e este passa a sentir uma letargia, uma dormência, uma ausência e acaba por entrar em um estado de transe semelhante ao sono. Mas no plano astral ainda assim seu corpo espiritual está lá, verificando tudo que se passa. Existe ainda uma outra situação do médium inconsciente, aquele que registra tudo enquanto ocorrem os trabalhos mediúnicos, mas que quando o Espírito guia sai de seu campo mediúnico esse perde completamente as lembranças dos momentos. Em alguns casos é chamada de mediunidade semi-consciente. Os médiuns totalmente inconscientes são raríssimos hoje em dia, as vezes um terreiro ou centro espírita não tem nenhum, ou é apenas um em meio dezenas de trabalhadores. Os semi-conscientes também são raros, mas não tão raros quanto os inconscientes.

4 – A mediunidade é exclusividade da Umbanda ou do Espiritismo?

Não, definitivamente não. A mediunidade é tão antiga quanto a humanidade. Algumas religiões não fazem uso dela, mas de uma forma ou outra são trabalhadas. A espiritualidade sabe se adaptar as regras que colocamos na terra para nossas religiões.

5 – É possível desenvolver a mediunidade? Como desenvolver-se mediunicamente?

Sim, é possível! O desenvolvimento mediúnico tem que ser feito através da evolução moral e intelectual. Aliando bom-senso sempre ao processo de desenvolvimento. Era comum antigamente apenas os centros espíritas desenvolverem seus médiuns, porém sempre com foco para a forma de manifestação que eles julgavam corretas para o andamento dos trabalhos. Na Umbanda e outras religiões e cultos mediúnicos eram deixados a cargo das entidades (guias) para que esses fizessem o trabalho de desenvolvimento. Em muitos casos o que ocorria era que o médium novato ia procurar um terreiro pra se desenvolver depois de um caso de obsessão já instalado. Com o avanço do estudo dentro dos terreiros foram desenvolvidos métodos para um desenvolvimento mais seguro e assertivo. O candidato a médium é colocado em giras (sessões) reservadas ao seu desenvolvimento onde entrará em contato com os fluidos dos seus mentores e das correntes de trabalho ao mesmo tempo em que recebe instrução teórica e prática da religião, da mediunidade e de questões aplicadas ao bom-senso. É ainda importante lembrar que um médium que procure se desenvolver só para ganhar poder está incorrendo em um erro grave, e querendo ou não deverá arcar com suas escolhas. A reforma interior ou íntima é parte integrante do desenvolvimento mediúnico e deve ser sempre levada a frente da fenomenologia.

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