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quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Exu – Vamos desenrolar de vez essa história?


Exu acaba sendo a vítima e o carrasco de toda e qualquer corrente contrária a Umbanda e outras linhas de cultura afro-brasileira.
No popular é conhecido como o trabalhador da esquerda, aquele que atua no mal, aquele que serve as trevas e tenta através de compensações purgarem parte de seus erros. Ao mesmo tempo é tanto o tentador quanto o salvador, pode ser acionado pra isso e pra aquilo, seja bem, ou seja, mal. Todos dizem Exu dá, mas se não for pago ele toma. Mas será que é assim mesmo?
O que são os Exus?
Exu é uma linha de trabalho da Umbanda (e de outras correntes, mas vou me ater ao que pratico) que atua nas trevas, porém não é necessariamente trevoso. É um espírito que já teve vivência humana, ou seja, encarnou, viveu, cometeu erros, aprendeu e desencarnou; mas não é regra que todo espírito que errou e que tenha sofrido em trevas tenha se tornado um Exu.
É um trabalhador sim da Luz, porém atuando nas regiões mais sombrias e que mais requerem sua atenção.
Em Mateus 9:12-13 encontramos:
Jesus, porém, ouvindo, disse-lhes: Não necessitam de médico os sãos, mas, sim, os doentes.
Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício. Porque eu não vim a chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento.
E também, por infelicidade, acabou por haver uma demonização da figura de Exu. Para um leigo pode até aparentar ser algo próximo ou igual, até mesmo muitos que vivem em terreiros ainda tem esse tipo de preconceito (é a famosa preguiça de estudar), e não procuram desmistificar o assunto. No começo dos cultos afros, é claro que o Exu foi associado ao Diabo, pois não havia no meio católico (cristão) uma figura que fosse tão controversa quanto Exu, que representa muito mais que apenas uma entidade que faz o mal.
Nesse momento temos que diferenciar o Exu Orixá e a linha de trabalho de Exu. O Orixá é uma manifestação do Criador (Olorum, Olodumaré, Zambi, etc), nunca viveu encarnado, não é um espírito humano, é uma ‘deidade’; já os Exus (linha de trabalho) são espíritos humanos que vivenciaram experiências diversas e acabaram por sofrer um processo de ‘exunização’ (termo empregado nas obras de Rubens Saraceni, e que cabe bem aqui).
Em um primeiro momento foi até bom que o Orixá Exu fosse sincretizado com o Diabo Cristão, pois assim os negros tinham uma ferramenta de ameaça e de medo para utilizarem contra os ‘supersticiosos’ colonizadores e senhores europeus. Mas esse momento já se foi.
O que ocorreu é que um determinado autor começou a sincretizar os mesmos com os demônios da Goetia (Goécia), trazendo a visão de uma dualidade que não existia antes. Isso já dentro dos cultos umbandistas. E essa imagem quase não foi desmentida a princípio, evidenciando assim um grande desconhecimento dos próprios adeptos da Umbanda sobre as forças com as quais trabalhavam.
E eu ainda tenho que citar aqui a falta de vontade também dos próprios ‘umbandistas’ em desmentir tal feito, pois se viam assim como operadores de forças superiores e maléficas, que podiam impingir medo e conquistar as coisas na força através de pactos e escambos, ou vão me dizer que nunca ouviu um suposto umbandista alardear os feitos maléficos de seus pretensos Exus? Ou do troco que esse Exu causou na vida de alguém depois de uma paga de Padê ou Oferenda?
Exu não é ruim, não é diabo e não é também amiguinho de qualquer um. Eles são trabalhadores sérios, e ser sério não quer dizer falta de senso de humor, que operam nas regiões trevosas (até onde é permitido ir), e que muitas vezes abrem mão de sua ‘luz’ (em um sentido figurado) para auxiliar o próximo, metendo a mão onde muitos não ousam meter. Resgatam almas, aliados a outros espíritos ditos de direita também, e exercem a aplicação da Lei e do Karma. Também são anuladores, consumidores e absorvedores de negatividade, podendo esgotar Karmas e Situações Negativas.
Então também não me venham trazer esses Exus cheios de purpurina e paetês, eles não são assim, até porque como se portar dessa forma no local em que eles atuam? A forma às vezes grotesca que eles adotam é apenas uma técnica de  intimidação. Existem seres que estão tão cristalizados em seus negativismos que não conseguem sequer abrir mão para ouvir a razão, então de nada adiantaria uma conversa do Preto-Velho nesse caso com eles, pois eles só entendem a lei da força e coerção. O exu não vai agir contra o livre-arbítrio, até por ser uma entidade neutra, mas vai atuar conforme os desígnios da Lei Maior sobre esse ser, nem que seja necessário assustá-lo a ponto de tirar ele da inércia. Ainda falando sobre a forma que eles se manifestam, que variam, podemos dizer que as imagens de gesso que vendem por aí estão todas incorretas. Exu não tem pata de bode, não tem rabo de lagarto e nem língua de serpente.
O Exu também não é um espírito que baba ou que rosna ou que se arrasta pelo chão, isso se chama Médium Desequilibrado. O Exu vai se manifestar da melhor forma que o aparelho (médium) permitir, então vamos deixar de culpar o Exu pelo que o médium não tem. Eles não falam palavrões, não cospem, não bebem sangue, não se comprazem do sofrimento de animais, não fazem ameaças ou demandas, não se embriagam, não fumam desmedidamente e de forma alguma irão aceitar uma oferenda para prejudicar alguém.
O que eles fazem é muitas vezes virar as costas quando lhes é pedido para fazer algo ruim, e então abrem espaço para a entrada de espíritos trevosos, zombeteiros ou kiumbas que se passará por exus para enganar aquele que pediu tal coisa.
A questão do álcool e do fumo é algo bem preocupante, pois quem defende a posição de que exu pode beber 10 litros de destilado e fumar 3 caixas de charuto por noite (ou pior, cigarro industrializado) é porque não conhecem a magia por trás dos elementos. O Fumo é feito de tabaco (ou outras ervas próprias) que são designadas como ervas de poder, ou seja, possuem um efeito tanto no material quanto no astral e espiritual, com atuação energética, e o médium não precisa fumar, não existe o ato de tragar a fumaça, ou ficar fumando o tempo todo. O uso do tabaco passa por uma manipulação, a erva é queimada, e quando aspirada é misturada ao ectoplasma do médium, que sob a ação do espírito incorporado adquire a propriedade necessária para ação que tem que se desenrolar naquele momento. Não é para deleite do espírito.
O mesmo ocorre com o álcool que nem sequer precisa ser ingerido, apenas pode ser colocado em algum local para que as emanações do mesmo possam ser trabalhadas na contraparte energética ou astral e então aplicadas quando houver necessidade. Lembre-se que o álcool é um grande veículo para medicamentos e ao mesmo tempo é também um ótimo bactericida, se é assim no material porque também não no astral? Assim na terra como no céu, lembram-se?
Então, antes de dizermos que é o Exu, preocupemo-nos primeiramente com o Médium.
A esquerda fascina, mas muitos a vêm de uma forma deturpada.
Vamos abrir a mente para o estudo e para a evolução.

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