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segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Povo do Mar na Umbanda

Essa linha é um paradoxo! Ao mesmo tempo que é uma das mais tradicionais e cultuadas através da figura de Iemanjá por todo Brasil, nas festas de fevereiro e de dezembro, também é uma das linhas mais esquecidas nas giras das neo-umbandas.

Dentro da Umbanda que eu cultuo, de caráter tradicional, é a sexta linha das sete linhas principais de Umbanda. Sendo regida pela Orixá da vida, Iemanjá. Nesta linha podemos encontrar figuras incríveis como os sempre positivos marinheiros, trazendo alegria e um jeito bonachão com seu gingado e suas conversas de alto-mar. Também encontramos as enigmáticas sereias e seus cantos belíssimos, que segundo as lendas, podem encantar um homem a ponto do mesmo perder seu raciocínio e ir parar no fundo-do-mar. Ainda encontramos os calungas, exus ancestrais que tem uma ligação tremenda com o povo e a energia marítima.

Iemanjá em seu conceito original era uma Orixá ligada a um rio chamado Ògùn, na cidade de Aioká (Abeokuta). Dentro da mitologia ioruba, Iemanjá é filha de Olokun, o verdadeiro Orixá do Mar. Pierre Verger, dizia: “Iemanjá é o orixá das águas doces e salgadas (…), na cidade próxima ao rio Yemoja. Mas devido as guerras, tiveram que se mudar para o oeste. Com isso transportaram o culto original que era feito no rio Yemoja para o rio Ògùn. Contudo esse rio em nada  é relacionado ao Orixá Ogum.”

As saudações tradicionais a Iemanjá é feita através da frase: “Odociaba” ou “Odoyá”. A etimologia de Odoyá pode ser traduzida como Mãe do Rio. A Orixá da Vida e do Mar, também é conhecida por outros nomes, como: Mãe d’água, Janaína, Yemanjá, La Siren, a Sereia, Mamãe Sereia, etc.

No Brasil, temos duas datas comemorativas para Iemanjá. Na Bahia é comum a comemoração no dia 02 de fevereiro, pelo sincretismo dessa orixá com Nossa Senhora dos Navegantes. Porém em São Paulo é comum comemorar no dia 08 de dezembro, pois é o dia de Nossa Senhora da Conceição  Imaculada. Outra prática muito comum é ir saudar Iemanjá na virada do ano (31 de Dezembro) pulando 7 ondas na beira-mar.

O mar apesar de nos parecer ser algo único, tem suas divisões dentro da Umbanda tradicional, de forma a trabalhos específicos ocorrerem no mar para diversos fins. Na mesma “praia” pode-se fazer trabalhos com diferentes energias e propósitos na Areia, no Beira-Mar, No Alto-Mar e no Abismo (fundo do mar). Claro que de formas simbólicas, inclusive o beira-mar é um limiar entre dois mundos, com o mesmo propósito das encruzilhadas.  Apesar dessa divisão simbólica, todos os espíritos do mar se relacionam, pois consideram o mar e suas imediações um mesmo campo de forças.

Dentro da tradição, as sete falanges são divididas assim:

Falange das Sereias – Regidas por Oxum.
Falange das Ondinas – Regidas por Nanã.
Falange dos Caboclos do Mar – Regidos por Indaiá.
Falange dos Caboclos dos Rios – Regidos por Iara.
Falange dos Marinheiros – Regidos por Tarimã.
Falange da Estrela-Guia – Regidos por Maria Madalena.
Falange dos Calungas – Regidos por Calunga do Mar.
O Mar é o local mais extenso do planeta, ocupando 3/4 de toda a extensão territorial e tão profundo que nem sequer conseguimos mensurar ou conhecer 10% de seus mistérios. Logo os encantados e espíritos afins com a energia marinha também são encontrados aos milhares. Alguns são conhecidos das lendas e mitos, além das culturas e religiões. Outros nem sequer possuem nomes conhecidos, devido a grande quantidade de entidades que podemos encontrar no mar.

Mãe Iemanjá tem múltiplos aspectos, assim como o próprio ambiente regido por ela. No Brasil a Orixá Iemanjá tomou uma conotação bem diferente da africana, como exposto acima. Além das suas atribuições e de seus domínios serem expandidos, também mudou a personificação e sua iconografia. Possui os domínios sobre a vida e o mar, além de ser representada por uma moça morena, saindo das águas. Bem diferente da figura africana de Iemanjá, veja a imagem abaixo:

A Iemanjá Brasileira Original
A Iemanjá Brasileira Original
Além disto, seus muitos nomes também exprimem suas múltiplas facetas e atribuições. No Caribe é conhecida como La Siren, que é a mais próxima da encantada que cultuamos na Umbanda. La Balein, simboliza a origem primitiva da vida, o princípio, e tem sua força máxima expressa no abismo marinho. Com esse arquétipo, traz um aspecto bem mais oculto, mais velado. Lembrado que Olokun também é considerado como o regente do fundo do mar, do abismo.

Os seus encantados também aparecem de formas parecidas com as sereias da mitologia, metade humano e metade peixe. Inclusive há versões masculinas, raramente encontradas na Umbanda, mas bem comum em cultos caribenhos, nas figuras de homens-peixe (tritões), homens-polvo , homens-serpente-marinha, etc… Essa mesma iconografia foi explorada no filme Piratas do Caribe.

A figura dos encantados que jamais tiveram vivência humana são mais abundantes nessa linha, cheia de mistérios. Inclusive, um famoso marinheiro chamado Martim Pescador é um desses seres que jamais passaram pela experiência humana, encarnado.  Outros encantados antiquíssimos e extremamente poderosos são os Calungas ou Exus Marinhos. Podem tanto serem marinheiros ou pessoas que viveram no mar ou próximo a ele, quanto podem ser encantados. Sua vibração é um pouco diferente dos exus regulares, que são ligados ao elemento terra. Da mesma forma, existem Pombagiras marinhas. Esses calungas adicionam o azul às tradicionais cores preto e vermelho. Um Exu dessa linha é o Exu Gererê, que se apresenta na forma de um preto-velho que viveu na beira do mar, misturando as manifestações de exu e também dos marinheiros a já conhecida linha dos pretos-velhos. Não tão bonzinho, como é comum esperar da linha dos pretos-velhos. Tanto que é um exu de difícil trabalho, por pertencer a uma falange extremamente violenta.

Entre as pombagiras, encontramos a famosa Maria Navalha. Mulher da vida que vivia a beira do mar, nos portos do Rio de Janeiro.

Bandeira dos Calungas - Exus Marinhos
Bandeira dos Calungas – Exus Marinhos
É muito comum chamarmos todos os espíritos que se manifestam nos médiuns, que acabam por dar consultas, de marinheiros. Porém, é uma incorreta denominação, pois nem todos foram realmente marinheiros. Dentro desta linha existem os Capitães do Mar, os Marinheiros propriamente ditos, os Marujos, os Pescadores, os Caiçaras, os Piratas e os Mestres.

Na tradição de Umbanda, era muito comum chamar o povo da água no início dos trabalhos, assim como no fim da gira. A intenção era preparar o ambiente tanto na parte material quanto na contraparte astral e espiritual. O povo do mar, tem dentro de seus domínios, o poder de limpar um ambiente impregnado de energias nocivas e viciadas. Essa é uma prática que se perdeu com o tempo nas umbandas mais modernas. Isso é o resultado da memória curtíssima que alguns umbandistas possuem, que não querem estudar a história de sua religião, apenas as suas manifestações mediúnicas e fenomênicas, para se tornarem rapidamente um sacerdote. Quão bom ele poderá ser? Um sacerdote sem saber utilizar das ferramentas e domínios a sua disposição, é apenas uma ferramenta cega, sem corte.

No plano astral/espiritual, os espíritos que estão com o perispírito (corpo astral) em estado de degeneração, são levados ao mar, para que sejam restabelecidos em suas energias. Limpam seus negativismos e começam a ser energizados com a energia do mar, a energia da vida, a energia da nossa mãe Iemanjá.

Por fim, deixo uma mironga, na força do povo do mar. Com um copo de água do mar – ou água com sal grosso – acenda uma vela azul claro ao lado dela. Faça uma prece evocatória nas forças de Iemanjá.

“Com a permissão de Deus Criador, peço a mãe Iemanjá, o concurso de suas forças para que limpe esse ambiente e a todos que aqui estão. Livre-nos de todos os miasmas e das energias negativas. Que o povo da água se cruze e abençoe todo esse ambiente. Assim seja.”

Como a Umbanda é cristã, faça um Pai Nosso e uma Ave Maria para finalizar. Quando terminar de queimar a vela, jogue o restante no lixo e a água salgada na água corrente.

O mar é incrível e misterioso. Dá a vida, o alimento, mas também nos cobra muita coisa. Pense, medite e respeite o mar e todas suas entidades. Odoyá minha mãe Iemanjá!

domingo, 29 de novembro de 2015

Os Vampiros Emocionais: 6 personalidades que sugam o seu bem-estar emocional


Algumas pessoas são capazes de esgotar suas reservas de otimismo e boas vibrações.
Você já deve ser se encontrado com algumas pessoas que transmitem bons valores e atitudes positivas. Normalmente, tendemos a querer ser amigos e estar em torno de tais pessoas, por razões óbvias.

No entanto, existe um outro tipo de indivíduos que tendem a enfraquecer o nosso estado emocional. As razões pelas quais os vampiros emocionais emanam sentimentos ruins nos outros são variados: pessimismo, egoísmo, narcisismo, imaturidade, falta de empatia …

Os ”vampiros emocionais”: pessoas que criam confusão por onde passam. Hoje vamos aprofundar a personalidade desses vampiros emocionais; indivíduos que, inconscientemente ou não, têm a capacidade de roubar a energia e a alegria das pessoas ao seu redor, criando uma aura de negatividade.

O principal problema que os vampiros emocionais causam não é apenas a atmosfera nublada da sua presença, mas como interagimos com eles diariamente, isso acaba gerando altos níveis de estresse e fadiga emocional.

Devemos considerar que o estado emocional das pessoas ao nosso redor, eventualmente, nos afeta: as emoções são contagiosas, tanto para o bem quanto para o mal. E quando as emoções negativas se mantém por um bom tempo, os problemas psicológicos (e até algumas doenças) podem começar a aparecer.

É por esta razão que, se não tivermos outra escolha a não ser conviver com um vampiro emocional, precisamos aprender a identificar as suas características distintivas e saber lidar com as suas más vibrações.

Seis personalidades típicas de vampiros emocionais

Indivíduos que se alimentam da energia emocional dos outros são susceptíveis a manipular emocionalmente suas ‘vítimas’ para atingir seus objetivos. Muitas vezes eles se aproximam das pessoas ao seu redor para externar a sua negatividade e se aproveitar do poder do seu interlocutor.

Além disso, uma vez que descarregam seus pensamentos e emoções negativas, eles deixam a cena e se preparam para encontrar outra pessoa para descarregar o seu desconforto.

Empatia zero

Vampiros emocionais se caracterizam por ter muito pouca empatia. Se mostram claramente egoístas ao usar a presença de outra pessoa para esvaziar toda a sua negatividade acumulada, não se importando que isso possa gerar desconforto e angústia  para o seu interlocutor. Eles não se colocam no lugar do outro.

Embora tenham certos aspectos em comum, vampiros emocionais podem assumir várias formas. É por isso que segmentamos um total de sete personalidades típicas de pessoas que roubam o seu otimismo.

1. Personalidade exigente

Não só se encarrega de apontar suas falhas como também contraria tudo o que você faz ou diz. O seu objectivo principal é fazer você se sentir inferior a ele. Você está sempre errado e ele sabe a verdade de tudo. Além disso, se você questionar a sua atitude, o normal é que ele se justifique dizendo que “só quer o melhor para você.”

Se você ficar perto dessa pessoa por algumas horas vai notar que muito do que ela diz são críticas e mais críticas. Nada parece certo, desde coisas banais como o último filme que você viu ou a série de televisão que está na moda, até as suas idéias, seus gostos ou o seu comportamento.

Este tipo de vampiro emocional é tão intransigente que acaba sendo irritante e pode levá-lo a um estado emocional terrível. Tenha cuidado para não se infectar e começar a criticá-lo também!

2. Personalidade pessimista

O vampiro emocional também pode assumir a forma de pessimista inveterado. Sempre vê a vida com o copo meio vazio, tudo parece negativo e você vai sofrer horrores para convencê-lo de que está sendo pessimista demais … porque ele sempre prepara um contra-argumento que “prova” que a existência não vale a pena.

Se você conviver com este tipo de pessoa, pode acontecer de você acabar se convencendo de que a sua visão das coisas estava errada e se tornar também uma pessoa pessimista, negativa e sem esperança de melhoras.

3. Personalidade catastrófica

Os vampiros emocionais também podem ser alarmantes. Esta personalidade leva o pessimismo ao extremo, para eles qualquer fato ou situação leva a uma escala apocalíptica.

Seus tópicos de conversação favoritos se referem a catástrofes e matanças que ouviram nos programas de notícias ou mesmo desastres que não ocorreram, mas que na sua opinião, acreditam que poderiam acontecer.

Este tipo de vampiro emocional acredita firmemente que a vida se resume a enfrentar uma longa lista de perigos iminentes e infortúnios. Se você tiver a infelicidade de conviver com alguém assim, vai logo perceber que se sente exausto com frequência e, na pior das hipóteses, pode começar a incorporar algumas de suas paranoias.

4. Personalidade vitimista

É aquela típica pessoa que não para de reclamar sobre tudo o que acontece. Indiferente se as coisas estão indo bem ou mal, ela sempre encontra razões para se queixar e se fazer de vítima.

Em uma pessoa vitimista é muito difícil de encontrar apoio emocional, pois ela sempre vai acreditar que seus problemas são muito mais importantes do que os seus. É provável que você note que o vitimista quer que você faça um download de todos os seus problemas quando ele fala, mas raramente se mostra aberto para ouvir e oferecer apoio quando é você quem precisa falar dos seus problemas pela ele.

5. personalidade agressiva

São pessoas que reagem violentamente sem motivo. Se você dizer ou fazer algo que não lhes parece bom como, por exemplo, um gesto mal interpretado ou por um comentário fora de contexto, isso poderia ser o suficiente para acender a sua fúria.

Suas reações são desproporcionais, de modo que pode ser um problema grave se você não tiver cuidado com o que faz ou diz. É claro que conviver com uma pessoa que o obriga a calcular milimetricamente tudo o que você faz ou diz não é positivo para a sua saúde mental. E, escusado será dizer, que você vai se sentir esgotado após dez minutos de conversa com o vampiro emocional agressivo.

6. Personalidade sarcástica

Esta é a personalidade de um vampiro emocional especialmente irritante. A pessoa sarcástica adora jogar ironias sobre você, dardos envenenados, e ao mesmo tempo se proteger atrás da leveza de uma “simples brincadeira.” Assim, ninguém pode culpá-lo por ser rude, porque “era apenas uma piada”.

Embora, às vezes, as suas observações possam ser engraçadas e espirituosas, a verdade é que muitas vezes excedem os limites do respeito e são cruéis para outras pessoas. Se você estiver muito exposto a uma pessoa que faz comentários sarcásticos e cortantes sobre você, isso pode acabar com a sua auto-estima. Além disso, é cansativo. É como um soldado isolado em território inimigo: você só pode rezar para que as bombas não caiam sobre você.

Como são vampiros emocionais comportam?

Vampiros emocionais se aproveitam de dois elementos para começarem a roubar a energia emocional daqueles que os rodeiam: Tempo e proximidade. É preciso que consigam ​​definir certos laços emocionais e de amizade com a outra pessoa. A partir daí, basta tirar proveito de suas fraquezas.

Por isso é muito difícil manter um bom estado emocional se o vampiro emocional é uma pessoa que faz parte do nosso círculo interno: família, amigos ou cônjuge. Quando mais próxima for a relação, mais ela vai lhe causar efeitos nocivos.

O vampiro emocional sabe como escapar

Normalmente, o vampiro emocional tenta humilhar ou desqualificar os outros, mas muitas vezes se escondem atrás de justificativas e pretextos para demonstrar o seu ponto de vista e ”provar” para os outros como é bom.

Alguns vampiros podem não estar cientes de que estão roubando a sua energia emocional

No entanto, é claro que podem haver casos em que a personalidade do vampiro emocional não é experimentada conscientemente. Alguns vampiros emocionais não são capazes de perceber que se comportam assim, e não estão cientes dos efeitos negativos de suas ações sobre as pessoas ao seu redor.

As causas do comportamento vampírico

Às vezes não percebem que o seu comportamento pode ser causado por situações ou eventos traumáticos que viveu anos atrás (ou talvez também por imitar comportamentos e atitudes  disfuncionais que viu em seus pais), e o produto disso é que suas relações com outras pessoas é influenciada por esses mecanismos de defesa que foram adquiridos e consolidados como parte de sua personalidade.

Cabe a você avaliar se o vampiro emocional merece uma segunda chance

Naturalmente, o fato de que alguns vampiros emocionais não estarem completamente cientes de que estão sugando o seu bem-estar emocional não é desculpa para irrelevar o dano que causam em você.

É uma questão de detectar o problema cedo e tomar as medidas adequadas e justas: em alguns casos, uma conversa sincera pode surtir efeito e consertar a situação. Em outros casos, a melhor solução é se distanciar deles.

sábado, 28 de novembro de 2015

“Os humildes serão exaltados, e os exaltados serão humilhados.”

E aconteceu que, entrando Jesus num sábado em casa de um dos principais fariseus, a tomar a sua refeição, ainda eles o estavam observando. E notando como os convidados escolhiam os primeiros assentos à mesa, propôs-lhes esta parábola: Quando fores convidado a alguma boda, não te assentes no primeiro lugar, porque pode ser que esteja ali outra pessoa, mais autorizada que tu, convidada pelo dono da casa, e que, vindo este, que te convidou a ti e a ele, te diga: dá o teu lugar a este; e tu, envergonhado, irás buscar o último lugar. Mas quando fores convidado, vai tomar o último lugar, para que, quando vier o que te convidou, te diga: amigo, senta-te mais para cima, servir-te-á isto então de glória, na presença dos que estiverem juntamente sentados à mesa. Porque todo o que se exalta será humilhado; e todo o que se humilha será exaltado.

Lucas, 14:1,7-11

“Os humildes serão exaltados, e os exaltados serão humilhados.”

                                                                       Ezequiel 21:26


Ao adentrar o templo de orações, muitas se colocam em posições de fé, outros se prostram em estranhas manifestações com a beleza do local, seja ele onde quiser, católico, umbandista, espírita, budista, etc.

Todo o templo manifesta uma aura de respeito, de silêncio e reverência. Mas isso é duradouro?

O Ser Humano deixa seu ego para lá? Sua vaidade cede lugar a humildade? O egoísmo ao altruísmo? Há como ser altruísta realmente?

Dentro de um local, as mais diversas índoles se manifestam. Será que deve-se desistir da luta, mesmo quando a força contrária ao progresso se interpõe a sua frente? Ou é essa a hora em que a dedicação e a determinação tem que ser mais do que nunca reforçada?

É muito comum ver em nossos locais de oração, grupos de pessoas que se afinizam e que se antagonizam também. E quando surge alguém com ímpeto de fazer melhorias, auxiliar, não se permitir seguir na inércia, há sempre alguém ou um grupo contrário, pois a movimentação deste incomoda aquele(s) que não conseguem se movimentar e ficaram estagnados.

Isso é no aspecto educativo, nas reuniões de estudo da palavra que eleva, tanto nas coisas simples do dia-a-dia, no canto, no toque, no arrumar do templo, na faxina que deve ser feita, no trabalho nas festas e eventos, na organização do dia-a-dia burocrático, na própria contribuição financeira para o templo ser mantido, e principalmente a má vontade na prática da caridade.

Para muitos a caridade só existe naquele momento, uma vez por semana, 2 ou 3 horas, e se for pedido mais, é exagero. Acordai a todos que leem isto e se sentiram de alguma forma incomodados, a reforma íntima é constante e a caridade como prática de todas as máximas do Cristo-Jesus também o é. Médium é médium todos os dias, de segunda a domingo, da primeira hora até a última do dia. Umbandista, espírita, ou seja lá a determinação que se dá, também o é assim.

Fazer um trabalho, muitas vezes a contragosto com medo de sofrerem represálias dos guias e Orixás, durante um curto espaço de tempo é a prática da caridade, mas mudar-se, melhorar-se e aperfeiçoar-se é a necessidade urgente da chamada que Olorum deu a você.

É bom sempre lembrar, a Lei Maior e a Justiça Divina são sempre vigilantes.

O Humilde que hoje está sendo caçado, será exaltado posteriormente. E o soberbo irá ser rebaixado e humilhado.

Meditem nessas palavras.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Deus castiga?


Acontece inúmeras vezes. A pessoa passa a ter dificuldades de variada ordem e se sente infeliz. 

Reflitam...

No âmbito familiar, os desentendimentos se tornam rotina. No ambiente de trabalho, um certo marasmo toma conta das ações e a pessoa não se sente mais estimulada a realizar o melhor.

Por causa disso, sucedem-se as chamadas de atenção dos superiores, as reclamações de clientes e a insatisfação íntima.

Acrescente-se a isso pequenas desavenças com um ou outro amigo, que deságuam em ruptura de relacionamentos de anos.

Então, a pessoa enumera todas as dificuldades, grandes e pequenas, e acredita que Deus a está castigando.

E não faltam os que fazem coro a essa afirmativa, dizendo-a verdadeira.

Deus castiga porque a pessoa foi desonesta em algum momento. Deus castiga porque a pessoa O desagradou, não Lhe prestando as homenagens devidas.

Deus castiga porque a pessoa não está vinculada a essa ou aquela denominação religiosa, para fazer o bem.

Deus castiga...

* * *

Que forma pequena de conceituarmos Deus! Deus, que é nosso Pai, soberanamente justo e bom, viveria a dar castigos aos filhos que Ele criou, por amor?

Deus, de quem Jesus afirmou que veste a erva do campo, que hoje se apresenta verde e amanhã já secou e é lançada ao fogo...

Deus, de quem Jesus nos cientificou que providencia o alimento para as aves que voam pelos céus, porque elas não semeiam...

Terá acaso Deus maior cuidado com a erva, os animais do que com os seres humanos?

Observamos que, no mundo, o homem tem graduações para o atendimento prioritário, onde o ser humano é mais importante do que o animal, por sua condição de ser moral, imortal.

Também observamos que, em casos de grandes comoções e necessidades, o homem salvaguarda os seres mais frágeis: idosos, crianças, mulheres.

Ora, será Deus menos sábio que nós mesmos?

Pensemos nisso. E abandonemos de vez essa ideia de que Deus castiga.

Se Deus regesse o Universo, ao sabor de paixões como as que temos nós, os humanos, viveríamos o caos.

Em certa manhã, Ele poderia estar de mau humor e, porque um número determinado de pessoas de um planeta O desagradasse, resolveria por eliminar aquele globo do conjunto universal.

Por ter preferências por uns seres em detrimento de outros, concederia bênçãos inúmeras àqueles, deixando de atender a esses, que não Lhe mereceriam melhor atenção.

Deus é soberanamente justo e bom. Tenhamos isso em mente.

Infinito em Suas qualidades, estende Seu amor a toda Sua criação, a quem sustenta com esse mesmo amor.

E, se as dores, os problemas e dificuldades se acumularem, verifiquemos até onde nós mesmos criamos todos esses entraves.

E, sempre, nos reportemos ao Pai amoroso e bom, suplicando nos auxilie a resolver os problemas, a modificarmos a nossa maneira de ser, a nos tornarmos criaturas melhores.

Com certeza, a pouco e pouco, veremos se diluírem, como névoa da manhã, o que hoje catalogamos como insolúvel, extremamente doloroso ou amargo.

Pensemos nisso.

Redação do Momento Espírita.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Disciplina e Mediunidade


Não podemos falar em mediunidade sem citar Francisco Cândido Xavier, esse ícone do mediunismo, espírito que tivemos a graça de receber no seio de nossa pátria. Independentemente de segmento religioso ou filosófico, a mediunidade é uma valiosa oportunidade que o espírito recebe ao reencarnar; seja ela missionária ou probatória, estará abrindo-nos as portas da libertação. Chico nos deu as melhores e maiores lições de amor incondicional e nos serve de exemplo a ser seguido.

Muito será exigido dos médiuns que usam seu canal para auxílio fraterno, e poderíamos citar a aceitação, a resignação, a educação mediúnica, a humildade, o amor incondicional, a moral elevada, a dedicação e muitos outros atributos que deverão ser desenvolvidos junto ao trabalho de caridade. Mas, existe um, em especial, que faz a diferença e que talvez seja o mais difícil: a disciplina.

Disciplina é uma palavra que tem a mesma etimologia de “discípulo”, que significa “aquele que segue”. Como médium umbandista que hoje sou, posso afirmar que a dificuldade maior dos dirigentes umbandistas é conseguir uma corrente mediúnica onde todos os membros são disciplinados e responsáveis.

O deslumbramento inicial e natural do princípio da educação mediúnica na Casa, que faz dele atuante e presente, vai, aos poucos, se transformando numa carga pesada que o levará a desleixar do serviço se não houver um dedicação ao estudo e ao entendimento de que a Umbanda não é um palco de vaidades, e que a mediunidade é coisa séria para gente séria. Além disso, é preciso ter consciência plena de que o exercício mediúnico não isenta ninguém de karmas adquiridos, de problemas comuns a todos os humanos e nem dá privilégios a ninguém diante da espiritualidade maior. Quando bem conduzido, ela nos oportuniza corrigir, através do amor, alguns equívocos do passado, como também, nos educa para um melhor plantio.

A Umbanda exige de nós, talvez, mais que em outros segmentos que utilizam a mediunidade na caridade, uma vida reta e disciplinada, pois, trabalhamos com energias mais densas, o que nos coloca constantemente frente a choques energéticos bastante significativos. Mas, o que vemos na maioria dos terreiros, talvez por falta de orientação adequada, são médiuns que ainda acreditam mais no fenômeno do que na sua participação ativa e necessária com a espiritualidade de luz, nossos guias protetores. E, para tanto, há que se instruir e se educar, tornando-se conhecedor do terreno em que pisa para que não confunda o sagrado com o profano, perdendo preciosa oportunidade de evolução.

O grande equívoco de alguns médiuns umbandistas é o fato de desvincularem, erroneamente, a vida diária do trabalho executado dentro da Casa onde exercem sua mediunidade. Agem como se existisse neles um botão de “on” e um de “off”, que apertam ao entrar e sair do terreiro.

Acontece que nossa energia é condicionada pelos nossos pensamentos, sentimentos e atitudes, e se levamos uma vida totalmente desregrada no dia a dia, não nos transformaremos em “anjinhos” pelo fato de adentrarmos no terreiro, no templo ou igreja. Não vai ser um banho de ervas, uma oração ou benção do preto velho que nos modificará. Nossa vibração é que vai nos sintonizar aos nossos iguais e, com certeza, não seremos bons aparelhos aos nossos guias se tivermos “sujos” energeticamente. Nossos amigos espirituais sempre estão dispostos a nos ajudar, como também, a nos usar como instrumentos para o intercâmbio salutar; mas, precisamos oferecer condições para tanto.

A indisciplina é que faz com que alguns médiuns vaguem de terreiro em terreiro, sem parada fixa, sempre culpando a Casa, os dirigentes e os irmãos de corrente de perseguição sem enxergar que são eles próprios que não se adéquam a lugar algum. Porque tudo incomoda a quem se acomoda na intransigência. Isso nos faz lembrar os conselhos de Vovó Benta, quando nos diz:

“Tantas oportunidades são ofertadas aos espíritos quando de seu renascimento no físico, tentando facilitar sua evolução. Difícil, mesmo, meus filhos, é saber aproveitar essas oportunidades. Queixando-se quando a dificuldade é financeira; limitam-se quando a dificuldade é física; inibem-se quando falta-lhes cultura. Fugas que serão usadas para não cumprir os compromissos mediúnicos. No entanto, quando a abundância disso tudo lhes é negada, outras tantas desculpas serão encontradas”.

O exercício da mediunidade, para que se torne santificado, nos impõe, sobretudo, disciplina, tanto moral quanto mental, e exige de nós, espíritos altamente endividados com as Leis, o autoconhecimento e posterior desembaraço de vícios e hábitos negativos

domingo, 22 de novembro de 2015


Reflexões acerca da mediunidade e sua real natureza

Todo aquele que nasce num corpo sadio, traz consigo cinco sentidos sensoriais que chamamos de básicos: audição, visão, tato, olfato e paladar. É natural ao ser humano e muitas vezes não se dá tanta atenção sobre a complexidade que estes sensores apresentam, talvez porque estes são comuns a todos e são estimulados e vivenciados desde que nascemos.

A criança
Aos pais mais atentos, é possível perceber o processo de maturação destes sensores no indivíduo. A criança nasce com a visão muito turva que vai “clareando” ou “amadurecendo” num prazo de até seis meses, após este período é que a criança realmente enxerga o mundo a sua volta. O tato é mais sensível pela boca, por isso é que a criança até seus dois anos terá o hábito de levar tudo à boca, pois é a partir da sensibilidade oral que a criança percebe, diferencia e processa texturas, formatos, consistências, bem como o paladar.

O adulto
Bem, para nós já adultos, andar e correr é algo “automático”, não precisamos de esforços e cálculos, entretanto observe uma criança no inicio da aprendizagem, há medo, calcula-se bem um ou dois passos, é preciso ter algumas certezas de segurança, algo a se apegar para não cair, dar três ou quatro passos, por algum período é um desafio incrível e a sensação de satisfação e superação ao atingir o objetivo que normalmente é sair do braço da mãe e andar quatro passos aos braços do pai é impagável.

O assunto
Toda esta introdução é para que possamos refletir sobre a mediunidade como mais um sentido sensorial que todos nascem, reservando suas particularidades e especificidades, a mediunidade está para todos e é um sensor como os acima citados, porém este “sexto sentido” vem à luz do indivíduo mais tardiamente, comumente na adolescência, sem regras, pode acontecer já na maturidade bem como em tenra infância.
Já superamos o período histórico em que a mediunidade fora tratada como histeria, loucura ou possessão demoníaca.
Quando a mediunidade se apresenta num meio familiar em que o ambiente é de espiritualistas, tudo será mais fácil, entretanto cabe algumas considerações em todas as circunstâncias.
Vemos a mediunidade ser tratada ao longo dos tempos como um “dom supremo” coisa de gente “super dotada espiritualmente”, fantástico, seres superiores e coisa do tipo, há também aqueles que tratam a mediunidade como um castigo, uma penitência, um karma, uma dívida…

A fantasia…
Respeito a credulidade alheia, mas desculpe… Mediunidade não é nenhuma das opções acima, tampouco se trata de coisa de mutantes, X-men, super herói, nada disso. Todavia, justamente por estas proposições acerca da mediunidade é que quando ela desabrocha num ambiente sem estudo e condução coerente acaba por dar vazão à uma fértil criatividade ilusória perigosa para a vida social e espiritual do indivíduo (….).

Mediunidade enfim…
Retomando a idéia da mediunidade como um sentido sensorial como os demais básicos, a mediunidade deve ser observada com seriedade e bom senso.
Desenvolver a mediunidade é um processo natural, importante e necessário à todos. Entenda o sentido de desenvolver a mediunidade como um processo de conhecimento, aceitação, exercício e maturação do sentido.

Ilustrando o conceito…
Sempre costumo comparar o seguinte: eu tenho minha audição em perfeito funcionamento, também tenho um paladar funcionando etc. Mas meu ouvido não é como a de um músico estudioso, treinado e disciplinado. Quando ouço uma música, simplesmente ouço o conjunto dos instrumentos que embalam minha audição, entretanto um músico percebe as notas musicais, os vários instrumentos e até pode indicar o que está ou não afinado ou no compasso ideal. Eu não sei tocar instrumento algum e, portanto jamais, nesta condição, poderei escutar uma música e reproduzi-la em qualquer instrumento. Posso mudar isso, estudando música e instrumento, me dedicando, exercitando e praticando muito, daqui alguns anos poderei estar apto a isso, mas já que me coloquei como exemplo, neste caso me falta também talento (risos).
O que quero dizer é que audição todos temos, porém alguns exercitam mais este sentido, apuram a capacidade de ouvir e lidar com os sons.

Nem melhor, nem pior…
Por isso não existe mediunidade melhor ou pior, superior ou inferior. Existe sim a mediunidade no indivíduo, este pode ou não amadurecê-la, pode ou não entendê-la e pode ou não praticá-la conscientemente.
Tirar a mediunidade do foco da sobrenaturalidade, penso que é o principal caminho para iniciar um relacionamento maduro a este sentido que precisa de cuidados importantes. Faz parte do nosso organismo.

Exercite…
Se os músculos não forem exercitados, poderão atrofiar e gerar graves doenças e limitações ao corpo. Com a mediunidade também, se não for exercitada no mínimo se mantém estacionada.
Há quem diga “Faz trinta anos que sou médium”, no entanto fazem vinte anos que não pratico!?!
Trinta anos de mediunidade mal praticada, não valem cinco anos de uma mediunidade ativa, praticada com estudo e bom senso.
O tempo determina muita coisa na mediunidade, como o músculo, você não define um músculo indo à academia uma vez por mês por meia hora. Se não houver disciplina, rotina e cuidados, esqueça braços, peitorais e abdômen definidos. De modo que a vivência disciplinada e exercício rotineiro da mediunidade, permite que a cada dia de prática mediúnica este sentido se fortalece, amadurece, amplia e alinha. É com o tempo também que o médium vai criando estabilidade vibratória, confiança e autonomia mediúnica.

Afinal de contas…
A mediunidade é algo mais natural do que pensamos, são muitos os tipos de mediunidade, você não terá a mediunidade que quer, mas a que te pertence, então procure conhecê-la e faça dela o melhor uso possível.

Pense nisso:
Mediunidade não é angelical e nem maligna, o uso que você fará dela é que determinará sua utilidade!

Fonte: Artigo publicado no Jornal Umbanda Sagrada, Fevereiro 2011  

sábado, 21 de novembro de 2015

Vai Acender uma Vela? Antes Leia Isso!



Instruções Gerais de Conduta Moral, Espiritual e Física dos Médiuns de Umbanda:

• Manter dentro e fora do Centro, isto é, na sua vida religiosa ou particular, conduta irrepreensível, de modo a não ser alvo de críticas, pois qualquer deslize neste sentido irá refletir no Templo e mesmo na Umbanda de forma geral.
• Procurar instruir-se nos assuntos espirituais elevados, lendo os livros indicados pela Direção do Templo, bem como assistindo palestras e participando dos estudos.
• Conserve sua saúde psíquica, vigiando constantemente o aspecto moral.
• Não alimente vibrações negativas de ódio, rancor, inveja, ciúme, etc.
• Não fale mal de ninguém, pois não é juiz, e via de regra, não se pode chegar às causas pelo aspecto grosseiro dos efeitos.
• Não julgue que o seu guia ou protetor é o mais forte, o mais sabido, muito mais "tudo" do que o de seu irmão, aparelho também.
• Não viva querendo impor seus dons mediúnicos, comentando, insistentemente, os feitos do seu guia ou protetor. Tudo isso pode ser bem problemático e não se esqueça de que você pode ser testado por outrem e toda a sua conversa vaidosa ruir fragorosamente.
• Dê paz ao seu protetor, no astral, deixando de falar tanto no seu nome. Assim você está se fanatizando e aborrecendo a Entidade, pois, fique sabendo, ele, o Protetor, se tiver mesmo "ordens e direito de trabalho" sobre você, tem ordens amplas e pode discipliná-lo, cassando-lhe as ligações mediúnicas; e mesmo infringindo-lhe castigos materiais, orgânicos, financeiros e etc.
• Quando for para ao rito, não vá aborrecido e quando lá chegar, não procure conversas fúteis. Recolha-se a seus pensamentos de fé, de paz e, sobretudo, de caridade pura, para com o próximo.
• Lembre-se sempre de que sendo você um médium considerado pronto ou desenvolvido, é de sua conveniência tomar banhos propícios determinado por sua entidade. Se for médium em desenvolvimento, procure saber quais os banhos e defumadores mais indicados, o que será dado pela Direção do Templo.
• Não use "guias" (colares) de qualquer natureza sem ordem comprovada de sua entidade protetora responsável direta e testada no Templo, ou então, somente por indicação do médium chefe, se for pessoa reconhecidamente capacitada.
• Não se preocupe em saber o nome do seu protetor (tentar adivinhar) antes que ele julgue necessário. É muito importante para você, não tentar reproduzir, de maneira alguma quaisquer gestos ou pontos riscados.
• Não mantenha convivência com pessoas más, invejosas, maldizentes, etc. Isso é importante para o equilíbrio de sua aura, dos seus próprios pensamentos. Tolerar a ignorância não é partilhar dela.
• Acostume-se a fazer todo o bem que puder, sem visar recompensa ou agradecimentos.
• Tenha ânimo forte, através de qualquer prova ou sofrimento, confie e espere.
• Faça “recolhimentos” diários, a fim de meditar sobre suas ações, pelo menos por 30 minutos.
• Lembre-se de que todos nós erramos, pois o erro é da condição humana e, portanto ligado à dor, a sofrimentos vários e conseqüentemente, às lições com suas experiências... Sem dor, sofrimentos, lições, experiência, não há carma, não há humanização nem polimento íntimo. O importante é que não erre mais, ou melhor, que não caia nos mesmos erros. Passe uma esponja no passado, erga a cabeça e procure a senda da reabilitação: para isso, "mate" a sua vaidade e não se importe, de maneira alguma, com o que os outros disserem ou pensarem a seu respeito. Faça tudo para ser tolerante, compreensivo, humilde, pois assim só poderão dizer boas coisas de você.
• Zele por sua saúde física com uma alimentação racional e equilibrada.
• Não abuse de carnes vermelhas, fumo ou quaisquer excitantes.
• No dia de rito, regule a sua alimentação e faça tudo para se encaminhar aos trabalhos espirituais, LIMPO DE CORPO E ESPÍRITO.
• De véspera e após a sessão, não tenha contato sexual.
• Tenha sempre em mente que, para qualquer pessoa, especialmente o médium, os bons espíritos somente assistem com precisão, se verificarem uma boa dose de HUMILDADE ou simplicidade NO CORAÇÃO (e não só nas palavras) 
• A VAIDADE, O ORGULHO E O EGOÍSMO CAVAM O TÚMULO DO MÉDIUM.
• Aprenda lentamente a orar confiando em JESUS, o regente do planeta Terra. Cumpra as ordens ou conselhos de seu protetor. Ele é seu grande e talvez único amigo de fato e quer a sua felicidade.
• Seja pontual e não faltar aos ritos que tiver em seu terreiro. 
• Mantenha um bom relacionamento com seus irmãos de fé evitando fofocas, dissabores e conversas improdutivas e invejosas. 

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

A pressa de incorporar


É comum e natural a pressa que alguns médiuns iniciantes tem em incorporar, ou mesmo desenvolver outras qualidades mediúnicas.
É preciso compreender que desenvolver a mediunidade não é entrar num terreiro e já “sair incorporando”.
Entendemos a pressa do médium em “se desenvolver” e em trabalhar e aprender com seus Guias.
Mas para isso torna-se necessário um tempo de maturação por parte do médium, não só apenas perante sua própria mediunidade e seu desenvolvimento, mas também perante si mesmo, perante a sua religião e acima de tudo da responsabilidade do serviço mediúnico.
Esse processo leva seu tempo, mas enquanto ele ocorre é necessário a real vontade de aprender, conhecer, se melhorar e querer servir e estudar a sua mediunidade.
Antes mesmo de “atender” com seus Guias o médium tem que ter a humildade de atender as necessidades da espiritualidade e de sua casa de outra forma. Pois o serviço mediúnico e religioso começa antes do atendimento dos Guias e acaba depois.
Querer atropelar o seu tempo natural de desenvolvimento, é por em risco todo um processo de crescimento.
Se as etapas existem é porque são necessárias.
Sair incorporando a toda hora e em qualquer lugar ou mesmo querer escutar seus Guias “de qualquer jeito” são formas comuns de atrair para a vida do médium iniciantes kiumbas (espíritos obsessores) que se divertem com a inocência, pressa e imprudência do médium colocando vários entraves para o seu desenvolvimento. Lembre-se o desenvolvimento mediúnico deve ser feito em um local preparado para tal.
Achar-se “preparado”, ser “preparado” ou mesmo estar “preparado” são coisas distintas.
Tudo tem seu tempo e esse tempo não é igual para todos e não é apenas analisado pelo seu/sua dirigente, mas também e principalmente pela sua própria espiritualidade.
É comum encontrarmos médiuns “afoitos” abandonando um terreiro por achar que não está a ser “valorizado” por seu dirigente porque acha-se preparado e não foi reconhecido.
Precipitar o processo pode acarretar em desânimo, frustração e pode transformar um bom médium num mistificador, vaidoso e arrogante, fazendo talvez com que se desvirtue do seu caminho e comece a culpar a Umbanda, seu terreiro, seu/sua dirigente por seus desajustes.
Por isso, calma!!!
Existe muitos fatores que devem e precisam serem analisados antes de colocar um médium a dar consultas ou passe como é mais conhecido.
E o médium que depois de uma análise de seu dirigente e da espiritualidade da casa foi indicado para receber seu preparo, deve ter muita humildade e não sentir-se envaidecido pelo posto, ou melhor tarefa que lhe foi designada e entender que apesar do preparo ele nunca estará realmente “preparado” para tal compromisso, pois o preparo é constante.
Agora que ele assumiu essa tarefa de forma consciente e não emocional sua atenção e responsabilidade perante seu desenvolvimento mediúnico precisa aumentar, pois ele passa a ser um expoente dentro do seu terreiro e como tal tem a responsabilidade, se não a obrigação de ser um exemplo e uma força na casa.
Incorporação na Umbanda exige, disciplina, vontade de se melhorar, maturidade, firmeza e segurança emocional para não se deixar influenciar pelas necessidades dos assistidos ou mesmo tecer julgamento unilateral da pessoa ou da situação que está a ser exposta, evitando assim o risco de interferir na comunicação e no atendimento da espiritualidade.
E tudo isso deve ser aprendido e praticado por um médium de Umbanda antes mesmo de se achar preparado para exercer sua mediunidade através do serviço da Luz de nossos amados Guias e Orixás.
Lembro que o entusiasmo é importante, o amor e a fé também, mas a determinação e a paciência também o é.
O tempo é leal conselheiro e se esse for seu caminho dentro da Umbanda, não se aprese nem se preocupe, o tempo chegará no momento que você estiver pronto para iniciar uma nova etapa no seu desenvolvimento. Até lá procure servir a espiritualidade, seu terreiro, seus irmãos de corrente e assistência da melhor maneira possível.
E lembre-se que a pressa é inimiga da perfeição…, da compreensão e consequentemente da sua evolução.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

A Umbanda liberta!


Liberta as consciências adormecidas e embotadas em si mesmas.
Através do trabalho, impõe a responsabilidade aos seus filhos, sobre o papel que desempenham perante a Espiritualidade Maior, libertando-os da inércia. 
Retira a trave que impede o movimento da roda da evolução, do crescimento espiritual e humano. 
A Umbanda alimenta!
Alimenta nossa carência na busca por nós mesmos, na busca de nossa própria essência, guardada na memória celular de nossa alma! 
Alimenta nossa sede de conhecimentos de nossa origem eternal e de nosso papel atual no mundo. 
A Umbanda cura!
Ela nos cura de nossas mazelas e cicatriza nossas feridas.
Cura-nos de nossa lamentável capacidade de nos auto-obsediar com tantos e tantos pensamentos e sentimentos menos nobres. 
A Umbanda nos acolhe!
Recebe-nos com os braços abertos, tal qual a mãe acolhe seus filhos.
Ela nos acalenta e nos ensina a caminhar melhor na vida. 
A Umbanda é fonte permanente, é água abundante de Sabedoria, Força e Amor,
trazida por seus Emissários de Luz - Caboclos, Pretos Velhos e Crianças.
Mas, há que se estar receptivo para ser banhado por essa água cristalina e poder beber desta Fonte Sagrada. 
A Espiritualidade grita por nós!
E como vai a nossa capacidade de ouvir?
A Espiritualidade nos mostra, tantas vezes, através de imagens mentais incutidas em nosso ser.
E como anda a nossa capacidade de ver?
A Espiritualidade nos envia energias restauradoras e benéficas através de suas vibrações.
E como vai a nossa capacidade de sentir contatos mais sutis?
Por onde passeia nossa mente a maioria do tempo?
Quais os sentimentos que nosso coração consegue assimilar e reter? Qual o tempo que dispomos para uma conexão com mundo espiritual? 
Assim como o corpo físico é o meio por onde se manifesta o espírito, também o terreiro de Umbanda é a parte física por onde se manifesta a Espiritualidade.
Como estamos cuidando dessa casa?
Qual o nosso sentimento quando nos dirigimos para lá? 
Será que somos sempre cônscios da oportunidade ímpar (e quantas vezes rara), de estar em contato com os verdadeiros Guias, Mentores e Protetores Espirituais?
Será que temos uma leve noção de quem são estes verdadeiros Mensageiros do Alto? 
Temos honrado o compromisso assumido com o Astral Superior, com as nossas atitudes, aqui no Plano das Formas?
Será que ao término de um dia, de uma semana ou de um mês, saboreamos a sensação do “dever cumprido” perante os nossos Guias? 
Não basta QUERER SER, é preciso um vigiar constante no nível de nossos pensamentos e sentimentos; é preciso ação verdadeira e corajosa para deixar para trás tudo aquilo que nos acorrenta e nos escraviza - nossos apegos, nossa vaidade, nosso orgulho, nossos medos e a nossa infinita capacidade de viver o efêmero de todas as coisas. 
Reflitamos nas sábias palavras de um Mestre da Sagrada Raiz de Guiné: 

“A Mãe Umbanda, exige méritos. Cobra verdadeiros cumpridores das ordens vindas de cima, do Plano Astral.
Ela exige médiuns cônscios e responsáveis que sabem que não se pode virar o Triângulo de Umbanda de cabeça para baixo sem pagar caro, mais hoje ou mais amanhã, pois que a LEI de Umbanda é LEI, e não uma simples regra.”

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Aceite-se ou Sofra!

No momento em que você se aceita, você se torna aberto, torna-se vulnerável, receptivo. No momento em que você se aceita, não há necessidade de futuro nenhum, porque não há necessidade de melhorar coisa alguma. Então, tudo é bom, tudo é bom como é. No próprio exercício de viver, a vida começa a adquirir um novo colorido, surge uma nova harmonia.

Se você aceita a si mesmo, esse é começo da aceitação de tudo. Se rejeita a si mesmo, você está basicamente rejeitando o universo; se rejeita a si mesmo, você está rejeitando a vida. Se aceita a si mesmo, você aceitou a vida; então, não há mais nada a fazer além de sentir prazer, celebrar. Não há do que se queixar, não há ressentimentos; você se sente grato. Então, a vida é boa e a morte é boa; então, a alegria é boa e a tristeza é boa; então, estar com a pessoa amada é bom e estar sozinho é bom. Então, tudo o que acontece é bom, porque acontece a partir do todo.

Mas você foi condicionado, ao longo de séculos, a não aceitar a si mesmo. Todas as culturas do mundo foram envenenadas pela mente humana, porque todas elas dependem de uma coisa: melhorar a si mesmo. Todas despertaram ansiedade em você ansiedade é o estado de tensão entre o que você é e o que deveria ser. As pessoas tendem a permanecer ansiosas se houver um "deve" na vida. Se há um ideal que tem de ser atingido, como você pode ficar relaxado? Como pode ficar em casa? E impossível viver qualquer coisa totalmente, porque a mente anseia pelo futuro. E esse futuro nunca vem ele não pode vir. Pela própria natureza do seu desejo, é impossível quando ele vem, você começa a imaginar outras coisas, você começa a desejar outras coisas. Você pode sempre imaginar uma situação melhor. E você pode sempre ficar na ansiedade, tenso, preocupado é assim que a humanidade tem vivido por séculos.

Apenas raramente, de vez em quando, um homem escapa da armadilha. Esse homem é chamado de Buda, de Cristo. O homem desperto é aquele que conseguiu sair da armadilha da sociedade, que viu que essa armadilha não passa de um absurdo. Você não pode melhorar a si mesmo. E eu não estou dizendo que a melhora não aconteça; lembre-se mas você não pode melhorar a si mesmo. Quando pára de se melhorar, a vida melhora você. Nesse relaxamento, nessa aceitação, a vida começa a cuidar de você, a vida começa a fluir através de você. E quando você não tem nenhum ressentimento, nenhuma queixa, você desabrocha, você floresce.

Portanto, eu gostaria de lhe dizer: aceite a si mesmo como você é. E essa é a coisa mais difícil do mundo, porque vai contra o seu treinamento, a sua educação, a sua cultura. Desde o início da vida lhe disseram como você deveria ser. Ninguém nunca lhe disse que você é bom assim como é; eles sempre puseram programas na sua mente. Você foi programado pelos pais, pelos padres, pelos políticos, pelos professores você foi programado para apenas uma coisa: simplesmente continuar se aprimorando. Aonde quer que você vá, vai correndo atrás de alguma coisa. Você nunca descansa. Trabalha até a morte.

O meu ensinamento é simples: não adie a vida. Não espere pelo amanhã, pois ele nunca vem. Viva o dia de hoje!

Jesus disse aos seus discípulos: "Olhai para os lírios do campo, como crescem; eles não trabalham, nem fiam contudo eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como um deles." Qual é a beleza das humildes flores? Sua beleza está na total aceitação. Elas não têm um programa em seu ser para melhorar. Elas estão aqui e agora dançando ao vento, tomando banho de sol, conversando com as nuvens, dormindo no calor da tarde, flertando com as borboletas... desfrutando, sendo, amando, sendo amadas.

E toda a vida começa a despejar a sua energia dentro de você quando você está aberto. Então as árvores são mais verdes do que lhe parecem ser agora; então o sol é mais brilhante do que lhe parece ser agora; então tudo torna-se psicodélico, colorido. Do contrário, tudo perde a graça, torna-se insípido, melancólico e sem brilho.

Aceite-se essa é a oração. Aceite-se essa é a gratidão. Relaxe internamente é dessa maneira que Deus queria que você fosse. Ele não queria que você fosse de outro jeito; do contrário, teria feito você diferente. Ele fez você como você e como ninguém mais. Tentar se aprimorar é basicamente tentar aprimorar a Deus o que é uma idiotice, e você vai ficar cada vez mais louco nessa tentativa. Não vai chegar a lugar nenhum; simplesmente terá perdido uma grande oportunidade.

Deixe que essa seja a sua cor a aceitação. Deixe que essa seja a sua característica a aceitação, a completa aceitação. E então você ficará surpreso: a vida está sempre pronta a derramar as suas bênçãos sobre você. A vida não é sovina; a vida sempre dá em abundância mas não podemos receber essa abundância porque não sentimos que merecemos recebê-la.

É por isso que as pessoas se apegam às desgraças elas se acomodam à sua programação. As pessoas continuam se punindo de mil e uma maneiras sutis. Por quê? Porque isso se encaixa no seu programa. Se você não é como deveria ser, terá de se punir, terá de criar sofrimentos para si mesmo. É por isso que as pessoas se sentem bem quando são sofredoras.

Deixe-me dizer uma coisa: as pessoas ficam contentes quando são sofredoras; elas se tornam muito, mas muito inquietas quando estão felizes. Isso foi o que observei em milhares e milhares de pessoas: quando elas são infelizes, tudo está como deveria ser. Elas aceitam a situação essa situação de infelicidade se enquadra no condicionamento, na mente delas. Elas sabem o quanto são horríveis, elas sabem que são pecadoras.

Disseram-lhe que você nasceu no pecado. Que estupidez! Que absurdo! O homem não nasce no pecado, mas na inocência. Nunca houve nenhum pecado original, a única coisa que houve foi a inocência original. Toda criança nasce na inocência. Nós fazemos com que se sinta culpada começamos a dizer: "Assim não pode ser. Você deve ser deste modo." E a criança é natural e inocente. Nós a castigamos por ser natural e inocente e a recompensamos por ser artificial e esperta. Nós a recompensamos por ser falsa todas as nossas recompensas são para as pessoas falsas. Se alguém é inocente, não lhe damos nenhuma recompensa; não temos nenhuma consideração para com essa pessoa, não temos nenhum respeito por ela. O inocente é condenado, o inocente é considerado quase como um sinônimo de criminoso. O inocente é considerado tolo, o esperto é considerado inteligente. O falso é aceito o falso se encaixa na sociedade falsa.

Então, toda a sua vida não passa de um esforço para criar cada vez mais punições para si mesmo. E tudo o que você faz é errado; então você tem de se punir por todas as alegrias. Até mesmo quando a alegria vem a despeito de você mesmo, lembre-se, quando a alegria vem a despeito de você, quando às vezes Deus simplesmente se choca contra você e você não pode evitá-lo imediatamente você começa a se punir. Algo deu errado como isso pôde acontecer a uma pessoa horrível como você?

Na noite passada, um homem me perguntou: "Osho, o senhor fala sobre o amor, o senhor fala de dar o seu amor. Mas o que eu tenho para dar a todo mundo?" Ele quis saber: "O que eu tenho para oferecer à minha amada?"

Essa é a ideia secreta de todo mundo: "Eu não tenho nada." O que você não tem? Ninguém lhe disse que você tem todas as belezas de todas as flores porque o homem é a mais bela flor desta terra, o ser mais evoluído. Nenhum pássaro pode cantar a canção que você é capaz de cantar o canto dos pássaros não passa de ruídos, embora ainda assim seja lindo porque vem da inocência. Você pode cantar canções muito melhores, de maior importância, com muito mais significados. Mas você pergunta: "O que eu tenho?"

As árvores são verdes, belas; as estrelas são belas e os rios são belos mas você já viu algo mais belo do que o rosto humano? Você já se deparou com algo mais belo do que os olhos humanos? Em toda a terra, não existe nada mais delicado que os olhos humanos nenhuma rosa pode competir com eles, nenhum lótus pode competir. E que profundidade! Mas você quer saber: "O que eu tenho para oferecer no amor?" Você deve ter vivido uma vida de condenação de si mesmo; você deve ter-se depreciado, sobrecarregando-se de culpas.

Na verdade, quando alguém o ama, você fica um tanto surpreso. "Quem... eu? Uma pessoa me ama?" A ideia surge na sua mente: "É porque ela não me conhece. É isso. Se vier a me conhecer, se me observar melhor, ela nunca me amará." E assim os amantes começam a se esconder uns dos outros. Eles guardam muitos segredos, não abrem os seus segredos porque têm medo de que, no momento em que abrirem o coração, o amor irá desaparecer porque não conseguem se amar, como podem imaginar que alguém os ama?

O amor começa com o amor por si mesmo. Não seja egoísta, mas satisfeito consigo mesmo e essas são duas coisas diferentes. Não seja um Narciso, não seja obcecado por si mesmo mas o amor por si mesmo é um dever, um fenômeno básico. Apenas quando parte desse pressuposto é que você pode amar alguém.

Aceite a si mesmo, ame a si mesmo; você é uma criação de Deus. A assinatura de Deus está em você e você é especial, único. Ninguém mais nunca foi como você e ninguém mais jamais será como você é simplesmente único, incomparável. Aceite isso, ame isso, celebre isso na própria celebração você vai começar a ver a singularidade dos outros, a incomparável beleza dos outros. O amor só é possível quando existe uma profunda aceitação de si mesmo, do outro, do mundo. A aceitação cria um ambiente em que o amor prospera, o solo em que o amor viceja.

Osho

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Despedida triste

Ninguém nunca sabe quando aquele 'até logo', poderá ser, na verdade, um adeus. Viva o hoje, perdoe, sorria, diga um oi, um eu te amo...volte logo, estou te esperando, seja gentil....enfim, não deixe para expressar seus sentimentos "depois"...pode ser nunca mais.

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