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sexta-feira, 17 de julho de 2015

Vamos falar um pouco de Umbanda...


1. O que é vibração?

Já ouvimos coisas do tipo: “sinto uma vibração no ar”. Para explicar o que é, imagine um pêndulo. Balançando para cá e para lá. Este movimento especial, para cá e para lá, chama-se oscilação; e o tempo que ele leva para ir e voltar, período.Então,

tudo o que se move (visível ou não) em um vaivém, como uma onda, subindo e descendo, pode-se dizer que vibra, ou seja, move-se continuamente, no mesmo ritmo.

2. O que é freqüência?

Sem conhecê-la, é muito difícil imaginar como conseguimos perceber as cores, entender porquê nosso rádio capta uma emissora FM, como chega o canto do passarinho na árvore ao lado. Sabia quetudo isso, na natureza, são ondinhas no ar, indo e

vindo? E que nós podemos perceber (com nossos olhos ou ouvidos) apenas algumas, aliás, muito poucas? Essas ondas, que vibram na mesma maneira, formam o que chamamos de freqüência.

3. O que é um campo magnético?

Já consegue imaginar o nosso ar como milhares, infinitas ondinhas andando para cá e para lá? Só para exemplificar quantas ondas existem, cada uma movimentando-se mais ou menos rápida que as outras, os raios gama (da explosão atômica), os raios x, a luz

visível, o infravermelho (o cozimento de nossos alimentos), radar, televisão, rádio, etc. Todas elas, ao movimentar-se, criam em torno de si o que chamamos de campo magnético. Especial em cada uma.

4. Como acontece o campo magnético?

Imagine um ímã, atraindo objetos. Esta “atração” existe também no corpo humano, que chamamos “magnetismo  animal” diferente do magnetismo mineral existente, por exemplo, na magnetita(tetróxido de triferro). Já vimos que a onda, ao existir, cria

consigo um campo magnético capaz de atrair determinadas coisas. Essa capacidade de atrair ou repelir é muito importante para entendermos o processo de comunicação mediúnica.

5. O corpo humano tem realmente magnetismo, ou seja, capta e repele coisas?

Sim, com certeza. Há partes definidas que atraem certas ondas vibratórias que a pessoa consegue definir e descrever. “Tenho um arrepio desagradável quando entro lá” ou “Sinto-me tão bem, como se o ar fosse perfumado” são frases comuns. Os

médiuns, na verdade, são pessoas capazes de perceber, através de treinamento em ambos os planos (espiritual e material), um número maior de ondas.

6. O pensamento é também uma onda?

Sim. O pensamento, ao ser emitido por nossos corpos cheios de magnetismo, forma também uma onda. E é captado pelos telepatas ou, se o pensamento for de um desencarnado ou mesmo encarnado pelo médium.

7. Um médium é também um telepata?

Também é, mas por captar o pensamento dos mortos é chamado de médium. O que me diz dos médiuns que “captam” línguas antigas, ditadas por espíritos, que ninguém sabe na atualidade?

mensagens sobre como seriam lugares aonde nunca o ser humano foi e, mais tarde, se comprova a veracidade?

8. As propriedades magnéticas espalham-se por todo o corpo?

Não, de igual forma. Há lugares onde se concentram mais, especialmente pontas, atraindo ou repelindo (lembra-se do páraraios?). Esses lugares chamam-se pólos. O planeta Terra inteiro,

e tudo o que nele existe e aí habita, é um campo magnético (tem Pólo Sul e Pólo Norte), os corpos também o são. No corpo humano, o magnetismo concentra-se especialmente nas mãos, sendo visto, em fotos de aura, em verdadeiros feixes elétricos. O

que seria, então, um médium curador? Alguém que, com adestramento e por características próprias, detém grande concentração de energia magnética que transmite, pelas mãos, em determinada onda, feixes que curam as mais diversas doenças.

9. Por que, então, ao dar passe, alguns médiuns sentem-se fracos?

Há uma lei, na massa magnética, segundo a qual há uma relação matemática entre forças positiva e negativa. Assim, imagine o doador do passe com nota 10 e o recebedor com nota 2. Observe que o segundo está fraco em proporção ao primeiro. Ao

receber o passe, ele (o fraco) fica com 8. Assim, 10 menos 2 são 8. Imagine o contrário. O fraco (2) dá passe no forte (10). Vai ficar com 8 negativo? Devendo forças? Isso explica por que não se deve trabalhar em sessões enfraquecidos, doentes, com

magnetismo fraco. Vale também no mecanismo das obsessões e incorporações, para entendermos como acontecem.

10. E no plano espiritual, nesses casos, os espíritos não ajudam?

Muitas vezes, fornecendo (ao fraco) condições de trabalho. Todavia, quando se torna verdadeira dependência do plano espiritual, o médium é abandonado para aprender o verdadeiro

sentido de trabalhar como intermediário. Vale dizer que há certas substâncias no corpo humano que, somando-se, são verdadeiras barreiras para a incorporação. Excesso de carnes, álcool, vícios quaisquer e até mesmo chocolates tornam o médium “fraco”, desequilibrado em seu campo magnético.

11. Então o médium é um verdadeiro rádio?

Sim, só que transmite e recebe, ao mesmo tempo. Os médiuns mais adestrados, ligados ao plano astral superior recebem ondas AM e

FM, por exemplo. Os médiuns desequilibrados, com magnetismo fraco, só recebem ondas AM. Não conseguem captar e sintonizar a onda vibratória que chamamos superior.

12. O que é, então, a prece?

É a sintonia com uma onda superior. Como mexemos com o dial do rádio na procura de uma estação, através da prece conseguimos elevar nossa capacidade de “captar” e “transmitir” na freqüência dos guias.

13. Falou-se em sintonia. O que é isto?

É a capacidade, nem que seja por instantes, de concordância de freqüências. O médium, então, através da prece, por horas,

minutos ou segundos, consegue alcançar a mesma vibração das ondas de pensamento do guia ou do espírito comunicante. É um acordo

mútuo.

14. E o som, a luz, as cores, são portadores de freqüências?

Tudo. É por isso que usamos certas cores em guias, cantamos certos pontos (notas musicais), tentando sintonizar com a faixa vibratória que chamamos Ogum, Xangô, Oxum, etc.

15. As ondas de freqüência deslizam em alguma coisa?

Sim. É o que a ciência chama de “éter”, os hindus de “prana” e os espíritas de “fluido cósmico universal”. É a mistura de todas elas, como o ar seria de todos os gases. É a matéria-prima que forma todos os seres, inclusive os espirituais.

16. O que é o plano espiritual?

Nossos corpos físicos são adaptados a captar apenas algumas freqüências. O que não captamos chamamos vulgarmente de energia.

Podemos até sentir seus efeitos, mas não a vemos. Além da energia elétrica, há a química, a de radiação, a térmica, a mecânica e a hidráulica. Mas existem outras. Há outras freqüências, outras cores. Outros sons. Pertenceriam ao que chamamos

plano espiritual. Aliás, o que ninguém percebe ao natural, a não ser médiuns.

17. O que é Pemba?

Em sua origem, é um Calcáreo extraído da terra, cuja finalidade é riscar os pontos que identificam a linha vibratória da entidade.

Há de diversas cores. A mais comum é a branca, que serve para todos, pertencente a Oxalá.

18. Quais são as leis de Umbanda?

São 10 os princípios básicos que regem a Umbanda:

18.1 Crença em um Deus único, onipotente, eterno, incriado, potência geradora de todo o Universo material e espiritual,

adorado sob vários nomes.

18.2 Crença em entidades superiores: Orixás, anjos e santos que

chefiam falanges.

18.3 Crença em guias, em planos médios, mensageiros dos Orixás, anjos e santos.

18.4 Existência da alma e sua sobrevivência após a morte.

18.5 Prática da caridade desinteressada, na busca de aliviar o carma do médium.

18.6 Lei do Livre-Arbítrio (da livre escolha), pela qual cada um escolhe fazer o bem ou o mal, e o ser humano afiniza com sua faixa vibratória e a do ambiente que o cerca.

18.7 O ser humano é a síntese do Universo.

18.8 Crença na existência de vida inteligente em todo o Universo, vivendo e habitando.

18.9 Crença na reencarnação, na lei cármica de causa e efeito.

18.10 Direito de liberdade de todos os seres.


19 . O que são as Linhas Auxiliares?

Como o nome diz, são os auxiliares dos guias. Normalmente, são os espíritos que tiveram sua última reencarnação em período mais atual. Os marinheiros atuam na Linha das Águas, como ativos auxiliares nos tratamentos de purificação, tais como vícios de qualquer espécie. Os baianos são o elo de ligação dos guias à Terra. Os boiadeiros cuidam da harmonia entre os médiuns durante os trabalhos.

20  O que são os boiadeiros?

Entidades responsáveis pelo bom andamento dos trabalhos e por tornar o grupo mediúnico harmonizado entre si. São conhecidos também por oguns, guardiões, vigilantes (dentro da literatura

espírita, vistos em Nosso Lar, de André Luiz e outros).

21 O que é um ponto riscado?

Já vimos que o ponto cantado auxilia na sintonia mental com a linha vibratória que estamos invocando. O ponto riscado identifica a origem da entidade, quais os seus domínios e a quem

é subordinada. Risca-se com a pemba.

22. Orixá é entidade?

Não. Um Orixá é energia vinda de um elemento primordial. Existem entidades que trabalham com essas energias e são especializadas nelas. São com tais energias que os

umbandistas trabalham. Assim, mesmo que a entidade se identifique como Oxóssi ou Oxalá, não é o Orixá em si, mas está se identificando em sua linha vibratória. Isso explica porque pode, em um mesmo trabalho ou simultaneamente em vários

locais, haver entidades com o mesmo nome.

23. Por que os Exus aparecem nas imagens em formas tão assustadoras?

Foi-nos explicado em uma consulta com entidades de sua linha. Os Exus costumam tomar tais formas como meio de impor respeito e medo a espíritos inferiores (quiumbas) e, desta forma, facilitar o controle e vigilância que obtêm sobre estas mentes

vinculadas ao mal, para que não perturbem trabalhos ou até mesmo lares e locais. É Exu o policial, o executante das ordens de todos os Orixás no plano mais denso. É o mensageiro, o que entra e sai das zonas umbralinas, sem temor, assumindo

formas ameaçadoras para fazer-se respeitar. Sem ele, a força dos Orixás não atuaria no mundo, pois é ele o operário incansável. Temido por não admitir a desobediência, é ele quem aplica os castigos, fazendo, na verdade, cumprir a lei de causa e

efeito, desmanchando a magia negra. Mesmo punindo, quando há mérito, Exu cura, concede maiores facilidades em alcançar o que desejamos. São os faxineiros do astral, porque purificam os ambientes e pessoas. É comum ver-se suas legiões

preocupadas em alertar contra males, jamais trabalhando contra a lei divina do amor.

24. O que são Quiumbas? Relação com Exus.               Quimbanda + Umbanda X Quiumbanda

Os Quiumbas são malfeitores do astral, avessos ao bem e altamente perturbadores. Tanto que há concordância entre autores quanto ao fato de serem eles os verdadeiros executores dos trabalhos destinados ao mal. São os costumeiros “encostos” ou

“rabos de encruza”. Fazem-nos pensar que muitos Quiumbas mistificam, fingindo, em casas desatentas, serem Exus ou até mesmo Orixás, com fins de alcançar seus objetivos. Seriam os espíritos de mortos sem luz ou esclarecimento, escravizados pelos

seus próprios sentimentos em grande ódio e revolta. São as levas de Obsessores existentes na espiritualidade, que induzem idéias maléficas aos vivos, apreciam fingir que  são entidades iluminadas, quando não o são. Da mesma forma, são os

verdadeiros executantes da magia negra e os Vampiros do Astral.Muitos trabalhos de magia são direcionados a EXUS  em encruzilhadas de ruas e cemitérios na verdade são  direcionados aos Quiumbas .

 

 

Exus são ordenanças dos Orixás e tem  Hierarquia própria e trabalham em encruzilhadas energéticas nos planos astrais fazendo e desfazendo energias.  Exus não comandam e sim executam as leis dos Orixás, doa a quem  doer, assim dizemos “Exus

são comandados – Agentes do Carma”  e como executores da  lei fazem o bem ou mal, dependendo do ponto de vista de quem recebe a “sentença”. Comparados aos nossos oficiais de Justiça no plano terreno.Os Orixás fazem as leis (Umbanda) e  os

Exus executam estas leis  (Quimbanda), os Quiumbas fazem magia  negra  e recebem oferendas (Quiumbanda). Quimbanda combate a Quiumbanda.  Os Exus, são aqueles que desmancham os trabalhos de magia negra, transportando  

magneticamente as mazelas, as dores e  doenças físicas e espirituais, aliviando  carmas.

25. E os mortos?

Não são Orixás, podendo se tornar um guia, Exu, auxiliar ou anjo, de acordo com sua elevação espiritual. São chamados de Eguns.

26. O que é amuleto e talismã?

Nada mais é do que um objeto magnetizado. O amuleto serve para afastar fluidos pesados, alguns exemplos são: medalhas, figuras, imagens, inscrições ou objetos variados. O talismã serve para atrair bons fluidos. O patuá seria um dos mais populares

amuletos feito com material preparado, costurado em tecido, sob a forma de saquinhos, papel, etc.

27. O que é Aruanda?

Lugar onde moram os Orixás e as entidades superiores. No Catolicismo é o Céu. No Espiritismo são as colônias espirituais.

26. O que é uma oferenda?

Na Umbanda trabalha-se com os quatro elementos da Natureza: água, fogo, terra e ar, como matéria-prima básica. Manejados convenientemente, por entidades especialistas, promovem O equilíbrio, o descarrego, a harmonia. Na Umbanda, em

respeito à Natureza, nada pode ser retirado sem uma restituição ao elemento básico. Muitas vezes, ao entregar-se determinada oferenda, por afinidade fluídica, a mesma fica saturada dos  fluidos densos retirados do solicitante, pelas entidades.

Assim, os Exus utilizam o álcool com fins de evitar os vícios no médium; o dendê, para evitar a desordem psíquica; a farofa, para trazer bens materiais (alimentação); a pipoca, para atrair  doenças cármicas dirigidas ao médium.

28. Existe o feitiço?

Infelizmente, sim. São trabalhos feitos pela quimbanda com fins de prejudicar alguém, perfeitamente lógicos, dentro do ponto de vista magnético.

29. Pode-se evitar o feitiço?

Já vimos no conceito de magnetismo que, dependendo da sintonia que vibre em cada um, pode-se assimilar o feitiço ou não. Nesses casos, quando a pessoa tem “um santo forte”, ou seja, vibra em freqüência mais elevada, a onda do mal emitida tende

a ricochetear e, muitas vezes, retorna a quem o emitiu, que, na realidade, vibra nessa faixa, pelo simples fato de Ter desejado o mal.

30. O que é um ritual?

É um processo gradativo, onde se utilizam acessórios, os mais diferentes possíveis, até ser atingido o clímax desejado. Na verdade, assemelha-se a uma subida em uma escada, degrau a degrau, freqüência a freqüência, até a sintonia com as falanges

desejadas, cujos objetivos podem variar sobremaneira.

31.Por que é tão comum colocar-se, na magia negra, objetos dentro de colchões, travesseiros, cobertas ou escondidos dentro das casas?

No primeiro caso, na tentativa de o objeto magnetizado ficar, o maior tempo possível, em contato com a pessoa visada. No segundo, para continuar irradiando, o maior tempo possível, sem ser descoberto no ambiente.

32. O pensamento tem cor?

Por incrível que pareça, tem. Segundo Ramatis: “A qualidade do pensamento determina-lhe a cor; a natureza do pensamento compõelhe

a forma; e a precisão do pensamento determina-lhe a configuração exata”. (Magia de Redenção, página 64, citado na bibliografia). Dependendo da intensidade do mesmo, podem-se criar as conhecidas formas-pensamento, citações estas com volume,

cor, som, verdadeiros marionetes espirituais de quem os criou. Na maioria das vezes, exprimem o verdadeiro interior de cada um, visíveis pelos guias que as analisam. São percebidas, também, pelos médiuns videntes e, muitas vezes, confundidas

com entidades.

33. Por que é tão comum despachar-se objetos em água corrente?

Sabemos que a água é um dos mais poderosos elementos da natureza, no que se refere a sua capacidade de excelente condutor de eletricidade e fluidos quaisquer, sendo um poderoso solvente. Ao atirar-se o objeto saturado, a água de imediato

absorve esse teor magnético, levando-o para longe do enfeitiçado (ou aquele que quer desvincular-se de objetos imantados). Assim, quebra os vínculos que antes existiam, por proximidade ou assimilação do dono.

34. E água fluida?

É digna de um livro sobre o assunto, tal sua complexidade e utilização. Já vimos que a água é um solvente magnífico, por sua formação molecular e magnética de elevado poder. É usada

amplamente pelos marinheiros no tratamento de perturbações psíquicas e vícios. A água fluida nada mais é do que um veículo preparado com elementos espirituais e da natureza, saturada por

hábeis manipuladores do astral, com fins terapêuticos. Pessoalmente, já tive a oportunidade de acompanhar os trabalhos de um preto-velho que, preparando vidros de água fluida, curou indivíduos minados de vícios de toda a espécie.

35. E o Sol? Por que há trabalhos antes e depois do entardecer?

A vida terrestre gira em torno do Sol. Sua radiação magnética de calor e luz são conhecidas. As de caráter espiritual, muito pouco. São nesses horários, antes e depois do pôr-do-sol que

observamos a maior intensidade de raios infravermelhos (verdes, no plano espiritual) capazes de dissolver, especialmente, as formas nocivas de trabalhos dirigidos ao mal.

36. Por que se utilizam de unhas e cabelos da vítima em trabalhos?

São os conhecidos “endereços-vibratórios”, tão citados em obras. Por trazerem em si idêntico magnetismo da pessoa visada, servem, no plano espiritual, como verdadeiro roteiro para encontrá-la. Um

exemplo são os médiuns que, tocando objetos pertencentes a alguém, localizam vítimas, locais, ou descrevem o portador com detalhes, o que fazia e sentia.

37. E as benzeduras?

Nada mais são do que passes magnéticos. Nossos pretos-velhos eram eficazes, assim como nossos índios. Utilizam-se de metais (tesouras, facas, excelentes condutores de eletricidade), água,

ervas, saliva, etc. como condutores desse magnetismo curativo.

38. E os quebrantos? O olho-grande ou gordo?

Há pessoas que, de baixo teor espiritual e magnético, emitem algumas sem o desejar, poderosos feixes de caráter nocivo, capazes de matar plantas, animais ou causar mal-estar em pessoas. Desde criança ouvia uma história de

um galo, muito bonito, vítima desse tipo de enfeitiçamento verbal, morto imediatamente após Ter sido emitido pela pessoa que o admirou.

39. E as figas, cruzes, elefantes de gesso e outros?

Objetos os mais variados possíveis em todo o mundo, tornam-se populares como “quebradores” de olho-grande. Ao serem colocados

em locais visíveis, alguns preparados para dissolver descargas negativas, são a primeira coisa a ser vista por aqueles portadores desse tipo de magnetismo pesado, recebendo, em

primeiro lugar, a descarga do mesmo. Ou seja, viram objetos de “descarrego” da limpeza, absorvendo ou dissolvendo tais vibrações na entrada das residências. Todos esses objetos e práticas auxiliam muito como paliativos, no teor magnético

existente nas casas. Todavia, o mais importante é o tipo de ambiente que é criado pelas mentes que ali habitam. Se não, tornam-se inúteis ou de muito baixa influência.

40. Por que se sintam as figas de vermelho e outros objetos, na

Umbanda?

Na escala de cores, cada qual possui uma freqüência específica. O vermelho, entre as cores visíveis por nossos olhos, possui a mais baixa, de teor mais pesado, em comparação com as demais. As entidades das zonas umbralinas, do “inferno”, como são

chamadas essas regiões no plano astral, costumam vestir-se de vermelho, cor enervante, sangüínea, que exprime as paixões inferiores, como nos cita André Luiz, na obra Libertação. Dentre as cores, misturadas, é a que primeiro chama a atenção, tal

qual um perfume forte. Daí ser escolhida para trabalhos ou usada pelas entidades que se utilizam dos fluidos mais pesados, como vestuário, na espiritualidade.

41. E os objetos de cera - as velas?

O mais importante a vela engloba os 4 elementos


Fogo – a chama.
Terra – A cera das abelhas.
Ar – A combustão.
Água – liquefação da cera.

Comparada a uma bateria, uma pilha natural utilizada em larga escala na magia.  É considerada, na espiritualidade, como uma das melhores oferendas por Ter, em sua formação, os quatro elementos da

natureza ativos, desprendendo energia. O fogo da chama, a terra (através da cera), o ar aquecido queimando resíduos espirituais. O umbandista não deve, jamais, retirar nada da natureza sem

deixar, ao menos, uma vela para repor aos elementais o fluido retirado do seu ambiente, em profundo respeito à criação divina.

42. E os elementais?

Sem eles a Umbanda não existiria. São entidades primárias, quase infantis na espiritualidade, sempre dirigidas por entidades superiores, habitando um dos quatro elementos. No fogo, as

salamandras que trabalham na área relacionadas ao amor, ao sexo, à amizade, à agressividade e proteção. Na terra há vários, sendo os mais conhecidos os gnomos, cuja atividade relaciona-se ao

trabalho, à criatividade, à perseverança e aos bens materiais. As ondinas, nas águas, atuam na sabedoria, na doçura, nas atividades espirituais e mediúnicas. No ar, os silfos, ágeis e inquietos,

dominam as áreas da saúde, da cura e do equilíbrio físico e mental. Todos eles participam dos trabalhos umbandistas como auxiliares valiosos e nas outras doutrinas e religiões, muitas vezes, em

discreto anonimato.

43. E os elementares?

São diferentes dos elementais. São entidades muito primitivas em situação intermediária entre o animal e a racionalidade. Dirigidos por entidades, colaboram na limpeza, na guarda, tomando

formas as mais variadas possíveis. São colaboradores dos Exus e boiadeiros, principalmente.

44. Por que se fala tanto em arruda, guiné e outras ervas?

São ervas que, pela utilização popular e orientação espiritual, ficaram muito conhecidas. As ervas, ao crescerem, absorvem as radiações do Sol, da Lua, dos minérios, enfim, de toda a natureza, e dos elementos espirituais, à semelhança da aura

humana. A arruda é conhecida por murchar e secar em casas, terrenos ou regiões onde há abundância de fluidos danosos. Um verdadeiro termômetro da natureza.

45 E defumação?

Nada mais é do que plantas que, com todo o magnetismo absorvido da natureza, ao serem queimadas e suas emanações dirigidas por entidades encarregadas da purificação de ambientes, diluiriam

fluidos pesados ou atrairiam boas vibrações. Usam-se desde a tradicional arruda ou outras ervas, cascas de alho, açúcar, resinas aromáticas, etc.

46. Ouve-se muito falar nas fases da Lua propícias a trabalhos. No que se fundamenta?

A ação eletromagnética da Lua é conhecida desde a mais remota antiguidade nos fenômenos das marés, na germinação e crescimento das plantas, na poda de plantações, na fecundação dos seres, nas

alterações de humor e um sem-número de fenômenos. Já que se trata de trabalhos, com fins quaisquer, é natural que se escolham dias em que a força eletromagnética da Terra, sob a influência lunar, crie um ambiente mais propício ao crescimento,

ou não, do teor magnético nocivo ou benigno desses mesmos trabalhos.


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XAVIER, Francisco Cândido. Libertação (por) André Luis. 14ª.
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