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domingo, 12 de julho de 2015

Umbanda: A Minha é a Melhor

Quando uma pessoa de outra religião critica a Umbanda, nós umbandistas ficamos muito chateados, incomodados e por muitas vezes irritados com os ataques geralmente ofensivos, sem fundamento e principalmente sem conhecimento do que estão falando.[…]
PIOR do que isso, é ver “por debaixo de panos”, o que outros umbandistas estão dizendo e fazendo em nome da Umbanda, deixando para trás toda “humildade” que pregam, toda “simplicidade” que pregam e principalmente todo o “respeito” pela “união” que há de existir dentro de uma religião – principalmente da própria religião. Isso gera um sentimento de vergonha, um incômodo, uma sensação ruim.
O ego tem falado alto, o orgulho tem gritado e muitas “panelas” garantem que a comida boa só sai de lá! Tantos pais e mães de santo “anônimos” por aí, realizando excelentes trabalhos de forma simples mas rica em fundamentos, procedimentos, intenções e fé; tantas pessoas, comunidades e grupos de pessoas disseminando a religião de forma positiva, verdadeira e entre muitas outras maneiras, porém todas em nome da religião e não em seu próprio nome / status / posição social.
Fico triste quando vejo umbandistas que muito sabem falar sobre a religião quando estão de branco, mas pouco fazem por ela quando mudam suas vestes – principalmente para criticar seus próprios irmãos de fé. Lamentável quando mesmo de branco, agem de forma negativa menosprezando o outro lado da comunidade umbandista que não seja a sua.
Muitos nomes, grupos e panelas (sim, panelas!!) por seus motivos pessoais (certamente não são em nome da religião), acreditam que para obterem “fama”, reconhecimento ou sucesso, precisam estar em um degrau acima dos demais, pois assim acreditam que terão sua imagem em destaque, acreditam que ao criticar o outro – no caso seu irmão de fé –  serão melhores e assim, acreditam que os olhares estarão voltados para si. E eles conseguem…
Conseguem, de fato, chamar a atenção, quando os olhos se voltam para o outro lado da moeda ou o outro lado deste tipo de atitude, que despretensiosamente, exalam as suas intenções com críticas direcionadas à outros irmãos de fé – esquecem que tudo tem dois lados. Estes esquecem que estão falando de Umbanda em nome da Umbanda, esquecem que ensinam em nome da Umbanda, esquecem de viver na prática todos os valores, valores que fazem questão de repetir diversas vezes à todos: caridade, amor ao próximo, humildade, simplicidade.
A Umbanda precisa de menos ego, menos vaidade, menos amargura dentro e fora de um templo / entre os próprios umbandistas. Precisa de mais humildade, mais simplicidade, mais paciência, mais trabalho, mais evolução, mais amor ao próximo, mais boas intenções, pois o conjunto de boas ações e pensamentos é o reflexo de tudo aquilo que conquistamos, vivemos e somos.
O sol nasce para todos, cabe a cada um abrir sua própria janela para contemplá-lo. Por sabermos que a Umbanda é uma só e que cada casa tem as suas particularidades, os irmãos que se intitulam como os “melhores” dentro do contexto religião ou pelo que fazem por ela, tem de maior a responsabilidade de representar, multiplicar e disseminar a religião – e não em se exaltar. Para a Umbanda crescer, precisamos de dedicação, respeito, união e bons exemplos práticos que representem a religião, pois uma hora nada ficará debaixo de panos, dentro das Leis de Oxalá ninguém pode perecer. Que prevaleça o amor, o respeito, a humildade e a simplicidade existente nos ensinamentos da religião à todos que dela fazem parte.

Um comentário:

  1. Enquanto as críticas forem alimentadas pelo descontentamento, pela raiva, pela tristeza e irritação, elas se fortalecem e quanto menos importância for dada a elas, mais elas se enfraquecem. Cada um vive no seu tempo, caminhou o seu caminho e como ensinamos a respeitar todas as crenças, devemos praticar o aceitar todos em seus momentos. O tempo e o Universo se ocupam de apagar tudo isso e assim, não perdemos tempo com irritações desnecessárias e aproveitamos esse tempo em caridade e fraternidade.

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