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terça-feira, 7 de julho de 2015

Terreiro


Esta denominação se dá à casa ou sociedade que pratica a UMBANDA. O termo "terreiro" origina-se do tempo em que os escravos praticavam seus cultos em terrenos de "chão batido" ou terreiro como eles mesmos chamavam.
O terreiro é constituído de pejí, congá, tronqueira e é formado por uma Diretoria Administrativa - Presidente - Tesoureiro - Secretário (facultativa para o caso de se constituir uma Instituição) e por uma Diretoria Espiritual (formada pelo Mentor Espiritual que traz os fundamentos e Diretor Espiritual que fará com que sejam cumpridas as determinações do mentor. Normalmente é o dirigente o terreiro).
PEJÍ ­ é o local onde se colocam as imagens ou adereços representativos das entidades e onde se acendem as velas. Muitas pessoas ainda confundem pejí e congá como sendo um mesmo ponto de firmeza.

IMAGENS ­ são estátuas (de gesso, madeira, barro) de Santos Católicos ou dos Guias, que representam as entidades e se tornam ponto de fixação de fé. Não são obrigatórias.

CONGÁ ­ é o local onde são depositados os assentamentos correspondentes às vibrações atingidas pela UMBANDA. Deve ser feito no chão, à frente do Pejí, um buraco de 30x50x50 cm, com tampa removível para facilitar a renovação dos assentamentos sempre que necessário. É ali dentro que estarão, verdadeiramente, uma das firmezas do "terreiro".

OS ASSENTAMENTOS ­ são elementos naturais utilizados como imãs, captando as energias das linhas correspondentes.
Existem imãs minerais tais como: ferro, cobre, ouro; sendo a prata o de maior poder de atração seguida pelo aço.
Os imãs vegetais são os legumes, verduras e frutas, folhas e flores que também são usados nas obrigações.
Os imãs líquidos são as águas do mar, da cachoeira, as libações e as essências correspondentes às entidades.
Os imãs fluídicos são as preces, os cânticos, as palavras e os defumadores.

TRONQUEIRA ­ local onde se assentam as vibrações residuais do bem, ou seja, os Exús. A tronqueira deve ser assentada do lado esquerdo da entrada do terreiro. Ela representa a segurança, a retaguarda que as entidades nos oferecem. É para a tronqueira que os fluidos negativos são atraídos e, dali, dispersados para as profundezas da terra (como se fosse um fio terra).
É um absurdo o uso de animais peçonhentos nos assentamentos dos Exús. Além de não fornecer vibrações correspondentes a essa faixa evolutiva ainda por cima são seres viventes que não devem ser molestados.
Um terreiro de UMBANDA não é lugar de magia negra, vodú e coisas do gênero.
Na tronqueira devem ser assentados os Exús e Pomba Giras do Zelador e dos demais médiuns que se desenvolverem no terreiro e chegarem à feitura.

CAMBIÁ ­ é um buraco no chão, feito na entrada da gira, onde fica assentado o exú que será responsável pela limpeza dos consulentes que adentraram aos passes. Esse buraco deve ter seus assentamentos introduzidos e depois deve ser lacrado (com concreto) para que ninguém tenha acesso às maldades que por ali são absorvidas.
Os assentamentos usados serão aqueles de acordo com os fundamentos da entidade assentada.

CURIMBAS - são os cânticos entoados aos sons dos atabaques. Os cânticos, que sempre existiram em todas as religiões, servem como meio de concentração e preparação do corpo do médium e do ambiente para a recepção das energias, além de serem uma espécie de prece, uma louvação às entidades.
Ao cantar (e dançar) o metabolismo dos médiuns é acelerado e, através do calor emanado e das vibrações sonoras, consegue-se o máximo de harmonia entre os participantes e as Entidades.

PONTO DO TERREIRO - É a firmeza do terreiro passada para o Zelador pelo Mentor Espiritual através de um ponto riscado, que interpretado revelará a missão principal e as forças que regem a casa. Pode ser pintado, desenhado em tecido para cobrir o congá, ou placa ou mesmo em forma de estandarte.
Os elementos utilizados pelas entidades durante os trabalhos tem várias utilidades, normalmente eles servem para trazer algum tipo de vibração que será utilizada.

Defumadores - para defumação do ambiente. 

Estrela (vela) - Para pedir luz, para si, para um espírito, para desfazer trabalho, para pedir graças ou agradecer a todos tipos de espíritos. As cores variam de acordo com a necessidade do trabalho ou vibrações da pessoa.

Marafo (aguardente de cana) - Usado para descarrego e oferenda de gratidão aos trabalhos dos Exús.

Imagem - Para simbolizar para o filho de Umbanda como é o Caboclo, o Preto Velho e demais espíritos, principalmente para aquele que não possui vidência. É um meio de aproximar o espírito e não se ora nem adora a imagem e sim o que ela representa.

Água de beber - A água é sempre fluidificada com a força espiritual para beneficiar encarnado ou desencarnado, suprindo-lhe as necessidades do momento.

A Água é um fator preponderante na Umbanda. Ela mata, cura, pune, redime, enfim ela acha-se presente em todas as ações e reações no orbe terreno, basta exemplificar com as lágrimas, que são água demonstrando o sentimento, quer seja positivo ou negativo.
Sabemos que três quartas partes do globo, do planeta que habitamos, é coberto por água; 86,9% do corpo humano é composto de água ou carboidratos; mais ou menos 70% de tudo que existe na Terra leva água, tornando-se desta forma o fator predominante da vida no Planeta. Por esta razão, ela é utilizada na Quartinha, no copo de firmeza de Anjo de Guarda.

Ervas - São usadas para banhos e chás para saúde. Devem ser ministradas em ambos os casos, de acordo com a pessoas e com ciência.

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