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segunda-feira, 15 de junho de 2015

Religião, o que é?


Sabendo que as práticas e rituais das diversas seitas e religiões existentes são completamente diferentes, nos pegamos com as seguintes questões:

·           Quem tem as praticas e rituais mais acertados? Os católicos? Os protestantes? Os evangélicos? Os espíritas? Os umbandistas? Os candomblecistas?
·           Quem é o Deus verdadeiro? Jeová? Alá? Olorum? Zambi?

Quem de nós ainda não se fez uma dessas perguntas um dia?
Afinal, qual seguimento religioso é o mais correto?
Podemos afirmar que, mesmo dentro dos templos de uma mesma religião, sempre há diversidades em suas praticas e rituais. Para entendermos um pouco o porquê dessas diferenças começaremos explicando o que é “RELIGIÃO”¹.
Dentro do que se define como religião podemos encontrar muitas crenças e filosofias diferentes entre si, porém ainda assim é possível estabelecer uma característica em comum entre todas elas, que é o fato de todas possuírem um sistema em crenças no sobrenatural, geralmente envolvendo divindades ou deuses, e que também costumam possuír relatos sobre a origem do universo, da terra, do homem e sobre o que acontece após a morte.
A idéia de religião, com muita frequência, contempla que essas  divindades ou seres superiores, que geralmente pertencem a um sistema hierárquico, teriam influência e o poder de determinação no destino do ser humano. Eles são conhecidos como anjos, demônios, elementais, deuses, semideuses e orixás. Outras definições mais amplas dispensam a idéia dessas divindades e focalizam suas doutrinas nos papéis de desenvolvimento de valores morais, de códigos de conduta e no senso cooperativo em uma comunidade.
Buscando mais a fundo, veremos que religião pode ser definida como um conjunto de crenças naquilo que conhecemos como sobrenatural, divino, sagrado e transcendental, bem como o conjunto de rituais e códigos morais que derivam dessas mesmas crenças. Sendo assim, podemos determinar que Religião é a religação, pouco importando por que caminhos sejam, da criação, o ser, com suas raízes criadoras.
Então, desde que um grupo qualquer, em qualquer lugar do mundo, esteja trabalhando sobre si para alcançar novos níveis de conhecimentos com práticas que os levem na direção do Criador, não importando a doutrina que seguir, ele estará praticando Religião. Por outro lado, se as práticas e rituais do grupo visam muito mais a busca dos valores materiais que dos espirituais, a prática deixa de ser considerada Religião, pois não procura a religação da criação com seu Criador e sim da criatura com a matéria.
Visto por esse lado, podemos afirmar que todas as reuniões, sejam elas Espíritas, ou de Umbanda, ou os Cultos de Nação, ou os cultos Evangélicos, ou as missas Católicas, podem ser consideradas Religião desde que cumpram o objetivo de tentar religar seus adeptos ao Poder Criador, ou a Energia Criadora, ou simplesmente DEUS.
Nessa busca por Deus, são várias as doutrinas ou cartilhas que podem ser adotadas, mas sejam elas quais forem deverão sempre conduzir seu seguidor através de praticas e rituais que o elevem a níveis superiores de consciência, pois somente através da elevação da consciência ele estará no caminho de encontrar-se com seu CRIADOR ou seu DEUS.
Podemos observar, por essa seqüência lógica, que não basta estarmos reunidos e falando de Deus, qualquer que seja o nome que Lhe queira dar, que estaremos praticando religião. Há algo muito mais profundo no sentido dessa palavra, que infelizmente é esquecido por muitos, é que só estaremos realmente praticando religião quando nos predispusermos a "sair de dentro de nossa casca" e abrirmos nossos corações para o mundo buscando, seja lá por que caminhos escolhermos, nossa elevação e se possível a de outros seres com menos compreensão.
Isso explica porque a maioria das religiões prega tanto a chamada CARIDADE, que na sua essência não deixa de ser uma prática onde a pessoa se esquece de seu "mundinho", por alguns instantes que seja, no sentido de fazer um bem ao outro. E só pelo fato de se desprender de suas atribulações e agir com amor ao seu próximo por alguns instantes já faz com que naqueles breves momentos esteja se religando.
É importante que se diga, no entanto, que se a caridade não for feita de boa vontade, com a verdadeira intenção de auxílio e com o conseqüente desprendimento de si mesmo, ela não estará funcionando como religação ou religião. É o caso daqueles que acham que, por darem esmolas nas ruas comprarão o afeto de DEUS, mas na verdadeestarão é acostumando o ser ali presente ao dinheiro fácil. Caridade fizesse, se o levassem, lhe dessem bons tratos e orientação para que buscassem seu caminho na vida.
A verdadeira caridade é aquela que dá a vara de pescar e, com amor, ensine seu uso. Dar o peixe saciaria a fome momentaneamente, mas o aprendizado do uso da vara de pescar dá ao aflito a condição de conseguir, após a aprendizagem de seu uso, muitos outros peixes com o que se alimentará.
Já em relação às práticas e rituais utilizados pelos diferentes grupos ditos religiosos, podemos dizer que elas acontecem mais pela interpretação que os dirigentes de cada templo dão aos ensinamentos que lhe foram passados, normalmente por quem lhes ensinou a doutrina que professam, e ainda continuam sendo passados intuitivamentepor seu acompanhamento espiritual. É isso mesmo! Não é porque o dirigente não é espírita que não recebe parte de seu aprendizado de entidades espirituais, a esses ensinamentos eles dão às vezes o nome de "sopro divino" ou dizem que foi por "inspiração do espírito santo". O que importa realmente é sabermos que mesmo que leiam e preguem pela mesma cartilha, você sempre observará, devido a essa interpretação do dirigente, variações nos cultos e missas, mesmo nos templos da mesma religião.
Veja só como exemplo os Cultos Cristãos, seja ele Católico ou Protestante, se eles que têm como livro de consulta padrão apenas um, a Bíblia, variam seus cultos, como é que religiosos de outras linhas, que não têm um livro padrão por onde se guiarem podem executar rituais exatamente iguais? Agora em se tratando de grupos espíritas ou espiritualistas, assa diferença acaba sendo ainda maior, pois eles têm um contato mais efetivo com entidades astrais, que os transmitem com muito mais freqüência esses ensinamentos e normalmente adaptados à condição de cada grupo de trabalhoou pela interpretação do mediador ou pelo grau de evolução da entidade que o estiver passando.
Agora já dá para respondermos as questões do início deste tema. Sendo simples a resposta a elas: TODOS ESTARÃO CORRETOS ENQUANTO SUAS PRÁTICAS E RITUAIS ESTIVEREM DIRECIONANDO SEUS ADEPTOS A RELIGAÇÃO COM SEU CRIADOR. Já os Rituais, na verdade, são meramente protocolos e rotinas criados ou intuídos pelos Dirigentes, que visam colocar os adeptos em sintonia com o ambiente e conseqüentemente com a “agrégora”² local.
Para se começar qualquer tipo de reunião religiosa, seja em que grupo for, sempre há, primeiramente, um ritual de preparação que pode ser desde o mais simples até os mais complexos, onde são inseridos diversos artifícios como: cânticos, defumações, pregações, orações e palestras. Se em qualquer um dos casos o Dirigente conseguir fazer com que representantes e assistentes entrem em sintonia com as vibrações que se pretende buscar, então o ritual cumpriu o seu papel e poderá ser considerado correto para aquele fim.
Então se você quiser classificar em níveis de correção um determinado ritual será preciso verificar o quanto esse ritual cumpriu seu objetivo, o que poderá ser percebido pela força da agrégora que vai se formando, se você for um médium vidente, ou no nível de participação de todos os presentes, pois quando há respeito, atenção e participação ativa de todos certamente a egrégora é forte e o objetivo pôde ser alcançado. Encarando por esse ângulo você poderá, até dentro de um mesmo grupo, classificar o ritual utilizado ora como mais correto ora como menos correto.
Observemos agora, o que normalmente acontece em um Terreiro de Umbanda: Primeiro abrem-se os trabalhos com os rituais próprios de cada casa: firmeza de velas para as entidades guias do terreiro, pontos de defumação, defumação, às vezes algumas orações; Começam então os
cânticos ou pontos de chamada para as entidades dirigentes, as saudações aos Orixás; até aí tudo bem, todos participando e atentos.
Então, passando essa “abertura” começam os cânticos para a chegada das entidades de trabalho e a partir daí é que a seção começa se tornar um "deus nos acuda", porque geralmente a assistência vira platéia e quem antes estava atento, normalmente pela curiosidadecomeça a disputar melhor ângulo de visão; ou a conversar com o vizinho ressaltando esse ou aquele caso em que esteve envolvido; ou julgando os melhores e piores médiuns ali presentes, isso quando não podem sair do ambiente e ir lá para fora falar dos mais variados assuntos, nada relacionados aos trabalhos que estão sendo realizados.
Pois bem, qual é a conseqüência disto no plano astral:

1º.    A egrégora, por mais bem feita que tenha sido no início, antes mesmo de conseguir atrair uma boa quantidade de energia de igual teor começa a desmontar. Se o corpo mediúnico permanecer em estado de concentração, a energia ou corrente de energia se centralizará sobre eles e se nutrirá das energias que eles gerarem, causando um desgaste desnecessário;
2º.    Havendo pessoas realmente necessitadas na assistência, ao serem atendidas, servirão como "ralos" por onde se escoará toda a energia do ambiente, que por sua vez, para que se mantenha em um nível aceitável, deverá ser constantemente revitalizada pelo esforço desses mesmos médiuns, causando mais desgaste;
3º.    Não raramente, podemos observar também, no comportamento dos próprios médiuns e cambonos e apoiadores atitudes semelhantes às dos assistentes quando, estando ali incorporada a entidade chefe ou algumas entidades, os que não estão atuando, incorporados ou auxiliando, acham-se no direito de conversarem entre si ou com a assistência, quando não ficam "de orelha em pé" para poderem escutar o que uma entidade está falando para um consulente. Nesse caso, o foco de energia ambiental diminui ainda mais em quantidade e qualidade sendo que o pouco que é gerado, o é apenas por aqueles que estão ativos, incorporados ou auxiliando.

Agora preste atenção em seu grupo. Veja se durante todo o tempo de reunião todos estão atentos e com suas mentes realmente voltadas para o sucesso dos trabalhos. E aí o que constatou? Se você ou seu grupo se encaixa nas citações acima, comece então fazendo a sua parte, mude sua postura e seus atos, não é porque você não é um médium de incorporação, que não é importante para o desenvolvimento dos trabalhos, você também é um doador de energia.
Também não adianta ser hipócrita e "deixar a coisa rolar", achando que não é sua obrigação, ou que isso é responsabilidade do Dirigente, ou “que se o fulano faz, eu também posso fazer”, pois certamente mais cedo ou mais tarde os problemas começarão a acontecer em decorrência dessa sobrecarga.
Mas que problemas? Os mais diversos, sendo que quase sempre começam pelo abalo da saúde física e às vezes até mental de certos médiuns, passando pelas dificuldades financeiras, problemas familiares e outros mais, sem que para isso tenha necessariamente havido ação de qualquer entidade malfeitora. Bastando que haja por algum tempo um desequilíbrio entre o dar e receber energias positivas para que a absorção de energias de baixo teor se faça e atraia consigo os mais diversos tipos de problemas.
Você duvida disso? A lei mais importante para os que lidam com a manipulação desse tipo de energia é A LEI DAS AFINIDADES, que diz: "OS IGUAIS SE ATRAEM" e ao se imantarem com energias negativas, seja pela sobrecarga gerada em uma seção ou pela sua conduta moral, os médiuns passam a ser, cada vez mais, focos de atração também para Entidades do Baixo-Astral, que se sintonizam bem com essas energias e vão logo se aproximando e aproveitando a oportunidade para aumentarem mais seu sofrimento.
Aí logo nos perguntamos: Onde estão os Protetores? Onde estão os Guias? Eles não deveriam fazer alguma coisa?
Mas quem disse que não fazem, ou pelo menos não tentam fazer. É preciso que fique bem claro que os processos de deterioração na vida de um médium, ou de qualquer pessoa, não acontecem da noite para o dia e até que se estabeleça essa deterioração,tenha certeza de que muitos avisos são dados, isso é claro, quando há entidades verdadeiramente positivas atuando junto ao grupo.
Se um grupo no entanto não é disciplinado e principalmente não sabe ou não quer passar aos assistentes a necessidade dessa disciplina, fatalmente correrá o risco de amanhã estar envolvido com os mesmos problemas daqueles que hoje os procuram para pedir ajuda.
Para uma participação efetiva em qualquer ritual religioso é preciso que o conceito de DISCIPLINA esteja vivo na consciência de todos. Devemos parar de cometer um mundo de insanidades e começar a assumir as besteiras que fazemos e antes de sair pondo a culpa por tudo que acontece nas nossas vidas na Religião ou na espiritualidade. E você se for uma pessoa consciente e de bons princípios, como umbandista ou praticante de qualquer outra corrente espiritualista, tem a obrigação de ser pelo menos honesto aos seus princípios e procurar fazer a sua parte.
Não devemos também ficar combatendo e atacando, mesmo que por defesa, essa ou aquela religião, pois não é com combate a outros grupos religiosos que vamos fazer da nossa Umbanda, ou qualquer outra religião, um exemplo a ser seguido. Muito pelo contrário, se nós umbandistas, ou os espíritas, ou militantes dos Cultos de Nação, pretendemos ver nossos "santuários e doutrinas" respeitados, devemos começar primeiramente respeitando nós mesmos nossas próprias doutrinas, as estudando e as praticando honestamente.
Não seria, de forma alguma, combatendo grupos e doutrinas que se faria vigorar a nossa como a dona da verdade, já que nenhuma delas o é na totalidade. É preciso que se observe em cada uma o que há de realmente positivo e para melhor analisarmos é necessário que comecemos antes por "arrumar a nossa própria casa".
Sejamos conscientes de que essa grande variedade de religiões e seitas que existem no Brasil e no mundo, são frutos das diversas correntes filosóficas espirituais existentes também no Mundo Astral e se formam na Terra em virtude da maior ou menor aceitação dos seres encarnados que à elas vão se achegando, de acordo com o que julgam ser melhor para cada um, através da Lei da Afinidade.
Continuemos sempre em busca do verdadeiro caminho, seja ele qual for, tendo a certeza de que NINGUÉM É DONO DA VERDADE e o principal objetivo de uma religião deva sempre ser a evolução de seus adeptos, independentemente de sua doutrina, suas praticas e seus rituais.

1-       Religião: Do latim: "religio", usada na antiga Vulgata, significa "prestar culto a uma divindade", “ligar novamente", ou simplesmente "religar".
2-       Agrégora ou Egrégora: É a força gerada pelo somatório de energias físicas, emocionais e mentais de duas ou mais pessoas, quando se reúnem com qualquer finalidade.

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