Páginas

quarta-feira, 4 de março de 2015

Proteção e Merecimento



Os trabalhos de Umbanda não devem ser cobrados sob nenhuma hipótese, porque esse é como sabido um dos fundamentos básicos dos Terreiros.

Mas a proteção não se faz gratuita, mas sim por merecimento. Os filhos ao trabalharem nas casas Umbandistas ajudam antes de qualquer pessoa a si mesmos, realizando resgates de karma. *

Alguns podem achar que a Umbanda exige muito de seus filhos. Mas não.

O que é exigido dos filhos é que eles, dentro de sua evolução, deem a Umbanda e a sociedade como um todo, ações repletas de bondade. Ações que fazem bem a sociedade, melhor fazem aos filhos.

Não esta aqui se referindo em momento algum a dinheiro. Dinheiro não compra resgate de karmas, muito menos a proteção dos Orixás. O que se esta falando aqui é que cada filho tem que fazer sim um esforço a mais para que possa sempre estar com o máximo de suas forças a proveito da Umbanda e dos outros filhos em geral.

Repete-se: aqueles que ajudam a casa ajudam antes de tudo a si mesmos. De nada adianta serem filhos excelentes dentro do terreiro quando fora passam por cima de outras pessoas, desrespeitam seus semelhantes e simplesmente ignoram as regras básicas de bondade e humanidade.

Esse é o grande preço a ser pago pela proteção dos Orixás: trabalhar para a força do bem, para que possa o filho estar sempre sob sua luz.

É por demais sabido que aqueles que realizam o bem geram uma imantação positiva que atrai semelhantes e então, constrói uma sólida rede de proteção.

Mas aqui não se fala somente desse reforço energético na realização do bem, mas também nos referindo a que sim, os filhos que trabalham pelo bem de outros, recebem proteção extra porque são úteis a evolução dos espíritos em geral.

O raciocínio é simples: Porque estariam mais protegidos, ou igualmente protegidos, aqueles que apenas pensam e fazem por si, do que aqueles que fazem pelos outros, respeitando almas, levando tranqüilidade aos que dela precisam?

A proteção ira se fazer mais efetiva sobre aqueles que são interessantes para a evolução dos grupos, para o desenvolvimento da humanidade.

Por isso, sim são esses os que têm mais proteção.

Então nada mais errado do que pensar ou acreditar que se está fazendo bem a terceiro quando o maior beneficiado é o próprio filho.

Aquele que por merecimento recebe a boa ação, de uma forma ou outra, se assim for merecedor, se farão objeto dela.

Mas somente àqueles que efetuam a ação por sua espontânea vontade terão a proteção aumentada. Assim economizam-se caminhos e novamente aqui a lógica se faz presente: aqueles que praticam boas ações ajudam um maior numero de pessoas e tornam menos trabalhoso a função dos guias que então terão maior espaço de tempo para poder auxiliar a outros.

A regra é simples. Cada vez que o filho estiver se sentindo frágil é exatamente quando mais precisa procurar ajudar a outras almas, reforçando seu campo energético e se fazendo então, objeto de maior proteção.

Não há uma alma que não possa auxiliar a outras. Todos os espíritos podem, por mais carente que estejam realizar algum tipo de auxilio. E novamente, repita-se não se esta falando aqui de dinheiro, mas sim de ações, que possam efetivamente influir no desenvolvimento de terceiros.

Portanto filhos não acreditem que estão tão carentes a ponto de não poderem estender a mão àquele que esta ao lado. Poder ajudar sempre é fundamental.

E se a realidade do merecimento da proteção se faz presente pelas almas boas, o mesmo ocorre para espíritos menos evoluídos. Eles também realizam a proteção daqueles que os auxiliam na sua eterna busca pela escuridão.

São, efetivamente, fieis a todos os que lhes ajudam. Mas sua fidelidade termina quando não mais se fazem essas almas iludidas necessárias. É simples: como sangues-sugas exploram até o máximo suas vitimas, mas protegem-nas com toda a sua força, por que dependem delas para realizar seus propósitos. **

Portanto aqueles que servem ao mal, que impingem a dor, o desespero, terão sim seus protetores sempre prontos a defendê-los dos que não compartilham de seus objetivos.

E não se iludam filhos: As vezes essas almas demoram encarnações para poderem ter seu declínio decretado, tamanha a força que agregam. Mas, ao final irão fracassar porque a evolução caminha em direção da luz. Aqui se tem outro fundamento.

A velhice ensina e esse é um dos seus ensinamentos: quando não há mais força física para a prática do mal, quando então os ânimos se dissipam , quando a força se faz menor, aqueles que sempre tiveram seus caminhos protegidos pelas almas do mau, normalmente são deixados de lado, porque esses guerreiros já massacrados pela idade ou por doenças já não mais servem ao exercito da maldade

São deixados de lado para que possam novos guerreiros se juntar ao exercito, porque da mesma forma como não se preocupam com aqueles a quem atingiram não mais protegem aqueles que não mais os servem.

E não só a velhice, mas também as enfermidades, as quedas, ou qualquer motivo que se apresentem melhores outros guerreiros.

A paga dos atos se realizara então. E ela é sempre a mais cara quando não há proteção de qualquer das formas espirituais.

As escolhas sempre são feitas, diariamente, na decisão por esse ou aquele caminho.

Mas não apenas nos grandes atos. Pequenas maldades do dia a dia se acumulam e dão ao filho cada vez menos força e mais abertura energética aos que se alimentam desse padrão vibracional.

E esse ciclo se torna vicioso: cada vez mais as energias negativas alimentarão ao filho e cada vez mais ele dará abertura a elas.

Sentimentos também são armas perigosas: o ódio, a raiva, a vingança produzem padrões energéticos que simplesmente repelem forças protetoras do bem.

Filhos, esses ensinamentos vão muito alem do bordão “faça o bem e o céu será seu”. Pensem! As boas atitudes são antes de qualquer coisa o modo de evolução e construção de um padrão vibracional que permita que os guias possam auxiliar no caminho de felicidade e tranqüilidade.

Essa sim é a grande moeda da Umbanda: a realização de atitudes que tragam um padrão energético que levem a atração de espíritos protetores.

Porque estes guias protetores também estão resgatando e aprendendo, por isso tem uma tarefa pela frente e utilizam todas as energias do bem disponíveis para então tornar a sua própria tarefa mais fácil.

Assim, forma-se como os elos de uma corrente, a grande força a favor do bem.

Portanto filhos, antes de levantarem a voz para dizer que estão realizando o bem a terceiros, lembrem-se que são os maiores interessados nessa atitude, porque estão acumulando em sua volta proteção que permitira que as quedas não sejam tão duras.

* - Livro: Umbanda para a Vida:

Nenhum comentário:

Postar um comentário