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segunda-feira, 2 de março de 2015

Os Rituais dentro da Umbanda



Os rituais dentro da Umbanda não tem forma nem modo definido. Eles variam de casa para casa e estão subordinados as decisões de cada Pai de Santo e de cada entidade protetora do terreiro.

Esse também é um dos fundamentos Umbandistas.*

O ritual na Umbanda não obedece a parâmetros predeterminados, porque na diversidade do ritual encontra-se uma das belezas da Umbanda.

Efetivamente o modo de saravar de cada casa, a forma e vestimenta de seus filhos, as cores acessas em suas velas a seqüência dos pontos e a forma de sua entoação é definida pelos pais de santo dos terreiros, da forma como melhor lhe couber.

Já foi dito aqui antes que cada Pai de Santo ocupa essa posição porque, em algum momento teve a autorização para tanto e somente detêm essa posição enquanto estiver a corretamente levar a sua casa e seus filhos. **

Portanto a eles cabe a coordenação do trabalho feito no terreiro.

O ritual, portanto é diverso em cada casa que o filho se encontrar, tendo, na maioria das vezes semelhanças em alguns instantes porque, de uma forma ou de outra, estão todos praticando a Umbanda, em uma de suas formas.

Portanto não cabe ao filho questionar essa ou aquela atitude do Pai de Santo ou a forma deste ou daquele dirigente levarem os trabalhos.

Porque como dito, todos os modos, desde que respeitem os fundamentos umbandistas gerais são válidos, mesmo porque um dos próprios fundamentos é a diversidade de rituais. *

Por isso também que a hierarquia é tão importante dentro dos terreiros. E deve ser respeitada sempre.

Porque sempre a ultima palavra é do Pai de Santo e da entidade que coordena o terreiro. Sempre a eles é a quem cabe a decisão final nos rituais.

Podem sim os filhos pedirem explicações para conseguirem entender melhor a forma de atuação em suas casas, mas não tem o poder de questionar o funcionamento das mesmas, porque esse é incumbência das hierarquias superiores.

E cabe também aos capitães zelarem para que a palavra do Pai de Santo reste ouvida e obedecida. Na Umbanda não se aceitam insubordinações, porque da mão forte do Pai de Santo, na maioria das vezes depende a unidade da casa. ***

Portanto, os rituais, a não ser que assim deseje o Pai de Santo, não estão sujeitos a indagações.

Não se configura a Umbanda como uma democracia. O poder de escolha do filho está entre freqüentar uma ou outra casa, na escolha da casa e não em pretender mudar os rituais ou a forma da mesma. ****

Aqueles que podem mandam e os que tem juízo obedecem. Essa é a regra dentro das casas Umbandistas. Isso não significa em absoluto que o filho seja obrigado a se sujeitar as regras do terreiro que escolheu como seu.

Pode simplesmente abandoná-lo, porque nenhum terreiro tem o poder de obrigar o filho a se manter nele, se esse não for o seu desejo.

Aqui novamente importante que se deixe claro que todos os filhos possuem o livre arbítrio e ele está aqui na possibilidade do filho escolher essa ou aquela casa, essa ou aquela religião. *****

Mas a partir do momento que tomou como seu determinado terreiro deve obedecer todas as regras referentes a ele respeitando, sempre a hierarquia, sem desafiar qualquer dos mandos e desmandos desta.

Isso porque, como já dito, não há democracia na Umbanda. Democracia é excelente como forma de governo, mas na Umbanda cada Pai de Santo e cada casa tem a sua verdade que deve ser respeitada como única.

Cabe ao filho somente obedecer ou deixar a casa, para que outra, mais afeita a sua face da verdade possa encontrar.

Portanto, rituais, casas, lugares e formas não podem ser comparados. Porque cada um dos terreiros tem seu próprio modo de atuar e entender a Umbanda.

Essa é uma das grandes belezas da Umbanda. A diversidade dos rituais que se fazem cada um de uma forma. E essa diversidade de rituais não quer dizer em momento algum, como já foi ressaltado e acentuado nos Fundamentos da Umbanda – Primeira Leitura, diversidade de fundamentos. ****

Os fundamentos são os mesmos, os rituais, diversos.

É importante que os filhos entendam isso para que não fiquem comparando rituais diversos, porque somente mais confusa será a busca pela casa que diga ao filho como sua.

Para escolher o terreiro em que o filho pretende atuar deve ele, antes de tudo, se sentir em paz, tranqüilo e em segurança. São essas as sensações que irão fazer com que um filho escolha entre um ou outro trabalho. Não a discussão entre os rituais, porque cabe ao filho somente aceitar ou ir.

Portanto, repita-se; quem pode manda, quem tem juízo obedece.

O filho, ao final, ou obedece às leis da casa, ou para outra casa deve ir, porque questionar não levará a tranqüilidade e nem as respostas que são procuradas.

* - Livro: Umbanda para a Vida:

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