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quinta-feira, 5 de março de 2015

O Que é Mediunidade


Mediunidade é a capacidade que o homem tem de exercer e perceber estímulos em frequências sutis ou energéticas.

Através dessa faculdade, inata em todo ser humano, ele recolhe informações provenientes dos outros seres e das vibrações que estes exteriorizam, bem como dos ambientes e de outros tipos de influências.

Comumente, ela é vulgarmente conhecida como intuição. Todo ser humano consegue em determinados casos ter intuições acerca de como deve proceder ou mesmo do resultado provável de suas ações; elas são mensagens do próprio ser (de sua parte mais elevada e por vezes inconsciente) ou da sabedoria de outros seres – encarnados ou não, ambientes e energias, benévolos ou malévolos

Comparado a um instrumento tecnológico, a mediunidade é como um captador de ondas e freqüências… O “médium” as pode sintonizar, recebê-las, e decodificá-las nas mais variadas expressões – que constituem os tipos de mediunidade.

É importante ressaltar que não estou considerando o médium apenas como intermediário entre homens e espíritos, mas como um homem que consegue captar sim influências externas, mas também por vezes influências internas que jazem nos arquivos obscuros de sua alma – e que também constituem sabedoria ou ignorância, estímulos bons ou mesmo nocivos.

A mediunidade é portanto, antes de qualquer coisa, uma espécie de faculdade ou mesmo sexto sentido, que se expressa de diversas formas. Existem aqueles que ouvem coisas, outros que vêem, outros que escrevem, outros que desenham… Outros que curam e outros que pressentem, entre tantas variedades.

A maneira como o ser expressa esta hiper-sensibilidade depende da capacitação do seu organismo; de mecanismos que estão ligados ao todo que lhe forma e constitui, indo além do físico e integrando-se à emoção, mente, espírito… De acordo com cada indivíduo e de suas particularidades, haverão aqueles que captarão mais e os que captarão menos; cada qual dentro da sua manifestação própria.

É óbvio que quanto mais elevada a alma, tanto mais sua vibração será elevada – intensa. Dessa maneira, aquele que têm bons sentimentos, intenções puras, se encontra não apenas mais “protegido” contra as frequências mais baixas – visto que não se afiniza com elas – mas também está agregado ao mecanismo harmônico universal.

Por outro lado, quanto mais egoísta, mesquinho, carregado de sentimentos negativos, tanto mais vai se afinizar não apenas com os seres de igual freqüência (encarnados ou não), mas também com locais, objetos, situações e acontecimentos. Grafo estes dois últimos, porque a vida age e reage dentro daquilo que cada um manifesta.

Não se pode considerar o exercício da mediunidade como uma missão de alguns seres “especiais” que precisam manifestá-la . Todo ser humano deve prestar atenção à sua sensibilidade, e trabalhar com ela a fim de ter uma aliada no seu processo evolutivo. Ainda dentro deste raciocínio, estando afinizado com suas potencialidades, tão logo naturalmente procurará utilizar sua capacidade no auxílio ao próximo, a si mesmo e ao mundo. Deve se tornar consciente do seu processo, para ser capaz de usufruir do livre-arbítrio.

“Trabalhar” com a mediunidade não significa apenas utilizá-las nas reuniões religiosas, doutrinárias ou etc. O ser precisa aprender a usar seu lado sensitivo em seu dia-a-dia, pois uma vez que é mais sensível, tão logo mais intensos os sentimentos e processos pelos quais passa. É responsabilidade sua buscar seu equilíbrio.

Toda pessoa com mediunidade mais ostensiva deve exercer um esforço no sentido de compreender a si mesmo e à sua situação. Igualmente, pela sua natureza sensível, perceber o sofrimento do próximo e de si mesmo, escutando o coração e procurando sua maneira de ajudar. A mediunidade não é exclusividade de religiões ou doutrinas, ela está além, está presente no dia-a-dia, em funcionários, donas-de-casa, professores, etc.

Alguns captando energia, conseguem se transformar em verdadeiras ferramentas. São aqueles que nos surpreendem, que mostram gostar do que fazem, que cativam e chamam, interessam, prendem a atenção… Estes trabalham em harmonia com seu coração, e sua sensibilidade está trabalhando sim, inclusive para a espiritualidade – pois a espiritualidade não se restringe às salas religiosas ou doutrinárias, mas é parte de um todo, apenas não percebemos mais porque estamos imersos num mundo ilusoriamente restringido ao físico.

Outros não apenas usam sua sensibilidade para o mal, mas exalam energias baixas que matam plantas, fazem adoecer, deixam o próximo com mal-estar e se sentindo sugados. Sua aura é pesada e a presença destes por si só já provoca desânimo. Recebendo e captando influências, mais ou menos perfeitamente, de fontes más, podem por vezes galgar degraus ao poder e constituir impérios nas posses, na família e relações… Dominando e oprimindo, controlando e destruindo até que pela Lei Maior seu tempo se cumpra aqui ou lá.

O homem precisa parar de estabelecer divisões entre planos de existência, corpos e conceitos. Neste sentido a mediunidade faz parte do ser, bem como o plano espiritual se estende a todo lugar e se mescla a todas as coisas. É necessário despertar para o que está acontecendo.

Não apenas o dito “médium” deve desenvolver sua conectividade ao divino e se reintegrar ao Todo e a Deus – nestes momentos agindo como um “mensageiro“. Esta ação deve ser hábito e objetivo dos seres da Terra (a re-ligação), visto que pela falta de integração ao Bem, estão muitos se condenando à repetição e sofrimento.

Nestes tempos últimos, o homem terá sua faculdade de percepção bombardeada cada vez mais intensamente. Ele mesmo vai externar e receber com rapidez cada vez maior, tudo o que “plantar“. Chegará logo o momento em que será obrigado a olhar para dentro de si mesmo e compreender. Mas àqueles que captam com mais intensidade, os chamados, fica a necessidade de desde já manifestarem aquilo que suas essências vieram fazer aqui.

Todo homem tem em sua alma um sopro divino que lhe pede, “faça”. Neste fazer, o Deus interno cria com prazer naquilo que habita o desejo mais profundo. Se acolhe o caminho, é feliz. Se foge, encontra a perdição, até que torne a se encontrar.

O médium é um receptor e transmissor. Quanto mais aprender sobre como se processa este mecanismo, tão mais poderá estar seguro. Quanto mais se melhorar, mais altas freqüências poderá alcançar… Entretanto todo equipamento que não funciona, se torna vazio e sem vida. Da mesma maneira, não é pedido ao médium que se torne P.h.D. e Mestre, mas que além de seu estudo seja capaz de aprender a lição mais difícil:


Amar verdadeiramente.

“Viver é um caminho de luz e sombras. A luz é delineada pela sombra; a sombra mostra a intensidade da luz. Sem conhecer sua sombra, não se pode dizer que se conhece por inteiro sua luz. Sem exercer sua luz, não se poderá eliminar as sombras. Feliz daquele que aceita a si mesmo, se ama, e se respeita… Este naturalmente é capaz de exercer sua Vontade, e principalmente, capaz de reconhecer no próximo um reflexo de si mesmo, irmão único em sua necessária escalada pessoal.”

Mediunidade é escutar com o coração, tudo aquilo que não é dito; é por vezes falar, sem palavras; é amar. O homem é um médium e igualmente o médium é um homem, não se pode fugir desta equação. Age e reage sobre si mesmo, atrai e propaga aquilo que é.

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