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terça-feira, 10 de março de 2015

Cura espiritual

O ser humano dispõe atualmente de diversos tipos de terapias convencionais e complementares no tratamento de sua saúde. Dos remédios alopáticos aos homeopáticos, passando por florais e as mais variadas técnicas, creio que nada é mais intrigante do que a cura espiritual.
Ao longo dos anos tive a honra de passar por experiências e conhecer relatos de pessoas que obtiveram a cura através de uma terapêutica focada em seu lado espiritual. Este seria o caso de cirurgias astrais, passes curativos, água fluidificada, milagres, benzedeiras, etc.
Mesmo depois de tantos anos estudando o Espiritismo, a espiritualidade, e mais recentemente as terapias “alternativas” e o corpo humano, ainda tento desvendar e entender este assunto. Não saberia, por exemplo, definir ainda quando como uma doença se manifesta tendo por causa preponderante um problema espiritual, e nem como isso se relaciona aos demais fatores.
De qualquer maneira, já na época de Allan Kardec, estudou-se um pouco sobre a mediunidade de cura. Quando digo pouco, quero dizer realmente muito pouco. Sabia-se já que existiam médiuns capazes de curar pelo toque, pelo olhar, pelo pensamento… Mas sem com isso utilizarem-se das técnicas de magnetismo para curar (para saber mais estude Mesmer e sua teoria do magnetismo animal).
Bom, mas se essas pessoas podem curar as outras, onde está a mediunidade nisso tudo?
Como foi dito anteriormente no blog, a mediunidade é uma espécie de sexto sentido sintonizador de informações subjetivas energéticas, ambientais, espirituais, etc. No caso da mediunidade curativa, o médium se torna uma espécie de cristal que recebe e amplifica fluidos (na linguagem espírita), direcionando-os ao enfermo (ou ao campo energético da água, dos objetos, etc.).
Esses fluidos em geral são de origem mineral, vegetal, animal, do médium (como por exemplo o ectoplasma – usado em manifestações físicas) e do plano espiritual (a níveis não claramente  conhecidos por nós). Note-se que a energia espiritual é a de maior necessidade, e combinadas, direcionadas, recebidas, dão origem aos fenômenos de re-harmonização do organismo.
Exemplos clássicos podem ser vistos na história de Jesus.
Em múltiplas ocasiões pessoas obtiveram a cura às vezes simplesmente por tocarem as vestes do Mestre. Ele, porém, sempre dizia que a Fé havia curado e salvo as pessoas, orientando-lhes para que não pecassem novamente.
Creio que o organismo humano, por sua natureza, está sujeito às emoções e impressões do ser encarnado. Portanto, os processos de doença são meios que a natureza usa para lhe mostrar que algo não está sendo encarado, vivido, processado, de maneira saudável. É preciso  que algo mude, ou a sobrecarga acarretará nos desequilíbrios.
Uma vez que se torne conhecido a causa, ou que simplesmente se mude a conduta, muitas vezes os processos de doença regridem. Quando Jesus falava para que não tornassem a pecar, queria dizer que modificassem suas vidas de modo que as energias de seus corpos fluíssem de maneira salutar e equilibrada (resolvendo as questões emocionais, mentais, etc.).
Se uma pessoa adoeceu pela combinação de causas nocivas “x”, mesmo que obtenha uma cura aparente, se “x” permanecer ativo, logo a doença reaparecerá.
Bem, se a pessoa que está disposta a receber a cura espiritual, estiver receptiva, tiver fé, e estiver disposta a mudar, de coração e não apenas por palavras, aí teremos uma boa receptividade. Em geral o cansaço promove grandes mudanças nas pessoas.
Quando uma cura espiritual acontece ela dá uma oportunidade maravilhosa. Mas está condicionada às condições da pessoa que necessita. Existem doenças, processos de doença, que não podem ser re-harmonizados “ainda” naquele momento… E aí novamente perco um pouco o alcance do raciocínio para compreender.
A cura espiritual existe, é poderosa, extremamente efetiva. Se formos capazes de entendê-la melhor, poderemos aprender a praticá-la e a obtê-la, evitando a agressividade de muitas enfermidades e também de muitas práticas curativas atuais.

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