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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Entendendo a Inveja


Constantemente nos deparamos dentro de nossos Ilês com pessoas insatisfeitas, o que não deixa de ser normal, mas a insatisfação permanente - nunca está bom o suficiente - é que gera um sentimento pesado de ser trabalhado e assimilado.

Fora isso, temos que conviver com a disputa entre pessoas e Ilês, não podemos negar isso, daí a necessidade de tomarmos consciência do fato, entendê-lo para poder, quem sabe, assimilar e buscar uma postura e uma mudança em cima desse sentimento que chamo de inveja. Porque inveja? Porque pessoas sempre insatisfeitas estão se comparando a alguém que elas entendem que tem ou são mais do que elas. Não podemos deixar de nos pronunciar a respeito, como forma de tentar ajudar estas pessoas a se entenderem e sentirem que desejos além da normalidade pode ser inveja.

Podemos dizer que ser invejoso é desenvolver um sentimento forte de frustração e mal-estar, por sentir-se menor do que alguém, por não sermos o que o outro é e o que ele possui e vive.

O sentimento de inferioridade que vive a pessoa invejosa gera um desequilíbrio interior tão grande que o invejosos torna-se uma pessoa falsa, fraca, incapaz, rancorosa e vingativa (disfarçada) em cima daquele que gera nele este sentimento.

A pessoa que sofre do mal de inveja, tem bem claro para si mesma que não o é, esconde de si mesma este sentimento. É normal ver os invejosos se auto-elogiando como forma de sobrepujar aos outros.

Quando é exarcebada a crítica, a maldade, o rancor, a necessidade de falar mal de alguém é certo que se está sentido inferior a ela, conseqüentemente invejando.

Ser invejoso é ser incapaz de ver o outro bem e não ser igual a ele.

O invejoso sofre sem admitir sua incapacidade, porque o único a ser ferido é ele mesmo, pela sua frustração, por não sentir-se melhor que o outro e estar sempre querendo mais e mais, é insatisfação permanente, tentando ser ou imitar alguém.

Sempre é bom entendermos isso, para podermos orientar alguém, ou até através de nossos Orixás, ajudá-las a superar este sentimento. Cada um tem aquilo que Olorun nos determinou, nada mais ou a menos, algumas vezes temos que buscar com mais afinco nosso merecimento, conquistá-lo dia-a-dia, seja através de nossa postura, trabalho ou até do axé dos Orixás.

Muitas vezes nossos Orixás nos cobram mudanças, objetivando o crescimento interior para superarmos estes sentimentos e crescermos como pessoas, quando entendemos e vivenciamos a aprendizagem somos abençoados.

Axé de Aganjú.

Pai Carlos.

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