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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Buda


Quando Buda criou o Budismo incorporou a Crença Hindu sobre a Reencarnação. Para os budistas, um indivíduo pode encerrar o seu ciclo de reencarnações seguindo o nobre caminho óctuplo.

            Sidarta Gautama foi um príncipe que viveu de 563 a 483 a.C. Filho de um rajá, no reino de Sakya, atual fronteira entre Índia e Nepal. Por muito tempo ele viveu no luxo e na fortuna. Seu pai, ao tomar conhecimento de uma profecia que dizia que Gautama provavelmente perderia tudo no mundo, decidiu criar o filho entre os muros do seu palácio. Foi dessa forma que Sidarta cresceu e se casou no palácio.

            Quando completou 29 anos, apesar da proibição do pai, ele saiu do castelo e viu pela primeira vez um velho, um cadáver em decomposição e um asceta com expressão de alegria. Segundo a tradição, foi a partir desse momento que percebeu que a vida de prazeres e riquezas era totalmente sem sentido. Na mesma noite, voltou ao palácio, renunciou ao trono e passou a viver como um asceta nas florestas. Durante seis anos praticou meditação, exercícios até que com 35 anos teve uma experiência religiosa quando meditava embaixo de uma figueira às margens do Ganges, à qual deu o nome de Iluminação. A partir dessa época, ele passou a ser chamado de Buda, que em sânscrito significa “aquele que sabe”, e se tornou um guia espiritual.

            Com o passar do tempo sua doutrina foi se enriquecendo com elementos alheios, que deram ao asceta Buda uma dimensão divina, colocando-o ao lado de deuses tradicionais.

            Buda incorporou a crença hindu na reencarnação quando criou o Budismo. Os budistas acreditam não apenas na vida além da morte, mas também na teoria de que o ser humano vive muitas vezes cumprindo uma jornada de aprendizado rumo à elevação espiritual. Para eles, esse processo de morte e renascimento ocorre muitas vezes, por um longo período.

            O Budismo acredita na pureza da mente e das ações, e na purificação do carma (a lei da causalidade moral). As boas ações geram uma reação de mesma qualidade e intensidade, nesta vida ou em outra encarnação, gerando carma positivo. A mesma lei age sobre as más ações, gerando carma negativo. Com o carma livre de toda a negatividade, é possível atingir o estado do nirvana, a Iluminação, o fim do sofrimento trazido pela existência cíclica. A síntese do pensamento de Buda não provém de revelação divina, mas de um esforço pessoal.

            Para Buda, a libertação seria alcançada através do nobre caminho óctuplo que compreende: visão correta, decisão correta, fala correta, conduta correta, modo de vida correto, esforço correto, atenção correta e concentração correta. Muitos budistas acreditam que um indivíduo pode encerrar seu ciclo de reencarnação seguindo esse caminho.

            O Budismo ensina que aquilo que reencarna é uma energia (psicofísica) que passa de uma para outra encarnação. Em lugar da alma, existe Anatta (não eu).





REVISTA SEXTO SENTIDO

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