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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Sol das Almas


Você já notou como um belo dia de sol consegue nos fazer bem? A temperatura pode estar baixa, mostrando os prenúncios do inverno, mas mesmo assim o brilho intenso da estrela solar consegue nos trazer ânimo e esperança.

Algum poeta apaixonado poderia dizer que os raios solares são como um abraço do Criador, fazendo-nos acreditar que estamos seguros, que estamos protegidos.

Mas é através de um outro sol, um sol interior, que o pai mostra-se mais presente em nossas vidas: o amor.

O amor encontrado no coração do homem, manifestado em seus pensamentos e ações; o amor "condição indispensável" para que tudo na vida faça sentido, e tenha valor.

Paulo de Tarso, em sua carta ao povo da cidade de Corinto, afirmava que se não houvesse amor em suas ações, elas não teriam validade, e que se não existisse amor em sua alma, ela nada seria.

O apóstolo ainda trazia a aplicação prática deste ensino, dizendo que "o amor é paciente", mostrando-nos a virtude da paciência, esta disposição íntima que nos faz esperar com calma, que nos auxilia a evitar a precipitação, que não é passiva, mas é atuante e dinâmica.

"O amor é benigno", isto é, ele deve irradiar de nossa casa interior, para iluminar outros lares através da caridade, da intenção de fazer feliz aqueles que estão ao nosso redor.

"O amor não arde em ciúmes", não guarda o sentimento de posse sobre ninguém, pois sabe que não possuímos as pessoas, e que se as amamos, devemos libertá-las.

"O amor não se orgulha, nem se ensoberbece", é humilde, e faz com que saibamos o nosso devido lugar, conhecendo nossas imperfeições e reconhecendo as dificuldades do próximo, e jamais nos proclamando melhores que alguém.

"O amor não se conduz inconvenientemente", é delicado, sensível, e se expressa nas pequenas coisas, nas pequenas ações, que são invisíveis aos olhos do mundo, mas que para Deus demonstram nosso interesse e preocupação com as outras pessoas.

"O amor não procura seus interesses", é espontâneo, não age visando a vantagem, a recompensa. Ele simplesmente ama, se doa, sem exigir retorno.

"O amor não se exaspera", é tolerante, compreensivo, e sabe que necessitamos compreender as dificuldades alheias, pois todos, sem exceção, ainda as temos.

"O amor não se ressente do mal", perdoa. Não permite que o veneno do ressentimento prejudique nossa saúde física e espiritual.

E, finalmente, Paulo nos ensina que "o amor não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade", mostrando-nos que devemos ser defensores da verdade, da sinceridade, mas não desta sinceridade dura que atira as verdades no rosto dos outros - deixando assim de ser virtude.

A verdade deve ser revelada com psicologia, com cautela, visando construir, e não destruir o semelhante.

***

O amor decompõe-se em muitas cores, em muitas virtudes.

É este sol das almas que buscamos, cada um de uma forma, cada um a seu tempo. Sempre amparados pelo Astro de primeira grandeza que é Jesus, que veio a Terra e permaneceu nestes ares para nos mostrar os caminhos que nos conduzirão ao Criador.

Fontes: O Problema do ser, do destino e da dor, de Léon Denis e Henri Drummond, O dom supremo 

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