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sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

O Umbandista (Pepino) em Conserva

O processo cultural da religião reflete o seu estado atual de espírito. Mostra as faces de quem se considera religioso ou de quem se considera frequentador praticante. 
Procuro me perguntar o quanto à cultura Umbandista influencia  de forma eficaz a disciplina na vida pessoal de seus praticantes. Esta preocupação acontece em função de alguns modelos adotados, fico preocupado com a extensão do condicionamento seja ele adquirido ou imposto.. 
Penso muito em todas as conversas que tenho com alunos e frequentadores, quando ouço  um relato deste tipo: 
- No terreiro de fulano de tal  é proibido ler tais livros; 
- No terreiro de fulano de tal é expressamente proibido visitar ou conhecer outras casas; 
- No terreiro de fulano de tal procurar conhecimento externo em outras casas ou outros grupos será considerado Heresia...rs 
- No terreiro de fulano de tal, o Dirigente se diz hiper-inconsciente e fala horrores a todos durante as suas "incorporações", dizendo que esta é a "verdade divina..."  Ai, ai.. 
Observo  estes modelos e pergunto: 
- Se a religião tem como objetivo dar sentido a vida, religar a Deus e frear os nossos instintos, como posso acreditar que este tipo de comportamento enriquece o frequentador ou o médium? 
E entendo a partir deste ponto que muitos médiuns  e frequentadores se encontram como pepinos em conserva! 
O pepino na natureza estava crescendo, fazendo parte de um cenário natural, a partir do momento que foi colhido e colocado em conserva ele não vai crescer, muito menos amadurecer. 
Este exemplo retrata a realidade de muitos irmãos, frequentadores e trabalhadores, que se encontram engessados na sua religiosidade. 
Se por um lado o papel do pepino em conserva é triste, por outro lado, este produtor de pepino em conserva, vive algo mais triste ainda, ele experimenta um estado latente de insegurança, medo e aflição, afinal você só proíbe a saída de um médium ou frequentador quando você  esta inseguro em relação a sua "doutrina". 
Você proíbe literaturas especificas com o receio de que estas literaturas liberte o pepino do seu vidro, leia-se terreiro, e esta liberdade vai contra os seus princípios de "hierarquia". 
Francamente! 
Meus irmãos façam a rebelião dos pepinos, vamos mudar o nosso comportamento e se libertar dos medos e das correntes que nos são impostas. 
Obs: estas palavras são de um ex-pepino em conserva.

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