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quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Caminhos da Mediunidade

mediuEm toda atividade humana encontramos pessoas que estão na lida há mais tempo, ao lado de outras que estão começando.  Quando bem aproveitado, o tempo de desempenho de uma atividade gera alguma experiência e conhecimento. E se este conhecimento for colocado para auxiliar aos que estão começando, então aquele que o possui e bem utiliza ganhará alguma sabedoria.
Assim, dentro de uma empresa, um profissional com mais tempo de casa está habilitado a instruir e orientar os novos funcionários. Se fizer isso de boa vontade, ele irá favorecer a si mesmo, capacitando-se ainda mais. Ao mesmo tempo, beneficiará os mais novos, orientando-os de forma segura e dando-lhes confiança para trabalharem. Finalmente, se esta for a marca do seu desempenho, ele estará contribuindo de forma positiva para todo o empreendimento, para o progresso da atividade empresarial, de forma que todos ali sejam de algum modo beneficiados.
 Mas nem sempre é o que acontece. Muitas vezes, funcionários antigos tornam-se apegados ao cargo que ocupam. Não auxiliam os mais novos o quanto poderiam, agindo como se temessem “a concorrência” ou, pior ainda, perdem o interesse em continuar aprendendo e crescendo com a empresa, acabam estagnados e perdem sintonia com o progresso do grupo. 
A questão é que ninguém se torna “dono de um caminho” por estar nele há mais tempo... Um caminho não pertence a ninguém, apenas está ali para todos os que se disponham a seguir por ele. E um caminho bem aproveitado leva a outros, e a outros, traçando uma rota natural de progresso para cada indivíduo e para a coletividade.
No ambiente religioso isso também se aplica.
No campo mediúnico, por exemplo, é muito importante que os médiuns mais antigos continuem estudando e se aperfeiçoando, porque assim estarão trabalhando a própria evolução― responsabilidade essencialmente individual, que jamais poderá ser transferida a terceiros. Da mesma forma, é importante que auxiliem os médiuns que estão ingressando na corrente, procurando enxergar neles os pontos positivos, para incentivá-los, e evitando aquele olhar de quem só procura ver defeitos nos outros... E, o mais difícil, é importante sentirem-se felizes quando um membro novo do grupo revela dedicação e dons mediúnicos de qualidade― porque isto irá fortalecer a corrente, ampliando o campo de atuação das Entidades e dando mais qualidade aos trabalhos do Templo que a todos acolheu, além de beneficiar também e cada vez mais os consulentes.
Dentro de um trabalho religioso não podemos agir como “ilhas”. A integração num grupo exige autoconhecimento e autoequilíbrio. Aliás, viver exige isso. Não há como se aproveitar experiência alguma de vida sem um centramento, sem que a pessoa procure saber o quê está fazendo ali, quais são os seus objetivos, qual tem sido a sua dedicação real em aperfeiçoar-se para progredir e, finalmente, qual é o tamanho da sua vontade de contribuir com o grupo.
Quem age como “ilha” perde uma grande oportunidade de bem aproveitar e de expandir seus talentos. Conviver com pessoas diferentes é um exercício de flexibilidade. E a flexibilidade é um caminho de amor e de expansão natural. Quanto mais conseguirmos nos adaptar aos “diferentes”, mais amor nós estaremos dedicando ao nosso templo interno e ao próximo― honrando a Presença Divina em nós e nos outros; e passando a atrair, de forma natural e cada vez com mais intensidade, as Energias da Prosperidade (Espiritual e material).
De fato, a flexibilidade nos permite aceitar o outro e a nós mesmos do jeito que somos e sem cobrar “perfeição imediata” de nada e de ninguém.
Quando começamos um trabalho mediúnico, geralmente estamos cheios de incertezas e inseguranças, mas nem por isso os Guias Espirituais nos abandonam!... Ao contrário, eles esperam e confiam em que vamos nos desenvolver e aprimorar, então lhes dando boas condições de atuarem por nosso intermédio.
Os Guias são como “funcionários antigos” bons e dedicados, integralmente voltados para darem sua contribuição ao progresso “dos mais novos e da empresa”; ao mesmo tempo em que trabalham o próprio crescimento.
Os Guias não exigem perfeição de seus médiuns, eles compreendem nossas limitações, eles se adaptam ao nosso campo magnético, somando suas forças ao nosso potencial.  Seu maior objetivo, fixado ao longo de muitas vivências, é o de ver o nosso progresso e o da coletividade.
Os Guias não exaltam os próprios feitos; nem comentam possíveis fragilidades nossas ou dos médiuns de outras Entidades Espirituais... Porque eles amam a todos e “torcem” por todos nós!
Os Guias são “irmãos mais velhos” cheios de Luz e de bondade, que vêm para nos dar exemplos de que é possível construirmos coisas boas em meio à diversidade, em meio às “diferenças” que tanto nos incomodam...
Os Guias são assim, são pontes luminosas, são “Médiuns da Luz”, porque eles não se apropriaram do caminho... Antes de tudo, eles querem nos orientar e conduzir nesse caminho natural de expansão contínua e que está aberto a todos os Seres de boa vontade. Um caminho que nada mais nos exige que não seja o autoconhecimento que nos possibilitará honrar ao Pai-Mãe da Criação pelo exercício da Fraternidade ou do respeito pelo próximo.
No exercício mediúnico, que nós possamos estar abertos a seguir o exemplo de flexibilidade dos “mais antigos e bondosos” que são os nossos Guias e Amparadores de Luz. Eles, que há tanto tempo visitam a humanidade encarnada, sempre nos dando exemplos e provas concretas de que é possível, sim, alcançarmos um crescimento luminoso, e ajudarmos uns aos outros a alcançá-lo, dentro dessa extraordinária ”empresa” que é a nossa vida.
Se o médium pode sentir-se honrado por alguma coisa, se ele pode sentir “um bom orgulho”, é unicamente pelo fato de estar sendo convidado a caminhar na Luz e pela Luz, sob a orientação e o exemplo elevados dos seus Guias, estes que são verdadeiros Medianeiros da Luz, Pontes Luminosas de Amor e de Bondade, a ajudar incessantemente toda a nossa humanidade a ingressar nos portais da autoiluminação e do progresso, a vencer e ultrapassar as trevas da ignorância― que um dia nos fizeram acreditar que éramos “donos do caminho”, que alguma pessoa não pudesse andar conosco nesse caminho; o caminho da Fraternidade e da Compaixão, que nos leva a todos, e sem distinção, de volta para o Abraço Amoroso do Criador.
O médium tem a oportunidade viva e concreta de sentir mais diretamente as Vibrações da Luz que atravessam o Universo e sustentam a todos os Seres e coisas, amparando a evolução de toda a Criação Divina.
O médium está sendo convidado para “a Ceia do Senhor”― onde a Luz Se distribui, diretamente do Coração de Deus, para todos os Seus filhos. Para honrar este Convite, é preciso que o médium descubra em si mesmo a Centelha Divina, que ele se descubra como um templo vivo do Criador. Somente a partir desse autoconhecimento é que ele poderá enxergar a Presença Divina nos outros― aceitando-os como seus pares complementares, como potenciais de forças que irão somar-se às suas forças para ajudá-lo a crescer no campo Espiritual e no campo material. Como consequência, o médium estará apto a aprender a doar-se aos outros, harmonizando-se com o grande fluxo de trocas do Universo Divino.
Dedicando-se a este aprendizado, cada um de nós estará cumprindo o Propósito da Criação:trabalhar o próprio íntimo para, então, atingir a fusão com o Todo; renunciar aos prazeres ilusórios e temporários de viver como “ilha” para, então, se perceber como parte inseparável do Universo de Deus, onde a Luz é o alimento Eterno de todos os Seres e coisas. Sabendo o quanto isso é difícil, maior será a razão para nos auxiliarmos mutuamente...
Essa é a essência dos caminhos da mediunidade: redescobrir a Luz, viver na Luz e para a Luz, e repartir a Luz com todos. Talvez por isso, Jesus disse: “Felizes os convidados para a Ceia do Senhor”...

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