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quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Entidade incorpora em qualquer ocasião?


Ontem foi aberto um trabalho excepcionalmente a uma filha que estava necessitando de ajuda, dizia que não importava o local, sentia a vibração e recebia, gostaria de abrir um parêntese antes de iniciar o comentário dos trabalhos.

Realmente as entidades incorporam em locais fora de hora? São entidades do próprio filho ou são eguns? Não será fruto da própria consciência do médium?

Bom, antes gostaria de esmiuçar em algumas linhas, a experiência e a teoria que criei a partir dessas circunstâncias, antes de tudo, sendo entidade, egun ou não, parto do princípio que o médium antes de tudo obrigatoriamente deve ter a mente forte, firmeza de propósitos e acima de tudo, um bom embasamento de como funciona a espiritualidade, é isso que eu sempre gosto de enfatizar em minhas palestras. Acho necessário antes mesmo de iniciar o médium na corrente ou no próprio trabalho de incorporação, é ensiná-lo de como funciona a espiritualidade de acordo com a filosofia da casa. E eu possuo uma teoria que indubitavelmente é muito evidente durante os trabalhos de Umbanda.

Médium ruim = Guia Ruim.

Gostaria de colocar em poucas palavras, como funciona o mecanismo da incorporação pelo menos para mim, antes disso, gostaria de salientar que eu particularmente não acredito em mediunidade inconsciente, alguma coisa o médium sempre sabe, vê ou escuta.

Vamos lá, você é o principal elo de ligação entre o consulente e a entidade, e se você está semiconsciente, é evidente que a entidade terá que utilizar de fatos que você conhece ou sabe para poder passar ao consulente, baseado nisso, gostaria de exemplificar de uma forma mais “grosseira”: Se você é um poeta, a entidade dará a consulta através de poesias, rimas e combinação de palavras, se é um engenheiro, dará a consulta através de medidas, leis físicas e tudo mais, por isso, acho essencial o médium sempre dar uma pincelada em diversos artigos sobre espiritualidade, entre outros, para não entrar “cru” no trabalho mediúnico.

Mas voltando… Portanto, é imprescindível que o médium possua conhecimento, com isso, tenho plena convicção que um médium com firmeza de cabeça e conhecimentos suficientes não passara por algo tão constrangedor como esse, e particularmente, eu duvido que uma entidade de Luz incorpore no filho em circunstâncias desagradáveis ou desfavoráveis, para mim, é fruto da própria consciência do médium, é claro que não podemos generalizar os fatos, já dizia o sábio filósofo que toda generalização é errônea, então partimos do princípio que seja um egun (espírito desencarnado), para o egun ter mais força para tomar a consciência desse médium, irrefutavelmente o mesmo não está muito bem psicologicamente ou não possui os devidos conhecimentos para que isso não ocorra, então, para via das dúvidas, é imprescindível que o médium leia, aprenda e procure questionar sobre os fenômenos espirituais, para que com isso, não seja mais um coitado na armadilha das hordas bestiais que acercam nosso orbe.

Enfim, esse assistente que foi lá em busca de ajuda, era muito carente de conhecimento, então antes que os trabalhos se iniciassem, foi efetuada uma orientação ao filho, sobre os fenômenos mediúnicos, o porquê de cada coisa e assim por diante. Então vamos lá:

Como era uma gira excepcional, então não abrimos de acordo com as giras habituais, foi defumado com mirra e logo abrimos os trabalhos com a linha das águas, um elementar excepcional para limpeza de miasmas e “lavagem” de ori, logo, veio o Marinheiro Chefe da Casa e em seguida, o outro marujo, Sr. Martinho Parangolá já riscou seu ponto de trabalho e colocou o consulente sobre ele, solicitou o acendimento das velas e com isso, toda a falange de marinheiros estava presentes na casa ajudando com o descarregamento dos miasmas e outras larvas astrais…

Efetuando a limpeza, foi chamado o orixá do assistente, ela é filha de Iansã e já efetuou toda a limpeza e sua vibração já se encarregou de afastar todos os eguns que estavam à espreita da filha…

Logo depois, o Exú da Casa, Senhor Capa Preta veio para a consulta e assim se deu mais um trabalho de Umbanda para a prática da caridade em uma filha necessitada.

Mas confesso, esse tipo de coisa, de entidades incorporar em qualquer lugar, além de duvidar que um ser de Luz nos exponham ao ridículo assim, duvido que isso ocorra em um médium 

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