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terça-feira, 21 de outubro de 2014

A vida começa na fecundação


Sem entrar no mérito das questões polemicas no âmbito da moral e da ética relacionado ao aborto, registraremos a seguir, alguns tópicos que tem como objetivo informar sob o ponto de vista interdimensional da natureza humana, a vida intra-uterina do ser inteligente.

COMUNICAÇÃO MÃE-FETO
            Ao ser concebido através da união do espermatozoide e do óvulo, o indivíduo começa a sua jornada vital no útero materno. Ele não depende do ato de nascer para se sentir "vivo", amado ou rejeitado pelos pais biológicos, porque muito antes do nascimento já percebe o que ocorre no ambiente externo à sua volta.
            Está provado, cientificamente, que o feto capta os pensamentos e sentimentos da mãe. Existe uma comunicação fisiológica, psicológica e extra sensorial entre mãe e feto, e o que causa uma repercussão mais profunda na criança é a ansiedade ou ambivalência de sentimentos em relação à maternidade, sendo o sentimento de rejeição em decorrência de uma gravidez não programada - ou indesejada - o que mais traumatiza a criança.

RELAÇÃO MÃE-PAI
            A presença ou a ausência prolongada do pai, é sentida pelo feto que percebe-o como uma figura importante no ambiente familiar e em sua vida. Ele sente quando o pai está estressado ou quando existe um desajuste familiar provocado por constantes brigas do casal.

TRAUMAS PSÍQUICOS
            Sentimento de rejeição, violência física ou psíquica experenciada pela mãe, e a separação do casal, são os traumas psíquicos mais significativos para a criança, resultando na vida futura: insegurança, dificuldade de relacionamento, transtorno depressivo, transtorno de ansiedade e personalidade dependente, entre outros.


REGRESSÃO À SITUAÇÃO INTRA-UTERINA
            As experiências regressivas ao útero materno, geralmente, são acompanhadas de muita dor e sofrimento, pois fazem emergir sentimentos e emoções que encontravam-se "camuflados" de crise depressiva, dependência afetiva, entre outros.
            No entanto, o material psíquico que emerge na regressão, é de suma importância para o processo terapêutico no sentido de que a pessoa comece a elaborar a sua cura interior. Nesse aspecto, o da interdimensionalidade da natureza humana, mentor e terapeuta trabalham na mesma perspectiva e direção, que é focar as limitações do indivíduo para que ele processe a sua própria conscientização e supere limites na caminhada evolutiva.
            O pós-regressão à situação intra-uterina, é a fase da cura de "feridas internas" mediante o processo de conscientização provocado pela própria experiência associada à continuidade da psicoterapia.

CONCLUSÃO
            O feto no útero materno é um ser que interage com os pensamentos e sentimentos de sua mãe. Percebe o pai como ele realmente é: amoroso ou distante, e sente tudo o que ocorre à sua volta no ambiente familiar. O bebê não "desperta" para a vida no momento que chora ao nascer. Meses antes, no útero de sua mãe, já tem consciência de sua existência. O ato de nascer é o início da terceira etapa de seu processo reencarnatório que começa nos preparativos para o seu retorno ao mundo físico, e passa pela fecundação como a segunda etapa de sua nova vida. Na verdade, o tempo de vida do ser humano deveria contar a partir de sua fecundação.
            O "fardo" que cada indivíduo carrega ao nascer, encontra-se na razão direta de seu currículo multi-vidas. Contudo, seja o fardo leve ou pesado, o ser imortal sempre terá mais uma chance de redimir-se de erros passados, e o primeiro passo inicia na profunda compreensão do mágico instante em que o espermatozoide fecunda o óvulo. Momento em que fundem-se passado e presente no palco da vida, acompanhados pelos personagens que, provavelmente, já atuaram no palco de uma vida anterior, ou seja, mãe, pai e filho.
            Tudo tem uma razão de ser ou de acontecer nesse instante em que a vida humana começa. Devemos conhecer as Leis Divinas que tratam da reencarnação para entender casos, que por fugirem da nossa compreensão, nos chocam.
            Não somos seres perdidos ou abandonados à nossa própria sorte. Somos, sim, a consequência de atos praticados tanto na direção do bem e da evolução de todos, quanto na direção do mal devido às escolhas erradas. As leis da reencarnação que valem para todos os seres inteligentes do universo, são baseadas na profunda compreensão da justiça e do amor, e valem a partir do momento em que nascemos até o instante em que desencarnamos. Por isso, a importância do acolhimento dispensado pelos pais ao espírito que inicia mais um ciclo sob os seus indispensáveis cuidados.
            
            Independentemente das relações estabelecidas no passado entre espíritos que retornam para constituir um núcleo familiar, a vida intra-uterina é extremamente significativa para a criança, pois começa na gestação as primeiras impressões de sua nova experiência na dimensão física, sendo o útero materno e o ambiente familiar, o "ninho" onde ela espera ser acolhida com a energia que tem o poder de transformar ressentimentos ou erros cometidos no passado: O AMOR.



PSICOTERAPEUTA INTERDIMENSIONAL  -  FLAVIOBASTOS

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