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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

A visão da Umbanda sobre a Masturbação



Diálogo sobre Masturbação com o Espírito Eugênia por Benjamim Teixeira

Eugênia, seria abusivo perguntar sobre masturbação?

A forma de me perguntar já revela a necessidade de se ventilar a temática. Claro que sim. Tudo deve ser falado, sob a perspectiva da Espiritualidade, principalmente o que é foco de tabu, porque, então, os automatismos neuróticos e destrutivos, bem como as fixações culturais e sociais, agem mais livremente a prejuízo de comunidades e indivíduos.

No passado, Eugênia, tratava-se a masturbação como pecado ou como desequilíbrio que até poderia causar distúrbios mentais e físicos. A medicina (auxiliada pela psicologia e pela sexologia) eliminou os fundamentos de tais crendices populares (que tiveram muito apoio de gente instruída, em tempos idos), mas, no meio espírita, ainda se considera a masturbação, como vampirismo ou desvio de função das energias sexuais, um desperdício, qual se todo ato masturbatório indicasse uma queda em tentação. Poderia nos falar algo sobre estas considerações?

Sim. É gritantemente necessário que o postulado básico de acompanhar a ciência seja lembrado entre aqueles que desejam, sinceramente, desposar o Espiritismo como filosofia de vida. Apegar-se a velhos conceitos, por tradição, por medo de enfrentar o novo ou por receio de ser plenamente responsável pelos próprios atos, é de tal modo descompassado com a modernidade, que nos eximimos de expender mais comentários a respeito. Importante lembrar que médiuns acabam filtrando, inconscientemente, o pensamento das entidades que se manifestam por seu corpo mental, de modo que refrações sutis e graves podem se dar (e se dão sempre, em algum nível). Eis por que a vigilância deve ser acentuada, sobremaneira quando condicionamentos culturais e convenções muito cristalizadas estão envolvidos.

O que tem dito a ciência sobre o assunto? Que a masturbação é algo natural e até desejável para o indivíduo adulto; e que, mesmo entre aqueles que já têm a vida afetiva disciplinada nos corredores da educação conjugal, é compreensível aconteça o fenômeno do onanismo (para os dois gêneros), que se revela mesmo imperioso, amiúde, quando os ritmos sexuais dos parceiros não se alinham, a fim de que um não incomode o outro na satisfação de suas necessidades de fundo psicofisiológico, nem alguém se frustre na quota de libido que lhe não seja possível imediatamente canalizar para atividades não-sexuais, sem gerar recalques indesejáveis.

Seja na tenra idade, seja em idade avançada, para solteiros ou casados, hétero ou homossexuais, o fenômeno masturbatório pode ser comparado à ida ao banheiro para a excreção dos detritos alimentares. Há abusos, sem dúvida, como os há em tudo na existência humana. Os ritmos sexuais podem ser exacerbados, na compulsão, ainda que se não tenha parceiro para a prática. Cada caso é um caso, e, somente com profundo autoconhecimento, a criatura descobre o sistema apropriado ao seu modo de ser, em função do bem-estar geral, da produtividade, da criatividade e do sentimento de equilíbrio íntimo, que constituem alguns dos resultados da vida sexual resolvida.

Quanto ao vampirismo, pode acontecer também na vida afetiva a dois, sempre que os desajustes da perversão e da promiscuidade invoquem, para a alcova do casal, presenças extrafísicas de baixo calão vibratório, pelo próprio diapasão de desequilíbrio em que se expressam em seu momento de intimidade.

Comentário: Que bom, Eugênia! Creio que estas suas colocações esclarecedoras vão ajudar muitas pessoas. Entretanto, você aludiu a “perversão”, e este conceito me parece muito amplo e difuso, pelo mesmo motivo de os preconceitos adentrarem este departamento valorativo. Temos muita dificuldade em aceitar e conviver com nosso lado animal, e muitos são os que têm vergonha e não se soltam em funções elementares de sua própria fisiologia, tudo tendo como sinal de depravação, primitivismo e imoralidade.

O que você quis dizer por “perversão”? Digo, porque, inclusive, na temática “masturbação”, está em jogo, normalmente, o fator “fantasia”, que pode incluir itens que não sejam desejados também na relação concretizada a dois – estou certo?

O tema é muito complexo, e, sem dúvida, não o esgotaremos nesta nossa primeira fala a respeito. Por outro lado, não somos autorizados por Nossos Maiores, ainda, a discorrer abertamente sobre o assunto, porque mentes menos amadurecidas, levianas, despreparadas para nos ouvir, poderiam fazer mau uso de nossas afirmações. O que podemos dizer é que tudo que lese física, emocional ou moralmente alguém pode ser enquadrado no capítulo “perversão”, ao passo que tudo quanto promova o bem-estar biopsíquico, o crescimento psicológico e a boa relação entre as criaturas não pode ser considerado como distúrbio moral ou patologia psíquica.

O quesito “fantasia” é ainda mais intrincado, porque, freqüentemente, melhor que se liberem certos conteúdos indesejados (e ainda não de todo domesticáveis) da psique, por meio das ferramentas imagéticas, do que fazê-los colapsarem no próprio comportamento, em surtos que se chamam, em psicologia junguiana, de “possessão pela sombra”. Os princípios de civilização, entretanto, devem sempre reger tais processos mentais, na promoção da educação e da melhoria progressiva dos indivíduos, dos mais ínfimos aos maiores gestos, dos mais secretos aos públicos. A gerência de tais impulsos – que, como disse, não podem, em sua totalidade, ser de pronto sublimados – corre por conta da responsabilidade de cada um, em função do próprio e do bem comum.

Algo mais desejaria dizer, por ora?

Que se procure, em tudo, o ponto de vista do bom senso, do equilíbrio, da visão de conjunto, e dificilmente se incorrerá em erros graves de conduta, seja consigo mesmo, seja nas relações interpessoais.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

A Responsabilidade do médium Umbandista

Nós médiuns Umbandistas temos de nos conscientizar de nossa responsabilidade quanto ao atendimento de pessoas em nossas casas, existem alguns pontos a serem observados.
Nunca devemos pensar que a responsabilidade de um atendimento é toda da entidade, nós também temos uma parcela muito grande de participação em todo o contato com os consulentes. De uma forma simples podemos entender assim: O médium gera uma energia que ao juntar-se à energia da entidade que venha a incorporar, cria uma terceira energia, que é a que vai atuar durante o atendimento, portanto se uma das energias estiver em desequilíbrio (geralmente é a do médium), isto afetara a eficácia do atendimento, sendo assim sempre que formos aos trabalhos devemos tentar ao máximo estarmos equilibrados, e se isto não for possível o correto seria não atendermos diretamente a ninguém, pelo menos até estarmos melhor.

- Devemos ter muita atenção ao que é falado para as pessoas, lembremos que muitos que vão até os terreiros, muitas vezes estão desesperados, abalados emocional e psicologicamente e podem interpretar de forma errônea as palavras, também podemos estar criando ilusões que podem vir a se tornar decepções.

- Outro ponto a ser considerado é o atendimento a pessoas com algum tipo de doença. Nunca em hipótese algumas podemos faze-la pensar que pode parar com os medicamentos receitados pelo seu Médico simplesmente por estar se tratando também no terreiro, pois se assim for feito é esta pessoa vier a piorar ou até a morrer, podemos ser responsabilizados criminalmente. Também não podemos nunca receitar remédios que não sejam de ervas ou naturais e mesmo assim tomando muito cuidado, sabemos que muitas ervas se não usadas corretamente podem causar efeitos colaterais, pois são tóxicas. Lembrem, receitar remédios (de farmácia) sem estar habilitado para isto é exercício ilegal da medicina.

Irmão de fé vamos ser umbandistas com ética e responsabilidade, não vamos prometer milagres que sabemos não sermos capazes de realizar.

Não vamos criar falsas ilusões que venham mais tarde se tornarem verdadeiras decepções.

Façamos da Umbanda uma religião de fé e amor, onde todos entendam que temos um caminho e que ao caminhar por ele vamos colher os “bônus” mas também pagar os “ônus”....

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Duende

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Duende é o elemental da terra. 

Um duendezinho sempre é um ser cheio de amor e disposição em ajudar. Eternas crianças, velhos sábios em um único ser.


Geralmente são muito alegre, festeiros e travessos. 

Suas travessuras às vezes ultrapassam os limites da tolerância. 

Do simples bom humor e brincadeiras para trapaças e malícia, podendo ser até malignos.

Alguns mitos dizem que Duendes tomam conta de um pote de ouro no final do arco-íris. Entretanto, se for capturado, o duende pode comprar sua liberdade com esse ouro. 
Outras lendas dizem que para enganar os homens, ele fabrica uma substância parecida com ouro, que desaparece algum tempo depois.

Existe também no Brasil uma lenda indígena do duende Barba-Ruiva, filho da Iara, deusa dos rios e lagos.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Arcanjo Metatron

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METATRON apresenta-se como o mais terreno dos arcanjos, uma vez que, em tempos, foi um homem virtuoso e sábio que Deus levou para o Paraíso.
Na mão tem uma pena com que regista as nossas acções no Livro da Vida e tem a  capacidade para nos ajudar a conhecer a verdadeira medida das coisas.

Ajuda-nos a encontrar a medida certa para tudo o que fazemos, actua como testemunha do bem que fazemos e do amor que damos e ajuda-nos a cumprir o nosso potencial como seres humanos interessados e merecedores.

É o único Arcanjo, dentro das esferas celestiais, que em tempos foi humano.

Era conhecido por ENOC e foi o sétimo patriarca depois de Adão.


Está escrito que ele “caminhava com Deus” e que foi levado para o Paraíso onde foi feito arcanjo.
Tem a responsabilidade de ser o sustentáculo da vida humana, agindo como elo de ligação entre o Divino e a espécie humana. Podemos procurar conselho junto dele, pedindo-lhe que nos ajude a encontrar a medida certa para todos os actos da nossa vida. A um determinado nível, isto significa ajudar-nos a encontrar equilíbrio entre aquilo que damos aos outros e aquilo que guardamos para nós próprios.
METATRON pode ajudar-nos a encontrar a medida certa no amor, no trabalho e no lazer, de modo a podermos levar uma existência saudável e equilibrada, plena de harmonia e serenidade. Também tem poder para nos ajudar quando nos esforçamos para que uma determinada coisa funcione, seja o que for: desde tentar fazer que uma relação siga em frente, perder peso ou abandonar um hábito ou vício que nos esteja a prejudicar, ou ainda quando queremos empenharmo-nos de alma e coração num trabalho de equipa.
Podemos orar ao Arcanjo Metatron, pedindo-lhe que nos ajude a encontrar a medida certa em todas as nossas actividades e acções.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Erês e Ibejies



…Por ser uma linha fechada em seus mistérios, não há muito a ser dito sobre a linha das crianças.
…Assim como os caboclos vêm na irradiação de Oxossi, desenvolvendo seus trabalhos nas linhas de força ativa. São trazidos por Oxalá, Yemanjá, Oxum, etc., os espíritos na forma de crianças para atuarem nas linhas de força dos elementos.
…Essas “crianças” possuem as características do elemento em que atuam.
…Se trabalham sob a influência do Ar, são alegres e expansivas:
…Se são da linha do elemento Fogo, são irritáveis facilmente
…Se são da Terra, são caladas
…Se são da linha de Iemanjá ou Oxum, são carinhosas, melodiosas no falar.
….Um elemental é puro quando não comporta os defeitos típicos dos humanos. Mas isso não quer dizer que não possua uma força ativa que possa ser colocada a serviço da humanidade.
…Muitas entidades, que atuam sob as vestes de um espírito infantil, são muito antigas e trazem consigo grandes poderes que escapa à nossa imaginação. Entretanto pelo fato de não serem levadas a sério, o seu poder de ação fica oculto.
…O Orixá das “crianças” ou Erês, é um Guardião de um Ponto de Força do Reino Elementar, e atua sobre toda a humanidade, sem distinção de credos religiosos. Verificamos que em toda a história, grandes mestres da pintura deixaram legado à humanidade obras valiosas com figuras de anjos infantis retratando-os com sensibilidade e demonstrando suas formas com grande pureza.
…Trabalham na linha de Umbanda Sagrada como conselheiros e curadores, com uma pureza peculiar das crianças, fazem seu trabalho com satisfação e alegria.
…Aí está a essência! Como guardiões dos pontos de força do reino elementar, executam seus trabalhos com fortes e puras irradiações na sua origem. Por isso mesmo têm grande facilidade em curar muitas doenças, desde que estas possam ser tratadas com o seu elemento ativo.
…Por isso foram identificados como Cosme e Damião, santos cristãos curadores que trabalham com a magia dos elementos, e como Ibeji, gêmeos encantados do Ritual Africano Antigo.
…Não gostam de desmanchar demandas, nem de fazer desobsessões, preferindo as consultas, e em seu decorrer vão trabalhando com seu elemento de ação sobre o consulente, modificando e equilibrando sua vibração, regenerando os pontos de entrada de energia do corpo humano. Por isso são considerados curadores.
….Os espíritos que atuam no reino elementar puro, utilizam-se de nomes que através dos mesmos podemos identifica-los, e ao elemento que utilizam.
….Na Umbanda a “corrente” das crianças é formada por seres “encantados” masculinos e femininos. Estes seres encantados são nossos irmãos mais novos e mesmo sendo puros, não são tolos, pois identificam muito rapidamente nossos erros e falhas humanas. E não se calam quando em consultas, pois nos alertam sobre os mesmos. Sendo assim, demonstram com sutileza que possuem noções de do que é certo e do que é errado.
….Eles manipulam as energias elementares e são portadores naturais de poderes só encontrados nos próprios Orixás que os regem.
….Na Umbanda, o “mistério criança” é regido pelo Orixá Oxumaré, que é o Orixá da renovação da vida nas dimensões naturais.
 Parte do texto retirado do Livro: “ Teologia de Umbanda”

terça-feira, 21 de outubro de 2014

A vida começa na fecundação


Sem entrar no mérito das questões polemicas no âmbito da moral e da ética relacionado ao aborto, registraremos a seguir, alguns tópicos que tem como objetivo informar sob o ponto de vista interdimensional da natureza humana, a vida intra-uterina do ser inteligente.

COMUNICAÇÃO MÃE-FETO
            Ao ser concebido através da união do espermatozoide e do óvulo, o indivíduo começa a sua jornada vital no útero materno. Ele não depende do ato de nascer para se sentir "vivo", amado ou rejeitado pelos pais biológicos, porque muito antes do nascimento já percebe o que ocorre no ambiente externo à sua volta.
            Está provado, cientificamente, que o feto capta os pensamentos e sentimentos da mãe. Existe uma comunicação fisiológica, psicológica e extra sensorial entre mãe e feto, e o que causa uma repercussão mais profunda na criança é a ansiedade ou ambivalência de sentimentos em relação à maternidade, sendo o sentimento de rejeição em decorrência de uma gravidez não programada - ou indesejada - o que mais traumatiza a criança.

RELAÇÃO MÃE-PAI
            A presença ou a ausência prolongada do pai, é sentida pelo feto que percebe-o como uma figura importante no ambiente familiar e em sua vida. Ele sente quando o pai está estressado ou quando existe um desajuste familiar provocado por constantes brigas do casal.

TRAUMAS PSÍQUICOS
            Sentimento de rejeição, violência física ou psíquica experenciada pela mãe, e a separação do casal, são os traumas psíquicos mais significativos para a criança, resultando na vida futura: insegurança, dificuldade de relacionamento, transtorno depressivo, transtorno de ansiedade e personalidade dependente, entre outros.


REGRESSÃO À SITUAÇÃO INTRA-UTERINA
            As experiências regressivas ao útero materno, geralmente, são acompanhadas de muita dor e sofrimento, pois fazem emergir sentimentos e emoções que encontravam-se "camuflados" de crise depressiva, dependência afetiva, entre outros.
            No entanto, o material psíquico que emerge na regressão, é de suma importância para o processo terapêutico no sentido de que a pessoa comece a elaborar a sua cura interior. Nesse aspecto, o da interdimensionalidade da natureza humana, mentor e terapeuta trabalham na mesma perspectiva e direção, que é focar as limitações do indivíduo para que ele processe a sua própria conscientização e supere limites na caminhada evolutiva.
            O pós-regressão à situação intra-uterina, é a fase da cura de "feridas internas" mediante o processo de conscientização provocado pela própria experiência associada à continuidade da psicoterapia.

CONCLUSÃO
            O feto no útero materno é um ser que interage com os pensamentos e sentimentos de sua mãe. Percebe o pai como ele realmente é: amoroso ou distante, e sente tudo o que ocorre à sua volta no ambiente familiar. O bebê não "desperta" para a vida no momento que chora ao nascer. Meses antes, no útero de sua mãe, já tem consciência de sua existência. O ato de nascer é o início da terceira etapa de seu processo reencarnatório que começa nos preparativos para o seu retorno ao mundo físico, e passa pela fecundação como a segunda etapa de sua nova vida. Na verdade, o tempo de vida do ser humano deveria contar a partir de sua fecundação.
            O "fardo" que cada indivíduo carrega ao nascer, encontra-se na razão direta de seu currículo multi-vidas. Contudo, seja o fardo leve ou pesado, o ser imortal sempre terá mais uma chance de redimir-se de erros passados, e o primeiro passo inicia na profunda compreensão do mágico instante em que o espermatozoide fecunda o óvulo. Momento em que fundem-se passado e presente no palco da vida, acompanhados pelos personagens que, provavelmente, já atuaram no palco de uma vida anterior, ou seja, mãe, pai e filho.
            Tudo tem uma razão de ser ou de acontecer nesse instante em que a vida humana começa. Devemos conhecer as Leis Divinas que tratam da reencarnação para entender casos, que por fugirem da nossa compreensão, nos chocam.
            Não somos seres perdidos ou abandonados à nossa própria sorte. Somos, sim, a consequência de atos praticados tanto na direção do bem e da evolução de todos, quanto na direção do mal devido às escolhas erradas. As leis da reencarnação que valem para todos os seres inteligentes do universo, são baseadas na profunda compreensão da justiça e do amor, e valem a partir do momento em que nascemos até o instante em que desencarnamos. Por isso, a importância do acolhimento dispensado pelos pais ao espírito que inicia mais um ciclo sob os seus indispensáveis cuidados.
            
            Independentemente das relações estabelecidas no passado entre espíritos que retornam para constituir um núcleo familiar, a vida intra-uterina é extremamente significativa para a criança, pois começa na gestação as primeiras impressões de sua nova experiência na dimensão física, sendo o útero materno e o ambiente familiar, o "ninho" onde ela espera ser acolhida com a energia que tem o poder de transformar ressentimentos ou erros cometidos no passado: O AMOR.



PSICOTERAPEUTA INTERDIMENSIONAL  -  FLAVIOBASTOS

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

A Energia que emana do olhar

A história da humanidade tem mostrado que o nosso olhar sobre a vida passa pelos valores herdados de nossos ancestrais guerreiros. Basta-nos, para isso, observarmos que a cultura do orgulho, da ambição, da sedução e demais jogos de poder são energias que "incorporamos" e projetamos através do olhar que busca ascensão no mundo das aparências, onde geralmente, ainda perseguimos a vitória... o triunfo a qualquer custo.
            Dizia o escritor grego Plutarco sobre o olhar guerreiro: "Os olhos lançam dardos de fogo que golpeiam tudo aquilo que veem"; ou a inscrição na múmia da pitonisa egípcia muito respeitada nos tempos do faraó Amenófis IV, onde se lia: "Desperta da tua prostração e o teu olhar triunfará sobre tudo quanto se faça contra ti".
            Portanto, o olhar humano é uma consequência coletiva de nossa cultura milenar baseada em valores guerreiros, mas também, uma decorrência específica baseada em escolhas individuais da trajetória de vivências de cada espírito. Crendices à parte, o conhecimento espiritual assegura que o olhar possui uma força proveniente de uma irradiação que surge do olho humano. Esta teoria é conhecida desde a remota antiguidade, testificada na Bíblia e em vários escritos gregos e romanos.
            O olhar humano esconde uma força que para muitos pode passar despercebida; contudo, muitas vezes, um simples olhar expressa mais de cem palavras. A sua energia pode produzir muitos efeitos diferentes, pois com ela, expressamos o nosso interior. Um exemplo disso é quando o olhar entre duas pessoas se encontram, ou seja, ambas podem sentir a energia que flui de um para o outro. E dependendo do tipo de energia, a repercussão física é imediata: sensações físicas de calor, frio, arrepios, etc., fluxo que muitas vezes não conseguimos sustentar por constrangimento e medo da intimidade.
            No entanto, o olhar observado na profundidade de seu significado não é somente a visualização de algo concreto, real que está à nossa frente... ou o olhar ancestral que seduz e oprime. O olhar através da janela da alma é uma projeção do conhecimento pré-adquirido e, ao mesmo tempo, a captação de conhecimentos que estão sendo incorporados no presente, fruto de experiências que envolvem também sentimentos e emoções genuinamente humanas.

            No livro "Pergunte a Platão", o seu autor, o filósofo e escritor Lou Marinoff, registra algo interessante sobre a "visão extra" que devemos adquirir através de um olhar que transcenda o mundo das aparências: "Dentro da caverna está o mundo indistinto das aparências, fora da caverna, o mundo ensolarado das ideias ou formas. Ali conquistamos a visão clara e a compreensão profunda da realidade, inclusive da origem de todas as coisas dentro da caverna".
            Sendo o olhar, a verdadeira expressão de nosso interior, portanto, o "raio X"  de nossas legítimas intenções que transcendem através da janela da alma, é a partir dele que devemos mudar em nós o que precisa ser mudado. E toda mudança interior implica em alterar um padrão comportamental que nos acompanha há muito tempo.
            A busca da paz interior pelo processo de erradicação de sentimentos inferiores que nos atormentam desde tempos imemoriais, pode ser o início de uma longa jornada de depuração da alma através da transformação de um olhar que incute medo ou indiferença a quem o capta, em um olhar que transmite confiança, generosidade e amor.
            Nesse sentido, conforme descreve Públio José em seu artigo "A força do olhar", a grande diferença entre o olhar de jesus Cristo e o olhar dos homens, "é que o olhar de jesus Cristo expressa amor incondicional, e um dos momentos da comprovação deste fato foi durante a tortura a que Jesus foi submetido na fortaleza de Pilatos. Pedro estava presente e em determinado instante, quando o galo cantou - depois de Pedro ter negado Jesus por três vezes - o olhar do mestre se cruzou com o do apóstolo. O relato bíblico diz que Pedro, após o olhar, "saindo dali, chorou amargamente". Porque foi de choro a sua reação? Porque não foi de ódio? Porque o amor expresso no olhar de Jesus não há violência, mesmo a mínima agressão, e sim compaixão. Pedro ficou desorientado e desandou a chorar. Esperava um olhar de ódio, em troca, recebera um olhar carregado de amor". E completa, Públio José: "A intensidade do olhar de Jesus modificou a sua vida, e o choro foi o reconhecimento de que fora perdoado. O mensageiro? Um simples olhar - um olhar cheio de amor".
            E seguindo os olhares deixados por Jesus Cristo, Buda e demais espíritos iluminados que aqui edificaram as suas obras na energia do amor fraternal, este é mais um desafio que enfrenta o homem do terceiro milênio: adquirir um olhar de amor para a vida, porque "olhar nos olhos" é uma das melhores formas de contato humano... uma ponte entre almas que podem caminhar juntas em busca da evolução.


Psicanalista Clínico e Interdimensional  -  FLÁVIO BASTOS

domingo, 19 de outubro de 2014

A Firmeza de Cabeça

Queridos irmãos, me vieram algumas questões sobre o que é a firmeza de cabeça, como firmar a cabeça para facilitar a incorporação e trazer um mentor mais firme ao corpo.
Primeiramente sei que o que irei postar aqui será extremamente polêmico, mas acho de extrema importância ressaltar para que o médium não busque o impossível.
Muitos médiuns se preocupam porque na sua incorporação eles conseguem ver ou ouvir tudo ou quase tudo, e que o seu sacerdote ou seu amigo não lembra de absolutamente nada, gostaria de enfatizar que isso não passa de uma falácia, uma vez o Sr. Chico Preto me disse:
“Mais vale a firmeza do médium ao seu nível de consciência durante a comunicação (Incorporação)”.
Eu sou umbandista há praticamente 13 anos, e há 8 anos estudo a Umbanda, visitando templos de prática umbandista, e afirmo com toda veemência, se já existiu incorporação inconsciente, eu nunca presenciei. Mesmo os iogues que dedicam grande parte da sua vida, chegando até a 12h de prática diária não conseguem desligar-se completamente do plano terreno, quem dirá nos umbandistas que praticamos a incorporação durante 4, 5 horas no máximo 3x por semana?
Podem observar em muitos dos meus posts, onde relato minha total ou parcial visão durante a incorporação, e asseguro-lhes que isso não impede e nem denigre meu trabalho, pelo contrário, ainda sou agraciado por certas experiências que nunca teria estando sozinho, o melhor disso tudo? Consigo ver gradativamente a melhora daqueles que solicitam a cura ou outras solicitações às entidades.
Portanto, não se prendam a firmar, firmar e firmar achando que somente a incorporação inconsciente é satisfatória e eficaz, muito pelo contrário, seria um processo extremamente caótico, você simplesmente doar seu corpo e o mentor fazer o resto, portanto, como relatei em meus posts: Médium burro = Entidade burra. Ela utilizará de seus recursos mentais, mediúnicos e físicos para amparar o consulente, portanto, é de sua obrigação possuir uma conduta ilibada para os trabalhos, aí já começa o seu trabalho de firmeza: Sua conduta fora do terreiro.
Só para concluir sobre a incorporação, não busque a inconsciência, busque a evolução, o sincronismo energético e vibratório entre você e sua entidade, conheci um médium consciente e nele ocorreu as minhas melhores consultas e nele também presenciei as mais fantásticas obras de cura.
Quanto mais ligado você estiver com sua entidade, melhor a eficácia dos trabalhos.
Agora voltando ao escopo do assunto, sobre o que é firmar e como firmar a cabeça.
Firmar a cabeça é o ato de dirigir a concentração ao ato de comunicação com sua entidade, seja incorporação, audição ou visão, é o ato de livrar a mente, meditar e concentrar na vibração da entidade.
O Ato de firmar a cabeça não tem uma receita ou uma maneira correta, porque ela é extremamente pessoal, mas existem algumas alternativas que propiciam uma melhora significativa na incorporação. E como se trata de fazer com que a energia tenha um sincronismo consistente para que facilite o trabalho da mediunidade proporcionando maior eficácia nos trabalhos, nada melhor do que pensarmos nos próprios protagonistas da situação: Os guias.
Segue abaixo algumas dicas para quem quiser praticar, já vi muita eficiência nos métodos que ilustrarei abaixo porque são métodos que transmiti aos filhos da casa:
- Depende de como funciona a casa do médium, se os trabalhos forem realizados aos sábados, o que acha de solicitar ao seu sacerdote, para passar o dia deitado em jejum até o almoço, após almoçar, voltar e ficar deitado em frente ao altar? Já que seus mentores estão familiarizados com a vibração da casa, nada melhor que você também se adequar a essa vibração, dedicando esse tempo à evocação de suas entidades, realizar pedidos e agradecimentos aos seus orixás, acender velas para os mais afins. Com esse método, que por acaso, realizava-o constantemente, comecei a adquirir maior vidência e a faculdade auditiva;
- Antes de dormir, que tal dedicar 10 min trazendo para perto seu caboclo, preto-velho ou o seu guia de firmeza (Aquele que vem com maior frequência ou que se sente melhor em sua matéria para conversar)? Acender uma vela para o anjo da guarda é uma ótima pedida;
- Antes de começar os trabalhos, é natural ficar aquele bate-papo com os irmãos para saber como foi a semana. Não seria melhor você ficar quietinho no seu canto, acender uma vela pro seu orixá, pro seu guia e ali visualizar (Isso mesmo, utilize fundamentos do filme “O Segredo” porque são fundamentos de mais de 5000 anos já contidos nos Vedas, a escritura mais antiga do Mundo, na Índia) as graças que ele poderá realizar com a sua mediunidade firme;
- Estude pouco fundamentos, não procure ficar lendo livros infundados, nem meu blog pra ser sincero [risos], os seus guias te fornecerão o conhecimento necessário, eles saberão com que forma o seu corpo e sua vibração trabalha melhor, a maioria dos seus guias vieram da mesma colônia ou escola espiritual que você, é muito melhor acreditar neles do que em qualquer outra pessoa, acenda vela, faça pedidos, peça ensinamentos, e eles virão através da sua intuição, pode ter certeza;
- Sinta a exaltação, você dedicando esse tempo a eles, você começará a sentir certas coisas, como dar um grito de guerra do caboclo, um ponto de Umbanda que você fixou na mente, uma alegria inexplicável, são indícios que seu trabalho começará a render bons frutos;
- Seja persistente, acredite em você, você com a união deles não terá limites, você poderá começar a realizar graças até mesmo desincorporado, a união vibratória será tanta, que você também herdará algumas faculdades deles, seja a cura, a consulta, a visão.
O caminho não é fácil, como tudo na vida, requer dedicação, tempo e amor, mas asseguro-lhes com toda certeza, o resultado é inenarrável, é maravilhoso, você começará a ter amizade com eles, sentirá, ouvirá, é maravilhosa a sensação. Esforce-se, o hinduísmo diz que para todas as práticas, temos que ter as três ações: Paciência, Prudência e Perseverança. Isso também ocorre na prática umbandista.
Lembre-se, a Umbanda é uma troca, de tempo, energia caridade, quanto mais preparado estiver em sua comunhão com o Mundo Espiritual, maior a Força que terá para continuar realizando o trabalho. E lembrem-se sempre, a limitação está sempre na cabeça de vocês!

Neófito da Luz

sábado, 18 de outubro de 2014

Quem são os cambonos da Umbanda?

Quem frequenta as giras de Umbanda apenas como assistência, ou quem está iniciando seus trabalhos dentro de um terreiro de Umbanda, em geral não tem conhecimento do cabedal de fundamentos que alicerçam a segurança do que parece ser “apenas” mais uma gira, no dia a dia do calendário deste terreiro. Desconhecem que por traz do ritual aparentemente repetitivo, cada dia é o resultado de um combate contra as trevas, e na manutenção do Equilíbrio, nas Vibrações Elevadas, na correção de energias inadequadas que advém de cada um, oriundas das lutas diárias ao se conectar com este mundo de provas e expiações. Não têm ideia que um terreiro de Umbanda se transforma num dínamo energizado, cuja função é pulverizar todas as vibrações menos boas, todos os pensamentos impuros, todas as intenções rancorosas, todos estes miasmas que grudam como lama nos perispíritos dos encarnados quando não conseguem a manutenção da conexão com o Alto, o que é frequente, visto a baixa qualidade de nossa ambiência no cotidiano.
Entre a riqueza de conceitos que permeiam a religião umbandista, se encontram os cambonos, que passam despercebidos, e que na maioria das vezes são médiuns em desenvolvimento, que ali estão para aprender com as entidades, ou médiuns que não incorporam, mas qualquer cambono é muito importante na sustentação da corrente da casa, mantendo o padrão vibratório elevado por meio de pensamentos e sentimentos elevados.
O Cambono ou Cambone, é o médium que participa nas giras de assistências como auxiliar dos Guias em terra, podendo ser designado na hora dos trabalhos, pelo Primeiro Cambono, pela Ialorixá ou pela Iabá.
No livro “Umbanda sem Medo I ” vemos :
“A palavra “Cambono” é originária do termo: Kambondo; Kambono; Kambundu; que nada mais é do que um título consagrado aos homens que não entram em transe mediúnico, e são responsáveis por várias funções de alta confiabilidade nos Candomblés de Nação Congo Angola.
Portanto, esse termo já existia antes da anunciação da Umbanda e já era consagrado para definir um cargo auxiliar importante dentro dos culto-afros, sendo, posteriormente absorvido pelos umbandistas para definir os obreiros que auxiliam os Guias Espirituais nos trabalhos mediúnicos. Qualquer tipo de “cargo, atividade e/ou funções” dentro de um Terreiro umbandista tem como designativo o pré-nome: Cambono, seguido pela atividade que ocupa.”
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O Cambono precisa conhecer a mediunidade e tudo o que diz respeito ao trabalho com a espiritualidade. Deve ter grande firmeza de pensamento e sentimento a fim de evitar desequilíbrios emocionais e espirituais que poderiam pôr a perder a segurança do trabalho. Não pode ter qualquer tipo de preconceito. Ele não está ali para julgar ou criticar os casos que tem a oportunidade de observar, mas para colaborar para que sejam solucionados da melhor forma, de acordo com a sabedoria e a justiça de Deus. E nunca deve relatar ou comentar, dentro ou fora da casa, as informações que ouve, os problemas dos quais fica sabendo e os casos que vê nos trabalhos de que participa.

O Cambono tem ainda como responsabilidade, cuidar dos apetrechos do Guia, buscando garantir a organização dos objetos e a conservação e limpeza do ambiente (uso de cinzeiros, copos, etc) bem como guardando nos lugares corretos os objetos emprestados pela Casa Espiritual (pemba, prancheta, etc). Outra responsabilidade sua é a anotação, bem legível, e correta das orientações do Guia, bem como do material que for solicitado.
É importante a conscientização do Cambone em aproveitar todas as oportunidades de reflexão e crescimento, pois acompanhando diversos atendimentos, e sempre pensando naquilo que também lhe diz respeito, obterá muitas reflexões produtivas ao seu crescimento espiritual. Deve sempre manifestar boa vontade, bom humor, disponibilidade em ajudar e resolver os problemas ao redor, além de exercer sempre a caridade com humildade, nas palavras, e nos atos. A função de Cambono é uma grande oportunidade de crescimento espiritual e deve ser aproveitado, pois o aprendizado irá enrijecer o caráter, melhorar seu padrão magnético e vibratório e permitir que mantenha as vibrações equilibradas e fortes, evitando assim a quebra da corrente fluídica.
Quando se fala na importância do Cambono na manutenção da corrente fluídica do terreiro, estamos falando de algo que é de responsabilidade de todos: médiuns os chefes de terreiro, a assistência, assim como os cambonos. Mas são os cambonos que chamam atenção quando ocorre alguma situação que possa quebrar esta corrente, o que pode permitir a entrada de forças trevosas com consequências desagradáveis para o terreiro. Você já deve ter ouvido alguém chamar atenção desta forma: “Olha a corrente, gente! Vamos concentrar”!
Quando se chama atenção para a corrente, é porque pode estar havendo diminuição da energia ambiental, ligada à egrégora, que deve ser mantida durante todo o tempo pelos médiuns, em potencial elevado, através de pensamentos positivos, silencio e prece.
Uma Egrégora provém do grego “egrégoroi” e designa a força gerada pelo somatório de energias físicas, emocionais e mentais de duas ou mais pessoas, quando se reúnem com qualquer finalidade. É o envolvimento, clima envolvente, estado de Espírito resultante de fatores externos e internos. Quando um grupo de pessoas se reúne em meditação e oração com um objetivo comum, pela união do amor e da vontade é criada uma forma pensamento. Essa forma pensamento coletiva é formada pela vontade dos encarnados e desencarnados, movida pela intenção. Baseada na Grande Lei de que cada pensamento/sentimento, cada intenção, quando aliada ao desejo sincero transmite uma força dinâmica separada do ser que a forma e a envia, formamos um grupo de meditação e oração para podermos juntos emitir pensamentos saudáveis de amor e paz, conduzidos no plano astral pelos Anjos, Orixás, Guias Espirituais, Santos, etc., canalizados para um bem comum.

Este pensamento coletivo movido para o Bem, e sustentado pelas Entidade Espirituais iluminadas que protegem cada terreiro, pode atrair cada vez mais forças positivas, beneficiando a todos que ali se encontram, através da resolução de problemas físicos, morais, mentais e emocionais. Quando a egrégora formada é poderosa, só o bem e Luz atuam. Se uma entidade inferior for atraída para dentro da egrégora, ela fica de certa forma subjugada pela força desta e desse modo se consegue lhes dar um melhor encaminhamento para outros planos espirituais.
Porém, se a corrente fluídica é adulterada com pensamentos frívolos, maus, de vingança, despeito, cobiça,inveja ou ciúme, também entidades afinizadas com pensamentos de baixa vibração serão atraídos, diminuindo muito o padrão energético e a possibilidade de auxílio de uma gira.

É também papel do Cambono convidar os assistentes, de forma particular ou coletiva, a se manterem com o pensamento elevado, firmes, evitando burburinhos, e conversas fúteis, que podem levar à distração e pensamentos não condizentes com a vibração adequada. Se a corrente fluídica da gira não for suficiente, a egrégora não será convenientemente fortalecida e várias complicações podem acontecer com o passar do tempo, sendo que, o(a) dirigente, por ser o centro maior das atenções e para quem convergem as maiores quantidades de energia ali geradas e mesmo as trazidas pelos assistentes, é quem sofre, por assim dizer, as maiores consequências dos trabalhos realizados sem a devida segurança, mas estas consequências podem reverberar também nos médiuns trabalhadores da casa.
Algumas complicações geradas pela quebra da corrente fluídica são por exemplo: médiuns não conectados positivamente com suas entidades de guarda, o que pode provocar incorporações insatisfatórias e animismo; Perturbações advindas por entidades do astral inferior; manifestações muito turbulentas que podem colocar em risco o físico dos médiuns; extremo cansaço do dirigente e dos médiuns de trabalho, pela grande perda energética sofrida.
O normal é que ao fim dos trabalha todos estejam bem, quando a egrégora está harmonizada e fortalecida e bem conectada com vibração das entidades elevadas, responsáveis pela proteção da casa.
Ainda sobre a egrégora de Terreiros de Umbanda, é preciso que se explique que ela, além de ser formada e nutrida com a energia gerada em cada reunião, também é favorecida pelas “firmezas” ou “assentamentos” que devem ser tratados, reforçados e respeitados.
Os Cambonos então, participam de todos os momentos onde se é necessária a formação, sustentação e manutenção desta corrente fluídica e mediúnica que permeia todos os espaços físico e espiritual de um terreiro de Umbanda, e ao mesmo tempo que auxiliam, estão sendo ajudados, aumentando seus conhecimentos através das palavras carinhosas dos Pretos Velhos e da sabedoria e grande proteção dos Caboclos e Crianças.
Saravá então à coroa dos Cambonos, que eles sempre tenham consciência de seu trabalho, a responsabilidade para cumprir seu papel e prosseguir sempre.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

A Prática do Cumprimento nos Templos Umbandistas



Muitas pessoas sabem como a maior parte das entidades cumprimentam, mas a grande maioria não sabe do porque do abraço triplo ou até mesmo do cruzamento triplo dos braços, para tentar esclarecer isso de uma vez por todas, solicitei ajuda ao mentor que se apresenta como Chico Preto para elucidar sobre isso, muitas das dúvidas que possuo, geralmente é ele o evocado para poder solucionar a minha dúvida.
Gostaria de salientar de antemão que até mesmo entre as entidades, existem ensinamentos diferentes, cada uma está em seu patamar vibratório e está em um grau diferente nas diversas escolas que existem no Plano Espiritual, o que é falado pela entidade, não se faz a mais Absoluta Verdade mesmo pq a Verdade, são fragmentos de um mesmo espelho, são ramos de uma mesma árvore, às vezes a entidade pode explicar de uma forma, totalmente diferente da forma de uma outra entidade, mas quando observarmos estão dentro de um mesmo contexto. 



Agora que já acrescentei algumas notas importantes, vamos lá à informação que obtive do mentor Chico Preto:
No caso do abraço triplo, ele tem triplo significado, o primeiro abraço, corresponde ao respeito, que as entidades possuem com os filhos de fé, o respeito que é o veículo principal para a boa convivência entre todos os irmãos terrícolas.
O segundo, significa fraternidade, somos todos irmãos provenientes de uma mesma Luz, filhos de uma mesma energia, dentro do escopo que somos todos filhos de um mesmo DEUS.
O terceiro e último significa a igualdade, somos todos iguais em essência, compartilhamos da mesma fusão cósmica, somos como lâmpadas conectados a uma mesma fonte de energia.
E é isso o que me foi passado …… Através de meus posts, eu gostaria que todos pudessem refletir e que encontrem a Verdade tao requisitada da forma de você

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Glossário de Práticas no Terreiro



Defumação – Ato de purificar o ser, o objeto e o ambiente, através da fumaça. É o ato de expulsar o negativo, através de aromas, ou seja, das essências (ervas: alecrim, benjoim, incenso e outras), de acordo com a necessidade da utilização.
A defumação é uma prática antiqüíssima de todas as religiões e de todos os povos. A defumação tem sempre caráter expulsatório (exorcístico) de espíritos.
O emprego sistemático da fumaça deve ser reminiscência indígena. Entre todas as tribos da raça Tupi, o Tabaco é considerado como planta sagrada.
O segredo e a utilização desses elementos por parte de nossas entidades, do uso do cachimbo, do charuto e do cigarro nos trabalhos, defumando e não como vício, como soprar a fumaça, são variados, dependendo do caso em questão.
Atuação do Defumador
1ª. – A essência do defumador, desfazendo-se no ambiente, isto é, misturando-se com o éter atmosférico, vai ser sentido pelos espíritos;
2ª – Seu aroma desperta alguns centros nervosos dos médiuns, fazendo esses centros vibrarem de acordo com as irradiações fluídas da Entidade.

Fogo – Utilizado para acender defumadores, charuto, cachimbo, cigarro e pólvora, bem como para cozinhar as comidas oferecidas às Entidades. Associado nos ritos de magia e religião como afastador de espíritos ruins e dos males.
O fogo da pólvora (tuia) produz o estouro e a fumaça para que expulse a negatividade, rompendo o campo magnético.

Velas – Vieram para a Umbanda por influência do Catolicismo.
Iluminadas, são ponto de convergência para que o umbandista fixe sua atenção e possa assim fazer sua rogação ou agradecimento ao espírito ou Orixá a quem dedicou.
Ao iluminá-las, homenageia-se, reforçando uma energia que liga, de certa forma, o corpo ao espírito.

Água - Sua utilidade é variada. Serve para os banhos de amacis, para cozinhar, para lavar as guias, para descarregar os maus fluídos, para o batismo. Dependendo de sua procedência (mares, rios, chuvas e poços), terá um emprego diferente nas obrigações.
A água poderá concentrar uma vibração positiva ou negativa, dependendo do seu emprego.

Ponto Riscado – Se não houvesse o segredo, para que então o ponto riscado? Cada ponto, seja de Caboclo, do Preto Velho ou do Exu, tem uma interpretação, podendo identificar aquele que o risca, podendo caracterizar a natureza do trabalho.
Concentração - É ter a mente fixada sobre um objeto.
Meditação – É uma corrente contínua de pensamentos a respeito desses objetos.
Bater Cabeça - O médium da Casa, em respeito às firmezas dos Orixás, deita-se de barriga pra baixo em frente a ele (Gongá) a fim de pedir proteção.
Gongá - Altar dos Orixás, onde ficam os símbolos, otás, fetiches, comidas dos mesmos, imagens, etc…
Sineta Litúrgica ou Adejá - É um instrumento chegada de entidades. Deve ser utilizada e consagrada em momentos apropriados somente por pessoas capacitadas para tal, devendo ser guardado no Gongá.
Otá - Pedra ou pedaço de metal, axé do Orixá (onde se fixa a força mágica do Orixá). O otá tem vida; somente assim é um otá. Sua forma, dependendo do Orixá, poderá ser redonda, arredondada (ovalada) ou comprida.
Preceito – Normas, proibições e recomendações relativas ao culto.
Bebidas - Na Umbanda, bebe os médiuns irmanados com seus Guias espirituais, na certeza de que confraternizam brindando com seus caetés (cuias), invocando os poderes do Deus Onipotente na sua Corte Celestial com os Ministros (Orixás).
Penacho e Cocares – Os guias não precisam deles para demonstrar sua condição de representantes do Orixá, entretanto, para melhor tomarem contato com a Terra, uma vez que sentem saudades, muitas vezes, da sua permanência neste Planeta, como antes encarnados que o foram, bem como, para dar cunho de materialidade nos seus trabalhos.
Charutos, Cachimbos e Cigarros – O segredo e a utilização, desses elementos por parte de nossas entidades, o modo como a fumaça é dirigida (magia) tem o seu eró (segredo) e não é como muitos utilizam, para alimentar a vaidade, o vício e a ignorância.
Pemba – A força esotérica da Escrita astral, na Umbanda é feita pela Pemba (giz oval – forma cônica), que tem o poder de abrir e fechar trabalhos de magia, e de purificar, quando em forma de pó é lançada ao ar no ambiente em que se utiliza.
Prece – É uma evocação por meio da qual colocamos nossos pensamentos em relação ao ente e Entidade a que nos dirigimos. Pode ser pensada ou mentalizada, falada ou cantada.
Obrigação – É um dever, um compromisso com as Entidades. Implica na presença do Sacerdote, que com sua força espiritual, com o conhecimento do ritual e do material a ser aplicado na obrigação, estabelece o elo, o canal entre o filho e as forças espirituais.

Oferenda – É um ato livre que qualquer pessoa pode fazer, desde que tenha conhecimento do que poderá oferecer à Entidade.

Corimbas – São cânticos invocando as Entidades, marcando o início de sua incorporação ou desincorporarão, para criar formas mágicas para determinados trabalhos, para abrir e fechar sessões no Terreiro, parar pedir forças espirituais, para afastar espíritos maus, para pedir maleme (perdão) e outras diversas finalidades.

Atabaques – Eles servem para manter o ambiente sob uma vibração homogênea e fazer com que todos os médiuns permaneçam em vibração (danças, aceleração do médium, principalmente em desenvolvimento).

Paó (3 palmas lentas) - Utilizado para pedir permissão para entrar, saudar e licença.

Bater com as pontas dos dedos, no chão – Da mão esquerda: Saudando os caminhos de Exu; da mão direita: Saudando, homenageando e pedindo licença ao local.

Guias (fios de contas) – É um colar ritual de miçangas, contas de cristal, de louça, de frutos pequenos, construídos de acordo com a Entidade, que designa também a cor de sua preferência. Podem ter pequenos objetos presos a eles. A Guia (fio) de Exu é colocado no pulso do braço esquerdo, nunca passando pela cabeça do umbandista.
Vestimenta Roupa Branca (Roupa de Santo) - É a vestimenta para a qual devemos dispensar muito carinho e cuidado, idênticos ao que temos para com nossos Orixás e Guias. As roupas devem ser conservadas limpas, bem cuidadas, assim como as guias (fios de contas), não se admitindo que um médium, após seus trabalhos, deixe suas roupas e guias no Terreiro, esquecidas. Quando a roupa fica velha, estragada, jamais o médium deverá dar ou jogar fora. Ela deverá ser despachada no mar, juntamente com uma pequena imantação (oferenda) para o Orixá ou Entidade a que pertencer. Fica claro que é obrigatório seu despacho, pois se trata de um instrumento de trabalho do médium.
Toalha Branca (Pano da Costa) - Trata-se de um pano branco em formato de toalha (retangular), podendo ser contornado ou não com renda, fino ou grosso, de tamanho aproximado de 0,50 x 0,76 m.
No caso dos homens, é pendurado do lado esquerdo, no ombro ou na cintura e no caso das mulheres, por cima dos ombros ou na cintura, do lado direito. É utilizado para o médium bater cabeça.
Trabalhar descalço – O médium, sempre que possível, deve trabalhar descalço por uma questão de humildade e para facilitar a incorporação, bem como para haver melhor descarga dos fluídos nocivos, diretamente para a terra. Estando o médium  calçado, estará isolado da terra, o que dificultará a eliminação dos fluídos nocivos (negativos), assimilados ao se transpor às encruzilhadas, cemitérios, hospitais, etc…, Quando da vinda para o Terreiro.
Banhos de Descarga – São coisas sérias, requerendo atenção de quem os toma, bem como de quem os administra. É uma banho de flores, ervas ou essências. Cada um deles traz o seu magnetismo e a pessoa vai absorvê-lo de modo que ao tomá-lo, elimina toda a influência negativa agregada a sua vibratória humana (corpo etérico). As ervas, de preferência, devem ser colhidas por pessoas capacitadas para tal, em horas e condições exigidas, entretanto, podem ser usadas também as adquiridas no comércio (frescas), desde que quem vá usá-las, as conheça. Poderão ser também preparados banhos de descarga, com rosas brancas (banho neutro) e de efeito muito positivo, podendo ser tomado por qualquer pessoa sem afetar sua faixa vibratória. As essências também devem ser utilizadas com cuidado, pois contêm muita vibração, somente administradas por pessoas capacitadas.
Preparo – O melhor modo pelo qual obtemos uma maior imantação, seja ele com flores, ervas ou essências, é através do calor, da evaporação, isto no ritual da Umbanda. Colocamos numa panela a água e a deixamos ferver. Quando estiver fervendo, apagamos o fogo. Então, colocamos as pétalas das flores, ervas ou essências, abafando e deixando em fusão para o devido cozimento por evaporação. No caso das flores e ervas, após o cozimento, coamos o mesmo num pano branco e guardamos os resíduos para serem despachados oportunamente.
Uso – O chacra mediúnico (frontal) e glândula (nuca) são os dois pontos que fecham a faixa vibratória mediúnica. Com elas, para o cérebro convergem as vibrações captadas, sendo razão indispensável para que o banho seja derramado sobre a cabeça, pois daí parte todo comando do corpo, o que por outro lado acarretará prejuízo, quando mal aplicado (no caso das ervas e essências), caso este em que o magnetismo do banho não estiver em harmonia com a vibratória mediúnica da pessoa (Orixá de Coroa).
Entidades Espirituais – São espíritos de alta, média e baixa faixa vibratória, em ascensão evolutiva, ou não, no Plano Espiritual.
Guia (Entidade) - É o espírito de luz que procura guiar os homens, afastando-os do mau caminho, representando o Orixá de coroa de médium. Poderá ser um Caboclo ou um Preto Velho.
Protetor (Entidade) – É um espírito que passou pela vida terrena e deseja obter mais luz, fazendo o bem e promovendo a paz entre os homens que vivem ainda no plano material. Poderá ser um Boiadeiro ou Exu (macho e fêmea).
Passe – Os passes não fazem parte do corpo doutrinário do Espiritismo. Eles remontam aos mais remotos tempos e constituem recursos naturais, postos à disposição dos homens para as tarefas de socorro ao próximo. O Novo Testamento demonstra que Jesus e os Apóstolos utilizavam-se dos passes como recursos magnéticos curadores aliados a recursos espirituais, curando pela imposição das mãos ou pelo influxo das palavras de fé. Graças à sua feição de “Consolador Prometido”, o Espiritismo, conserva e difunde essa modalidade de auxílio, a fim de atender uma infinita quantidade de pessoas que batem às portas dos Centros Espíritas, na esperança de cura ou de alívio.
 Passe é uma “transfusão de energias psicofísicas, operação de boa vontade, dentro da qual o companheiro do bem cede de si mesmo em benefício de outrem” (Emmanuel).
Para o êxito dessa operação, cabe ao médium passista buscar na prece o fio de ligação com os planos mais elevados da vida. Mágoas excessivas, paixões, desequilíbrio nervoso e inquietude, bem como alimentos inadequados e alcoólicos, são fatores que reduzem as possibilidades do passista e que, portanto, devem ser evitados. Aqueles que se consagram aos trabalhos de assistência aos enfermos através de passes, devem cultivar, além da humildade, boa vontade, pureza de fé, elevação de sentimentos e amor fraternal.
Nos processos patológicos orgânicos, os “passes” não dispensam os recursos da Medicina, devendo ser utilizados como complemento.

Egum – É um espírito sem luz, ou pouca luz, de um desencarnado.
Falanges – São grupamentos de espíritos que atuam no Plano Espiritual, recebendo a falange, o nome de seu chefe.
Legiões – O mesmo que Falanges, porém, espíritos em faixa evolutiva superior.
Linhas – O mesmo que Legião, porém, espíritos ou divindades que não necessitam mais de evolução espiritual.
Encruzilhada – Local onde se cruzam dois caminhos. Local onde se realiza o contato permanente de Exu com Ogum, que incumbe os Exus de suas tarefas, transmitindo-lhes as ordens superiores.

Cumprimento Ombro-a-Ombro – Quando um Guia cumprimenta um consulente ou um assistente com o bater de ombro, isto é sinal de igualdade, de fraternidade e grande amizade.

Macaia – Lugar de retiro, em plena mata, onde os médiuns vão descansar, refazendo suas forças psíquicas, no contato direto com a natureza e local nativo do “habitat” de Orixás. Ali se faz oferenda aos Orixás daquele “habitat” (casa).
Pontos de Segurança – São os pontos que se riscam e cantam no início da Sessão. Têm por finalidade, como o próprio nome já diz, trazer segurança para os trabalhos daquela Sessão. Tais pontos impedem a intromissão de espíritos maléficos. Sem tais pontos, os trabalhos realizados naquela Sessão ficariam nulos ou perderiam quase todo o efeito.
Sessão - Reunião dos adeptos da Umbanda para promoverem os seus desenvolvimentos espirituais, homenagem ou procura de curas de males materiais e espirituais.

Eledá – Orixá guardião da vida da pessoa.
Batismo – É realizado através da água, do fogo (vela), do sal, das ervas, da pemba e óleos sacramentais.

Amaci - São ervas frescas maceradas na água limpa (de cachoeiras, nascentes, etc…) que tem por finalidade a lavagem de cabeça em especial, para tranquilizar a mente e intelecto de seus adeptos.

Gira - É a cerimônia onde são invocados os espíritos.

Cambono – Tem por obrigação atender as entidades quando incorporadas e interpretar sua fala para os consulentes. É um médium, designado para tal função.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Entidade incorpora em qualquer ocasião?


Ontem foi aberto um trabalho excepcionalmente a uma filha que estava necessitando de ajuda, dizia que não importava o local, sentia a vibração e recebia, gostaria de abrir um parêntese antes de iniciar o comentário dos trabalhos.

Realmente as entidades incorporam em locais fora de hora? São entidades do próprio filho ou são eguns? Não será fruto da própria consciência do médium?

Bom, antes gostaria de esmiuçar em algumas linhas, a experiência e a teoria que criei a partir dessas circunstâncias, antes de tudo, sendo entidade, egun ou não, parto do princípio que o médium antes de tudo obrigatoriamente deve ter a mente forte, firmeza de propósitos e acima de tudo, um bom embasamento de como funciona a espiritualidade, é isso que eu sempre gosto de enfatizar em minhas palestras. Acho necessário antes mesmo de iniciar o médium na corrente ou no próprio trabalho de incorporação, é ensiná-lo de como funciona a espiritualidade de acordo com a filosofia da casa. E eu possuo uma teoria que indubitavelmente é muito evidente durante os trabalhos de Umbanda.

Médium ruim = Guia Ruim.

Gostaria de colocar em poucas palavras, como funciona o mecanismo da incorporação pelo menos para mim, antes disso, gostaria de salientar que eu particularmente não acredito em mediunidade inconsciente, alguma coisa o médium sempre sabe, vê ou escuta.

Vamos lá, você é o principal elo de ligação entre o consulente e a entidade, e se você está semiconsciente, é evidente que a entidade terá que utilizar de fatos que você conhece ou sabe para poder passar ao consulente, baseado nisso, gostaria de exemplificar de uma forma mais “grosseira”: Se você é um poeta, a entidade dará a consulta através de poesias, rimas e combinação de palavras, se é um engenheiro, dará a consulta através de medidas, leis físicas e tudo mais, por isso, acho essencial o médium sempre dar uma pincelada em diversos artigos sobre espiritualidade, entre outros, para não entrar “cru” no trabalho mediúnico.

Mas voltando… Portanto, é imprescindível que o médium possua conhecimento, com isso, tenho plena convicção que um médium com firmeza de cabeça e conhecimentos suficientes não passara por algo tão constrangedor como esse, e particularmente, eu duvido que uma entidade de Luz incorpore no filho em circunstâncias desagradáveis ou desfavoráveis, para mim, é fruto da própria consciência do médium, é claro que não podemos generalizar os fatos, já dizia o sábio filósofo que toda generalização é errônea, então partimos do princípio que seja um egun (espírito desencarnado), para o egun ter mais força para tomar a consciência desse médium, irrefutavelmente o mesmo não está muito bem psicologicamente ou não possui os devidos conhecimentos para que isso não ocorra, então, para via das dúvidas, é imprescindível que o médium leia, aprenda e procure questionar sobre os fenômenos espirituais, para que com isso, não seja mais um coitado na armadilha das hordas bestiais que acercam nosso orbe.

Enfim, esse assistente que foi lá em busca de ajuda, era muito carente de conhecimento, então antes que os trabalhos se iniciassem, foi efetuada uma orientação ao filho, sobre os fenômenos mediúnicos, o porquê de cada coisa e assim por diante. Então vamos lá:

Como era uma gira excepcional, então não abrimos de acordo com as giras habituais, foi defumado com mirra e logo abrimos os trabalhos com a linha das águas, um elementar excepcional para limpeza de miasmas e “lavagem” de ori, logo, veio o Marinheiro Chefe da Casa e em seguida, o outro marujo, Sr. Martinho Parangolá já riscou seu ponto de trabalho e colocou o consulente sobre ele, solicitou o acendimento das velas e com isso, toda a falange de marinheiros estava presentes na casa ajudando com o descarregamento dos miasmas e outras larvas astrais…

Efetuando a limpeza, foi chamado o orixá do assistente, ela é filha de Iansã e já efetuou toda a limpeza e sua vibração já se encarregou de afastar todos os eguns que estavam à espreita da filha…

Logo depois, o Exú da Casa, Senhor Capa Preta veio para a consulta e assim se deu mais um trabalho de Umbanda para a prática da caridade em uma filha necessitada.

Mas confesso, esse tipo de coisa, de entidades incorporar em qualquer lugar, além de duvidar que um ser de Luz nos exponham ao ridículo assim, duvido que isso ocorra em um médium