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sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Qual a diferença entre a Umbanda e o Candomblé?


Todas! Aliás a única semelhança é o fato da Umbanda adotar os mesmos nomes dados pelos negros Yorubás ao seu "objeto" de culto. O Orixá na Umbanda é uma qualidade divina. É uma Força Cósmica emanente do Criador, que nunca viveu, nunca teve uma forma física. É pura energia eletro-magnética. Não tem consciência como a tem um ser humano. É uma partição do poder Criador. Já no Candomblé, o Orixá tanto pode ser um ancestral e, desta forma, com qualidades humanas, como pode ser uma Força da Natureza.

Nesta segunda condição, se enquadra melhor à definição dada pela Umbanda. Não devemos interpretar que a Umbanda esteja certa e o Candomblé errado ou vice-versa. São coisas totalmente diferentes que possuem o mesmo nome! A Umbanda faz um grande culto ao processo mediúnico, enquanto que o Candomblé não. O verdadeiro Candomblé não aceita a incorporação, admitindo somente que se" dance" para o Orixá. Como o processo de incorporação só é possível através de seres que já tiveram uma forma física, todas as Entidades cultuadas pela Umbanda são tratadas, pelo Candomblé, como eguns, ou seja, pessoas que viveram e estão desencarnadas. O Candomblé não admite a incorporação de eguns. A Umbanda não aceita, de forma alguma, o sacrifício animal, pois que o sangue é um fluido de extrema força enquanto dentro de um corpo, passando a ser de uma força negativa poderosíssima, logo após ser vertido deste mesmo corpo.

Já no Candomblé, seu Axé, ou seja, a força do culto, está justamente no sangue vertido pelo animal. A Umbanda faz uso, em seu processo mágico, de velas, fitas, pedras, metais, resinas, essências e todas as dádivas da natureza como mel, leite, bebidas diversas, frutas, legumes, cereais, verduras e vegetais diversos. O ponto central do culto umbandista está na invocação de Caboclos, Pretos-Velhos, Exus, Pomba-Giras, Crianças, Boiadeiros, Marinheiros, Mineiros, Ciganos e tantas outras falanges menos cultuadas, porém de não menos importância. Já no Candomblé, o culto é prestado às forças da Natureza.

Na Umbanda, a figura do sacerdote é secundária, sendo o culto prestado às Entidades. Já no Candomblé, o sacerdote canaliza em si toda a força do Templo, devendo todos tratá-lo com o máximo respeito, respeito este, superior, até mesmo, aos Orixás. O sacerdote no Candomblé é a própria encarnação do Orixá que dirige aquela comunidade. Na Umbanda, isto é impossível de ocorrer, dentro da sua lógica. O Camdomblé cuida do "santo", enquanto que a Umbanda cultua o "santo".


Pela filosofia do Candomblé, tudo é possível para manter o adepto em perfeita prosperidade, saúde e correspondência amorosa. Já pela filosofia Umbandista, o livre arbítrio, seja do adepto, seja de quem quer que seja, deverá sempre ser respeitado. E outras tantas existem, mas o apresentado já é suficiente para se perceber que são duas religiões completamente distintas, trazendo tão somente o nome, na lingua Yorubá, de uma parte da sua liturgia. Infelizmente, o que vemos, na maioria dos "terreiros", são "umbandomblés" que misturam rituais Umbandistas com Candomblecistas, degenerando ambas as Religiões.

Luiz Antonio Martins

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