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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Oração do Envelhecimento


Ó Senhor, tu sabes melhor do que eu que estou envelhecendo a cada dia.

Sendo assim, Senhor, livra-me da tolice de achar que devo dizer algo, em toda e qualquer ocasião.

Livra-me, também, Senhor, deste desejo enorme que tenho de querer colocar em ordem a vida dos outros.

Ensina-me a pensar nos outros e ajudá-los, sem jamais me impor sobre eles, mesmo considerando, com modéstia, a sabedoria que acumulei e que penso ser uma lástima não passar adiante.

Tu sabes, Senhor, que desejo preservar alguns amigos e uma boa relação com os filhos, e que só se preserva os amigos e os filhos… quando não há intromissão na vida deles…

Livra-me, também, Senhor, da tolice de querer contar tudo com detalhes e minúcias e dá-me asas no assunto para voar diretamente ao ponto que interessa.

Não me permita falar mal de ninguém.

Ensina-me a fazer silêncio sobre minhas dores e doenças… Elas estão aumentando e, com isso, a vontade de descrevê-las vai crescendo a cada dia que passa.

Não ouso pedir o dom de ouvir com alegria a descrição das doenças alheias; seria pedir demais. Mas, ensina-me, Senhor, a suportar ouvi-las com alguma paciência.

Ensina-me a maravilhosa sabedoria de saber que posso estar errado em algumas ocasiões. Já descobri que pessoas que acertam sempre são maçantes e desagradáveis.

Mas, sobretudo, Senhor, nesta prece de envelhecimento, peço:
Mantenha-me o mais amável possível!

Livrai-me de ser santo. É difícil conviver com santos!

Mas um velho ou uma velha rabugentos, Senhor, é obra prima do capeta! Me poupe!

domingo, 28 de setembro de 2014

Nós queremos Paz

O Divino Pai Oxalá é o Senhor da Sagrada Luz Cristalina.
Sua Divina Luzdá o molde Sagrado de Energia (a “Prima Forma Astralina”) a tudo de bom que se idealize — a fim de que tudo, então, ao nosso olhar se materialize.
Oxalá é também o Senhor da Paz.
Sua Divina Paz nos incentiva ao sentimento de Fé (em nós mesmos e na Vida) e à união em torno de ideais elevados, em favor do bem comum.
Precisamos da Sua Luz e da Sua Paz, a fim de materializar em nossas vidas todas as coisas boas e necessárias à nossa evolução e ao nosso bem-estar espiritual e material.
Por isso, pedimos ao Amado Pai Oxalá:
 As Bênçãos do Branco da Luz e da Paz do Seu Divino Manto;
E que, na Irradiação do Seu Opaxorô, o Cajado Santo, a Luz da Paz de Deus desça àTerra e, já nos corações e nas mentes, faça cessar toda guerra:
Paz na administração pública— que os governos decidam com escrúpulo;
Paz na vida cotidiana- que todos nós busquemos agir com amor, honra e respeito mútuos;
Paz no conhecimento— para os que ensinam e para os que buscam aprender;
Paz no trabalho— para os que dele sobrevivem e para os que nele visam só o lucro;
Paz para os doentes— para os que sofrem e para os que fazem sofrer;
Paz na busca do crescimento interior— nos templos dos corações e nos de pedras;
Paz nos elementos— para quem os respeita e para os que apenas deles se utilizam;
Paz nas estruturas— para quem as amplia e para os que nelas fazem quebras;
Paz na intimidade— do lar que construímos em nós mesmos e daqueles que nos cuidam;
Paz nas estradas e caminhos— para os que conduzem e para os que se deixam conduzir;
Paz nos pensamentos e nas obras— para os que vigiam e para os que se esquecem;
Paz nas palavras— para quem lhes dá bom uso e para os que as fazem iludir;
Paz na convivência— para os que ajudam e para os que ficam à margem...
Em Nome de Deus, enfim Lhe pedimos a Paz, Divino Pai, em tudo e para todos!
E aqui nos entregamos ao Seu Cuidado: porque todos somos filhos Seus, e iguais em aprendizado!...
Abençoe-nos, Pai Oxalá, com a Pureza da Luz da Paz Mais que Sagrada, que é Seu símbolo: para que o nosso coração deseje a Paz e nos intua a buscá-La primeiro em nós mesmos, para então amá-La. E que, inspirados pelo Seu Bendito estímulo, saibamos desejá-La também aos nossos irmãos de caminhada!...
Que a Luz da Paz desça sobre nós!
Que assim seja, como sempre foi, e assim será!
Salve o Divino Pai Oxalá

sábado, 27 de setembro de 2014

Hoje, 27 de setembro, é dia de Cosme e Damião!!!



São a alegria que contagia a Umbanda. Descem nos terreiros simbolizando a pureza, a inocência e a singeleza. Seus trabalhos se resumem em brincadeiras e divertimentos. Podemos pedir-lhes ajuda para os nossos filhos, resolução de problemas, fazer confidências, mexericos, mas nunca para o mal, pois eles não atendem pedidos dessa natureza.
São espíritos que já estiveram encarnados na terra e que optaram por continuar sua evolução espiritual através da prática de caridade, incorporando em médiuns nos terreiros de Umbanda. Em sua maioria, foram espíritos que desencarnaram com pouca idade (terrena), por isso trazem características de sua última encarnação, como o trejeito e a fala de criança, o gosto por brinquedos e doces.
Assim como todos os servidores dos Orixás, elas também tem funções bem específicas, e a principal delas é a de mensageiro dos Orixás, sendo extremamente respeitados pelos caboclos e pelos pretos-velhos.
É uma falange de espíritos que assumem em forma e modos, a mentalidade infantil. Como no plano material, também no plano espiritual, a criança não se governa, tem sempre que ser tutelada. É a única linha em que a comida de santo (Amalás), leva tempero especial (açúcar). É conhecido nos terreiros de Nação e Candomblé, como (ÊRES ou IBEJI). Na representação nos pontos riscados, Ibeji é livre para utilizar o que melhor lhe aprouver. A linha de Ibeji é tão independente quanto à linha de Exu.
Ibeijada, Erês, Dois-Dois, Crianças, Ibejis, são esses vários nomes para essas entidades que se apresentam de maneira infantil.

No Candomblé, o Erê, tem uma função muito importante. Como o Orixá não fala, é ele quem vem para dar os recados do pai. É normalmente muito irrequieto, barulhento, às vezes brigão, não gosta de tomar banho, e nas festas se não for contido pode literalmente botar fogo no oceano. Ainda no Candomblé, o Erê tem muitas outras funções, o Yaô, virado no Erê, pode fazer tudo o que o Orixá não pode, até mesmo as funções fisiológicas do médium, ele pode fazer. O Erê muitas vezes em casos de necessidade extrema ou perigo para o médium, pode manifestar-se e trazê-lo para a roça, pegando até mesmo uma condução se for o caso.
Na Umbanda mais uma vez, vemos a diferença entre as entidades/divindades. A Criança na Umbanda é apenas uma manifestação de um espírito cujo desencarne normalmente se deu em idades infanto-juvenis. São tão barulhentos como os Erês, embora alguns são bem mais tranqüilos e comportados.
No Candomblé, os Erês, tem normalmente nomes ligados ao dono da coroa do médium. Para os filhos de Obaluaiê, Pipocão, Formigão, para os de Oxossi, Pingo Verde, Folinha Verde, para os de Oxum, Rosinha, para os de Yemanjá, Conchinha Dourada e por ai vai. 
As Crianças da Umbanda tem os nomes relacionados normalmente a nomes comums, normalmente brasileiros. Rosinha, Mariazinha, Ritinha, Pedrinho, Paulinho, Cosminho, etc...
As crianças de Umbanda comem bolos, balas, refrigerantes, normalmente guaraná e frutas, os Erês do Candomblé além desses, comem frangos e outras comidas ritualisticas como o Caruru, etc...  Isso não quer dizer que uma Criança de Umbanda não poderá comer Caruru, por exemplo. Com Criança tudo pode acontecer.
Quando incorporadas em um médium, gostam de brincar, correr e fazer brincadeiras (arte) como qualquer criança. É necessária muita concentração do médium (consciente), para não deixar que estas brincadeiras atrapalhem na mensagem a ser transmitida.
Os "meninos" são em sua maioria mais bagunceiros, enquanto que as "meninas" são mais quietas e calminhas. Alguns deles incorporam pulando e gritando, outros descem chorando, outros estão sempre com fome, etc... Estas características, que às vezes nos passam desapercebido, são sempre formas que eles têm de exercer uma função específica, como a de descarregar o médium, o terreiro ou alguém da assistência.
Os pedidos feitos a uma criança incorporada normalmente são atendidos de maneira bastante rápida. Entretanto a cobrança que elas fazem dos presentes prometidos também é. Nunca prometa um presente a uma criança e não o dê assim que seu pedido for atendido, pois a "brincadeira" (cobrança) que ela fará para lhe lembrar do prometido pode não ser tão "engraçada" assim.
Poucos são aqueles que dão importância devida às giras das vibrações infantis.
A exteriorização da mediunidade é apresentada nesta gira sempre em atitudes infantis. O fato, entretanto, é que uma gira de criança não deve ser interpretada como uma diversão, embora normalmente seja realizada em dias festivos, e às vezes não conseguimos conter os risos diante das palavras e atitudes que as crianças tomam.
Mesmo com tantas diferenças é possível notar-se a maior características de todos, que é mesmo a atitude infantil, o apego a brinquedos, bonecas, chupetas, carrinhos e bolas, como os quais fazem as festas nos terreiros, com as crianças comuns que lá vão a busca de tais brinquedos e guloseimas nos dias apropriados. A festa de Cosme e Damião, santos católicos sincretizados com Ibeiji,  à 27 de Setembro é muito concorrida em quase todos os terreiros do pais. 
Uma curiosidade:  Cosme e Damião foram os primeiros santos a terem uma igreja erigida para seu culto no Brasil. Ela foi construída em Igarassu, Pernambuco e ainda existe.

As festas para Ibeiji, tem duração de um mês, iniciando a 27 de setembro (Cosme e Damião) e terminando a 25 de outubro, devido a ligação espiritual que há entre Crispim e Crispiniano com aqueles gêmeos, pela sincretização que houve destes santos católicos com os "ibejis" ou ainda "erês" (nome dado pelos nagôs aos santos-meninos que têm as mesmas missões.
Nas festas de ibeiji, que tiveram origem na Lei do ventre-Livre, desde aquela época até nossos dias, são servidos às crianças um "aluá" ou água com açúcar (ou refrigerantes adocicados no dia de hoje), bem como o caruru (também nas Nações de Candomblés).
Não gostam de desmanchar demandas, nem de fazer desobsessões. Preferem as consultas, e em seu decorrer vão trabalhando com seu elemento de ação sobre o consulente, modificando e equilibrando sua vibração, regenerando os pontos de entrada de energia do corpo humano.
Esses seres, mesmo sendo puros, não são tolos, pois identificam muito rapidamente nossos erros e falhas humanas. E não se calam quando em consulta, pois nos alertam sobre eles.
Muitas entidades que atuam sob as vestes de um espírito infantil, são muito amigas e têm mais poder do que imaginamos. Mas como não são levadas muito a sério, o seu poder de ação fica oculto, são conselheiros e curadores, por isso foram associadas à Cosme e Damião, curadores que trabalhavam com a magia dos elementos.



Magia da Criança


O elemento e força da natureza correspondente a Ibeji são... todos, pois ele poderá, de acordo com a necessidade, utilizar qualquer dos elementos.
Eles manipulam as energias elementais e são portadores naturais de poderes só encontrados nos próprios Orixás que os regem.
Estas entidades são a verdadeira expressão da alegria e da honestidade, dessa forma, apesar da aparência frágil, são verdadeiros magos e conseguem atingir o seu objetivo com uma força imensa, atuam em qualquer tipo de trabalho, mas, são mais procurados para os casos de família e gravidez.
A Falange das Crianças é uma das poucas falanges que consegue dominar a magia. Embora as crianças brinquem, dancem e cantem, exigem respeito para o seu trabalho, pois atrás dessa vibração infantil, se escondem espíritos de extraordinários conhecimentos.
Imaginem uma criança com menos de sete anos possuir a experiência e a vivência de um homem velho e ainda gozar a imunidade própria dos inocentes. A entidade conhecida na umbanda por erê é assim. Faz tipo de criança, pedindo como material de trabalho chupetas, bonecas, bolinhas de gude, doces, balas e as famosas águas de bolinhas -o refrigerante e trata a todos como tio e vô.
Os erês são, via de regra, responsáveis pela limpeza espiritual do terreiro. 


Origem de "Doum"


Este personagem material e espiritual surgiu nos cultos Afros quando uma macamba (denominação de mulher, na seita Cabula) dava a luz a dois gêmeos e, caso houvesse no segundo parto o nascimento de um outro menino, era este considerado "Doum", que veio ao mundo para fazer companhia a seus irmãos gêmeos.
Foram sincretizados com os santos que foram gêmeos e médicos, tem sua razão na semelhança das imagens e missões idênticas com os "erês" da África, mas como faltava "doum", colocaram-no junto a seus irmãos, com seus pequenos bastões de pau, obedecendo à semelhança dos santos católicos, formando assim a trindade da irmanação.
Dizem também, que na imagem original de S. Cosme e S. Damião, entre eles (adultos) havia a imagem de uma criança a qual eles estavam tratando, daí para sincretizarem Doum com essa criança, foi um pulo...


Onde Moram as Crianças?


A respeito das crianças desencarnadas, passamos a adaptar um interessante texto de Leadbeater, do seu livro "O que há além da Morte".
"A vida das crianças no mundo espiritual é de extrema felicidade. O espírito que se desprende de seu corpo físico com apenas alguns meses de idade, não se acostumou a esse e aos demais veículos inferiores, e assim a curta existência que tenha nos mundos astral e mental lhe será praticamente inconsciente. Mas o menino que tenha tido alguns anos de existência, quando já é capaz de gozos e prazeres inocentes, encontrará plenamente nos planos espirituais as coisas que deseje. A população infantil do mundo espiritual é vasta e feliz, a ponto de nenhum de seus membros sentir o tempo passar. As almas bondosas que amaram seus filhos continuam a amá-los ali, embora as crianças já não tenham corpo físico, e acompanham-nas em seus brinquedos ou em adverti-las a evitar aproximarem-se de quadros pouco agradáveis do mundo astral."
"Quando nossos corpos físicos adormecem, acordamos no mundo das crianças e com elas falamos como antigamente, de modo que a única diferença real é que nossa noite se tornou dia para elas, quando nos encontram e falam, ao passo que nosso dia lhes parece uma noite durante a qual estamos temporariamente separados delas, tal qual os amigos se separam quando se recolhem à noite para os seus dormitórios. Assim, as crianças jamais acham falta do seu pai ou mãe, de seus amigos ou animais de estimação, que durante o sono estão sempre em sua companhia como antes, e mesmo estão em relações mais íntimas e atraentes, por descobrirem muito mais da natureza de todos eles e os conhecerem melhor que antes. E podemos estar certos de que durante o dia elas estão cheias de companheiros novos de divertimento e de amigos adultos que velam socialmente por elas e suas necessidades, tomando-as intensamente felizes."
Assim é a vida espiritual das crianças que desencarnaram e aguardam, sempre felizes, acompanhadas e protegidas, uma nova encarnação. É claro que essas crianças, existindo dessa maneira, sentem-se profundamente entristecidas e constrangidas ao depararem-se com seus pais, amigos e parentes lamentando suas mortes físicas com gritos de desespero e manifestações de pesar ruidosas que a nada conduzem. O conhecimento da vida espiritual nos mostra que devemos nos controlar e nos apresentar sempre tranquilos e seguros às crianças que amamos e que deixaram a vida física. Isso certamente as fará mais felizes e despreocupadas.



 Casos de Criança

Algumas vezes, ficamos deslumbrados com a eficiência de seus trabalhos. Seguem-se duas narrações de casos resolvidos pelas crianças.

Uma vez telefonou-me um fazendeiro assustado pelas mortes de seu gado. Achava ser trabalho feito. Ele foi no terreiro tendo sido atendido normalmente. No final do trabalho uma criança incorporada chamou-o e, com uma pemba, fez um desenho no chão como se fosse um mapa todo recortado. No meio desenhou três corações e um risco como um rio, fazendo um encontro com outro. “Tio”, falou, “os corações simbolizam seus três filhos.” O homem confirmou. Mostrando o mapa, disse ser a sua casa construída com vários pedaços. O homem explicou ter sua fazenda sido constituída por várias áreas. Apontando exatamente no encontro dos riscos, disse estar ali o problema, estando a água cheia de veneno e onde os bichinhos do tio estavam morrendo. Mais tarde o fazendeiro telefonou-me dizendo estar a água do rio realmente envenenada por agro-tóxico.

Outra vez, no encerramento do trabalho uma experiente médium deu sinais de incorporação de criança. Ela incorporou e batendo palmas, veio ao meu encontro pedindo um dólar. “Um dólar?” Respondi. “O que você vai fazer com um dólar?” Ela insistiu: “quero um dólar”. Achamos graça. A cena foi alegre e descontraída. “Alguém tem um dólar para a criança?” perguntei ironicamente. Da assistência uma moça fez sinal afirmativo. Fiquei perplexo. Somente eu conhecia o seu problema. Tinha câncer maligno nas cordas vocais e testava com a cirurgia marcada. Da ironia à seriedade, convidei a moça para entrar no terreiro e fazer a entrega do dólar ao erê. A entidade fez festa ao dólar, deixou-o de lado e agarrou-se na garganta da moça fazendo-lhe leves passes magnéticos. Ela fez a cirurgia na terra, mas está curada.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

As Águas do Coração

Que venham sobre nós, em forma de um Grande Coração, as Águas da Mãezinha do Amor, todas Sagradas!
Que essas Águas Santas tragam aos nossos corações as Energias Redentoras da beleza imponente das cachoeiras, da Força doce dos rios e da Sublime leveza das cascataslevando embora o vazio sofrido do sentimento de solidão;
Que elas nos envolvam no Carinho da Divina OXUM: despertando a consciência da Presença Viva do Sagrado em nossos corações para nos convidar à autoaceitação, ao amor por nós mesmos;
E nos banhem por inteiro– de dentro para fora e de fora para dentro–, levando embora as tristezas guardadas, os ressentimentos escondidos e as dores antigas do medo nascido por amores incompreendidosfazendo renascer em nosso peito um campo fértil para atrairmos a vivência de um amor sem receios.
Que as Águas do Coração da Mamãe OXUM nos façam devotos do AMOR MAIOR do CRIADOR e, em Nome da Sua Pureza, transformem os nossos corações em devotados amantes: para nos ensinar a viver amando a própria vida, amando os semelhantes, amando os diferentes, amando a Natureza, amando amar, e a tudo e a todos intensamente amando.
Que a Divina OXUM faça morada em nossos corações, realizando neles a Alquimia da Magia Mais que Sagrada do AMOR MAIOR:
Seu Trono Santíssimo a nos reger e a nos inspirar o amor pelo Dom da vida, o autorrespeito, a autoconfiança, a temperança e o amor ao próximo;
Sua Divina Coroa, com Sublime Cuidado, a guardar o nosso ori por templo vivo do Sagrado;
Seu Ouro Puríssimo a espargir em nossas vidas o Brilho Santificado da Prosperidade que vem das Luzes do AMOR, a nos livrar das ciladas da timidez, do rancor e da escassez;
Suas Águas, Doces pelo Mel da Compaixão, a transformar nossas vidas em santuários vivos e servidores da Caridade que habita o GRANDE CORAÇÃO do CRIADOR;
Seu Manto de Mil Rosas Perfumadas a nos cobrir com Indescritível Pureza, por bálsamo curador de todas as dores e tristezasque, em vão, tentam impedir o despertar da nossa criança interior.
Bênção, Divina Mamãe OXUM!
Ora pelos filhos Teus!
Ora pelo nosso Divino renascimento e crescimento!
Ora iê ê ô, OXUM!

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Pai Ogum


É o Orixá da Lei e seu campo de atuação é a linha divisória entre a razão e a emoção. É o Trono Regente das milícias celestes, guardiãs dos procedimentos dos seres em todos os sentidos. Ogum é sinônimo de lei e ordem e seu campo de atuação é a ordenação dos processos e dos procedimentos. O Trono da Lei é eólico e, ao projetar-se, cria a linha pura do ar elemental, já com dois pólos magnéticos ocupados por Orixás diferenciados em todos os aspectos. O pólo magnético positivo é ocupado por Ogum e o pólo negativo é ocupado por Iansã. Esta linha eólica pura dá sustentação a milhões de seres elementais do ar, até que eles estejam aptos a entrar em contato com um segundo elemento. Uns têm como segundo elemento o fogo, outros têm na água seu segundo elemento, etc. Portanto, na linha pura do “ar elemental” só temos Ogum e Iansã como regentes.

Mas se estes dois Orixás são aplicadores da Lei (porque sua natureza é ordenadora), então eles se projetam e dão início às suas hierarquias naturais, que são as que nos chegam através da Umbanda. Os Orixás regentes destas hierarquias de Ogum e Iansã são Orixás Intermediários ou regentes dos níveis vibratórios da linha de forças da Lei.

Saibam que Oxalá tem sete Orixás Intermediários positivos e tem outros sete negativos, que são seus opostos, e tem sete Orixás neutros; Oxum tem sete Orixás intermediárias positivas e tem outras sete negativas, que são suas opostas; Oxóssi tem sete Orixás intermediários positivos, sete negativos, que são seus opostos, e tem sete outros que formam uma hierarquia vegetal neutra e fechada ao conhecimento humano material; Xangô tem sete Orixás intermediários positivos e tem sete negativos, que são seus opostos.

E o mesmo acontece com Obaluayê e Yemanjá. Agora, Ogum e Iansã são os regentes do mistério “Guardião” e suas hierarquias não são formadas por Orixás opostos em níveis vibratórios e pólos magnéticos opostos, como acontece com outros. Não, senhores! Ogum e Iansã formam hierarquias verticais retas ou sequenciais, sem quebra de “estilo” , pois todos os Oguns, sejam os regentes dos pólos positivos, dos neutros ou tripolares, ou dos negativos, todos atuam da mesma forma e movidos por um único sentido: aplicadores da Lei!

Todo Ogum é aplicador natural da Lei e todos agem com a mesma inflexibilidade, rigidez e firmeza, pois mão se permitem uma conduta alternativa. Onde estiver um Ogum, lá estarão os olhos da Lei, mesmo que seja um “caboclo” de Ogum, avesso às condutas liberais dos frequentadores das tendas de Umbanda, sempre atento ao desenrolar dos trabalhos realizados, tanto pelos médiuns quanto pelos espíritos incorporadores.

Dizemos que Ogum é, em si mesmo, os atentos olhos da Lei, sempre vigilante, marcial e pronto para agir onde lhe for ordenado.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Ondinas e Nereidas



Os elementais da água têm vida própria. Onde há água, há seres aquáticos. Existem guardiões das fontes, ondinas, que vivem nos movimentos de água, sereias que penteiam seus cabelos nas rochas muitos tipos de ninfas, nereidas que mantêm a água limpa e dirigem suas correntes. 

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Os seres da água são: belos, sedutores, atrativos, sensuais, românticos, brincalhões, porém, também podem ser perversos. Gostam de cantar e adoram música. Movem-se na água, debaixo dela e, em alguns casos, em formas energéticas da água.
As Ondinas vivem nos riachos, nas fontes, no orvalho das folhas sobre as águas e nos musgos. As Ondinas e Nereidas são reconhecidos por terem o poder de retirar das águas a energia suficiente para a sua luminosidade, o que permite ao homem, por muitas vezes, percebê-los em forma de um leve "facho de luz".




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segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Oração e Cura

          
 A oração deve constituir uma bênção, na qual a criatura e o Criador se identificam, mediante a linguagem inarticulada do sentimento de plena união.
          Quando alguém ora, quase sempre são verbalizados os anseios da mente e do coração, facultando melhor concentração, especialmente naqueles que não estão acostumados à reflexão profunda. Sem dúvida, que não se trata de palavras memorizadas e repetidas sem qualquer emoção, com o pensamento distanciado, não-participativo.
          A verdadeira oração faz-se mediante um colóquio com a Divindade, abrindo-se o indivíduo à inspiração, sem qualquer tipo de formulação que objetive resultados imediatos.
          Acostumando-se à dependência de favores, a criatura transfere para Deus as suas necessidades, sem a resolução firme de solucioná-las, utilizando-se da prece como recurso persuasório, a fim de conseguir benefícios que os pode adquirir quando envida esforços e trabalho bem direcionado.
          Não é essa a essência da oração. Ela tem como objetivo franquear ao Espírito as possibilidades de entendimento da vida e sua autoiluminação, como decorrência do bem-estar haurido nos momentos de integração na Consciência Cósmica, com a qual permanece em perfeita união.
          Somente através do exercício de busca da anulação do ego para a superação das paixões que perturbam a lucidez, é que se alcança o estado oracional, no qual há uma equilibrada transfusão de energias que se expandem e de outras que penetram o ser, propiciando-lhe harmonia e lucidez.
          A oração, portanto, não pode ser colocada a serviço do atendimento dos desejos, normalmente infantís, da solução de interesses, nem sempre louváveis, mas revestir-se de emoções de louvor, de entrega, de submissão aos impositivos da Lei de Causa e de Efeito. Pudesse alterar as consequências advindas da irreflexão, proporcionando ventura ao infrator, saúde ao rebelde e insensato, e estaria defraudando o equilíbrio universal.
          Em face disso, o momento de prece é de interação, de doação e de escuta, a fim de que sejam captadas as diretrizes existenciais que podem auxiliar na escalada ascensional.
          Na síntese apresentada por Jesus, no oração dominical dirigida a Nosso Pai, está fixada a submissão à Sua vontade, em razão de não haver ainda no ser humano a necessária sabedoria para saber o que lhe é de melhor, aquilo que é mais importante para o seu processo de evolução.
          Fixando-se no presente e nos impositivos do prazer veloz, acredita que são importantes esses fenômenos fugazes, não se detendo a meditar em torno dos resultados do sofrimento mais tarde, a respeito dos desafios atuais que se transformam em conquistas posteriores, das situações difícieis que se alterarão em favor do seu progresso intelecto-moral... A sua visão imediatista apenas detecta o que, no momento, lhe parece importante, mesmo que passageiro e insuficiente para a autorrealização.
          Quando a prece faculta a submissão à Sua vontade, há um enriquecimento espiritual do orante que o capacita aos enfrentamentos perturbadores com serenidade e grande alegria, por entender que fazem parte do processo de crescimento espiritual que lhe é necessário.

          Invariavelmente, há uma associação entre orar e pedir, raramente para louvar ou agradecer.
          Por consequência, diante de qualquer enfermidade, quando se tem uma convicção religiosa, logo se faz da prece o recurso valioso para a aquisição da terapêutica de maior poder curador, isto quando não se aguarda pela ocorrência de um milagre.
          Destituída de bom sentido, essa postura demonstra a total ignorância das Leis Divinas, especialmente no que diz respeito à vida humana transitória e à existência carnal como campo de experiência evolutiva para o Espírito.
          Pudesse ou devesse a oração curar todos os males humanos, especialmente as enfermidades, e a existência no planeta seria impossível, em face da superpopulação, desde que a morte seria expulsa, desaparecendo a conjuntura que leva de retorno ao Grande Lar aqueles que de lá procedem.
          A cura está adstrita a diversos fatores que a oração auxilia a tornar-se realidade, tais como: ampliação da saúde, mas não eliminação da doença; moratória orgânica e psíquica, no entanto, prosseguimento da luta e da recuperação dos débitos morais; diminuição das dores e dos conflitos, robustecendo o ânimo para melhores condições de superação da inferioridade...
          O ato de orar, entregando a Deus a solução das ocorrências, faculta que o fenômeno do restabelecimento do enfermo decorra da Sua vontade, por conhecê-lo profundamente, avaliando o que lhe é de melhor para este momento em relação ao seu futuro eterno.
          As dúlcidas vibrações que decorrem da comunhão com Deus através da oração, beneficia aquele que estabelece o vínculo, como também todos aqueles aos quais direciona o pensamento, envolvendo-os nas mesmas ondas de energia benéfica.
          Desse modo, considerando as várias ocorrências de curas resultantes da interferência da prece, pode-se concluir que sempre será Deus a realizá-las, nada obstante os Bons Espíritos possam intermediar as bênçãos restauradoras e as emanações do orante contribuam para os resultados favoráveis.
          Aqueles que se façam beneficiários desse inestimável socorro, acrescentam, inevitavelmente, aos compromissos de ressarcimento moral, a dádiva que lhes é concedida como recurso auxiliar, a fim de situar-se em melhor plano emocional e de conduta, libertando-se, quanto possíviel, dos grilhões que o atam ao vício e às paixões servis.
          Sempre será melhor para aquele que ora o exercício da comunhão com Deus, por banhar-se nas sublimes energias que sintoniza, experimentando incomum alegria e felicidade que são defluentes do intercâmbio.
          É natural que se lhe expandam os sentimentos do amor sem interesse, destituído de permutas e vantagens muito características do estágio egotista de que se liberta, inaugurando fase nova. Esse amor que se dedica ao próximo, que se expande como perfume penetrante, igualmente contribui em favor da restauração das energias do enfermo, bem como vitaliza aquele que o cultiva.
          A oração ungida de amor e de interesse pelo bem-estar de outrem, a entrega da solução que deverá vir a Deus, são recursos essenciais para os resultados ditosos, mesmo que não se lhe opere o restabelecimento orgânico desejado.
          O mais importante será sempre a comunhão espiritual com a Fonte Geradora da Vida, da qual resultará o incomparável bem-estar que se pode fruir.

          A mais expressiva cura que se deve buscar, a mais valiosa, será sempre aquela que conduza o paciente às causas dos distúrbios que padece, compreendendo a necessidade dos mecanismos de reparação e equilíbrio espiritual.
          A cura de hoje não impede a instalação de novas enfermidades amanhã, assim como não posterga indefinidamente o momento da desencarnação e do encontro libertador com a própria consciência.
          Jesus curou incontável número de enfermos que Lhe vieram buscar o auxílio, recomendando sempre que não volvessem aos descalabros morais que se permitiam, e, apesar disso, não impediu que envelhecessem, que as organizações físicas se lhes degenerassem e a morte lhes adviesse, porque são fases do processo evolutivo a que todos se encontram submetidos.
          Orar, portanto, procurando harmonia em Deus e com Deus, é dever que todos se devem impor, na busca da plenitude.

Livro:  Iluminação Interior
            Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis
            LEAL – Livraria Espírita Alvorada Editora

sábado, 20 de setembro de 2014

Arcanjo Chanuel

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Arcanjo Chanuel e Caridade

O Arcanjo Chamuel significa “Aquele que vê Deus”. 
A sua alma gémea , que significa complemento divino, é a Caridade.
A sua cor é cor-de-rosa e Chamuel incorpora o princípio da pureza do amor incondicional.

Chamuel é o arcanjo do Amor Incondicional e protege-nos nos relacionamentos e na educação.
O Arcanjo Chamuel é o defensor do amor puro e pode ajudar-nos no nosso sofrimento. Permite-nos renovar e melhorara relacionamentos existentes.

Pedimos a sua orientação para o Amor Incondicional sempre que:

- conseguimos amarmo-nos a nós próprios
- formos incapazes de amar os outros;
- o nosso coração estiver endurecido e cheio de emoções negativas, tais como: inveja, amargura ou incapacidade de perdão;
- tivermos o coração bloqueado pela depressão e desânimo;
- nos sentirmos com o coração despedaçado;
- formos críticos e maldosos


Pedimos orientação nos relacionamentos e educação sempre que:


- impusermos condições ao nosso amor: por ex. “amar-te-ei se tu …ou não te amarei se tu….”
- passarmos por uma separação
- precisarmos de fortalecer um laço entre pai e filho
- perdermos alguém próximo
- necessitarmos de ser amados
- não damos valor ao amor que temos na nossa vida

Cristais para nos ligarmos ao Arcanjo Chamuel


Nome: Quartzo
Cor: Rosa
Funções:

- encoraja o amor incondicional, a compaixão, a tolerância e o perdão
- trata de problemas do coração
- equilibra o corpo emocional

ou
Nome: Cuncite
Cor: Rosa pálido
Funções:

- Conforta a e sara o coração (física e emocionalmente)
- Desperta a compaixão
- Recarrega o sistema imunitário

Invocação ao Arcanjo Chamuel

Arcanjo Chamuel, enche o meu coração de amor!
Arcanjo Chamuel, orienta-me para sentir amor por mim e pelos outros!
Arcanjo Chamuel, afasta a negatividade do meu coração!
Arcanjo Chamuel , sara a dor do meu coração!
Arcanjo Chamuel, ajuda-me a fortalecer a minha relação!

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Anjos de Luz e Amor


Invocar os Anjos é uma forma poderosa de trazer luz e amor para a nossa vida.

Qualquer pessoa pode invocar os anjos, pois a sua ajuda é um direito divino e um privilégio para todos os seres humanos.
Como os Anjos são uma dádiva do criador devemos mostrar gratidão e aproveitar o benefício dessa oferta.

Para invocar os anjos podemos fazer o seguinte:

- Chamar, mentalmente, os anjos explicando os nossos problemas
ex. Onde quer que estejamos, podemos solicitar a assistência dos anjos mentalmente.
Basta pensarmos:"Anjos, por favor ajudem-me" e quanto mais regularmente falarmos com os anjos mais rapidamente as nossas preces são atendidas. Cada vez que comunicarmos com os anjos mais fortalecido fica o relacionamento já estabelecido.
- Pedir ao Criador que nos envie os seus anjos
- Visualizar os anjos a rodear-nos, à nossa família ou à situação que nos preocupaex: podemos ver o anjo como um raio de luz brilhante ou como um ser com belas asas que nos
rodeia e protege.
- Visualizar luz branca ou colorida a rodear uma pessoa, objecto ou situação
- Fazer o nosso pedido aos anjos em voz alta
- Escrever uma carta aos anjos
ex.escolher um lugar tranquilo, acender uma vela ou queimar oléos essenciais e escolher uma musica suave.
Abrir o coração aos anjos e pegar numa caneta e papel. A paz rapidamente chega e começamos a escrever todos os problemas ou preocupações como se estivessemos a escrever a um amigo. Rapidamente vamos descobrir que somos capazes de ver tudo na perspectiva certa. Uma vez tudo escrito vamos-nos sentir mais optimistas e descontraidas e logo de seguida passamos todas essas perocupações para os anjos, pedindo que encontrem as soluções adequadas.
- Cantar ou entoar o nosso pedido
- Acender uma vela
​​

Não é importante a forma que escolhemos para contactar com os anjos, o essencial é que sejam contactados.
Nem os anjos, nem o Criador intervêm na nossa vida sem a nossa autorização. A única excepção é quando estamos em perigo eminente, antes de ter chegado a nossa hora de partirmos.
Dado que os anjos são mensageiros do Criador, quando falamos directamente com eles ou enviamos um pedido através do Criador obtemos sempre o mesmo resultado.
Devemos pensar nos anjos como seres Divinos que trazem mensagens de amor e luz do Criador até nós.
Eles iluminam a nossa mente e o nosso coração com uma grande infusão de luz, ajudam-nos a ver a verdade Divina das situações e lembram-nos que, apesar de aparentemente nos parecer o contrário, tudo termina em bem.
O amor profundo e incondicional da presença de um anjo muitas vezes é suficiente para ter o efeito de uma cura imediat

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Diário de uma criança que não nasceu



05 de outubro.
Hoje teve início a minha vida. Papai e mamãe não sabem. Eu sou menor que um alfinete, contudo, sou um ser individual.
Todas as minhas características físicas e psíquicas já estão determinadas. Terei os olhos de papai e os cabelos castanhos e ondulados da mamãe. E isso também é certo: eu sou uma menina.

19 de outubro.
Hoje começa a abertura de minha boca. Dentro de um ano poderei sorrir quando meus pais se inclinarem sobre meu berço.
A minha primeira palavra será Mamãe. Seria verdadeiramente ridículo afirmar que eu sou somente uma parte de minha mãe. Isso não é verdade, pois sou um ser individual.

25 de outubro.
O meu coração começou a bater. Ele continuará sua função sem parar jamais, sem descanso, até o fim dessa minha existência. De fato, é isso uma grande dádiva de Deus.

02 de novembro.
Os meus braços e as minhas perninhas começaram a crescer até ficarem perfeitas para o trabalho; isto requererá algum tempo, mesmo depois de meu nascimento. Assim que for possível, enroscarei meus bracinhos no pescoço da mamãe e lhe direi o quanto eu a amo.

20 de novembro.
Hoje, pela primeira vez, minha mãe percebeu, pelo seu coração, que me traz em seu seio. Acho que ela teve uma grande alegria.

28 de novembro.
Todos os meus órgãos estão completamente formados. Eu sou muito grande.


02 de dezembro.
Logo mais poderei ver, porém, meus olhos ainda estão costurados com um fio.
Luz, cor, flores... como deve ser magnífico! Sobretudo, enche-me de alegria o pensamento de que deverei ver minha mãe... Oh! Se não tivesse que esperar tanto tempo! Faltam ainda mais de seis meses.

12 de dezembro.
Crescem-me os cabelos e as sobrancelhas. Já imagino como minha mãe ficará contente com a sua filhinha!

24 de dezembro.
O meu coraçãozinho está pronto. Deve haver crianças que nascem com o coração defeituoso. Nesse caso, precisam sujeitar-se a delicada cirurgia para corrigir o defeito. Graças a Deus o meu coração não tem nenhuma anomalia, e serei uma menina cheia de vida e forças. Todos ficarão alegres com meu nascimento.

28 de dezembro.
Hoje minha mãe amanheceu diferente, está um pouco angustiada. Mas uma coisa é certa: nós vamos sair para um passeio.
Creio que ela quer se distrair um pouco, talvez comprar roupinhas para mim. É isso mesmo, estamos saindo para algum lugar.
Ih! Acho que estamos entrando em uma clínica. Deve ser para checar se a minha saúde vai bem. Que ótimo! Quando eu sair daqui, direi à minha mamãe o quanto lhe sou grata.

O médico está chegando...
Mas... esses instrumentos não são para um exame... Não, mamãe! Não o deixe se aproximar!
Ai, que horror! Esta é uma clínica de abortamento! Socorro! Deixem-me nascer!

... Ninguém escuta meus gritos!
E meus sonhos de felicidade...
Minha vontade de ver a luz, as flores, as cores...
Tudo acabado...
Sim... Hoje... Hoje minha mãe me assassinou...
* * *
A história é dramática e triste, mas, infelizmente, se repete diariamente nas clínicas de abortamento do nosso país ou em casas de pessoas que se alimentam com o dinheiro ganho com o sangue de vítimas indefesas.
Hoje já não se pode mais alegar que o feto não é um ser individual, distinto da mãe, pois a ciência afirma o contrário todos os dias.
Assim, tanto quem pratica o abortamento quanto quem o consente, deverá responder perante as Leis Divinas sobre esse crime.
Pensemos nisso!
Redação do Momento Espírita, com base em texto

terça-feira, 16 de setembro de 2014

10 Passos para lidar melhor com pessoas difíceisI


        Onde mais aprendemos sobre a espiritualidade é na convivência familiar.

            Você pode ir à igreja, fazer cursos, frequentar centros e grupos de estudos, mas o lugar de treino, provas e evolução é no convívio familiar, o que não é algo ruim. Aliás, é gratificante ter pensamentos positivos a respeito, pois se trata de um movimento inevitável.
            Não temos como fugir da família, pois mesmo que moremos no exterior e façamos nossa vida afastados dos nossos familiares, cedo ou tarde, criaremos novos laços e teremos um novo núcleo de aprendizados que podem não ter nenhuma ligação sanguínea, mas que apresentarão desafios naturais da convivência.
            Aprendi com os mentores que, quando estamos enfrentando algo difícil, devemos nos perguntar o que precisamos aprender com o desafio. Por que não somos vítimas, ainda que para algumas pessoas esse pensamento possa parecer o mais correto.
            Há muitas situações em que a cura só pode ser espiritual, pois todos os caminhos do bom senso, racionalidade e ponderação não servem mais. Já foram trilhados e descartados, e é aí que costuma entrar a terapia de Vidas Passadas. As pessoas procuram em outras vidas a explicação dos seus problemas atuais, e a cura que pode aliviar a dor e atenuar a tensão.
            No meu consultório, ouço as narrativas mais diferentes, por que cada pessoa é uma e cada história é única; porém, com o passar do tempo fui aprendendo a descobrir os paralelos, os pontos em comum. E vou traçar alguns comportamentos e curas que poderão ajudar você, amigo leitor:
1. Quando você ver o mal no outro, pode ter certeza que esse mal também existe em você. Pode ser que hoje você já esteja bem melhor, mais leve, mais amoroso, mas em algum ponto do seu ser esse mal ainda existe. Então, ao invés de tentar curar o outro, mudar o outro, mude você.

2. Se falar, pedir, gritar não tem funcionado, experimente ficar mais em silêncio e aliviar a convivência no que for possível.

3. Observe que às vezes falamos coisas boas, somos até gentis com as palavras, mas a energia que estamos emanando do coração está pesada e cheia de críticas, raiva e a outra pessoa recebe isso. Pode ser até que nem você, nem o outro, tenham consciência da emanação energética, mas ela existe. Faça um teste: vá num lugar público e olhe diretamente para um desconhecido, e veja que em poucos segundos aquela pessoa olhará para você. Somos mais transparentes do que imaginamos.

4. Há um motivo para você conviver com essa pessoa difícil. Procure as causas. Pode ser que ela ou ele esteja na sua vida apenas para você reparar um mal que fez em outras vidas. Talvez você tenha roubado, maltratado, traído, matado este ser que hoje o perturba. Tente perdoar, tente não se importar, tente mudar o foco da sua atenção, tente criar estratégias para mudar de casa, de emprego, de grupo de amigos... Enfim, você lembra do velho ditado "os incomodados que se mudem"? Pois bem, amigo leitor, isso continua valendo.

5. Algumas relações se curam apenas com o afastamento físico porque diminuem as chances do conflito, o que é muito bom, mas outros, mesmo afastados, continuam compartilhando conosco suas vibrações; então, é preciso ver onde aquilo continua reverberando dentro de nós. E ter coragem de perguntar se não somos nós os errados... Vale se questionar.

6. Perfeccionismo nunca ajudou ninguém a ser feliz. Observe se, na convivência, você não está sendo chato demais. Às vezes, a gente não nota que se tornou irritável, magoável, chato... Olhamos mais para os outros do que para nós mesmos e com isso a chave de transformar a vida fica na mão justamente da "pessoa difícil".

7. Nossos mais poderosos professores costumam ser nossos inimigos porque eles não têm tolerância com nossos erros, não nos amam, nem nos perdoam; com isso, somos obrigados a caminhar, transformar-nos. Já parou para pensar que precisamos deixar de nos comportar como crianças mimadas que precisam ter seus desejos satisfeitos? Todo mundo quer ser feliz e você tem todo direito de querer uma boa vida e companheiros amorosos, mas e você, como está agindo? Às vezes, a vida se fecha justamente para você ter oportunidade de se enxergar sem desculpas ou justificativas.

8. Quando a vida fica muito ruim, é hora de mudar. Não adianta reclamar, o problema é seu, o karma é seu; foco no bem, foco na sua luz e caminhe... que vai dar certo.

9. Pratique meditação, oração, perdoe, faça Ho´oponopono. Com certeza, você já conhece muitas curas, muitas técnicas. Quando situações de conflito, brigas estão acontecendo conosco, é hora de pôr em pratica tudo o que aprendemos.

10. Você é muito maior que o conflito. Você é um ser de luz. Você é um ser de amor. Por que se fixar na dor? Mude sua visão. Olhe para outros lados da sua história, procure fazer outras coisas, conhecer outras pessoas. Abra-se. O maior problema, no que diz respeito a relacionamentos, é a gente se fixar, querendo resolver do nosso jeito, querer afirmar que temos razão, que a vida deve ser da forma que idealizamos, e no nosso tempo. No entanto, as pessoas não estão à nossa disposição, principalmente, quando elas forem difíceis. Então, vamos na luz e abra a mente e o coração.

Por Maria Silvia Orlovas  -  é uma forte sensitiva