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sábado, 26 de julho de 2014

Perdão

A palavra perdão vem do latim e significa “doar completamente”.
Falar em perdão nos remete à idéia de um relacionamento no qual uma parte sentiu-se ofendida, enganada ou traída pela outra. Entende-se que a parte ofendida perdoou quando ela abandona o sentimento de ódio e o desejo de vingança, agindo como se apagasse a ofensa e retirasse a culpa do ofensor. Perdoar é esquecer, deixando para trás, definitivamente, aquilo de ruim que aconteceu. Perdoar sem esquecer não é perdão verdadeiro. Muitas vezes dizemos ter perdoado, mas não esquecemos o que aconteceu, e cobramos o outro na primeira oportunidade...
Só consegue perdoar quem tem dentro de si a crença verdadeira num tipo de amor fraterno que se compadece das fraquezas humanas e que nos inspira a não querer vingança, a não alimentar ódio ou rancor etc.
Este amor é chamado ágape, e foi a este sentimento que se referiu Jesus, no Sermão da Montanha (“Amai aos vossos inimigos”). Não quer dizer que vamos amar ao inimigo do mesmo jeito que amamos aos nossos amigos e sim, que vamos nos comportar em relação a ele de modo a não revidar a ofensa e nem “fazer justiça com as próprias mãos”.
A palavra ágape é de origem grega e se refere justamente ao amor que nos leva a um comportamentofraterno em relação aos outros, sem esperar nada em troca. Diferente do amor que existe entre casais, por exemplo, quando se espera amar e ser amado―, ou seja, aqui há um sentimento de amor envolvido e uma expectativa de retribuição.
Ágape é o amor fraterno, o amor ao próximo, um amor isento de conotações sexuais, de segundas intenções, de malícia e de interesses pessoais.
Em grego, havia palavras diferentes para designar os vários tipos de amor●”Eros” designava os sentimentos baseados na atração sexual, os desejos ardentes;
●”Philos” ou “Philia” designava o amor que sentimos pelos familiares e amigos;
●”Storgé” designava os afetos mais benéficos, especialmente a afeição dos pais aos filhos;
●”Agapé” designava o amor incondicional, baseado emcomportamentos e pela escolha, sem esperar nada em troca.
Nos três primeiros, trata-se de sentimentos entre pessoas.
Mas em ágape trata-se de um comportamento, e não de um sentimento.
Ágape éuma forma de amor que nos leva a um comportamento em relação ao “inimigo”: nós o enxergamos como irmão, como filho do mesmo Deus que nos criou e criou tudo que existe;percebemos que também podemos falhar com os outros, e isto nos ajuda a perdoar a quem nos feriu;então, escolhemos nos libertar daquele relacionamento negativo, pelo autoperdão, e doando perdão a quem nos feriu, para seguir em frente― sem nos determos nos sentimentos de vingança, sem alimentar o ódio etc. Não significa que vamos amar ao inimigo da mesma forma que amamos àqueles que nos amam e nos fazem bem― porque isto, no mínimo, seria uma grande incoerência e ou um sinal de hipocrisia...
Tal crença faz também com que a pessoa seja capaz de amar e perdoar a si mesma― antes de qualquer coisa, porque é impossível que alguém doe aquilo que não tem... Em primeiro lugar, o ofendido precisa perdoar a si mesmo por ter-se envolvido naquele relacionamento. Compreender que pode ter falhado na escolha do parceiro, iludindo-se a respeito do outro, confiando demais etc. Caso tenha falhado, é importante que se perdoe e prossiga na sua caminhada, curando-se e abrindo-se para novos relacionamentos. Isso equivale a deixar para trás a ofensa, a traição, a mentira, a maldade etc.―não perder mais tempo com planos de vingança, desforra, nem ficar esperando que o outro se retrate. Portanto, e acima de tudo, o perdão nos liberta de uma situação negativa.
Finalmente, ao reconhecer em si mesmo a possibilidade de falhar, automaticamente a pessoa estará a meio caminho de perdoar as faltas dos outros.
Na teoria, tudo isso é muito bonito. Mas, e na prática, será assim tão fácil? Nem sempre...
O ser humano tem a tendência de se cobrar muito, de exigir perfeição em tudo o que faz. Ou, num outro extremo, cobra isso dos outros.
Outro pontoquando alguém nos ofende ou prejudica, nem sempre temos a coragem de olhar aquilo de frente. Às vezes é mais “confortável” não encarar a dor da traição, fazer de conta que não aconteceu. Então a pessoa diz que perdoou, mas nunca esquece...
É muito importante que a gente consiga avaliar a dor da traição, da mentira ou do engano. Porque ela pode trazer à tona dores mais antigas que estavam adormecidas em nós, dando uma dimensão exagerada ao que de fato aconteceu.
Para que essa dor vá embora, precisamos encará-la, medir “o tamanho do estrago”, e isto exige coragemÉ mais fácil correr logo para outro relacionamento― sem enfrentar “o luto” da perda do antigo amor ou da antiga parceria (de amizade, de trabalho etc.). É uma forma de se fugir do sofrimentoSem perceber, às vezes colocamos aquilo “debaixo do tapete” e vamos em frente, como se não tivesse importância. Mas tem! É importante enfrentarmos essa dor, antes de se falar em perdão.
E se, por exemplo, a pessoa sempre atrai relacionamentos ruins, ela vai precisar refletir sobre as razões disso. O quê abriu as portas pra que aquilo se repetisse na sua vida? Houve excesso de confiança? Falta de confiança? Carência excessiva? Mas se ela não tiver amor próprio e autoconfiança, será difícil que pare e reflita a respeito. Reconhecer que falhou exige humildade, exige também a capacidade de se perdoar. Porém, sem que isto aconteça, como irá perdoar o outro e evitar novos episódios negativos?
O perdão não pode ser automático, nem da boca pra fora. Somos humanos, e não anjos... Estamos lidando com o emocional e o mental humano, coisa muito delicada. Não é uma brincadeira, nem algo que se resolva num passe de mágica. É preciso ter calma, arranjar um tempo para refletir. Depois, vamos precisar de determinação para mudar e melhorar internamente, aumentando nossa autoestima, para então atrair coisas e situações mais positivas e sermos capazes de atitudes fraternas.
O perdão para si mesmo e o perdão para o outro são duas faces da moeda do amor, que precisamos encontrar em nossa caminhada. Ninguém pode fazer isso por nós. Ninguém pode nos doar aquilo que somente nós mesmos podemos descobrir que precisamos.
Vamos dar um tempo pra nós mesmos, nos doar carinho e compreensão. Precisamos nos cuidar. Só então teremos habilidade para lidar de forma equilibrada com os outros e com aquilo que eles têm a nos oferecer.
Este é um exercício para uma vida inteira. Não podemos ter pressa. O caminho
pode não ser muito fácil, mas é necessário para o nosso crescimento.
Nesse meio tempo, pode acontecer de precisarmos de ajudaum tratamento psicológico, um tratamento médico específico (homeopatia, psiquiatria etc.), técnicas e terapias de relaxamento, entre outros. Tais recursos existem, então por que não procurá-los, caso haja necessidade?
Ao mesmo tempo, podemos buscar o auxílio da nossa religião, ou da filosofia que adotamos, para um apoio espiritual/espiritualista sempre importante. Os chamados passes magnéticos e a água fluidificada podem nos ajudar. Da mesma forma, a prática da oração, da meditação, a repetição de decretos e mantras― que trabalham o nosso campo magnético e, ao mesmo tempo, ocupam o nosso consciente e limpam o inconsciente, evitando que idéias negativas fiquem se repetindo e contaminando a nossa mente e o nosso estado emocional.
Não somos apenas corpo. Somos espírito, mente e corpo. Precisamos nos cuidar em todos esses aspectos.
Libertar nosso espírito de impressões negativas alivia a mente. Com o espírito e a mente aliviados, nosso corpo igualmente se liberta. Esta é a condição desejável para uma vida mais plena e feliz. Hoje, inclusive, há evidências científicas de que muitas doenças são provocadas pela retenção de mágoas, de sentimentos e pensamentos negativos. Então, vamos nos cuidar!
Além disso, melhorando a nós mesmos, também melhoramos o mundo.
Como dizia Gandhi: Não é preciso entrar para a história para fazer um mundo melhor. Se um único homem atingir a plenitude do amor, neutralizará o ódio de milhões”.

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