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terça-feira, 29 de abril de 2014

O que significa “fechar o corpo”?


Para entendermos como é feito, como funciona, e qual o objetivo do “fechamento de corpo”, é necessário antes que tenhamos uma pequena noção sobre o funcionamento fluídico de nosso corpo perispiritual, no qual o “fechamento” (ou “cruzamento”) se processa.

Sabemos que o nosso corpo psicossomático exterioriza e reflete os mais íntimos registros contidos no mundo mental do espírito.  Esse processo é feito por intermédio do corpo perispiritual, o elo reponsável pela incessante comunhão fluídica entre o espírito e o corpo físico.  Esse elo, assim, tem a função de transmitir todas as sensações do espírito para o corpo físico e do corpo físico para o espírito.  Por isso, consideramos esse veículo psicossomático, o perispírito, como sendo a estrutura mental de nosso corpo terreno.  O corpo terreno é, então, apenas o reflexo desse nosso psicossoma, onde se encontra toda a nossa estrutura fluídica.  O espírito utiliza-se do veículo fisiológico (corpo material) e do perispírito (corpo espiritual) como instrumentos para sua evolução nos diferentes estados materiais em que experimenta durante sua jornada.  Esses estágios em planos materiais são essenciais para a reestabilização, resgate e desenvolvimento do espírito.

O elo entre o corpo material e o perispírito se dá através dos chacras (também chamados “plexos”, “centros de força”, “centros energéticos”, ou “rodas da vida”).  Os chacras são centros vitais com as funções de nutrir o corpo físico com as energias geradas principalmente por nosso mundo mental e de reger, assim, o funcionamento de nossos órgãos.  Dessa forma, a maioria das nossas deficiências se encontram registradas em nosso corpo psicossomático, o qual as entidades (espíritos) utilizam como veículo para realizar cirurgias e reparos energéticos. Através da mente desequilibrada, enfraquecemos nossos chacras e permitimos a instalação da doença, ou seja, o mal funcionamento de nosso sistema.

Espíritos bons se utilizam de nosso campo espiritual para realizarem tratamentos magnéticos ou de outra espécie; da mesma forma, espíritos inferiores, atraídos por nossa sintonia, podem estabelecer uma comunhão entre eles e o espírito encarnado.  Nessa comunhão, o obsessor passa a ser um parasita, nutrindo-se de nossos centros vitais e gerando desânimo, falta de energia, irritação e vários outros sintomas decorrentes de nossa falta de vigília.  Essa ação é conhecida como “vampirismo”, uma vez que o espírito literalmente “suga” as nossas energias através de sua instalação em nossos chacras.

Como vemos, os nossos pensamentos refletem as nossas emoções, as quais, por sua vez, refletem o nosso estado fisiológico.  Nós sempre estaremos mergulhados no mundo mental que emitimos, no qual a semeadura é opcional, mas a colheita é obrigatória.  Nos diz Emmanuel que tudo no universo é sintonia e que tudo se encadeia na vida segundo as origens dos nossos sentimentos, idéias, palavras e ações.  Por isso, chegamos à conclusão de que, para a reparação de nossos males físicos, urge que antes nos reeduquemos mental e emocionalmente. Existem espíritos com conhecimentos relacionados à manipulação de nossas energias e, infelizmente, vários magos antigos ainda se encontram arraigados no prazer de causar danos e empregar seus feitiços, bastando que alguém lhes forneça a vitalidade para isso.  Quando uma força desse nível é canalizada para alguém e o espírito envolvido possui conhecimento de tal manipulação, a vítima se torna impotente, visto que a ação da força é independente do estado emocional da vítima.

Pelo respeito ao livre-arbítrio, o mal é permitido mas sempre convertido em produção e crescimento.  O fechamento de corpo é uma imantação de nossos centros de força que impede a ação de tais espíritos.  Ao magnetizar os centros de força do médium, a entidade cria em volta deles um “escudo protetor”, o qual protege o médium sem desrespeitar a lei das sintonias, visto que o médium continua sujeito às conexões e afinidades que ele mesmo cria através de seu campo mental.

Seu Zé Pelintra nos informa que, através do fechamento do corpo, ele pode nos livrar de tudo, menos de nós mesmos.  Por ser um grande magnetizador e conhecedor da máquina fluídica que envolve o ser humano, Seu Zé Pelintra se utiliza do magnetismo de ervas, imantação solar e lunar e magnetismo de alguns cristais para o fechamento do corpo.  Além dessas fontes, Seu Zé Pelintra também se utilizada do magnetismo gerado ao nível planetário (Terreno), uma vez que a cerimônia de fechamento de corpo é feita em um momento de grandeza energética no planeta, a Sexta-feira Santa.

Devemos, assim, estar conscientes de que, ao passar pelo fechamento de corpo, não estamos livres das sintonias que atraímos.  Se soubermos, no entanto, nos utilizar da carga energética adicionada em nossos plexos, poderemos dinamizar a nossa vitalidade em um potencial assustador, uma vez que os nossos chacras estão em perfeito funcionamento devido à imantação.

O fechamento de corpo objetiva preparar o médium para o tipo de trabalho que a Seara se propõe.  Para a Seara, são atraídos milhões de espíritos para tratamento, muitos dos quais sofrem, precisamente, do tipo de influência que relatamos acima (vampirismo).  Quando envolvidos nesses tratamentos, os médiuns preparados não absorvem as energias desses espíritos durante os trabalhos de “descarrego” feitos por exus.  Os guias da Seara nos informam que os trabalhos “pegam pesado” e, assim, se referem justamente aos trabalhos nos quais são direcionados para a Seara espíritos algemados às manipulações energéticas de natureza inferior, ligados a desafetos anteriores que ainda refletem em suas vidas.  Através do tratamento de tais espíritos, os manipuladores da matéria que trabalham na Seara vêm libertando, dia após dia, centenas de espíritos, aumentando, assim, o número de colaboradores e afetos desse imenso trabalho desenvolvido pela Seara de Caridade Caboclo Tupinambá.




segunda-feira, 28 de abril de 2014

​Sete Linhas da Umbanda


Ao contrário do que muitos pensam as Sete Linhas de Umbanda Sagrada não são sete Orixás. . Mas o que são então? São as Sete Irradiações de Deus, já há muito tempo conhecidas pela humanidade, ou não é verdade que nos deparamos com a tradição dos “sete raios”, veneração ao “Setenário Sagrado”, uso magístico das “Sete chamas Sagradas”, “Sete Cores do Arco- íris, “Sete Chacras” etc. Cada um afinado em uma das sete vibrações originais.

Assim são as Sete Linhas de Umbanda, são Sete Irradiações Divinas que se projetam e recobrem todo o nosso planeta formando sete telas planetárias que estão em tudo e em todos os lugares ao mesmo tempo. Cada uma delas assume uma qualidade, uma essência e um elemento.

E o que vemos é que cada Orixá que tem também sua qualidade e seu elemento se assentam nestas Sete Linhas de Umbanda de tal forma que para cada linha temos dois Orixás Maiores, um masculino e um feminino a nos irradiar o tempo todo estas qualidades Divinas onde:

Primeira linha : Linha da Fé (Cristalina) onde os Orixás Oxalá e Oyá a irradia;

Segunda Linha: Linha do Amor (Mineral) onde os Orixás Oxum e Oxumaré a irradia;

Terceira Linha: Linha do Conhecimento (vegetal) onde os Orixás Oxóssi e Obá a irradia;

Quarta Linha: Linha da Justiça (Fogo) onde os Orixás Xangô e Iansã a irradia;

Quinta Linha :Linha da Lei (Ar) onde os Orixás Ogum e Egunitá a irradia;

Sexta Linha : Linha da evolução (Terra) onde os Orixás Obaluaiyê e Nanã a irradia;

Sétima Linha: Linha da geração (Água) onde os Orixás Yemanjá e Omulu a irradia.

E da mesma maneira que os nossos Orixás se assentam nestas Linhas todas as outras Divindades também, pois se Oxalá irradia a Fé, do mesmo modo também a irradia o Deus Apólo dos Gregos, o Deus Amom-Rá dos egípicios, o Khrishina dos hindús e de forma intermediária nosso Cristo Jesus ou Maytréa só para comentarmos esta linha de Umbanda.

 Espero ter esclarecido um pouco o que realmente são as Sete Linhas de Umbanda Sagrada. Parece complicado mas com atenção e amor irão entender melhor.

 √ POR ALEXANDRE CUMINO

domingo, 27 de abril de 2014

sábado, 26 de abril de 2014

Os Espíritos constituem um mundo à parte, fora daquele que vemos?



“Sim, o mundo dos Espíritos, ou das inteligências incorpóreas.”

É comum ver alguns espíritas afirmarem que os espíritos errantes vivem apenas no espaço, nos mundos físicos, ao lado dos encarnados. Como podem ver na questão 84, 85 e 86, do Livro dos Espíritos, essa afirmação não está correta. Vamos ver porquê:

Segundo o Espiritismo existe apenas dois elementos gerais no universo, matéria e espírito, e acima de tudo Deus, o criador de todas as coisas. Deus, espírito e matéria constituem o princípio de tudo o que existe, a trindade universal. 

O fluido cósmico universal é a matéria elementar primitiva, cujas modificações e transformações constituem a inumerável variedade dos corpos da Natureza. Como princípio elementar de tudo que existe, ele assume dois estados distintos: o de eterização ou imponderabilidade, estado natural do mundo dos Espíritos, e o de materialização ou de ponderabilidade, estado que corresponde ao mundo corpóreo, material, ou seja, o mundo dos encarnados, o nosso Universo material, visível e tangível.

Desse modo, a diferença entre o mundo dos espíritos e o mundo dos encarnados está apenas no grau de modificação desse fluido. 

Imaginem, por exemplo, um oceano imenso, sem fim. Esse oceano seria o Fluido Universal, o fluido que constitui tudo que existe. Agora imaginem que em algum lugar desse oceano o Fluido Universal começou a condensar, compactar. Essa condensação deu origem ao mundo material tangível, o Universo físico onde nós estamos.

Observem essa imagem desse iceberg. O mundo material seria a parte formada pelo gelo, a parte condensada; e o mundo espiritual a parte não condensada, a água. Notem que se o gelo derreter ele volta a ser água, da mesma forma que se a matéria tangível perder suas propriedades de ligação atômica, volta para seu estado normal e se junta ao Fluido Universal.

A pureza absoluta, da qual nada nos pode dar ideia, é o ponto de partida do fluido universal; o ponto oposto é o em que ele se transforma em matéria tangível (Iceberg). Entre esses dois extremos, dão-se inúmeras transformações, mais ou menos aproximadas de um e de outro. 

Do ponto inicial de condensação ao ponto máximo de condensação forma o estado dos mundos físicos, tanto dos mundos mais superiores como dos mundos mais inferiores, como a terra. Os mundos superiores são os mundos mais próximos do estado normal e etéreo do Fluido Universal, ou seja, do seu estado Puro; e os mundos inferiores estão mais distantes, pois quanto mais distante mais condensado, mais material. 

Resumindo: Quando mais purificado é o mundo, mais ele se aproxima do estado puro de Fluido Universal, e quanto mais material, mais ele se afasta. Todos os mundos físicos, por mais grosseiros que sejam, um dia se tornará tão puro que sua massa se confundirá com o Fluido Universal, e um dia voltará ao Fluido Universal para dar origem à novos mundos materiais. 

O estado puro do Fluido Universal, o estado que não sofreu nenhuma transformação material, é onde vive os espíritos, isto é, é o mundo dos espíritos (L.E q.84). Na imagem acima, seria a parte líquida do Oceano. 

Mas os espíritos estão por toda parte, povoam infinitamente os espaços infinitos, isto é, tanto os mundos físicos como o mundo dos espíritos, pois é incessante a correlação entre ambos, uma vez que um sobre o outro incessantemente reagem, como podem ver na imagem do iceberg: como o gelo é formado de água, a água pode atravessar tudo, da mesma forma que toda a matéria física, tangível, visível é apenas o fluido Universal em seu estado condensado, que também atravessa tudo. Como os espíritos podem atravessar a matéria, nem todos, porém, vão a toda parte, pois há regiões interditas aos menos adiantados. Pois os Espíritos inferiores não podem suportar o brilho e a impressão dos fluidos mais etéreos.


Se o mundo corporal deixasse de existir, o que aconteceria era apenas a matéria tangível voltar para o seu estado normal, fluídico, como por exemplo, o Iceberg da imagem voltaria a ser água. Por essa razão que o Mundo dos espíritos preexiste e sobrevive a tudo, pois a matéria apenas mudaria de estado e voltaria a seu estado normal, não prejudicando em nada o mundo dos espíritos. 



84. Os Espíritos constituem um mundo à parte, fora daquele que vemos?

“Sim, o mundo dos Espíritos, ou das inteligências incorpóreas.”

85. Qual dos dois, o mundo espírita ou o mundo corpóreo, é o principal, na ordem das coisas?

“O mundo espírita, que preexiste e sobrevive a tudo.”

86. O mundo corporal poderia deixar de existir, ou nunca ter existido, sem que isso alterasse a essência do mundo espírita?

“Decerto. Eles são independentes; contudo, é incessante a correlação entre ambos, porquanto um sobre o outro incessantemente reagem.”

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Salve as almas!

Hoje eu resolvi falar dos nossos amados pretos velhos na Umbanda. 

Como não sentir-se bem após uma longa conversa com as entidades dessa linha? Como não sentir-se bem após um passe, uma oração, um benzimento PODEROSO desses velhinhos? 

Sempre com suas consultas repletas de humildade, paciência, eles estão sempre dispostos a ajudar quem necessita. Estão sempre dispostos a ver seu protegido feliz! Com seu cachimbo ou cigarro de palha, café ou vinho, seu rosário, figas, breves, mirongas, eles querem sempre ver seu protegido feliz ! 

Vou falar um pouquinho de alguns velhinhos que conheci:

Pai Joaquim: O pai joaquim que conheci, trabalhava mais com passes e mironga com ervas. Era de poucas palavras, sério, mas me lembro de ter sorrido pra mim quando lhe entreguei um galho de arruda para ele me benzer.

Pai João: tive contato com o pai João apenas uma vez, porém me falou coisas valiosas. - falou bastante ! rs

Pai Mané: esse foi o preto velho mais "arretado" que conheci. Falava muito e dizia a verdade na lata para todos seus consulentes! rs Muito mirongueiro também, sempre passando banhos, misturas, benzendo. Tenho o maior carinho por esse "veio arretado".

Pai Antônio: tive contato apenas uma vez, também. Lembro dele me rezar e pedir para eu rezar junto com ele. Foi bem bonito.

Pai Cipriano: esse velho tem mironga! Uma vez ele me olhou e disse: "o fia! se oce num tomá juizo, esse veio puxa ocê pelas oreia e te dá uns tapa! Eu respondi: mas vovô, guia de luz não pode bater... E ele falou: Intão num toma juizo não pra ocê vê si num bate!" 

Pai Benedito: eu sou suspeita pra falar, pois sou apaixonada por ele. Ele já me deu muito colo pra chorar, muito conselho pra seguir, bronca então nem se fala. Mas com um abraço tirou meus medos, me deu coragem, força e direção. Conheço dois Beneditos especiais e um ponto em comum entre os dois é sua forma de falar, falar e falar!

Vó Cambinda: conheci cambindas diferentes em seu jeito. Uma é alegre, fala muito, gosta de dançar e a outra mais fechada, embora falasse muito também, porém com um jeito mais doce.

Vó Maria Conga: mesmo sem te-la em minha coroa, sou filha de Maria Conga. Também conheço mais de uma diferentes em seu jeito, uma sendo mais fechada que a outra, mas com o ponto em comum conselhos maravilhosos e rezas poderosas.

Vó Catarina: todas que conheci, com um jeito doce peculiar de falar. Tenho a maior devoção por essa velha. Um ponto importante é que as 3 vovós catarinas que eu conheci, suas médiuns eram filhas de Iemanjá. 

Tia Luzia: comecei a ter contato com essa preta velha há pouco tempo, mas suficiente pra me encantar. Essa descobre os segredos na fumaça, trabalha muito com ervas e tem a maior paciência pra ensinar. Adoro ela!

Vó Rita: deixei por último, pois é a preta velha da minha coroa. Nosso contato é todo em sintonia. Sei quando ela está me observando, me testando, enfim... tenho a maior confiança no amparo que ela me dá, pois foi me provando isso com o passar do tempo. Dizem ela gosta de ganhar terços, pois diz que sempre alguém vai precisar. Por isso quando ela não ganha, eu nunca deixo faltar em sua sacola. 

Esses são alguns dos Pretos-velhos que conheço e sua forma de trabalho. Sente na frente de um preto velho e se deixe levar por sua sabedoria ! Ouça, aprenda, pergunte... sei que eles estão sempre de prontidão pra ajudar!

Vou passar uma oração pra vocês, espero que seja útil como é na minha vida.

"Eu, (nome), tenho sorte, muita sorte, e nada temo, pois sou filha do Pai todo poderoso. Creio nos ensinamentos de Jesus Cristo e na santíssima cruz. Creio na boa aventura da Virgem Maria Santíssima e em todos os santos e anjos do céu e de terra nas santas almas benditas. Assim seja."

Salve as almas! 

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Jesus Cristo - Mestre Asceno e Instrutor do Mundo



JESUS ENTRE OS 12 E OS 30 ANOS


Os Cristãos foram privados de conhecer os mais importantes anos da vida de Jesus. Ninguém sabe de que forma ele se preparou para sua Missão. É totalmente desconhecido seu esforço e dedicação, nos estudos, sua humildade e disciplina.
Jesus nasceu no ano 8 antes de Cristo. Aos dois anos foi levado para o Egito, do Egito foi levado por seu tio, navegador – José de Arimatea, às Ilhas Britânicas onde os Druídas tinham uma Universidade.
Depois que Jesus fez 12 anos, seu pai – José fez a passagem e seu tio José de Arimatea, tomou conta dele.
Depois do 12 anos ele foi para o Oriente Médio. Dos 14 aos 28 anos, passou no Mosteiro de Hims, no Himalaya – Nepal, onde estudou com os Monges budistas, atingiu o domínio da língua Nepale e estudou também os Vedas.
Foi um crime dos ortodoxos esconderem este exemplo de vida, dedicação e estudo das leis cósmicas. É uma mentira dizer que Jesus nasceu pronto, nasceu Deus, embora ele já tivesse uma alma muito evoluída e preparada para esta grande missão na Galiléia.
Jesus esteve também em Luxor, estudando com os Mestres e ao chegar, já com muito conhecimento, disse humildemente: “Quero começar do princípio”
De 27 a 28 anos ele deixou o Mosteiro de Hims e foi pregando pelo Caminho. Aos 29 anos retornou à Palestina.
Para aqueles que desejam saber mais sobre esta fase da vida do Mestre, leiam o livro: "Os anos ocultos de Jesus" – escrito por Elisabeth Clare Prophet, da Editora Record.


A MISSÃO DE JESUS

Após 2000 anos, a humanidade começa a perceber que a missão de Jesus, até agora, não foi compreendida. É da maior relevância que todos os cristãos, judeus, mulçumanos, hinduístas e membros de todas as religiões entendam a missão de Jesus.
Ele veio trazer luz, sabedoria, conhecimento e exemplo, para todos os filhos de Deus, não importa qual seja a raça, cor ou religião.
A crucificação Dele é vista como sacrifício, a missão como única e sua filiação divina como maior do que todas as outras, enquanto que para Deus, todo filho é um com o Pai; Deus não tem filhos favoritos.
O “caminho da cruz” é relativo ao encontro entre Deus e o homem que está no processo de atingir a perfeição e a ascensão na Luz, tal como Jesus atingiu.
A senda que leva à Deus não é um sacrifício, mas sim um sagrado ofício, um sacramento.
No final do Evangelho de João ele diz: “Se todas as palavras que Jesus disse forem escritas eu suponho que o mundo não seria suficiente para conter todos os livros”.
Atos: "Jesus ensinou seus discípulos por 40 dias após a ressurreição sobre coisas do Reino de Deus. Essas coisas que Jesus falou a seus discípulos não foram transmitidas. Os mistérios não foram ensinados."
É esse conhecimento que as Igrejas ortodoxas suprimiram. Princípios importantes da lei cósmica que são verdadeiras chaves para a compreensão dos ensinamentos.
No Evangelho de Marcos, lemos que Jesus falava em parábolas com a multidão, mas que expunha todas as coisas para seus discípulos quando estavam a sós, ele não tinha mistérios para seus apóstolos e, no entanto este conhecimento foi negado á humanidade.
O Mestre Ascenso Jesus Cristo, o avatar da Era de Peixes, O Príncipe da Paz, O Verbo Encarnado, aquele que personificou o Cristo universal deveria ter sido seguido pelas crianças de Deus na dispensação de 2000 anos da Era de Peixes.
Aquele que realizou a plenitude do Cristo pessoal veio revelar o Cristo pessoal a toda à humanidade e mostrar as obras do Pai.
Jesus veio ensinar-nos o caminho do Cristo encarnado, não apenas em si mesmo, mas como herança de todo filho e filha de Deus que seguir Seu exemplo.

EU SOU – Deus em mim é o caminho, a verdade e a vida.

EU SOU O QUE EU SOU – Deus que habita em cada coração é o caminho, a verdade e a vida.

 Cristo em grego significa “Ungido”. Todo filho de Deus é ungido e sacralisado com a luz do Cristo, como uma semente embrionária de divindade.

Esta foi a sua missão. Mostrar à humanidade como agir para expandir a luz e personificar o Cristo Universal.


O MISTÉRIO DO CORPO DE DEUS

Jesus pegou um pão, uma totalidade, e o quebrou dizendo: “Tomai e comei deste pão, é o meu corpo e o deu a seus apóstolos”. Jesus deu um pedaço de pão, uma porção do seu corpo, (do corpo do Cristo; o Cristo é a luz que Ele representa) a cada um de nós. E uma vez um uma vez um, uma vez um é sempre um. Ou seja, o corpo do Cristo Universal que Jesus personifica é um e flameja latente também em nosso coração. É uma semente de luz, amor e sabedoria esperando o desenvolvimento que virá através de nosso trabalho.
Jesus não veio para condenar, mas para que o mundo, através dele pudesse ser salvo.
Quando o indivíduo purifica sua mente e emoções, seu corpo e alma, ele começa a expandir sua própria luz e a elevar sua consciência crística.
Com o auto-aperfeiçoamento ele passa à reconhecer seu Cristo Interior, reconhece também o Cristo em Jesus e em seus próprios irmãos.
Jesus disse: “Àqueles para quem eu vim não me reconheceram e àqueles que me reconheci eu os tornei filhos de Deus.”
Vemos assim, que as crianças de Deus que percebem a cristicidade, passam pela iniciação para tornar-se Filhos de Deus. Isto nada tem a ver com idade cronológica; é uma questão de maturidade e evolução da alma.
Uma pessoa de sessenta anos pode ser criança de Deus, enquanto outra de doze pode ser filho de Deus. Existe uma Senda Iniciática pela qual você pode caminhar, para receber a iniciação diretamente de Jesus.
Jesus revelou ensinamentos secretos para àqueles que estavam preparados para receber e serem moldados. Deus só transmite a compreensão de seus mistérios àqueles que ao receberem, aceitam ser transformados e assimilam o mistério, que comem e bebem do corpo do Pai, que irão tornar-se neste corpo, e transformar-se através desse conhecimento.
Em outras palavras, aqueles que aceitam a alquimia de Jesus Cristo, recebem os mistérios de Deus.
Jesus prometeu que o confortador viria e ensinaria todos os mistérios. Não há limite para esta promessa. A salvação não é conquistada somente através da fé, mas sim do conhecimento e do trabalho.

“A Fé sem o trabalho é morte”, diz a Escritura. Por isso dizemos que aquela frase “aceite Jesus em seu coração e será salvo” é um grande equivoco. Não basta isso, é preciso conhecer a lei, seguir os mandamentos, orar, servir a vida.

É preciso seguir os ensinamentos de Jesus, seu exemplo de trabalho, fé e humildade. Perdoar como Ele perdoou. Amar como Ele amou. Respeitar ao próximo, assim como ele respeitou.

O livro “Imitação de Cristo” ajuda imensamente a seguir seus passos. Ele dizia Siga-Me. Devemos fazer o que Ele fez e chegar a Ascensão como Ele chegou, passando antes por todas as iniciações que Ele passou.

Querendo ou não, nós passamos por estas iniciações. O importante é acelerar nosso desenvolvimento espiritual ao invés de ficarmos entalados no mesmo nível, por resistência à mudança ou por falta de um pouquinho de esforço. Resistência à mudança é sinal de dor. É melhor adaptar-se rapidamente a cada nova situação.

Quando sofremos dor física, emocional ou mental é hora de refletirmos:

" - O que esta dor está querendo me dizer? Preciso mudar minha forma de pensar, reformular conceitos, mudar padrões de pensamento, de comportamento; Preciso evoluir, dar um passo à frente. . ."

" - Amado EU Superior, mostre-me exatamente onde, e o que, mudar"

Jesus disse: “Sem mim você nada pode fazer”. Ele é a encarnação do Filho de Deus. Ele é a Palavra encarnada. Ele é a encarnação do EU SOU O QUE EU SOU. Ele atingiu a totalidade de todos os níveis.
Assim quando Jesus afirma: “Eu”, Ele não está falando de Jesus como um ser humano, mas sim do divino, do Cristo, pois todo o divino está integrado com ele, ele fala da luz que está nele. Esta mesma luz, embora embrionária, está em você também.

Ele diz: “O homem não pode viver só de pão, mas de cada Palavra que procede da boca de Deus”.

A SEGUNDA VINDA DE JESUS

Devemos procurar aprender a origem da chama de Deus, como ela é distribuída nos 7 planos do ser, e o que devemos fazer para segurar o equilíbrio para que esta chama se mantenha acesa.

Só assim nos tornaremos seres centralizados e capazes de direcionar esta luz para todos. Esta é nossa meta como místicos que somos.
Jesus disse: “A não ser que você coma a carne e beba o sangue do filho de Deus, a vida não estará em você”. A carne simboliza o corpo do Cristo (a luz crística, energia) e o sangue simboliza o mistério do Cristo Universal.
O filho de Deus é o Cristo, é a Palavra encarnada, o Verbo. O Cristo universal é uma Luz e nós não podíamos entender essa luz; Jesus veio personificar esta Luz, encarnar aqui na Terra a Luz Crística.
Ele veio nos mostrar como devemos fazer para incorporar esta luz. Comer da carne (luz) do Cristo é aprender a caminhar, falar e agir carregando esta luz.
Beber deste sangue é incorporar o conhecimento da lei, seguir os mandamentos, saturar os chakras com a luz, através da invocação da repetição de mantras e invocações da Chama Violeta para alinhar-se com a Vontade do Pai.
A mesma luz que pulsa no coração de Jesus pulsa latente no coração de cada um dos filhos e filhas de Deus aqui na Terra. É preciso desabrochar esta luz, até que ela tome conta de nosso ser. Seguir Jesus significa passar pelas iniciações que Ele passou até tornar-se Cristo como Ele tornou-se. Deixar de ser criança da Luz e buscar as iniciações de Filho de Deus.
Devemos passar pela iniciação do Ritual da Ascensão e assim nos unificarmos a Deus, e ouviremos um dia aquela frase do Pai: “Este é o meu filho muito amado em quem Eu me comprazo”.

JESUS E OS 12 APÓSTOLOS

Este é o momento da Segunda vinda de Jesus. Está escrito que ele viria em nuvens de glória. As nuvens de glória simbolizam a Grande Fraternidade Branca; e a Fraternidade está presente agora no plano físico, por meio dos ensinamentos, das revelações dos mistérios, e principalmente pela Luz que magnetizamos com o correto uso da palavra sagrada.                                

Contudo, Ele não vem em forma física desta vez. Jesus vem no coração dos seus devotos, daqueles que O amam e assim se tornam um cálice, por meio do qual o mestre pode derramar a sua luz no planeta.

Jesus pode atuar e muito através de seus discípulos, aqueles que incorporam a sua luz e seguem seu exemplo.

Em João 14:12 está escrito que Jesus disse: "Em verdade, em verdade vos digo: Aquele que crê em mim, esse também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas; porque eu vou para o Pai;"

Agora Jesus é Ascenso, é divino, é individualizado em Deus, portanto seu poder é infinito e aqueles que estão se unindo a Ele, podem tornar-se o seu instrumento aqui na Terra.

Os ensinamentos dos Mestres Ascensos da Grande Fraternidade Branca estão sendo derramados na Terra. Agora conhecemos os nomes dos seres de luz, Arcanjos, Elohim, Mestres e muito mais... Podemos invocá-los e desta forma eles podem vir libertar a humanidade.

JESUS É NOSSO SENHOR E SALVADOR. DE QUE FORMA? O QUE É SALVAR?

Salvação é o mesmo que auto-elevação. Em inglês: Salvation é o mesmo que Self Elevation. Ele veio ensinar a humanidade à auto-elevar-se, através dos ensinamentos que Ele trouxe, da Luz que Ele derramou e especialmente de seu exemplo.

O Exemplo de fé, de amor ao Pai e obediência à Lei, exemplo de humildade, de muito trabalho, força, coragem, constância, determinação absoluta em seguir sua missão até o fim, completando seu plano divino.

Ele disse: “Meu Pai trabalha até aqui e eu trabalho”.

Nada o impediria de abandonar sua missão. Ele tinha livre arbítrio e poder para decidir no caminho da cruz, quando cruzou com a mãe que tanto amava, podia ali ter desistido, diante da dor e sofrimento que certamente estava estampada no rosto de Maria.

Ele poderia ter pensado: Fui negado, traído, acusado injustamente. Chega. Já fiz muito pela humanidade. Ele tinha poder para escapar dali. Mas não, Ele continuou até o fim. Ele completou seu plano divino e sua missão.
Ele demonstrou que devemos ir até o final, realizar nosso plano divino para podermos atingir a cristicidade e regressar ao Lar, de onde partimos há tanto tempo, que já esquecemos o caminho de volta.
O seu exemplo de vida é um mapa perfeito e completo desse caminho para encontrar o tesouro de poder, sabedoria e amor.
Nós todos temos como ele uma missão a realizar. A missão é dura para todos.
É preciso ultrapassar as barreiras.
É muito importante e uma grande chave, observar e imitar Jesus, suas reações aos testes de sua vida. Como Ele reagiu à traição, às acusações, à injustiça, à pobreza, à chacota, ao demônio, à violência, ao peso da cruz, às quedas. . . e quando seu coração foi rasgado.
Nós passamos ao longo de muitas vidas, por absolutamente todas as iniciações que Jesus passou em poucas horas.
Pare um pouco e pense como você têm reagido às situações desagradáveis do seu dia a dia. Ficou com mágoa, ressentimento, rancor, tristeza, sentimento de vingança, retaliação ou apatia? Ele não. Ele não gastava sua energia com sentimentos negativos.
Você pode dizer: - Ah! Isto era Ele! Não, não, tudo que um homem pode fazer, outro também pode. Tudo que Jesus fez, nós também podemos fazer; se não fosse assim, Ele não teria dito tantas vezes. Sigam-Me, Sigam-Me, Sigam-Me!
O importante não é o que te acontece, mas sim, como você reage aos acontecimentos da vida.
Segui-lo significa agir como Ele agiu, pensar como Ele pensou, falar como Ele falava, perdoar como Ele perdoava, amar como Ele amava, um amor incondicional.
Ele era o Salvador porque Ele segurou nestes 2000 anos o carma planetário, isto é, a energia mal qualificada pela humanidade com ódio, rancor, mágoa, etc. Segurou para que a humanidade aprendesse Seus ensinamentos e estivesse preparada para lidar com o carma, quando fosse à hora do retorno.

A Era de Peixes governada pelo avatar Jesus, está expirando. Esta é a hora. Os 4 cavaleiros do Apocalipse galopam através das Nações derramando o carma planetário. O carma da humanidade que Jesus segurava e agora não pode mais porque a grande Lei não permite.

A dispensação da Era de Peixes está terminando e começando a Era de Aquários. É como um governo que encerra seu mandato e acerta as contas para entregar tudo em ordem para o próximo governante.
Jesus “segurou” o Carma para nós, esta era sua missão, mas não transmutou essa energia, não tinha permissão cósmica para isso. Neste caso estamos nos referindo ao carma negativo que é o resultado do mal uso da energia que Deus nos deu. Isto é de responsabilidade de cada um de nós. Se a humanidade tivesse seguido os ensinamentos e o exemplo de Jesus, não estaria sofrendo tanto agora.

Existe também o carma positivo, que é o retorno da energia bem qualificada, com boas ações e amor.

Em 23 de abril de 1969, começou o retorno do carma no plano emocional, começou o ciclo negro e intensificando mês após mês, ano após ano.

Dia 23 de abril de 1990, começou o retorno do karma no plano físico. Temos que estar preparados, fortalecidos na luz e na espiritualidade prontos para esta luta, para estes momentos difíceis, Deus mandou a Chama Violeta, que é o 7º aspecto do Espírito Santo, a poderosa e transmutadora energia que pode nos libertar de todo o mal.

A chama da Liberdade deve ser invocada diariamente em voz alta, porque a palavra é a espada que corta a maldade. A palavra é o cálice através do qual a luz é derramada e consome as trevas. A poderosa e transmutadora Chama Violeta é a maior dádiva que Deus deu ao homem para reverter às trevas e maldade.

Este ciclo negro é também uma época de grande oportunidade. Os portões estão abertos para a volta à Deus, para a integração com a Luz, para atingirmos a Cristicidade.

Este portão estava fechado para nós, desde a queda da Idade de Ouro, 33000 anos antes de Cristo. Os ciclos começam e terminam. “Quando teremos nova oportunidade?” Quando teremos outra? Jesus tem-nos chamado muito. É nossa vez de responder aos seus chamados.

É hora de limpar nosso coração e dizer:

"Oh! Jesus vem ao meu templo agora!" Mas Jesus continua tendo a dispensação da Lei para atuar através de nós. Podemos ser instrumentos dele. Ele hoje tem mais poder do que no tempo em que vivia na Galiléia. Hoje, Jesus tem muito mais discípulos e eles estão bem mais preparados.

Portanto, veja que cada um pode fazer a diferença para um mundo melhor, tornando-se a taça para o fluir de energia. Se você quiser ser um discípulo de Jesus, limpe e purifique seu coração, procure a auto-elevação para que o Mestre Ascenso possa derramar sua Luz através de você.

Ele disse: “Carregue meu peso, meu peso é Luz”. Carregar a luz traz realmente o peso da responsabilidade. E isto significa estudo, disciplina, equilíbrio mental, emocional, moderação na alimentação e em todas as coisas.

Este trabalho e dedicação são recompensados com muitas bênçãos.

Jesus é nosso irmão mais velho. Temos livre arbítrio e podemos servir a Luz que Ele representa, ou as Trevas da ignorância e cegueira espiritual.

A senda iniciática de Jesus é trabalhosa, de dedicação e abnegação, de grande sacrifício, o sagrado ofício.

A senda do mal parece mais fácil, mas não é. Ela conduz ao sofrimento da alma, à morte e ao inferno que são aqui mesmo.

Dizem os Mestres, que os obedientes à Deus, obedecem a Sua Lei, por amor e respeito. Os seguidores do mal obedecem a falsa hierarquia, por medo e escravidão.

O homem colhe o que semeia.
Atualmente Jesus ocupa o cargo de instrutor do mundo juntamente com o mestre Kuthumi.

O Retiro de Jesus é o "Templo da Ressurreição", no plano etéreo, sobre a Terra Santa.

Podemos pedir ao mestre Jesus que nos leve todas as noites para seu templo, onde nossa alma poderá evoluir enquanto o corpo repousa.

O MISTÉRIO DA CRUCIFICAÇÃO

Apenas o conhecimento intelectual do conceito não traz a compreensão. Se você deseja realmente entender os mistérios divinos, leia, estude, analise e depois, por meio da prece, devoção e da meditação sobre o tema, virá o entendimento trazido pelo Espírito Santo.
Em I Corintios 6.19:20, Paulo, o Apóstolo diz: “Você não sabe que seu corpo é o Templo do Espírito Santo?”
Quando entramos em uma Igreja Católica e percebemos o Santíssimo exposto no Sacrário, nós nos ajoelhamos em reverência. Pois bem, é preciso lembrar que o Santíssimo está continuamente exposto no Sacrário da Câmara Secreta, atrás do chakra do seu coração.
E nós nos esquecemos de reverenciar esta Presença divina, dando-nos vida, no âmago do nosso ser. É a Centelha Divina, Chama Trina ou Santo Cristo Pessoal.
Jesus foi um homem que passou pelos mesmos testes e problemas que nós passamos, todas as dificuldades, toda a roda de encarnações.
Jesus veio com os 144.000 seres iluminados que vieram com Sanat Kumara para salvar a Terra. Entre outras encarnações, ele foi:

- Abel, o segundo filho de Adão e Eva;
- Seth, o terceiro filho de Adão e Eva;
- Um imperador e alto sacerdote em uma Era de Ouro na Atlântida, 33.000 anos AC;
- Um governador na Atlântida, 15.000 anos AC;
- José do Egito;
- Josué, líder dos israelitas depois da morte de Moisés;
- David, rei de Israel;
- Eliseu, o discípulo do profeta Elias;
- Jesus, O Cristo manifestado.

Contudo, na vida em que foi Jesus da Galilea, ele já havia atingido mestria, era um avatar, sem karma negativo ou pecado, Pedro 1:1,19.

Portanto, seu corpo já era um verdadeiro templo do Espírito Santo. Muito mais que isso. Jesus era o Templo da Trindade e da Mãe Divina.
Jesus, iluminado pelo Espírito Santo; Ele era o Pai, o Filho, o Cristo, e era também a Mãe. Ele cuidava das crianças (filhos de Deus) como uma galinha cuida dos seus pintinhos.
Jesus trouxe e segurou a luz das esferas superiores, aqui, neste plano denso da matéria. A sua consciência externa vivia mergulhada na consciência interna do seu Cristo Pessoal.
A simbologia do encontro das duas barras da Cruz representa o encontro entre Deus e o homem. O propósito da crucificação é o Cristo levar à morte o pecado e karma da humanidade.

Quando Jesus entregou-se a este sacrifício, que é um sagrado ofício, ele, crucificou seu corpo-templo saturado de luz, quando derramou seu sangue sagrado e ungido não somente pelo Cristo, mas também pela Mãe e pela Trindade.

Ele derramou uma explosão de luz na Terra. E sua luz expandiu-se por todo o planeta e no coração de todos os que seguissem seu exemplo, em todos os tempos. Era uma tremenda concentração de luz em seu ser que consumiu uma tremenda concentração de karma planetário, abrindo as portas para que todo filho de Deus também tenha a oportunidade de tornar-se o Cristo.

Jesus tornou-se a ovelha sacrificada, João 1:29. A ovelha representa o Cristo. Quando você, por meia hora, ou por uma hora, recita mantras da Chama Violeta, está fazendo um sacrifício, o sagrado ofício, e derramando sua energia, seu sangue, para libertar a humanidade.

A luz que Jesus derramou trouxe equilíbrio de karma em nível planetário. A luz que você derrama, com os mantras e comandos de luz liberta milhares de pessoas.
Jesus aumentou a luz na Terra e você pode ser instrumento dele para continuar este trabalho.
“Todos que o seguirem podem obter a ressurreição da morte” Mateus 19:28.
Isto significa ressurreição da consciência de morte e pecado, o homem pode despertar agora desta mentira que o erro o afastou de Deus.
Deus habita em nossos corações, o Cristo está vivo e aguarda nosso chamado.
O homem deve integrar-se na sua individualidade divina, sua verdadeira realidade.
Com seu sacrifício na cruz, Jesus nos libertou da consciência de morte e pecado e da separação de Deus.
A forma física, feita de fogo, ar, água e terra, não é má. O corpo de pecado que deve ser sacrificado, consumido é o ego humano, o eu inferior, a mente carnal, também chamado de eu inferior, morador do umbral, eu sintético ou irreal. Ele é formado por um conglomerado de mau uso da energia que Deus nos dá.
Pelo livre arbítrio o homem pode optar pela luz ou treva, o bem ou o mal. Estas energias formam véus que o impedem de ver sua realidade divina, sua origem e linhagem.
A nossa verdadeira identidade, criada à Imagem e Semelhança de Deus, é incorruptível e permanece perfeita em nosso interior. O Eu Real é imune às Leis da dissolução e da decadência.
Podemos entregar o nosso eu inferior à Deus, pedindo que o consuma e dia à dia por meio do auto aperfeiçoamento e exercício da Palavra Sagrada, vamos nos livrando dele.
A única morte que deve ser vencida como último inimigo, é a transição antes que a alma tenha cumprido sua missão.
Assumimos um compromisso com o Pai e devemos cumpri-lo até o fim, antes de podermos regressar ao lar, livres da roda viva de encarnações.
Esta é a Segunda vinda do Cristo, Ele deve desabrochar no coração de muitos e muitos filhos da luz; em outras palavras, muitos filhos de Deus, encarnado atualmente, terão a oportunidade única, de manifestarem a totalidade do Cristo.
Com esta segunda vinda do Cristo, vem também o julgamento. Os demônios sabem que para eles é a hora final e atacam os filhos da luz desesperadamente. É preciso proteger e cuidar do corpo físico, pois sem ele não podemos completar nossa missão, servindo nosso corpo como templo sagrado para o Cristo manifestar-se.
Se eles destroem nosso corpo, não podemos atingir a consciência crística. A proteção dos mantras e comandos de Luz para São Miguel, O Arcanjo, Torna-se Imprescindível.
Não creia na mentira que você deve morrer para tornar-se imortal. Para livrar-se do pecado aproxime-se de Deus e Ele se aproximará de você.
A imortalidade deve ser atingida aqui e agora; a transmutadora Chama Violeta pode nos libertar da consciência de pecado e morte. O conhecimento, compreensão e aplicação da Lei, mostram-nos o Poder dado aos Filhos de Deus.
Este texto é uma compilação das palestras de Elizabeth Clare Prophet,  sobre o amado mestre Jesus, feita por Maria Lúcia Vieira.JESUS CRISTO
MESTRE ASCENSO E INSTRUTOR DO MUNDO

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Hoje é dia de São Jorge, Hoje é dia de Ogum!



Ogum, na Umbanda, representa uma das forças da natureza oriundas de Deus, que se manifesta na forma de energia ligada à perseverança, à coragem de vencer demandas, atuando na defesa de toda a natureza, sendo executor da Lei. Sua energia está em todos os lugares.
Por vir representado pelos seus falangeiros, como energia vibrante e enérgica, Ogum é símbolo de atividade, de vigor, de possibilidade de a criatura humana buscar na natureza os recursos para vencer suas fronteiras, físicas e espirituais, revitalizando ou descobrindo sua energia vital, às vezes, nem sempre conhecida pelo indivíduo.
Os pontos cantados para louvar Ogum trazem também essa energia, todos eles ressaltando suas qualidades de bravo guerreiro e vencedor de demandas. É comum vermos nos pontos cantados para Ogum a junção dos vários elementos da natureza sendo louvados quando invocamos seus falangeiros.
Quando o filho de fé invoca o Orixá Ogum, está invocando forças que o levem a lutar e vencer sobre as forças que o querem levar ao declínio, agindo a energia de Ogum como elemento revitalizador que possibilita sua ascensão, sua conquista ao fim desejado. Assim como Oxalá, Ogum também é força, é misericórdia, é socorro.
Ogum vibra sua energia nos Caminhos, nas entradas, sempre vigilante, aplicando a Lei Divina com rigidez e firmeza, conforme a atitude daquele que o leva a agir.
Os falangeiros de Ogum são representados por espíritos guerreiros, de soldados, daí também, advir o sincretismo desse Orixá com São Jorge, no Rio de Janeiro e São Paulo, comemorando-se seu dia em 23 de abril. Na verdade, compara-se Ogum a São Jorge pelas características desse santo guerreiro: São Jorge veste uma armadura de guerra e monta um cavalo branco. Utiliza a lança e a espada para vencer o dragão, que no caso de Ogum, traz o simbolismo de que através de sua coragem e destemor, sua energia é capaz de trazer a proteção necessária para o combate às forças do Astral Inferior, e o dragão representaria a alegoria de que as forças dos espíritos trevosos e obsessores não são capazes de vencer e derrubar seus filhos.
A força de Ogum é representada por sua espada, sua lança, seu escudo (“Ogum quando vem lá de Aruanda, traz uma espada, e uma lança na mão...”), e através do metal de sua espada, Ogum corta o mal e vence demanda do filho que a ele roga sua benção e proteção, mobilizando toda a sua energia para esse caminho.
Ogum atua com todos os elementos naturais: Ar, Fogo, Água, Terra e, por não ter elemento da natureza específico no qual estabelece sua vibração, Ogum atua em todos eles em conjunto com os demais Orixás, trazendo seus falangeiros características dessa vibração de Ogum com a vibração do Orixá que rege outro campo vibratório da Natureza.
Dessa forma encontramos os desdobramentos da energia do Orixá Ogum, sendo que os principais são:
    a. Ogum Megê – Trabalha em harmonia com Omulu, na entrada da calunga pequena (cemitério).
    b. Ogum Rompe Mato – Trabalha em harmonia completa com Oxóssi, na entrada da Mata. Podendo ser cultuado tanto na terça-feira, dia de Ogum, quanto na quinta-feira, dia de Oxóssi.
    c. Ogum Beira-Mar – Trabalha na orla marítima em harmonia com Iansão e Iemanjá.
    d. Ogum Iara – Trabalha na cachoeira em harmonia com Oxum.
    e. Ogum de Lei – Trabalha com as Almas em harmonia com Xangô, Omulu, Oxum e Ogum Iara.
Não se pode deixar de citar, ainda, que dentro desses desdobramentos, encontram-se os desdobramentos destes chefes de linha, como no caso do Ogum Sete Ondas que vem a ser o desdobramento da vibração de Ogum Beira-Mar. E, por conseguinte, os desdobramentos do próprio Ogum Sete Ondas, em Ogum Sete Ondas do Fundo do Mar, da Beira da Praia, etc...
Ogum é responsável pelos caminhos. Se Exu é aquele que abre caminhos, o faz em nome de Ogum, que estabelece a ligação entre os diferentes locais, determinando a atuação de Exu. Por isso mesmo, abrem-se as giras de Exu nos terreiros de Umbanda, pedindo licença à Ogum.
Características dos filhos (arquétipo) de Ogum: De acordo com Pierre Verger, o arquétipo de Ogum é o das pessoas fortes, aguerridas e impulsivas, incapazes de perdoar as ofensas de que foram vítimas. Das pessoas que perseguem energicamente seus objetivos e não se desencorajam facilmente. Daquelas que, nos momentos difíceis, triunfam onde qualquer outro teria abandonado o combate e perdido toda a esperança. Das que possuem humor mutável, passando de furiosos acessos de raiva ao mais tranqüilo dos comportamentos. Finalmente, é o arquétipo das pessoas impetuosas e arrogantes, daqueles que se arriscam a melindrar os outros por uma certa falta de discrição quando lhe prestam serviços, mas que, devido à sinceridade e franqueza de suas intenções, tornam-se difíceis de serem odiadas.

terça-feira, 22 de abril de 2014

A Maravilhosa História de São Jorge

De acordo com registros históricos, por volta do final do século III, São Jorge nasceu na Capadócia, onde atualmente fica a Turquia, ainda criança perdeu seu pai que morreu em combate, sua mãe o levou para a Palestina, onde possuía muitos bens, educando-o de acordo com sua condição para a carreira militar. Da formação militar, que percorreu com dedicação e habilidade, qualidades que levaram o imperador Diocleciano a lhe conferir título de tribuno. Além de sua educação militar, recebeu de sua família a formação cristã, desde sua infância aprendeu a temer a Deus e a crer em Jesus como seu salvador pessoal.
Com a idade de vinte e três anos passou a residir na corte imperial em Roma, exercendo altas funções. Por essa época, o imperador Diocleciano tinha planos de matar todos os cristãos. No dia marcado para o senado confirmar o decreto imperial, Jorge levantou-se no meio da reunião declarando-se espantado com aquela decisão.
Defendeu com tanta ousadia a fé em Jesus Cristo como o "Senhor e Salvador dos homens", provocou a ira do imperador que tentou fazê-lo desistir torturando-o de vários modos. E, após cada tortura, era levado ao imperador, que exigia que São Jorge renegasse sua fé, o que não aconteceu.
Em cada retorno das torturas era uma pregação feita por Jorge que conquistou mais admiração e seguidores dos princípios cristãos. Finalmente, Diocleciano, não tendo êxito em seu plano macabro, mandou degolar o jovem e fiel servo de Jesus no dia 23 de abril de 303.
Verdadeiro guerreiro da fé, São Jorge venceu batalhas contra as forças do mal, por isso sua imagem mais conhecida é dele montado em um cavalo branco, vencendo um grande dragão. Com seu testemunho, este grande santo nos convida a seguirmos Jesus sem renunciar o bom combate.
Todavia, se de São Jorge só possuímos os atos de martírio e mais precisamente de sua paixão, não se pode esquecer que a igreja do Oriente o chama de Grande Mártir e todos os calendários Cristãos o incluem no elenco dos seus Santos. 
São Jorge, além de haver dado nome a cidades e povoados, foi proclamado padroeiro de cidades como: Gênova (Itália), de regiões inteiras Espanholas, de Portugal, da Lituânia e da Inglaterra.
Seguindo, pela evolução dos tempos, a bandeira de São Jorge chega a nossas terras brasileiras, trazida pelos brancos católicos, que ensinaram aos negros escravos e índios a sua história. O negro escravo, que não possuía a liberdade de cultuar seus orixás, associava as qualidades e virtudes dos santos com as suas crenças e fundamentos, portanto devido à bravura, o espírito de guerreiro, determinado em sua fé São Jorge tornou-se Ogum, e assim ficou firmado o sincretismo.

O tempo passou, e num momento do início do século XX, a manifestação do Caboclo das Sete Encruzilhadas, tornou oficial a Umbanda, religião brasileira, o branco, o negro e o índio, como acontece com nosso povo mestiço. A partir desse momento, a visão umbandista alcançou as fronteiras intelectuais, que estudam constantemente iluminadas pelo plano espiritual. 
Fundamentalmente o princípio maior na Umbanda é a prática da caridade material, social e espiritual.
Na Umbanda são consagradas sete linhas que englobam todas as forças cósmicas através da lei das afinidades.
O sétimo raio cósmico de Deus é comandado pelo Arcanjo Camael, que ilumina a Linha de Ogum. 

Linha de Ogum é a Força da Lei Maior:

Chefiada por São Jorge que se divide em sete legiões. 

São elas: 

Ogum Beira Mar (inclusive Ogum Sete Ondas) que faz ronda da beira da praia até o alto mar;

Ogum Rompe Mato participa das energias das matas;

Ogum Megê lida diretamente com a Linha das Almas; 

Ogum Naruê trabalha com toda a sabedoria contra todos os trabalhos de magia negra;

Ogum Matinata defende os campos de Oxalá, seu domínio é o espaço sideral;

Ogum Yara é a falange que ronda os rios, lagos e cachoeiras, tem sincretismo com Santa Joana D'Arc; 

Ogum Delê ou Dilei - esta falange efetua sua ronda sobre o mundo. É a própria lei que liberta-nos das batalhas de diversas encarnações que interferem em nossa evolução espiritual.

A Umbanda une todos os fundamentos em diversas linguagens, mas é a força que reúne seus filhos diante do altar louvando a beleza da fé, que era a afirmação de São Jorge diante de todos os combates contra o mal da intolerância. 
O bom combate é carregar a bandeira do amor respeitando todos os irmãos nos seus princípios de fé.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

sábado, 19 de abril de 2014

O espírita e a Páscoa


O ritual da Páscoa mantém viva a memória da libertação, ao longo de todas as gerações. "Cristo é a nossa Páscoa (libertação), pois Ele é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo" - (João, 1:29).
João usou o termo Cordeiro, porque usava-se na época de Moisés, sacrificar um cordeiro para agradar á Deus. Portanto, dá-se a idéia de que, Deus sacrificou Jesus para nos libertar dos pecados. Mas para nos libertarmos dos "pecados", ou seja, dos erros, devemos estar dispostos a contribuir, utilizando os ensinamentos do Cristo como nosso guia. Porque Jesus não morreu para nos salvar; Jesus viveu para nos mostrar o caminho da salvação.
Esta palavra "salvação", segundo Emmanuel, vale por "reparação", "restauração", "refazimento".
Portanto, "salvação" não é ganhar o reino dos céus; não é o encontro com o paraíso após a morte; salvação é "libertação" de compromisso; é regularização de débitos. E, fora da prática do amor (caridade) de uns pelos outros, não seremos salvos das complicações criados por nós mesmos, através de brigas, violência, exploração, desequilíbrios, frustrações e muitos outros problemas que fazem a nossa infelicidade.
Portanto, aproveitemos mais esta data, para revermos os pedidos do Cristo, para "renovarmos" nossas atitudes. Como disse Celso Martins, no livro "Em busca do homem novo" : "Que surja o homem NOVO a partir do homem VELHO. Que do homem velho, coberto de egoísmo, de orgulho, de vaidade, de preconceito, ou seja, coberto de ignorância e inobservância com relação às leis Morais, possa surgir, para ventura de todos nós, o homem novo, gerado sob o influxo revitalizante das palavras e dos exemplos de Jesus Cristo, o grande esquecido por muitos de nós, que se agitam na presente sociedade tecnológica, na atual civilização dita e havida como cristã.
Que este homem novo seja um soldado da Paz neste mundo em guerras. Um lavrador do Bem neste planeta de indiferença e insensibilidade. Um paladino da Justiça neste orbe de injustiças sociais e de tiranias econômicas, políticas e/ou militares. Um defensor da Verdade num plano onde imperam a mentira e o preconceito tantas e tantas vezes em conluios sinistros com as superstições, as crendices e o fanatismo irracional.
Que este homem novo, anseio de todos nós, seja um operário da Caridade, como entendia Jesus: Benevolência para com todos, perdão das ofensas, indulgência para com as imperfeições alheias."
Por isso, nós Espíritas, podemos dizer que, comemoramos a páscoa todos os dias. A busca desta "libertação" e/ou "renovação" é diário, e não somente no dia e mês pré determinado. Queremos nos livrar deste homem velho.  Que ainda dá maior importância para o coelhinho, o chocolate, o bacalhau, etc., do que renovar-se. Que acha desrespeito comer carne vermelha no dia em que o Cristo é lembrado na cruz. Sem se dar conta que o desrespeito está em esquecer-se Dele, nos outros 364 dias do ano, quando odiamos, não perdoamos, lesamos o corpo físico com bebidas alcoólicas, cigarro, comidas em excesso, drogas, sexo desregrado, enganamos o próximo, maltratamos o animal, a natureza, quando abortamos, etc. Aliás, fazemos na páscoa o que fazemos no Natal. Duas datas para reflexão. Mas que confundimos, infelizmente, com presentes, festas, comidas, etc.
Portanto, quando uma instituição espírita se propõe a distribuir ovos de páscoa aos carentes não significa que esteja comemorando esse dia, apenas está cumprindo o preceito de caridade, distribuindo um pouco de alegria aos necessitados.
Aspectos históricos dos ovos de páscoa
Na Antigüidade os egípcios e persas costumavam tingir ovos com cores da primavera e presentear os amigos. Para os povos antigos o ovo simbolizava o nascimento. Por isso, os persas acreditavam que a Terra nascera de um ovo gigante.
Os cristãos primitivos do oriente foram os primeiros a dar ovos coloridos na Páscoa simbolizando a ressurreição, o nascimento para uma nova vida. Nos países da Europa costumava-se escrever mensagens e datas nos ovos e doá-los aos amigos. Em outros, como na Alemanha, o costume era presentear as crianças. Na Armênia decoravam ovos ocos com figuras de Jesus, Nossa Senhora e outras figuras religiosas.
Os ovos não eram comestíveis, como se conhece hoje. Era mais um presente original simbolizando a ressurreição como início de uma vida nova. A própria natureza, nestes países, renascia florida e verdejante após um rigoroso inverno.
Em alguns lugares as crianças montam seus próprios ninhos e acreditam que o coelhinho da Páscoa coloca seus ovinhos. Em outros, as crianças procuram os ovinhos escondidos pela casa, como acontece nos Estados Unidos.
Antigamente, me lembro, há mais de 20 anos, o costume era enfeitar e pintar ovos de galinha, sem gema e clara, e recheá-los com amendoim revestido com açúcar e chocolate. Os ovos de Páscoa, como conhecemos hoje (de chocolate), era produto caro e pouco abundante.
De qualquer forma o ovo em si simboliza a vida imanente, oculta, misteriosa que está por desabrochar.
A Páscoa é a festa magna da cristandade e por ela celebramos a ressurreição de Jesus, sua vitória, sua morte e a desesperança (Rm 6.9). É a festa da nova vida, a vida em Cristo ressuscitado. Por Cristo somos participantes dessa nova vida (Rm 6.5).
O chocolate
Essa história tem seu início com as civilizações dos Maias e Astecas, que consideravam o chocolate como algo sagrado, tal qual o ouro. Os astecas usavam-no como moeda.
Na Europa aparece a partir do século XVI, tornando-se popular rapidamente. Era uma mistura de sementes de cacau torradas e trituradas, depois juntada com água, mel e farinha. O chocolate, na história, foi consumido como bebida. Era considerado como alimento afrodisíaco e dava vigor. Por isso, era reservado, em muitos lugares, aos governantes e soldados. Os bombons e ovos, como conhecemos, surgem no século XX.