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sábado, 30 de novembro de 2013

Conseqüências do suicídio

“Muito diversas são as conseqüências do suicídio. Não há penas determinadas e, em todos os casos, correspondem sempre às causas que o produziram. Há, porém, uma conseqüência a que o suicida não pode escapar: é o desapontamento. Mas, a sorte não é mesma para todos; depende das circunstâncias. Alguns expiam a falta imediatamente, outros em nova existência, que será pior do que aquela cujo curso interrompeu”.
A observação, realmente, mostra que os efeitos do suicídio não são idênticos. Alguns há, porém, comuns a todos os casos de morte violenta e que são conseqüência da interrupção brusca da vida. Há primeira, a persistência mais prolongada e tenaz do laço que une o Espírito ao corpo, por estar quase sempre esse laço na plenitude da sua força no momento em que é partido, ao passo que, no caso de morte natural, ele se enfraquece gradualmente e muitas vezes se desfaz antes que a vida se haja extinguido completamente. As conseqüências deste estado de coisas são o prolongamento da perturbação espiritual, seguindo-se à ilusão em que, durante mais ou menos tempo, o Espírito se conserva de que ainda pertence ao número dos vivos.
A afinidade que permanece entre o Espírito e o corpo produz, alguns suicidas, uma espécie de repercussão do estado do corpo no Espírito, que, assim, a seu mau grado, sente os efeitos da decomposição, donde lhe resulta uma sensação cheia de angústias e de horror, estado esse que também  pode durar pelo tempo que devia durar a vida que sofreu interrupção. Não é geral este efeito; mas em caso algum, o suicida fica isento das conseqüências da sua falta de coragem e, cedo ou tarde, expia, de um modo ou de outro, a culpa em que incorreu. Assim é que certos espíritos, que foram muito desgraçados na Terra, disseram ter-se suicidado na existência precedente e submetido voluntariamente a novas provas, para tentarem suportá-las com mais resignação. Em alguns, verifica-se uma espécie de ligação à matéria, de que inutilmente procuram desembaraçar-se, a fim de voarem para mundos melhores, cujo acesso, porém, se lhes conserva interdito. A maior parte deles sofre o pesar de haver feito uma coisa inútil, pois que só decepções encontram.
A religião, a moral, todas as filosofias condenam o suicídio como contrário às leis da Natureza. Todas nos dizem, em princípio, que ninguém tem o direito de abreviar voluntariamente a vida. Entretanto, por que não se tem esse direito? Por que não é livre o homem de pôr termo aos seus sofrimentos? Ao Espiritismo estava reservado demonstrar, pelo exemplo dos que sucumbiram que o suicídio não é uma falta, somente por constituir infração de uma lei moral, consideração de pouco peso para certos indivíduos, mas também um ato estúpido, pois que nada ganha quem o pratica, antes o contrário é o que se dá, como no-lo ensinam, não a teoria, porém os fatos que ele nos põe sob as vistas.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Médium responsável é espiritualidade em evolução!


A responsabilidade do médium, como intermediário.

             “Orai e vigiai“, essas são as palavras que alguns de nós ouvimos com frequência. A prece é uma forma de meditação, e vigiar os próprios pensamentos, em busca de aproximar-se do ser equilibrado, livre de qualquer sentimento oposto à Religião (orgulho, preconceito, inveja, e etc.). Por que esses dois elementos são tão importantes? Se nós, médiuns, somos o instrumento pelo qual os orixás se comunicam com os demais, nos encontramos na mesma posição da Igreja na Obra anteriormente citada, o intermédio.
            Ao ver deste mero escritor, que vos dedica esse simplório texto, o médium deve ser como uma linha de conexão sem interferências. Caso não medite sobre a sua condição e não vigie os seus pensamentos, ele, consequentemente, tenderá a interferir na mensagem enviada pelo Espírito de Luz. E quantas vezes não vimos este fato? O médium usa de seu orixá, um ser mensageiro, de luz esclarecedora e imparcialidade absoluta, para fins mesquinhos, como forçar a vontade alheia através de uma, suposta, sabida mensagem.
            Dificilmente um médium ficará TOTALMENTE inconsciente quando incorporado. O caso se assemelha a água e óleo, que, colocados em um único copo, tem contato, tornando-se uma só porção, contudo não se misturam!
            Essa visão sobre o objetivo do médium explica, ainda que de forma simplória, o verdadeiro motivo do “por que estudar sobre umbanda”. A compreensão do Livro dos Espíritos é tão importante como a do Livro dos Médiuns. A posição intermediária exige que o médium seja presente como ferramenta e ausente como formador de opinião, pois até mesmo a amizade entre o médium e a pessoa, que veio a esse em busca de uma mensagem, pode alterar a real Matéria dita pelo orixá, se não houver separação entre os interesses do médium e o objetivo central da prática.
            Mas o que é necessário para a conduta imparcial do médium?

            Acredito que não seja estranha a prática de banhos de ervas (objeto já tratado por nós), acender velas específicas (aos orixás ou ao anjo de guarda) ou, ainda, a leitura de livros indicados pela Casa de Caridade. Bem, esses são os principais fatores para a conduta do médium. Mas como um simples banho, um acender de velas ou um folear de páginas refletem nas atitudes?
            Alguns de nós já fomos orientados sobre a necessidade de deixar os nossos problemas “da porta para fora” das casas de orações. Essa simples frase tem um fundamento imenso. O fato de não deixar que o seu cotidiano interfira na prática religiosa contribui, diretamente, na qualidade da conexão que se tem com os guias espirituais. Tal qual a preparação que se tem anteriormente ao trabalho, propriamente dito.
            É comum termos a sensação, quando iniciantes, de ansiedade logo que acordamos e sabemos que é dia de gira. Afinal, não é qualquer dia, você irá ter contato com os Orixás. A forma com que o dia se procede é totalmente diferente dos demais, e de tempo em tempo olhamos para o relógio. Chega-se em casa, toma-se um banho de ervas, específicas para aquela gíria, coloca-se a roupa própria e se pega as guias (missangas). Quando, finalmente, chegamos no local do culto, cumprimentamos felizes, e, antes mesmo de começar o trabalho, fazemos uma oração. A abertura é feita e logo se tem contato com os orixás dos médiuns mais antigos. Uma mensagem é dada e nos faz refletir, comparando-a com uma outra vista num livro ou já comentada por outrem. A hora de incorporar chega e a cabeça vai à mil e as sensações são diversas, principalmente no começo. A gira chega ao fim, mas sabemos que tudo foi parte de uma grande experiência, e aguardamos a próxima, mais uma vez, ansiosamente.
            O que eu acabei de descrever, acredito eu, foi vivenciado pela maioria dos médiuns, ainda que as situações se limitassem à “semelhante”. Mas a pergunta ainda não foi respondida: Como tudo isso pode influenciar? A preparação espiritual no dia, descrito no parágrafo anterior, deixa o médium em estado neutro, pronto para executar a sua função com harmonia com o meio, sem nenhuma carga negativa que o impeça. O banho de ervas tem a função de equilibrar as energias, a vela específica para o orixá cultuado no dia gera uma conexão preliminar e os ensinamentos cultivam a doutrina, tornando o médium hábil, mentalmente, para conciliar e discernir suas próprias ideias as mensagens. 
            O banho, as velas e os livros são fatores importantes sim, mas os sentimentos solidários estão acima, são os elementos que refletem a conduta do médium. Um médium com verdadeira vontade solidária, não permite a sobreposição da sua vontade a mensagem do Guia, ainda que a verdadeira mensagem seja oposta aos seus pensamentos, pois ele sabe que a Fonte age em prol do bem, e aquela pessoa que veio a ele em busca do guia, acreditou na sua capacidade mediúnica de transmitir a mensagem sem interferência alguma, como se, de fato, a pessoa-médium não estivesse mais ali.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013


Mitos sobre Exu

Muitas coisas são ditas e muitos textos são escritos sobre o trabalho dos Exus na Umbanda. Com isso, muitos mitos foram criados, alguns até absurdos e deturpadores, por pessoas que não entendem o verdadeiro trabalho do Exu, na Umbanda, ou não entendem a verdadeira missão da Umbanda, nesse planeta.
Com esse texto, vamos tentar explicar e quem sabe até, desmistificar esses mitos que confundem a cabeça e o aprendizado daqueles que se propõem bem servir sua religião: A Umbanda. 
A Umbanda em sua dinâmica básica, lida com espíritos dos mais variados graus de evolução. As Entidades, Guias e Mentores que se apresentam nos terreiros exercem um trabalho incansável contra as forças trevosas.
Na Umbanda, a origem de Exu está em função da necessidade de existirem Guardiões, encaminhadores e combatentes das forças negativas. Trabalho básico da nossa religião. Por isso é que se diz que, “Sem Exu não se faz nada”. Isso, não porque Exu não deixa, porque é vingador, traidor ou voluntarioso, como querem fazer pensar algumas estórias que se contam por aí. Mas sim, porque não há como combater as forças negativas e trevosas, sem a devida defesa e proteção.
Muitas pessoas perguntam: “Então nossos Guias (Caboclos, Pretos-velhos, etc...) não nos protegem e defendem? Só os Exus fazem isso? E a resposta vem da própria Espiritualidade: -” Logicamente que os Guias lhes defendem e lhes protegem, entretanto, cabe a Exu o primeiro combate, o combate direto contra as energias que circulam no Astral Inferior. Esta é a especialidade de Exu, pois ele conhece profundamente todos os caminhos e trilhas desse ambiente energético. É a sua função primeira”.
Tudo na Umbanda é organizado, coerente e lógico!!!
Outro mito, que muito confunde os iniciados na religião, diz respeito à Confiabilidade de Exu.
Muitas pessoas, que vão a um terreiro em busca de ajuda ou socorro para assuntos materiais e até espirituais, são surpreendidos, quando em consulta, lhes é dito que estão sendo vítimas de “trabalho feito”, que esse “trabalho” foi feito por um Exu, e outros vão mais além, dizendo que o Exu “malfeitor” é o Sr. Fulano de Tal (geralmente um Exu famoso, de nome e fama conhecidos). Bom, aí vem a incoerência!
Se nós, Dirigentes e Orientadores espirituais falamos que Exu não é traíra, é combatente das forças trevosas, conhecedor e manipulador dos segredos da magia. Como pode, esse mesmo Exu, ser aquele espírito que usa indevidamente seus poderes e conhecimentos para prejudicar pessoas indefesas?  Como pode esse mesmo Exu, não ter nenhuma aspiração evolutiva, ser manipulado pela vontade das pessoas que desejam prejudicar seus semelhantes, a bel prazer? Como pode esse mesmo Exu, usar seus conhecimentos e poderes contra si próprio, já que, com certeza, arcará com as conseqüências dos seus atos? Como pode, esse mesmo Exu, tido como o Mensageiro dos Orixás, Guardião dos segredos e dos caminhos da Espiritualidade, trair a confiança dos Espíritos de Luz e anular toda a caridade praticada pelos seres da Espiritualidade positiva?
A resposta é uma só e unânime:  - “O tal” trabalho feito” não foi realizado por um Exu e sim por um obsessor, agente das forças negativas e trevosas que se fez passar pelo “Sr. Fulano de Tal”. Aliás, obsessor pode se fazer passar por tudo, inclusive por um Mensageiro de Orixá, Caboclo, Preto-velho, etc. Cabe ao Dirigente Espiritual, ou aos médiuns mais preparados e evoluídos, desvendarem essa farsa, até porque não existe farsa perfeita, sempre haverá um detalhe, ou um momento, em que “a casa caí” e a farsa é descoberta.
Mas então, porque muitos obsessores se fazem passar por Exus de Lei ? Porque em alguns casos, ou em algumas Casas, a farsa não é descoberta, e os nossos amigos e protetores, Exus de Lei, acabam sendo acusados ou confundidos, como malfeitores, desonestos, traíras, etc.?
Na maioria dos casos, isso acontece por causa de médiuns invigilantes. Médiuns despreparados e pouco compromissados com o Astral Superior. Médiuns orientados e “treinados” por Dirigentes também, despreparados e  pouco compromissados. Muitos médiuns e Dirigentes, procuram e buscam nos Terreiros uma forma de satisfazer as suas baixas aspirações, como válvulas de escape para fazerem “incorporados”, o que não tem coragem de fazer de “cara limpa”. Médiuns de moral duvidosa, que se aproveitam da condição de “incorporados” para gritar, falar palavrões, beber e fumar exageradamente, dançar de forma grotesca para uma Casa religiosa e praticar atos pouco aceitáveis em situações “normais”. Esses médiuns imputam aos Exus, os seus desvarios e desvios de comportamento, complementando ainda que não se lembram de nada, que a responsabilidade é do Exu, e não dele (médium).
Na realidade, esses médiuns estão sofrendo a ação da incorporação de kiumbas (espíritos trevosos, moralmente atrofiados, que não tem a mínima aspiração evolutiva e buscam apenas, tumultuar o ambiente).
Nunca um Exu ou Pomba-Gira de Lei, irá se prestar a um papel desses!
Outro ponto de muita confusão: A incorporação de Exu.
Afinal, com que Exu trabalhamos? Se todo Exu é Guardião dos segredos e dos caminhos, quando incorporado no seu médium, realizando algum trabalho, como fica a sua missão de Guardião? Ele não está “guardando” nada?
Normalmente, os Exus com os quais trabalhamos, são os chamados “Exus de Trabalho”, de defesa pessoal do médium. Esses Exus de Trabalho”  são também, integrantes participativos da “Equipe de Defesa da Casa”, que o médium freqüenta. São colaboradores e participam ativamente junto ao Exu Guardião da Casa, no combate às forças inferiores e invasoras. Mas, o Exu de Trabalho também tem outro compromisso, que é proteger, defender e direcionar positivamente o seu médium, segundo a Doutrina da Casa, da qual faz parte.
Por isso, respeitam a Casa, suas normas e doutrina e não induzem o médium a embriagues, algazarras e demais comportamentos chulos, torpes e deselegantes.
Exus de verdade, são espíritos em busca de evolução, que embora tidos como “Espíritos sem Luz”, possuem certo de grau de positividade, de compreensão do que é certo ou errado, perante a Espiritualidade e de acordo com Leis Superiores. São espíritos altamente compromissados com os Orixás Superiores, com os Guias e Protetores do próprio médium e com toda Egregóra de Luz da Casa, na qual o médium está inserido. Trabalham diretamente com esta Egregóra, auxiliando no combate e encaminhamento dos espíritos que são atraídos pela corrente de desobsessão do Terreiro que fazem parte.
No entanto, cabe aqui salientar que o estágio evolutivo de um Exu de Trabalho está abaixo do estágio evolutivo de um Caboclo ou de um Preto-velho. Isso não significa que não sejam evoluídos, apenas encontram-se num estágio abaixo. Sua energia é mais densa. Conseqüentemente, a sua vibração ou energia de incorporação está mais próxima (ou é mais parecida) á vibração da Terra, exigindo do médium uma “doação” maior de energia mental e física, diferente da incorporação de um Caboclo ou Preto-velho, ou até mesmo outro mensageiro enviado de Orixá. Ou seja, quando um médium vai incorporar um Exu, ele tem que se concentrar muito para sintonizar sua vibração a vibração do Exu, sendo que o Exu faz a mesma coisa, sintoniza sua vibração à do médium.
Outro aspecto importante é que, embora Exu esteja num estágio evolutivo abaixo dos Espíritos de Luz, nada impede que Exu trabalhe harmoniosamente com os Guias mais evoluídos e até mesmos com os Mensageiros dos Orixás, até porque além de trabalharem sob as ordens desses Mensageiros e dos Orixás Maiores, a questão “hierarquia” é muito bem resolvida no Astral. Lá não existem “disputas” pelo poder ou por cargos;  não se questiona quem manda e quem obedece. Todos são e estão conscientes os seus papéis e do trabalho que precisa ser realizado. Todos sabem que devem trabalhar com o mesmo objetivo: A Caridade !
Quando incorporados em seus médiuns, Exus e Pombas Giras podem se apresentar de duas maneiras básicas: alegres ou sérios. O que não significa, que mesmo quando são alegres, são também debochados, desrespeitosos, com comportamentos inadequados a uma Casa religiosa.
Geralmente, quando um Exu ou Pomba Gira se comporta de forma inadequada, ele está na verdade, sendo influenciado pelo comportamento desajustado do seu médium, que disfarça ou se controla, quando não está “incorporado”. Esse médium invigilante e portador de comportamento e moral duvidosos, ao receber a energia de incorporação de um Exu ou Pomba Gira (que começa a se dar através da aproximação do mesmo), por ser uma energia muito parecida a nossa e por estar mais próxima da crosta terrestre, onde o combate com o Astral inferior se dá, passa a dar vazão aos seus sentimentos menores influenciando e interferindo diretamente na incorporação do Exu ou Pomba-Gira, que assiste a tudo sem poder fazer nada (aqui, também cabe o livre arbítrio). Esse médium transfere para o Exu ou Pomba Gira sentimentos e comportamentos que, na verdade, são seus.
Isso não é mistificação (fingimento), porque existe a energia do Exu ao lado ou perto do médium. A mistificação envolve o fingimento puro e simples, sem envolvimento de energia ou proximidade de Entidade alguma. Mas existe, o que se chama de Animismo, a transferência voluntária de desejos e comportamentos do médium para o seu Guia.
A incorporação de Exu e Pomba Gira envolve a manipulação energética de chackras inferiores, e o que acontece no caso do Animismo, é que o médium deliberadamente, utiliza mal essa energia. Isso envolve também, intenção, moral, má fé e mau aproveitamento da energia de Exu.
Com a continuidade da insistência do médium em se utilizar dessa energia para a manifestação de seus desejos e comportamentos menores, em pouco tempo ocorre a “queda do médium”. O Exu de Trabalho se afasta do médium e fica o que ?  - Fica o kiumba, que assume o nome do Exu de Trabalho e contribui para o aumento dos desvarios do médium.
Muitas vezes, o médium não percebe que está acontecendo essa “transferência”, porque ele usa a energia do kiumba (aliás, um usa o outro) para falar e fazer coisas que normalmente, não tem coragem de fazer no seu estado normal.
Cabe ao Doutrinador e Orientador da Casa (Dirigente) coibir veementemente esses comportamentos logo no início, ou seja, no médium e assim que começam a acontecer. Nesse caso, a orientação e a desestímulo de atitudes e comportamentos desse tipo é o melhor remédio. Mas, caso haja persistência, a adoção de medidas drásticas deve ser a melhor atitude que o Dirigente da Casa deve assumir.

CAPACIDADE DE MANIPULAÇÃO ENERGÉTICA DE EXU

Já foi comentado anteriormente, que Exu possui uma grande capacidade de manipular energias, transfigurando-se em formas diferenciadas de acordo com o ambiente que está.
Um bom exemplo disso é Exu se apresentando aos obsessores que irá combater em forma que desperte medo e/ou respeito. Ele não poderia se apresentar aos seus inimigos como se fosse um jovem ingênuo ou indefeso adolescente, dessa forma, ele jamais intimidaria ninguém. Então, ele assume formas rudes e assustadoras. Entretanto, ele  faz isso por estratégia e não por ser deformado, e muito menos  tem chifres, rabo, etc..., como é retratado em diversas imagens que encontramos em casas de artigos religiosos. A forma original de Exu é humana, nada tem de partes de animais ou monstros, porque os espíritos que compõe a Falange dos Exus são espíritos como nós, de épocas recentes. Foram homens e mulheres normais, das mais variadas ocupações e profissões.
Então, porque Exu manipula energias para assumir outras configurações “físicas”? E como faz isso?
Em função do trabalho que irá executar ou da “batalha” que irá travar, Exu estuda o ambiente que irá entrar e em seguida, vibrando numa faixa bem acima do meio que irá adentrar, estuda seus “adversários” , suas intenções, seus planos, seus graus de compreensão e entendimento, seus medos, etc. Estabelece uma estratégia e assume a configuração que irá atingir o ponto fraco da maioria do grupo que irá combater, ou de alguém em especial. Lembrando que, Exu não trabalha sozinho, isso é feito em agrupamentos sob a supervisão de um Mensageiro de Orixá. Dessa forma, Exu nos mostra sua capacidade de vibrar em diferentes faixas de energia. E para que isso aconteça, não é necessário sacrifício de animais, despachos em encruzilhadas e/ou cemitérios, porque quem “recebe” esse tipo de despacho é o kiumba. Isso dentro do ritual da Umbanda, que difere muito do Candomblé.
Com relação às “entregas” de Exu e Pomba Gira que, eventualmente fazemos a pedido deles ou por nossa própria vontade, vale dizer que os matérias usados nessas “entregas” são como uma espécie de presente ou de fortificante, já que nossos amigos da Esquerda se utilizam à energia etérea, contida nos elementos de uma “entrega” (farofa, bebidas, cigarros, etc.) para se recompor da batalha travada ou para se fortalecer, se preparando para aquilo que irão enfrentar. Muitos elementos são também representativos a uma  “gratificação pelos serviços prestados” e por isso, são chamados de muitos de “mimos”.
Depois de todas essas explicações e tantas outras que, provavelmente já recebeu, você continua achando que Exu é o Diabo?
É mais importante e necessário temê-lo e tratá-lo como inimigo? Ou respeitá-lo, conhecê-lo e tratá-lo como um grande amigo?
Se ainda lhe resta alguma dúvida, então cabe aqui mais essa afirmação: “A Umbanda nasceu do coração de Zambi (Olorum/Deus) em Sua Infinita Misericórdia por nós! Porque só a Umbanda tem quem nos defenda e proteja, independentemente da nossa ignorância em reconhecê-los como bons e amigos!”.
Ao invés de temê-los e distorcer suas verdadeiras intenções e missões para conosco, deveríamos agradecê-los pela proteção, defesa, amizade, carinho e principalmente pela paciência com a nossa ignorância!
Laroyê, Exu !     Mojubá, Pomba-Gira !
Salve nossos amigos, defensores e protetores !
(Texto extraído do Jornal Umbanda Sagrada)

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Para as Pombas Giras: Saravá!... e para as malucas: “Saipralá!”


Vamos esclarecer umas  coisas sobre as Pombas Giras:

1. Pomba Gira não é “fêmea de Exú”

2. Pomba Gira não tem sete maridos.

3. Pomba Gira não é “tratada”, por que não é bichinho de estimação.

4. Pomba Gira não amarra ninguém, porque não é corda.

5. Não se pode pedir tudo a Pomba Gira.

6. Pomba Gira não “comanda” no amor e no sexo, suas funções são bem mais nobres.

7. Pomba Gira não é “mulher da vida”.

8. Pomba Gira não é protetora exclusiva de prostituas.

9. Pomba Gira não ensina banhos para “aumentar clientelas”!

10. Pomba Gira não é demônio.

11. Pomba Gira não atrapalha a vida de seus protegidos e médiuns, porque eles não estejam dando a “devida atenção”.

12. Pomba Gira não faz com que ninguém “vire homossexual”.

13. Pomba Gira não transforma seus médiuns em escravos de sexo.

14. Pomba Gira não faz trabalho para adoecer, quebrar ou matar ninguém.


kiumba - Espírito do Astral Inferior

15. Pomba Gira não se apresenta nua, nos sonhos de seus médiuns*.
*Isso ocorre com médiuns que meteram-se com kiumbas, ou seja enganadores do astral inferior que usam os nomes das Guardiães Pombas Giras.

16. Pomba Gira não é “encosto” e nem seus médiuns são “pais ou mães de encosto”.

17. Pomba Gira não dá “tombo” em suas médiuns, porque elas não estão maquiadas ou esqueceram de comprar suas rosas.

18. Pomba Gira não faz o bem e faz o mal ao mesmo tempo dependendo de seu humor ou capricho ou presente que ganhe. Isso é inadmissível!

19. Pomba Gira não é vulgar.

20. Pomba Gira não é bêbada.

21. Pomba Gira não é maluca... malucos são os médiuns ou pessoas que acreditam nesses absurdos que são criados pelo “baixo astral” para que as pessoas não procurem e nem possam contar com a força delas para vencerem os que contra elas investem. Pomba Gira é Guardiã da Luz, portadora da Caridade e do Amor ao próximo!


Pense nisso... Pomba Gira não é uma maluca sem noção, ok?
Saravá às Pombas Giras e... “Saipralá” as malucas!!!

Natal solidário - Criança Feliz 2013


A Fraternidade Espírita Monsenhor Horta, inicia a campanha de Natal, com objetivo de arrecadar brinquedos para crianças de 0 a 12 anos.
Os presentes devem ser novos, embrulhados e etiquetados, informando o sexo (menino ou menina) e a idade. 
Os mesmos poderão ser entregues até o dia 16 de Dezembro de 2013.
Faça sua parte, doe e ganhe o sorriso de uma criança.
Desde já agradecemos a colaboração.


terça-feira, 26 de novembro de 2013

Pomba Gira?


Quando perguntamos a algumas pessoas o que é Pomba Gira, a resposta e a mentalidade no mesmo instante voltam-se para uma figura mundana, prostituída, de vulgaridade, etc., dentre outros termos pejorativos e difames com relação à força e à entidade Pomba Gira.

Muitos afirmam que eram "mulheres da vida" e que por isso quando baixam nos terreiros devem se “esfregar” e se insinuarem aos homens passando o ar de leviandade. Mas, eu pergunto: Pomba Gira é isso? Pomba Gira é leviana, mundana ou prostituída? Pomba Gira fica realmente se “esfregando” nos homens? A Umbanda com sua estrutura permite isso? Está na hora de colocarmos ordem na casa e principalmente na visão que muitos possuem com relação à estrutura de Pomba Gira.

Pomba Gira é uma entidade de cultos Afros, vem aos nossos terreiros para nos auxiliar, orientar, amparar, aconselhar, etc.. Então, se uma entidade que tem todos estes DESEJOS, será que é mesmo o que falam?

Pomba Gira carrega em seu trono inúmeras qualidades, como o ABISMO ABSOLUTO, o ESGOTAMENTO, a SENSUALIDADE, bem como o DESEJO e é ai, eu acho, que encontramos o problema, O DESEJO.

Com relação aos ABISMOS ABSOLUTOS e seu ESGOTAMENTO, podemos pedir a esta força que, por exemplo, esgote todas as nossas tormentas, nossas dores, nossos desafetos, nossas descrenças, etc.. Ela possui a força do esgotamento, então quando estamos com excesso de sentimentos negativos, ou sofrendo atuação de uma demanda, podemos pedir ajuda para força de Pomba Gira, pedindo para que se esgote estes sentimentos, que se esgote esta demanda que está atuando negativamente contra você. Ao ABISMO ABSOLUTO podemos entregar as nossas desilusões e decepções pedindo para que continuem em queda e sendo assim não nos prejudique mais.

Agora o assunto mais intrigante. Seria a qualidade que eu acredito ter gerado ou contribuído para a difamação da força, O DESEJO.

Quando falamos de DESEJO e ainda agregando ao mistério Pomba Gira, muitos responderão que é SEXO e, desta forma, eu pergunto: DESEJO e SEXO são sinônimos?

Felizmente não, SEXO e DESEJO não são a mesma coisa.

Pomba Gira carrega o DESEJO, mas vamos parar e pensar no que seria este DESEJO:

Quem não deseja progredir?

Quem não deseja vencer na vida?

Quem não deseja ser Pai ou ser Mãe?

Quem não deseja ter uma vida estável?

Quem não deseja ter uma relação boa com seus familiares, parentes e amigos?

Quem não deseja um bom emprego?

Quem não deseja ser FELIZ?

Quem não deseja ser/ter...?


Acho que agora ficou mais claro. Os caros leitores conseguiram visualizar que o DESEJO está em tudo?

Limitar o DESEJO ao SEXO é algo muito pobre, chegando a ser uma ofensa com relação à força das Moças.

Pomba Gira não carrega o DESEJO sexual, ela carrega a essência do DESEJO. Sem este DESEJO das Moças, nossas atividades e tarefas seriam muito mais difíceis, pois com o DESEJO conseguimos iniciar e finalizar muitas coisas de nossas vidas.

Às vezes eu vejo aquelas incorporações de Pomba Gira, onde os aparelhos bebem garrafas e mais garrafas de espumantes, se insinuam para os homens (da corrente e assistência). Então eu pergunto: Será que realmente é a Entidade, ou será que a(o) médium está com um desejo contido e a máscara da Pomba Gira é colocada na frente e assim temos a quem culpar?

SENSUALIDADE não é SEXUALIDADE e ser Sensual não é ser Sexual. Não é porque as Moças se apresentam com a essência de uma extrema feminilidade, doces e altamente delicadas, que são objetos Sexuais ou a representação de fantasias. Elas expressam puramente uma das formas de Desejo que toda mulher possui e, isso, acaba trazendo uma enorme confusão para muitos que acham que Pomba Gira é sinônimo de prostituição e de sexo, que Pomba Gira é para amarrar ou desunir e é este o ponto de confusão.

Um pequeno conselho para pedir diante de uma moça, uma Senhora Pomba Gira, ou uma Rainha, independente de qual seja o nome ou a graduação, peça para que lhe dê o desejo e o esgotamento, peça o desejo de vencer como ser humano, o desejo de crescer como pessoa e o desejo de ser uma pessoa melhor. Com relação ao esgotamento, peça para esgotar suas fraquezas, esgotar seus sentimentos negativos e esgotar o mal que lhe ronda.

Não é de bom grado deslocar uma força como esta para questionamentos como: “será que o meu marido, namorado ou noivo está me traindo?”, ou “será que ele me ama?”, ou “será que vamos dar certo?”. Vamos pensar, neste instante, como uma Pomba Gira que carrega o desejo e o esgotamento. Ela veio até o terreiro, onde na assistência possuem inúmeras pessoas com problemas de saúde, de emprego, de depressão com a intenção de um suicídio, com trabalhos espirituais negativos, etc., e alguém chega diante de ti (que é uma Pomba Gira no momento) e faz estes tipos de questionamentos, colocando em suas mãos a solução dos problemas que a própria pessoa criou. Como você se sentiria sendo a Pomba Gira? Conseguiram imaginar isso, como elas se sentem? Ela poderia dar um atendimento de esgotamento naquele irmão que está com Câncer, tentando auxiliá-lo no esgotamento da doença ou da dor, ou então para outro irmão lhe dando o Desejo de VIVER necessário para que não cometa um suicídio por depressão. São inúmeras  as possibilidades e atuações das Moças. Ao tomar o seu passe lembre-se disso. Coloque-se no lugar de uma Pomba Gira e faça o seu pedido.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Tentando Explicar o Trabalho de Exu na Umbanda


Há que se entender de uma vez por todas que Umbanda e Candomblé são religiões absolutamente distintas, que guardam muito mais diferenças do que semelhanças.

É como querer comparar a religião Católica com a Evangélica. Existem semelhanças? Sim como, por exemplo, os nomes de alguns Orixás, mas a forma de entendimento do que seja Orixá e principalmente a forma de culto a esses Orixás é absolutamente diferente.

Com Exu não poderia ser diferente. O Candomblé o entende como sendo Orixá ou ainda nas palavras de Pierre Verger:

 “Exu é a figura mais controvertida dos cultos afro-brasileiros e também a mais conhecida. Há, antes de mais nada, a discussão se Exu é um Orixá ou apenas uma Entidade diferente, que ficaria entre a classificação de Orixá e Ser Humano. Sem dúvida, ele trafega tanto pelo mundo material (ayé), onde habitam os seres humanos e todas as figuras vivas que conhecemos, como pela região do sobrenatural (orum), onde trafegam Orixás, Entidades afins e as Almas dos mortos (eguns).”

Como a nossa discussão não diz respeito as interpretações do Candomblé, visto se tratar de outra religião, nos ateremos a Umbanda onde Exu não é Orixá. Não é Orixá porque Orixá é energia emanada de Zambi (Deus), representada na terra através das Forças da Natureza. Orixá é potencia de Luz.

Origens
A título de curiosidade apenas, ressalto que existem várias correntes que afirmam diferentes origens para a palavra Exu, a saber:

"A primeira corrente afirma que a palavra Exu seria uma corruptela ou distorção dos nomes Esseiá/Essuiá, significando lado oposto ou outro lado da margem, nomenclatura dada a espíritos desgarrados que foram arrebanhados para a Lemúria, continente que teria existido no planeta Terra.

A Segunda corrente assevera que o nome Exu seria uma variante do termo Yrshu, nome do filho mais moço do imperador Ugra, na Índia antiga. Yrshu, aspirando ao poder, rebelou-se contra os ensinamentos e preceitos preconizados pelos Magos Brancos do império. Foi totalmente dominado e banido com seus seguidores do território indiano. Daí adveio a relação Yrshu / Exu, como sinônimo de povo banido, expatriado.

A terceira corrente afirma que o nome Exu é de origem africana e quer dizer Esfera.

Saliente-se que entre os hebreus encontramos o termo Exud, originário do sânscrito, significando também povo banido." (Retirado do site de Jurema de Oxalá)

Como disse anteriormente, é apenas a título de curiosidade, pois nada disso interfere no trabalho de Exu nos terreiros de Umbanda.

Mitos
Isto esclarecido passemos a tentar esclarecer alguns pontos que são mitos dentro da Umbanda. Mitos que foram criados por pessoas que não entendiam o verdadeiro trabalho de Exu na Umbanda, aliás não entendiam o verdadeiro trabalho da Umbanda.

A Umbanda em sua dinâmica básica lida com espíritos dos mais variados graus de evolução. As entidades, guias e mentores que se apresentam nos terreiros exercem um trabalho incansável contra as forças trevosas.

A origem de qualquer coisa em uma religião tem a ver com a função dela dentro da mesma.

Na Umbanda a origem de Exu está em função da necessidade de existirem guardiões, encaminhadores e combatentes das forças trevosas. Trabalho básico da Umbanda. Por isso se diz que “Sem Exu não se faz nada”. Isso não porque Exu não deixa, porque é vingador, traíra ou voluntarioso como querem fazer pensar algumas lendas sobre Exu, mas sim porque não há como combater forças trevosas sem defesa e proteção.

Então pode vir a pergunta: “Então nossos guias (caboclos e pretos velhos) não nos protegem e defendem?” Claro que protegem e defendem, entretanto cabe a Exu o primeiro combate, o combate direto contra as energias que circulam no Astral Inferior. Esta é a especialidade de Exu, pois conhece profundamente os caminhos e trilhas desse ambiente energético. É a sua função primeira, assim como a dos Caboclos e Pretos Velhos é a de nos orientar e aconselhar.

Tudo na Umbanda é organizado, coerente e lógico.

Tendo isso em mente, um segundo mito a ser desfeito diz respeito a confiabilidade de Exu. Como disse anteriormente, Exu não é traíra! Qual a lógica de Orixá e entidades de luz o colocarem como guardião, defensor se ele fosse “subornável”, se ele não fosse confiável?

Seguindo o mesmo raciocínio outro mito que não tem base alguma é “Exu tanto faz o mal quanto faz o bem e depende de quem pede. Nós é que somos os maus na história”. Não existe “defesa” pior para Exu do que esta, pois trata-se de outra incoerência! Se uma criança sabe diferenciar o bem do mal, como Exu, conhecedor de segredos de magia, manipulador de magia, defensor, combatente de forças trevosas possa ser tão imbecil a ponto de não diferenciar o bem e do mal e o que é pior trair a confiança de Caboclo e Pretos Velhos? E ainda por cima não ter nenhum tipo de aspiração evolutiva, ou seja, ficar sempre entregue a mercê de nossa vontade nunca aspirando evoluir?

Aí vem outra pergunta: “Mas eu fui num terreiro e disseram que o trabalho contra mim foi feito por um Tranca Ruas”. Resposta: o trabalho foi feito por um obsessor se passando por Tranca Ruas. Aliás, obsessor se passa por tudo, inclusive por enviado de Orixá, como Caboclo e Preto Velho.

E por que isso acontece? Por causa de médiuns invigilantes. Médiuns pouco compromissados com o Astral Superior, médiuns e dirigentes ignorantes. Médiuns e dirigentes que buscam os terreiros de Umbanda para satisfazer as suas baixas aspirações, como válvulas de escape para fazerem “incorporados” o que não tem coragem de fazer de “cara limpa”! Médiuns de moral duvidosa que gritam, xingam, bebem, dançam de maneira grotesca para uma casa religiosa e imputam a Exu esses desvarios. Caso estejam realmente incorporados estão na realidade é sofrendo a incorporação de kiumbas (que são espíritos moralmente atrofiados ou que buscam apenas tumultuar o ambiente). Nunca um Exu ou Pomba Gira de verdade irá se prestar a um papel desses.

Outro ponto que gera muita confusão diz respeito a incorporação de Exu, pois já ouvi a pergunta: “Se ele é guardião, quando está incorporado não está “guardando” nada.”  Novamente a lógica e a coerência devem falar mais alto do que a ignorância e a incredibilidade.

O Exu Guardião não é o que incorpora nos terreiros. Os que incorporam são Exus de Trabalho (como eu costumo chamar), de defesa pessoal do médium. Esses Exus também participam dos trabalhos junto aos Exus Guardiões e Amparadores no combate as forças do Astral Inferior, mas os Exus de Trabalho tem um outro tipo de compromisso que é com a Banda do médium e para com a Casa a qual o médium está. Por isso respeitam o templo religioso e não induzem o médium a embriagues, algazarra ou a comportamentos chulos e deselegantes.

São espíritos de luz em busca de evolução. Que estão altamente compromissados com as esferas superiores, com os guias e protetores do médium e com toda a egrégora de luz da Casa na qual o médium está inserido. Trabalhando diretamente com esta egrégora eles auxiliam no combate e encaminhamento dos espíritos que são atraídos pela corrente de desobsessão do terreiro que fazem parte. A exemplo de Nossa Casa os Exus de Trabalho de cada médium participam diretamente dos trabalhos realizados pela Corrente de Desobsessão e Cura de Caboclo Pena Branca

Entretanto, cabe lembrar, que o estágio evolutivo de Exu de Trabalho está abaixo de Caboclo e Pretos Velhos. Isso não significa que não sejam evoluídos apenas encontram-se num estágio abaixo. Sua energia é mais densa. Conseqüentemente a sua vibração ou energia de incorporação está mais próxima (ou mais similar) a vibração de terra, exigindo do médium um nível de elevação diferenciado do que quando vai incorporar um Caboclo ou Preto Velho ou até mesmo outro enviado de Orixá. Ou seja, quando o médium se prepara para a incorporação, ele tem que se concentrar e elevar a sua própria vibração, enquanto a entidade incorporante baixa a sua. Quanto mais evoluída for a entidade incorporante, mais sutil é a sua energia e mais exigirá do médium concentração e elevação para a incorporação.

Outro aspecto a ressaltar é que esse estágio evolutivo não impede Exu de trabalhar conjunta e harmoniosamente com entidades mais evoluídas, até porque além de trabalharem sob as suas ordens, ou seja, sob as ordens de enviados de Orixá, a questão “hierarquia” é muito bem resolvida no Astral Superior. Lá não existem “disputas” pelo “poder” ou se questiona quem “manda”. Todos estão conscientes de seus papéis e do trabalho que precisa ser realizado, além de trabalharem com um mesmo objetivo, a Caridade!

A palavra de ordem de Exu é “compromisso”! Por tudo isso ele não é e nem nunca foi traidor ou do “mal”.

Sobre a Incorporação de Exu
Exu e Pomba Gira quando incorporados em seus médiuns, podem se apresentar de duas maneiras básicas: alegres ou sérios. Mas mesmo na alegria não há desrespeito ou comportamentos inadequados a um templo religioso.

E ainda vou mais longe, e o que vou dizer agora visa justamente desmistificar outro mito ligado a Exu. Quando o Exu é deselegante o médium também o é, só que disfarça quando não está “incorporado”.

Esse médium invigilante e portador de moral duvidosa ao receber a energia de incorporação de Exu (que começa a se dar através da aproximação do mesmo), por ser uma energia bastante similar a nossa e justamente por estar mais próxima a crosta terrestre, onde o combate com o Astral Inferior se dá, passa a dar vazão aos seus sentimentos menores, influenciando e interferindo diretamente na incorporação do Exu, que assiste a tudo desconsoladamente. Transferindo para Exu sentimentos e comportamentos que são seus.

Isso não chega a ser mistificação, ou seja, fingimento, porque existe a energia de Exu ao lado ou perto do médium. A mistificação envolve o fingimento puro e simples, sem envolvimento de energia ou proximidade de entidade alguma. Mas trata-se de animismo.

A incorporação de Exu e Pomba Gira envolve a manipulação energética de chacras inferiores, e o que acontece no caso descrito acima é que o médium deliberadamente utiliza mal essa energia. Digo deliberadamente, porque isso envolve intenção, moral e mal aproveitamento da energia de Exu.

Com a continuidade da insistência do médium em se utilizar dessa energia para a manifestação de seus desejos e aspectos menores, em pouco tempo há a queda do médium... O Exu se arranca e fica o que? Kiumba que assume o nome do Exu e aumenta os desvarios... E o médium não percebe porque no fundo usa a influência do kiumba (aliás, um usa o outro) para brigar com a mulher, encher a cara de cachaça, falar palavrão, fazer pedidos de oferendas nas encruzilhadas da vida, matança de animais e outras aberrações.

Cabe a direção da Casa coibir veementemente esses comportamentos no seu nascedouro, ou seja, no médium e assim que começam acontecer. Chamando-o a realidade, orientando e desestimulando atitudes desse tipo. Tentando recuperar o médium. Mas se for o caso não deve pestanejar em tomar medidas drásticas para a solução do problema.

Sobre a capacidade de manipulação energética de Exu
Voltando a questão energética de Exu, já falamos que ele é um grande manipulador de energias, transfigurando-se em formas diferenciadas de acordo com o ambiente em que está.

A exemplo disso vemos Exu se apresentando aos obsessores que irão combater em configuração que desperte medo e/ou respeito. Ele não poderia se apresentar a um “inimigo” como se fosse uma linda Cinderela... Isso não assustaria ninguém, então ele assume sim formas rudes, entretanto ele o faz por estratégia e não por serem deformados, e muito menos eles tem chifres, rabos e pés de bode como são tão mal retratados nessas imagens que encontramos em casas de artigos religiosos.

Como Exu manipula energias para assumir outra configuração “física”? Em primeiro lugar há que se dizer que a forma original de Exu é humana, nada tem de partes de animais, porque os espíritos que compõe a falange de Exu são espíritos como nós, muitos são contemporâneos inclusive.

Então Exu tem dois braços, duas pernas, uma cabeça, dois olhos, enfim... Assim como nós. Foram homens e mulheres normais das mais variadas profissões.

Bem, em primeiro lugar em função do trabalho que irá executar ou da “batalha” que irá travar Exu estuda o ambiente que irá entrar, em seguida vibrando numa faixa bem acima do meio que irá adentrar, estuda os seus “adversários”, suas intenções, seus planos, seus graus de compreensão, seus medos, etc.

Estabelece uma estratégia e assume a configuração que irá atingir o ponto fraco da maioria do grupo que irá combater. Lembrando que Exu não trabalha sozinho, isso é feito em agrupamentos sob a supervisão direta de um enviado de Orixá.

Com isto vemos outra capacidade de Exu, vibrar em faixas diferentes de energia.

E detalhe importantíssimo: tudo isso sem a necessidade de sacrifícios de animais e despachos em encruzilhadas, porque quem “recebe” tudo isso é kiumba! Lembrando ainda que isso dentro do Ritual de Umbanda!

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Um Exemplo de Trabalho de Exu
OBS: Essa história foi contada pela Pomba Gira Maria Padilha da 7 Encruzilhadas que trabalha na Egrégora do CECP, visando explicar algumas dinâmicas de trabalho. Os personagens dessa história receberam nomes fictícios.

Carlos se dirige a um Centro de Umbanda aconselhado por um amigo, pois a sua vida está bastante complicada. Sua mãe vive doente, já tendo ido a diversos médicos sem sucesso na cura. O seu pai foi demitido da empresa que trabalhava há mais de 25 anos e vive deprimido e chorando pelos cantos. Ele mesmo desempregado há três anos, vê o seu filho adoecer sem condições de comprar o medicamento. A sua esposa, única ainda empregada, apresenta sérios indícios de fadiga mental e física.

Ao chegar no centro descobre que é dia de consulta com Preto Velho. O seu amigo Cláudio, vai explicando a rotina da casa e como ele deve agir e pedir na hora da consulta.

Chega finalmente a sua vez de se consultar, o seu pensamento está coberto de dúvidas, achando que estava chegando ao fundo do poço ao se dirigir a um terreiro de macumba, falar com uma pessoa que nunca viu antes na vida e abrir o seu coração, suas dúvidas e temores. Num primeiro momento acha graça da posição do médium todo curvado e do jeito de falar, não consegue se aquietar, mas o Preto Velho vai aos pouquinhos ministrando alguns passes e por fim Carlos começa a se abrir.

O Preto Velho a tudo ouve, manifestando de tempos em tempos palavras encorajadoras para o aflito Carlos.

Carlos não entende o por que, mas enquanto ele fala, o Preto Velho vai estalando os dedos em volta dele, olha discretamente para o copo d’água ao lado da vela, joga para cima a fumaça de seu cachimbo, e assim vai firmando e passando as informações para os guardiões que pertencem a egrégora da Casa, que através dos Exus de trabalho partem com a velocidade do pensamento para a casa de Carlos.

Em dado momento, o Preto Velho que está “preso” ao corpo carnal do médium e conseqüentemente com sua visão limitada, utiliza alguns elementos magísticos e ritualísticos para proporcionar alívio ao Carlos.

Diz no final da consulta que irá trabalhar para ele e toda a sua família, dá algumas recomendações sobre como rezar e elevar o pensamento a Deus e se despedem.

Carlos tem alguma sensação de alívio, sente-se mais leve e confiante, mas ao mesmo tempo não acredita que meia dúzia de estalar de dedos vão “resolver” o seu problema... Incrédulo, mas não tão fraco retorna a sua casa sem nem imaginar que a batalha está apenas começando.

O Preto Velho ao ver Carlos se levantar e ir embora sabe que a essa altura toda a egrégora da Casa já está se preparando para a batalha, e, apesar de ainda estar preso ao corpo do médium pelo processo de incorporação, pôde perceber que será grande.

Mas ainda há o que ser feito em terra... Precisa descarregar o seu aparelho e o terreiro. Terminado o saravá ele parte indo se unir com os outros membros da egrégora.

Com o término dos trabalhos, os médiuns começam a ir embora e no Terreiro de Umbanda se faz silêncio. Mas um silêncio apenas aos ouvidos humanos, pois os sons ali emitidos estão numa freqüência diferente dos sons conhecidos nessa Terra.

E os médiuns pensam: “A gira terminou.”

Não meus caros, a “gira” está apenas começando.

A egrégora da Casa está reunida dentro do terreiro aguardando o retorno dos Exus de Trabalhos com as informações reais de cada consulta que foi realizada.

Os Exus vão retornando, um a um.

O Mentor da Casa assiste e faz intervenções quanto às deliberações do Alto, e os Chefes de Linha estabelecem o famoso “quem vai fazer o que”. Tudo isso ocorre em ambiente absolutamente harmônico e organizado.

Exus, Caboclos e Pretos Velhos trocam impressões a respeito dos problemas apresentados e deliberam.

Mas, voltando ao nosso amigo Carlos. (Nesse momento vou dar nomes fictícios também as entidades envolvidas nesse trabalho. Digamos que o Preto Velho que atendeu Carlos chama-se Pai Benedito e o Exu de Trabalho chamado por ele foi Exu Marabô).

Quando Exu Marabô retorna com as informações a respeito do que encontrou na casa de Carlos, o diálogo que se dá é o seguinte:

Marabô: É, Pai Benedito, a situação lá está bem complicada.

Pai Benedito: Eu já suspeitava. O que você viu?

Marabô: A casa do moço Carlos foi totalmente absorvida por uma rede de energia que tem seres bem grotescos mantendo-a firme. Segui buscando a origem dessa rede e me deparei com uma construção logo acima da casa.

Adentrando ao recinto vi uma inteligência poderosa por trás disso, mas sem nenhuma relação direta com nenhum dos envolvidos. Buscando entender a “trama” continuei procurando o porque daquilo e encontrei uma mulher bastante dementada, com um aparelho acoplado em sua nuca e pude “ler” seus pensamentos e “sentir” seus desejos que eram de vingança para com o pai carnal do moço Carlos. Vi também que eles ainda não sabem que o moço Carlos veio aqui no terreiro.

Bem, em resumo: A inteligência envolveu essa pobre infeliz e prometendo-lhe “devolver” o pai do moço Carlos pra ela e suga suas energias que é retro-alimentada pelo sentimento de culpa que o pai do moço Carlos tem. Parece que foi uma aventura dele na juventude, só não me preocupei em saber se desta ou de outra vida, pois achei que os dados que tinha já eram suficientes para podermos trabalhar.

Pai Benedito: Sim, sim... Mais do que suficientes! Não estamos aqui para julgar ninguém. Isso cabe ao Pai. Bem, nesse caso teremos que destruir essa construção, mas precisamos primeiro recuperar a moça, e já que o pai de Carlos está involuntariamente retro-alimentando a construção, precisaremos de recursos para auxiliar os familiares também.

Assim, Pai Benedito se dirige ao Caboclo Flecha Dourada, responsável pela corrente de desobsessão daquele terreiro e expõe a situação.

Imediatamente o Caboclo determina que a Pomba Gira Figueira irá utilizar os seus elementos magísticos para que a equipe de resgate da Casa recupere a moça e quem mais tenha condições de tratamento e a “equipe de força” destrua a construção e todos os equipamentos dentro dela.

Tarefas distribuídas, eles partem para a construção.

Caboclos, Pretos Velhos e Exus guardam uma certa distância da construção e observam a Pomba Gira Figueira assumir uma configuração praticamente transparente.

Ao chegar perto da construção percebe-se sair de sua boca uma espécie de fumaça enegrecida que começa a tomar conta do ambiente. Logo atrás dela, homens empurram uma espécie de carrinho, que lembram os carrinhos usados em minas de escavação de carvão.

Conforme a Sra. Figueira vai entrando no ambiente tomado por essa fumaça negra, os seres que lá estão caem em profundo sono, sendo resgatados pelos homens e colocados dentro dos carrinhos. A ação dela é rápida. Ninguém percebe a sua presença.

Quando todos são resgatados, a Sra. Figueira começa a manipular a energia dos instrumentos dentro da construção mudando sua forma, plasmando outras energias e transformando os instrumentos em bombas auto-destrutivas.

Finalmente sai da construção e os Exus que compõe a “tropa de choque” ou “equipe de força” passam a detonar a bomba e a destruir a construção e a malha que envolve a construção material na Terra e a prender os seres grotescos que dão sustentação a malha no ponto da construção material.

Caboclos e Pretos Velhos começam a tratar ali mesmo as inteligências retiradas da construção, colocando-os em macas e direcionando aos locais adequados aos tratamentos que irão receber, sob os olhos atentos dos Exus Guardiões, Amparadores e de Trabalho.

Outros partem para a construção material e começam o trabalho individualizado entre os membros da família. Exus fazem o trabalho de limpeza e descarga, resgatando os “perdidos”, para serem encaminhados para os trabalhos de desobsessão da Casa de Umbanda, abrindo espaço e dando condições vibratórias para o trabalho dos Caboclos e Pretos Velhos que é o de inspirar pensamentos de perdão ao pai de Carlos, de esperança no próprio Carlos, saúde e bons eflúvios na esposa e mãe de Carlos. Através de passes magnéticos Caboclos e Pretos Velhos transformam o campo vibratório da casa e cuidam de seus moradores.

Enquanto tudo isso ocorre a casa dorme, e todos são tratados em espírito.

Enquanto isso os médiuns daquele terreiro também dormem em suas casas, mas alguns estão doando ectoplasma, auxiliando nos trabalhos de transmutação energética. Uns participando ativamente e outros observando e aprendendo, através do processo de desdobramento, assistem a boa parte dos trabalhos.

Após o trabalho realizado o Mentor da Casa sorri.

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É claro que todos sabem que de agora em diante é de acordo com o merecimento de cada um, de cada membro dessa família, tudo dependerá do quanto cada um irá lutar para melhorar, mas agora sem as “amarras” ou interferência do Astral Inferior.

A Umbanda através de uma ação conjunta dos componentes da egrégora de uma Casa de Umbanda pôde proporcionar alívio, conforto e libertação aos membros da família e auxílio aos irmãos perdidos nas trevas da ignorância, do ódio, do rancor, do remorso e da culpa.

Mesmo que Carlos nunca mais volte ao terreiro para agradecer a melhora, ou que nunca desperte para a ajuda que recebeu, mesmo que o pai de Carlos nunca se perdoe, a Umbanda se fez presente em Caridade e Amor!

Agora diga com sinceridade, após ler tudo isso você ainda acha que Exu é o Diabo?

Você acha que importa ficarmos discutindo se Exu, a Umbanda e seus Orixás vieram da Atlântida, da África ou do quintal da sua casa?

Se ainda lhe resta alguma dúvida eu afirmo a minha certeza: a Umbanda nasceu do Coração de Zambi em Sua Infinita Misericórdia por nós! Porque só a Umbanda tem quem nos defenda e proteja independentemente da nossa ignorância nos impedir de reconhecê-los como bons e amigos!

Obrigada Exu pela proteção, defesa e principalmente por ter tanta paciência com a nossa ignorância!

Salve os nossos amigos, defensores e compadres! Saravá Exu e Pomba Gira!

Laroyê Exu!

Por Iassan Ayporê Pery
Dirigente do Centro Espiritualista Caboclo Pery

domingo, 24 de novembro de 2013

As Sete Forças de Um Médium....



1 - O AMOR - É O Supremo criador, o poder absoluto que gerou a natureza e todas as outras coisas É a força eterna, fonte do tudo e do nada. O amor é a base de tudo, envolve a estrutura de todos os fatos no desenvolvimento. 

2 - A PIEDADE - É o sentimento de devoção e de dar auxílio, ajudar, compadecer do sentimento alheio. Bondade para com o próximo, que causa para o médium um bem-estar no ato. É a força doada pelo Criador do Céu e da Terra, exemplificada na criação do Universo astral, como segunda via de evolução para voltar ás origens. 

3 - A HUMILDADE - É o sentimento de simplicidade nas expressões a si mesmo; submissão á força superior; conhecimento de sua razão e respeito á do outro. Pedir com devoção conhecendo o seu valor e o da fonte superior. Conhecer o seu lugar, o seu eu, a sua missão, para seguir o seu caminho com resignação. 

4 - A FÉ - É o sentimento da crença, do credito, do valor recebido, a confiança, a graça alcançada vinda de "cima", das forças superiores. É também, complemento da força da humildade. 

5 - A FIRMEZA - Esta é a força adquirida pela sabedoria. O equilíbrio de forças adquirido através da pesquisa, do interesse, na busca dos conhecimentos das Leis Sagradas. Conhecendo estas Leis, terá forças para saber como agir e porque agir. É saber pagar o que deve, para receber o que merece. 

6 - A SEGURANÇA - Forca adquirida pelo conhecimento da origem das coisas. Só se sente seguro em determinado lugar quem conhece profundamente este lugar. Quando estamos numa ponte, só nos sentimos seguros quando vemos as suas estrutura, suas bases, o material de que é feita, quem a fez e com que finalidade. Conhecendo a origem da ponte, então nos sentimos seguros. E nós, o que somos?, Como nos sentimos seguros de nós mesmos sem conhecer a nossa origem! 

7 - A FORÇA - É o conhecimento dos rituais e da magia. A força do médium depende de seus conhecimentos da mística espiritual. Estes conhecimentos são adquiridos á medida que são merecidos e dados ou autorizados pelo Pai de Coroa (guia de frente), seja ele de uma banda ou de outra. Se o médium conhece as Leis Sagradas, ele sabe a que caminho leva uma banda ou outra, se está na banda de Luz (quem conhece a Luz, também conhece as trevas e por isso prefere a Luz), seu caminho será conduzido pela Luz. Se a força do médium é adquirida pelas trevas (quem vive nas trevas é porque não conhece a Luz), seu caminho será conduzido pelas trevas. O símbolo da forca de um médium é o próprio ponto de força de seu Pai de Coroa.

sábado, 23 de novembro de 2013

Contaminações Fluídicas

A mente viciada e enferma cria sintonia com energias e fluidos densos. Como a matéria mental flui de forma constante do próprio espírito, formam-se, dessa maneira, imagens que, a princípio, assemelham-se a relâmpagos fugazes na tela mental. À medida que o pensamento se repete e o sentimento o fortalece, a imagem mental torna-se cada vez mais densa, agregando em torno de si os fluidos pesados e grosseiros que estão na mesma faixa de sintonia.
            A esse exercício mental de criação inferior, realizado constantemente por milhões de mentes em desequilíbrio, juntam-se a energia e o magnetismo de espíritos infelizes que se sintonizam com os encarnados.
            A permanência da mente invigilante na sombra do magnetismo inferior faz com que sejam estruturadas formas fluídicas de larvas e vírus, bactérias e miasmas, que infestam as auras dos nossos companheiros encarnados. Materializam-se, por assim dizer, as criações mentais, ou firmam-se mais intensamente os clichês criados pelas mentes invigilantes.
            A ação desses parasitas reflete-se nos estados emocionais graves e delicados. O sistema nervoso, como via de ligação mente-corpo, é bombardeado com fluidos mórbidos e mentalizações infelizes que se imantam ao longo da rede delicada de neurônios. Dessa forma está estabelecido o desajuste dos centros de força. O fluido mórbido encontra livre acesso ao mundo orgânico, concentrando-se, por processo de sintonia magnética, no órgão mais sensível, gerando as enfermidades.
            Compreendendo o percurso do fluido deletério, das formas-pensamento ou das contaminações fluídicas, podem os meus irmãos entender a razão de insistirmos na elevação do padrão vibracional, o que se consegue através de posturas íntimas corretas, da manutenção de emoções sadias, da reforma interior e do otimismo. Da mesma forma que os fluidos se adensam em torno das criações mentais infelizes, os fluidos mais sutis envolvem a matéria mental superior, os pensamentos nobres e elevados, os sentimentos e emoções saudáveis.
            Quando os meus irmãos encontram-se contaminados fluidicamente, com as auras povoadas de fluidos e criações mentais nocivas, é necessária a terapia energética ou fluidoterapia para dispersar as energias densas. Os canais de energia, os centros de força ou chacras e toda a organização psicossomática necessitam ser liberados da matéria mental mais densa ou dos vírus, larvas e bactérias astrais, através de terapia adequada.
            A saúde do corpo espiritual só é restabelecida plenamente com a vivência dos estados superiores da alma, o desenvolvimento de posturas íntimas e pensamentos equilibrados. A soma dos fatores mentais e emotivos de ordem superior determina o equilíbrio integral.
            Em sua vida social o homem acostuma-se ao automatismo e à velocidade das realizações e conquistas. Suas experiências são superficiais e cada vez menos comprometidas com a realização interior e com o amor, que deve reger as relações de toda ordem. Dessa forma, despreocupa-se das questões de ordem transcendente e vicia o pensamento e os sentimentos; cria situações infelizes, gerando um panorama psíquico favorável à contaminação de suas fontes interiores.
            O convite oportuno da doutrina espírita é para que o homem desperte para uma visão mais ampla de si e do mundo que o envolve e no qual está inserido, num processo consciente de evolução. Trabalhando sob a nova visão, mais ampla, mais espiritual, compreenderá a sua responsabilidade para consigo mesmo. Esse despertamento para os valores internos, para a vida espiritual, abrirá um vasto campo de experiência e conhecimento ao espírito. A atuação da força mental, a realidade dos fluidos, a consciência de sua imortalidade desdobrará, ante a visão interna, novos panoramas, novos valores.
            Experimentando em si mesmo a realidade dessas energias sutis, o homem poderá sentir-se motivado e impulsionado para as conquistas do espírito. A chamada reforma interior, com a natural mudança de hábitos, pensamentos e sentimentos, fixará novas diretrizes para o ser e fortalecerá as criações mentais superiores.




TEXTO DO LIVRO “ALÉM DA MATÉRIA” – CONTAMINAÇÕES FLUÍDICAS de ROBSON PINHEIRO