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domingo, 30 de junho de 2013

Fechamento de Corpo (Corpo Fechado)


Um ritual conhecido e pouco discutido é o Fechamento de Corpo, ele serve para imunizar-se contra acidentes, perigos, moléstias ou sortilégios. O mesmo que sarar. O povo quer ter o corpo fechado para não entrar nenhum mal: faca, veneno de cobra, feitiço, encosto, mau-olhado, arma de fogo.
            Para entendermos como é feito, como funciona, e qual o objetivo do “fechamento de corpo”, é necessário antes que tenhamos uma pequena noção sobre o funcionamento fluídico de nosso corpo perispiritual, no qual o “fechamento” (ou “cruzamento”) se processa.
           Sabemos que o nosso corpo psicossomático exterioriza e reflete os mais íntimos registros contidos no mundo mental do espírito. Esse processo é feito por intermédio do corpo perispiritual, o elo responsável pela incessante comunhão fluídica entre o espírito e o corpo físico. Esse elo, assim, tem a função de transmitir todas as sensações do espírito para o corpo físico e do corpo físico para o espírito. Por isso, consideramos esse veículo psicossomático, o perispírito, como sendo a estrutura mental de nosso corpo terreno. O corpo terreno é, então, apenas o reflexo desse nosso psicossoma, onde se encontra toda a nossa estrutura fluídica. O espírito utiliza-se do veículo fisiológico (corpo material) e do perispírito (corpo espiritual) como instrumentos para sua evolução nos diferentes estados materiais em que experimenta durante sua jornada. Esses estágios em planos materiais são essenciais para a reestabilização, resgate e desenvolvimento do espírito.
            O elo entre o corpo material e o perispírito se dá através dos chacras (também chamados “plexos”, “centros de força”, “centros energéticos”, ou “rodas da vida”). Os chacras são centros vitais com as funções de nutrir o corpo físico com as energias geradas principalmente por nosso mundo mental e de reger, assim, o funcionamento de nossos órgãos. Dessa forma, a maioria das nossas deficiências se encontram registradas em nosso corpo psicossomático, o qual as entidades (espíritos) utilizam como veículo para realizar cirurgias e reparos energéticos. Através da mente desequilibrada, enfraquecemos nossos chacras e permitimos a instalação da doença, ou seja, o mal funcionamento de nosso sistema. Espíritos bons se utilizam de nosso campo espiritual para realizarem tratamentos magnéticos ou de outra espécie; da mesma forma, espíritos inferiores, atraídos por nossa sintonia, podem estabelecer uma comunhão entre eles e o espírito encarnado. Nessa comunhão, o obsessor passa a ser um parasita, nutrindo-se de nossos centros vitais e gerando desânimo, falta de energia, irritação e vários outros sintomas decorrentes de nossa falta de vigília. Essa ação é conhecida como “vampirismo”, uma vez que o espírito literalmente “suga” as nossas energias através de sua instalação em nossos chacras.
            Como vemos, os nossos pensamentos refletem as nossas emoções, as quais, por sua vez, refletem o nosso estado fisiológico. Nós sempre estaremos mergulhados no mundo mental que emitimos, no qual a semeadura é opcional, mas a colheita é obrigatória. Diz-nos Emmanuel que tudo no universo é sintonia e que tudo se encadeia na vida segundo as origens dos nossos sentimentos, idéias, palavras e ações. Por isso, chegamos à conclusão de que, para a reparação de nossos males físicos, urge que antes nos reeduquemos mental e emocionalmente. Existem espíritos com conhecimentos relacionados à manipulação de nossas energias e, infelizmente, vários magos antigos ainda se encontram arraigados no prazer de causar danos e empregar seus feitiços, bastando que alguém lhes forneça a vitalidade para isso. Quando uma força desse nível é canalizada para alguém e o espírito envolvido possui conhecimento de tal manipulação, a vítima se torna impotente, visto que a ação da força é independente do estado emocional da vítima.
            Pelo respeito ao livre-arbítrio, o mal é permitido, mas sempre convertido em produção e crescimento. O fechamento de corpo é uma imantação de nossos centros de força que impede a ação de tais espíritos. Ao magnetizar os centros de força do médium, a entidade cria em volta deles um “escudo protetor”, o qual protege o médium sem desrespeitar a lei das sintonias, visto que o médium continua sujeito às conexões e afinidades que ele mesmo cria através de seu campo mental.~
            Os guias espirituais nos informam que, através do fechamento do corpo, pode nos livrar de tudo, menos de nós mesmos. Por ser um grande magnetizador e conhecedor da máquina fluídica que envolve o ser humano, os guias espirituais podem utilizar do magnetismo de ervas, imantação solar e lunar, magnetismo de alguns cristais e pemba para o fechamento do corpo. Além dessas fontes, também se utilizada do magnetismo gerado ao nível planetário (Terreno), uma vez que a cerimônia de fechamento de corpo é feita em um momento de grandeza energética no planeta, a Sexta-feira Santa.
            Devemos, assim, estar conscientes de que, ao passar pelo fechamento de corpo, não estamos livres das sintonias que atraímos. Se soubermos, no entanto, nos utilizar da carga energética adicionada em nossos plexos, poderemos dinamizar a nossa vitalidade em um potencial assustador, uma vez que os nossos chacras estão em perfeito funcionamento devido à imantação.
            O fechamento de corpo objetiva preparar o médium para qualquer tipo de trabalho, são atraídos milhões de espíritos para tratamento, muitos dos quais sofrem, precisamente, do tipo de influência que relatamos acima (vampirismo). Quando envolvidos nesses tratamentos, os médiuns preparados não absorvem as energias desses espíritos durante os trabalhos de “descarrego” feitos pelos guias espirituais.
  
            Nós temos nosso rito de fechamento de corpo, acontece toda Sexta-Feira- Santa, neste dia especial fazemos nosso ritual, a pessoa passa pelo Sal Grosso, o Carvão, Cruzamento de Pemba. Óleo Ungido, Firmação do Anjo da Guarda e a Consagração do Sal Marinho. È um ritual muito bonito, em nossa casa de forma gratuita.

Que Oxalá nos abençoe sempre.





sábado, 29 de junho de 2013


O Homossexual na casa espírita

   
 Como espíritas que somos e esclarecidos pelos ensinamentos da doutrina, precisamos desenvolver uma postura de tolerância e compreensão para acolher, sem preconceitos, todos os espíritos que nos cercam e que buscam a casa espírita.
    O amor de Deus é plenamente destinado a todos, sem exceções. Características do corpo físico, esse invólucro transitório do espírito em vida terrena, não podem definir este espírito nem devem contribuir para gerar sentimentos de rejeição ou repulsa em nossos corações.
    Todos aqui estamos nesse mundo de expiação e provas e, para aqui poder atuar, assumimos corpos físicos que tornam possível a vida na Terra. Mas este corpo é, e será sempre, a despeito dos avanços da Medicina, um corpo perecível. Portanto, é no espírito imortal que habita ali, criação amorosa de      Deus e que carrega Sua luz, que devemos concentrar nossa atenção e a ele dedicar o nosso amor.
    Na ótica da Caridade Cristã, não só devemos acolher esses espíritos, cada um revestido de sua própria individualidade, mas também procurar chegar até eles, encurtando o caminho que nos separa.
    A Doutrina Espírita nos ensina que todos nós temos um passado que explica e justifica situações de nossa vida presente.  Do mesmo modo que  Deus acolhe amorosa e indistintamente todos os seus filhos, assim devemos proceder com nossos irmãos.
    Aprendemos também que o espírito possui uma bipolaridade em termos sexuais, podendo encarnar sucessivas vezes ora como Homem, ora como Mulher.  No estudo do desenvolvimento dos embriões, a ciência já nos mostra que todo embrião tem as duas (2) potencialidades, feminina e masculina, que só se define após algumas semanas do desenvolvimento fetal.
   O que nos define como Homem ou Mulher? É a contribuição do pai, através de seu espermatozoide  que determina o sexo do futuro bebê.  Essa conformação genética é solicitada pelo próprio espírito, esclarecido a respeito de suas necessidades para aquela encarnação.  Para isso, contribuem os espíritos superiores que se encarregam de ajudar e apoiar esse ser que vem a renascer.  Segundo a história de cada um e suas necessidades, será definida sua feição humana.  Todos encarnamos melhores, mais evoluídos do que já fomos, para prosseguir em nossa caminhada.
    Todavia, esse corpo físico manifesta exigências carnais e a atividade sexual é uma delas.
    A mulher, que no mundo cristão de outrora, tinha sua condição feminina desvalorizada e, às vezes, até negada, hoje, com o advento da contracepção, desempenha um papel muito diferente nas relações sociais.  Devido a conquistas da ciência como fertilização in vitro, barrigas de aluguel, concepções assistidas etc., nos vemos diante de situações controvertidas, as quais precisamos compreender e nos posicionar segundo a Verdade contida na Doutrina Espírita, a Terceira Revelação.
    Jesus nos ama indistintamente, nos aceita como somos e nos oferece o que precisamos e, como espíritas que somos, devemos construir as bases de nossa conduta conforme o exemplo do Mestre.
    Precisamos buscar, através do raciocínio e da conscientização e da procura constante de nossa essência espiritual, a compreensão dos processos dolorosos pelos quais passamos na vida para tirar dessas experiências o aprendizado necessário à busca da perfeição e da felicidade, do bem-estar pleno para o qual Deus nos criou.
     O mundo atual nos desafia a enfrentar, com coragem e sem hipocrisia, as novas relações interpessoais que ocorrem em todos os espaços onde transitamos.
    Hoje sabemos, a ciência nos afirma, que a relação homossexual, feminina ou masculina, é perfeitamente possível tanto do ponto de vista físico (obtenção do prazer sexual) como do psíquico (afetividade, harmonia, companheirismo, etc.).
    A OMS, que já catalogou a HOMOSSEXUALIDADE como doença, hoje já não considera assim.  Por isso, o termo “homossexualismo” não deve mais ser usado, já que o sufixo “ismo” caracteriza “doença”.  Devemos nos referir à Homossexualidade, que designa um estado do ser, uma condição do indivíduo.
    Quanto à auto-estima, as pessoas podem ser: Egossintônicas – aceitam-se como são; ou Egodistônicas – rejeitam sua própria condição, não estando em sintonia consigo mesmas.  Desta condição egóica depende a qualidade das relações afetivas que construirão, tanto heteros como homossexuais. Os distúrbios afetivos e psíquicos, que exigem tratamentos específicos para reequilibrar o indivíduo desajustado quanto às normas sociais, derivam desta condição interna do sujeito e que, na visão espírita, sabemos resultar de vidas anteriores.
“...o sexo, na existência humana, pode ser um dos instrumentos do amor, sem que o amor seja o sexo”  ( do livro “Mensageiro da Luz” – cap. 13 – André Luiz).
    Quando as pessoas se reconhecem com tendências homossexuais, esse processo costuma vir carregado de muita confusão, sofrimento e, principalmente, de culpa.  Daí a necessidade do acolhimento e da orientação adequada para que a pessoa seja esclarecida pela palavra de Jesus. Só assim ela terá a possibilidade de se equilibrar para viver de forma digna as provações que precisará enfrentar.
    A condição sexual não garante a dignidade do indivíduo, mas sim a forma como ele exerce a sua sexualidade.  Muitos heterossexuais se comportam de modo totalmente indigno, usando o outro de forma egoísta, visando seu próprio prazer sem respeito a si mesmo nem aos sentimentos do outro.  Estes também precisam ser esclarecidos para evitarem os males que resultam de tais condutas.
    Indiferente de sua condição sexual, todos devem se comportar, se vestir e se comunicar de forma adequada a cada situação.
O Atendimento Fraterno é a porta aberta na Casa Espírita para o acolhimento dos espíritos que nos procuram, independente de sua condição ou aparência.  Não há espaço aí para indiscrição nem para rejeição ou pré-julgamentos.  Não importa o que ele é, mas sim o que ele poderá vir a ser, na medida em que for se esclarecendo.
    Essa necessidade é igual para todos os espíritos que sofrem e buscam superar pelo Bem suas necessária provações.
Muitos homens têm características femininas em sua aparência ou em sua conduta (são mais suaves, mais sensíveis, mais frágeis), mas não são menos masculinos por causa disso.  São experiências anteriores, ricas e proveitosas, vividas na condição feminina em encarnações passadas, que os fazem constituírem-se assim.  
    O mesmo ocorre com mulheres que apresentam posturas tidas socialmente como masculinas sem que sejam menos femininas em sua constituição física ou psíquica.
    Conforme essas características, as pessoas se atraem e os casais se formam e funcionam de forma harmoniosa, encontrando na relação conjugal a completude, o companheirismo que os ajuda e os fortalece na trajetória terrena.
    Os desvios sexuais estão relacionados a uma indefinição ou confusão interna que podem afetar seu espírito e, conseqüentemente, atingem seu corpo físico e seu psiquismo.
    Controle, educação e disciplina são condições básicas para vivenciar a sexualidade de forma adequada.  A união de um casal deve ser pautada no Amor e na prática do Bem; ter ou não ter filhos não deve ser uma obrigação inerente ao casamento.
Indivíduos egodistônicos freqüentemente se comportam de forma promíscua, muitas vezes numa conduta bissexual.
Estruturas orgânicas como o intersexualismo, precisam ser acompanhadas medica e psicologicamente para definir a condição predominante naquele indivíduo e proceder à correção cirúrgica.  Esta situação constitui uma provação duríssima para a pessoa.
    Na casa espírita, qualquer trabalhador, em qualquer função que exerça, pode estar em qualquer condição sexual desde que se comporte e conduza suas ações de modo adequado, dentro e fora da casa.  Além disso, precisa ter conhecimento da doutrina e uma fé consistente que dêem suporte a seu trabalho.
     A homossexualidade não é uma opção da pessoa nem é provocada por condições familiares, relação parental etc., posto sabermos que na maioria das vezes está definida antes de seu nascimento.  Portanto, as pessoas são responsáveis pelo modo como decidem exercer sua sexualidade. 
 A sexualidade não é uma escolha, mas o ato sexual é.
    Há indivíduos ditos fronteiriços quanto a sua definição sexual devido a conflitos e situações pretéritas.  Nestes ocorre um momento onde ele decide por um lado ou por outro e, dependendo do seu grau de esclarecimento, pode fazer uma escolha indevida, problemática para sua vida.
    Quando percebemos esses sinais em nossas crianças, é nosso compromisso cristão para com elas que as aceitemos com respeito e carinho e as eduquemos segundo os princípios da nossa fé: os critérios evangélicos de ética, de moral e de caridade. Assim estaremos educando aqueles espíritos para que se tornem pessoas de Bem.
    O trabalhador espírita que ainda não se libertou das amarras do preconceito deve se abster do Atendimento Fraterno dirigido a pessoas cujas características possam lhe provocar sentimentos de desconforto.
Tenhamos sempre em mente que a Doutrina Espírita acolhe e compreende, mas não é conivente com condutas que destoam da moral cristã.
Quando o exercício da sexualidade traz angústia e sofrimento ao indivíduo, seja qual for sua condição sexual, é aconselhável que ele se proponha a um período de abstinência sexual, durante o qual buscará estudar e refletir melhor sobre si mesmo, esclarecer-se sobre seu papel no mundo para então escolher um modo de vida que faça dele um membro ajustado e útil à sociedade.
    Não esquecer, todavia, que essa abstinência deve ser assumida espontaneamente e nunca imposta por outros, o que quase sempre acaba resultando em desvios sexuais.
    Na avaliação dessas situações que ora nos apresentam, como a união civil de homossexuais, devemos sempre usar o bom senso e uma postura tolerante e amorosa para agirmos de forma justa.  Reconhecer os direitos legais de um casal homossexual é uma questão de justiça e respeito pelas pessoas, apenas legitima o que já existe e não se constitui um estímulo para “gerar” homossexuais.
    Na orientação dos indivíduos homossexuais, devemos alertá-los de que são alvos fáceis para a ação perniciosa de outros espíritos que tentarão utilizá-los para satisfazer suas necessidades sexuais, causando grandes perturbações.
Todos os espíritos devem encarnar várias vezes como homem e como mulher para vivenciarem as experiências específicas de cada papel sexual, enriquecendo assim sua caminhada espiritual.
Homens e mulheres que vivem de forma promíscua sua sexualidade, sendo permanentemente sedutoras e explorando o outro sexualmente, podem no futuro encarnar como homossexuais como provação para elaborar essa questão.
    Não há motivos contrários à adoção de crianças por casais homossexuais visto que já sabemos que essa condição não depende de influência parental direta.  Se o casal que se dispõe a adotar tem condições de oferecer às crianças a proteção, o carinho e a educação que elas precisam para crescer saudáveis, nada os desclassifica para serem pais.
    Finalmente, lembremos sempre que a homossexualidade não é uma condição permanente, é um estado transitório.  Os indivíduos não são homossexuais e, sim, estão homossexuais.  E somos todos, antes de tudo, filhos muito amados de Deus.
(1) Palestra proferida na Associação  Espírita Rita de Cássia (12º Conselho Espírita de Unificação), em 21 de agosto de 2005
Nota: o texto constitui uma síntese da palestra, assim como das respostas dadas às perguntas formuladas pelos participantes do evento.

Dr. Augusto Fernando Haanwinkel  

Bibliografia:
1.         KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 84. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2003
2.         KARDEC, Allan. O Céu e o Inferno. 1. ed. Rio de Janeiro: CELD, 2004
3.         KARDEC, Allan. Revista Espírita.jan. 1866. Tradução CELD
4.         LUIZ, André (Espírito). Psicografia de Francisco C. Xavier. No Mundo Maior.23.ed.Rio de Janeiro:FEB, 2003.p.190.
5.         LUIZ, André (Espírito). Psicografia de Francisco C. Xavier. Ação e Reação. 24. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2003. p.209
6.         LUIZ, André ( Espírito). Psicografia de Francisco C. Xavier. Nosso Lar. 54. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2003. p.127
7.         Ibidem p. 259
8.         Ibidem p. 174
9.         LUIZ, André (Espírito). Psicografia de Francisco C. Xavier. Os Mensageiros. 39. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2003.p. 159
10.       EMMANUEL (Espírito). Psicografia de Francisco C. Xavier. Vida e Sexo. 23. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2002, p. 27
11.       WORM, Fernando. Vida e Obra de Divaldo Pereira Franco. 5. ed. Salvador: LEAL, 1995. p.77.
12.       EMMANUEL (Espírito). Psicografia de Francisco C. Xavier. Leis de Amor. 21. ed. São Paulo:FEESP, 2003. p. 16-17
13.       LUIZ, André (Espírito). Psicografia de Francisco C. Xavier. Sexo e Destino. 26. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2002. p. 265.
14.       KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 2. ed. Rio de Janeiro: CELD, 2003. p. 277.
15.       EMMANUEL (Espírito). Psicografia de Francisco C. Xavier. Vida e Sexo. 23. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2002. p.89
16.       LUIZ, André (Espírito). Psicografia de Francisco C. Xavier. No Mundo Maior, 23. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2003. p. 197
17.       Ibidem. P. 196.
18.       EMMANUEL (Espírito). Psicografia de Francisco C. Xavier. Encontro Marcado. 2. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1971. p.102
19.       LUIZ, André (Espírito). Psicografia de Francisco C. Xavier. Evolução em Dois Mundos. 21. ed.Rio de Janeiro: FEB, 2003. p. 138.
20.       Ibidem. P. 141-142
21.       LUIZ, André (Espírito). Psicografia de Francisco C. Xavier. Ação e Reação. 24.ed.Rio de Janeiro:FEB, 2003. p.205
22.       EMMANUEL (Espírito). Psicografia de Francisco C. Xavier. Vida e Sexo. 23.ed. Rio de Janeiro: FEB, 2002. p.90
23.       Ibidem. P.92
24.       EMMANUEL (Espírito). Psicografia de Francisco C. Xavier. Encontro Marcado.2.ed.Rio de Janeiro:FEB 1971.p.101-102
25.       EMMANUEL (Espírito). Psicografia de Francisco C. Xavier. Vida e Sexo. 23. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2002. p. 62-63
26.       Ibidem. P.90.
27.       KARDEC, Allan. Revista Espírita. Tradução da E. CELD.v.1, jan.1866.
28.       Ibidem.
29.       LUIZ, André (Espírito). Psicografia de Francisco C. Xavier. Ação e Reação. 24. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2003, p.209
30.       EMMANUEL (Espírito). Psicografia de Francisco C. Xavier. Vida e Sexo. 23. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2002 p.92
31.       LUIZ, André (Espírito). Psicografia de Francisco C. Xavier. Ação e Reação. 24. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2003. p. 209
32.       Ibidem.
33.       LUIZ, André (Espírito). Psicografia de Francisco C. Xavier. Evolução em Dois Mundos. 21. ed.Rio de Janeiro: FEB, 2003. p. 144
34.       EMMANUEL (Espírito). Psicografia de Francisco C. Xavier. O Consolador. 23. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2001, p.111
35.       KARDEC, Allan. A Gênese. 1. ed. Rio de Janeiro: CELD, 2003. p.488 36.       LUIZ, André (Espírito). Psicografia de Francisco C. Xavier. Missionários da Luz. 37. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2003. p. 27-28

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Como é visto o tabagismo no plano espiritual


Capítulo 32 – Enfim, o Trabalho

Até um dia em que, mencionando-lhe estar atendendo aos "cianóides" mostrou-se muito curioso em conhecer esses enfermos, pois ouvira falar que nossa colônia os albergava em grande número. E não tardou para que, encontrando-o desocupado, convidasse-o para nos acompanhar em uma de nossas atividades corriqueiras, a fim de que pudesse se inteirar mais de perto de nossa rotina de trabalhos.
            Chamamos aqui de "cianóides", os suicidas assistidos em nossa colônia, motivados pelo vício do tabagismo. Em decorrência da forte cianose (*) que se lhes estampa na configuração perispiritual, emprestando-lhes o característico tom azulado, receberam essa denominação pelos nossos enfermeiros, frequentemente também chamados de "homens azuis", embora nossos superiores relutassem em adotar tais alcunhas como de uso oficial, sendo de fato cognominadossuicidas tabagistas.
            Os fumantes inveterados da Terra desencarnam de fato como autocidas e são atendidos em nossa colônia, em enfermarias especiais, pois, frequentemente, são resgatados do Vale dos Suicidas, onde estagiam por tempo indeterminado, porém normalmente prolongado. Não há quem duvide de que o estranho hábito de aspirar inadequados gases tóxicos do tabaco promova graves males ao organismo físico, impondo-lhe patologias destrutivas e minando-lhe as forças vitais. As doenças decorrentes dotabagismo são já muito bem descritas pela medicina terrena, entretanto poucos se dão conta de que tal condição é capaz de atravessar o túmulo, acarretando sérios danos à vida do espírito na Erraticidade.
            Demandamos importante nosocômio de nossa cidade, como sempre acompanhado de Adelaide e agora de Alberto, que atendia à sua curiosidade em conhecer os estranhos "homens azuis". Adentrando a instituição, sempre repleta de trabalhadores e enfermos, dirigimo-nos para o seu subsolo, onde, em local isolado e pouco aprazível, localiza-se a "Câmara dos cianóides", Uma grande sala, hermeticamente fechada, permitindo reduzida renovação do ar ambiente, acomoda enorme número deles, trescalando forte e intolerável emanação recendente a tabaco. Necessita-se munir de suficiente autocontrole, pois aqueles que não se habituaram ao estranho vício experimentam fortes náuseas em contato com o ambiente. Adelaide já se achava parcialmente adaptada e eu, como ex-fumante, não encontrava grande dificuldade no local. Alberto, contudo, mesmo advertido do incômodo, exprimia sua natural repugnância, ensaiando náuseas incoercíveis. Máscaras especiais são usadas pelos que assistem estes doentes a fim de não se contaminarem com suas nocivas exalações, porém não são capazes de completo isolamento, exigindo-se força de vontade para a permanência no local.
            A necessidade de se manter indivíduos enfermos em tão inóspita atmosfera explica-se pelas exigências patológicas que seus vícios, arregimentados ao longo da vida, impõem às suas delicadas constituições psicossomáticas. Habituados à inalação constante dos venenosos insumos do tabaco, encontram como único e fugaz alívio a permanência em tão insalubre salão, impregnado dos eflúvios pestilentos emanados por eles mesmos, satisfazendo a doentia dependência arquivada no perispírito. Aí permanecem por tempo indeterminado, despendendo valiosas oportunidades da rica vida espiritual, agastados na vivência de aflitivas sensações, algemados às consequências da própria imprevidência. É lamentável e incompreensível a ignorância do homem moderno, deixar-se dominar desta forma por tão ignóbil vício, mesmo ciente dos grandes males que infringe à sua organização.
            Dirigindo meu olhar para o passado, envergonhava-me, perante Deus e a própria consciência, por ter sido um deles, entregando-me a tão aviltante e atoleimado prazer. A duras penas suplantara a triste condição e sentia-me compelido a colaborar com os inditosos irmãos da retaguarda, relembrando os benefícios recebidos no passado. Adelaide, por extremada abnegação, acompanhava-me diariamente no penoso labor, dominando com boa vontade o intenso mal-estar que o contato com o repugnante lugar lhe suscitava. Alberto titubeava, porém, não declinou da intenção inicial, dispondo-se a nos seguir.
            Nossa tarefa consistia em aplicar aos enfermos ali reunidos passes deevacuação miasmática, fazendo-os drenar os remanescentes vibratórios das toxinas do fumo ainda impregnadas no corpo perispiritual. Todos, desencarnados por patologias próprias do tabagismo, mal conseguem respirar e, hebetizados, não se dão conta da própria condição em que se encontram. Muitos suplicam por cigarros, em franco desespero, enquanto outros, em afligentes ataques de loucura, exigem por eles. Alguns logram, mediante automática e ingente operação ideoplástica que lhes rouba preciosas energias psíquicas, mentalizar cigarros, os quais imaginam tragar, desfrutando enganoso deleite. Todos vivenciam a ideia fixa de fumar como única solução para suas angústias, triste obsessão da qual demandam longo período para se desvencilhar, causando sérios prejuízos aos seus progressos espirituais.
            Possuídos de lastimável e imensa penúria orgânica, demandam largo período de recuperação nestas enfermarias especializadas. Os delicados tecidos pulmonares perispirituais, seriamente lesados pela intoxicação nicotínica, imprimem-lhes pesadas e aflitivas angústias respiratórias, dignas de pena para quem os assiste. Alguns mal conseguem conversar, dominados pela dispnéia e quando o fazem é para suplicar por cigarros, como se fosse tudo que precisam para se acalmar. Triste condição que nos leva a meditar no imenso disparate de tão nefasto vício ao qual o homem da Terra se atira com avidez, sem dar-se conta do tamanho malefício que se está infligindo. O perispírito é sobremodo sensível às substâncias nocivas e inadequadas que usamos em demasia quando na carne, fixando-as em forma de aguilhões vibratórios, exigindo-se árduos e prolongados tratamentos para bani-los, O corpo físico, confeccionado em adequada robustez, é capaz de maior resistência a este dardejamento químico aviltante, porém com a morte, os males que nos ocasionam, agravam-se, devido à tenuidade da tessitura psicossomática, ampliando-se seus assoberbados efeitos negativos, coagindo o incauto viciado a desequilíbrios e sofrimentos ainda maiores. Após longos, anos de permanência em tais enfermarias, todos ainda continuam registrando o dano nas malhas perispirituais, imprimindo-as depois no futuro corpo físico, ao reencarnarem, estabelecendo enfermidades de difícil remissão como a asma brônquica, as fibroses idiopáticas, os tumores, as pneumonias de repetição e outras patologias pulmonares crônicas.
            Decididamente, em sã consciência, não se pode compreender tamanha estultice do homem em se comprazer aspirando aos nocivos dejetos químicosda combustão do tabaco. Nossos dirigentes nos informam que o inadequado costume, aprendido dos indígenas americanos, somente se justifica como hábil mecanismo utilizado, em seus primórdios, pelos espíritos obsessores dos encarnados, interessados em lhes sugerirem hábitos nocivos com o firme propósito de lhes imporem prejuízos. Posteriormente, retornando à vida física, incorporaram o mesmo mal que imputavam às suas imprevidentes vítimas, perpetuando assim o desregramento que se transformou em crônico vício social.
            Embora a maioria dos tabagistas, após a morte física, encaminhe-se para o Vale dos Suicidas, muitos permanecem na crosta planetária, jungidos aos encarnados, aos quais se consorciam em doentio conúbio obsessivo a fim de continuar o sórdido prazer, induzindo a sua perpetuação, compondo assim outro lamentável panorama das tristes consequências de tão estranho costume.
            Observando a infausta condição destes enfermos, não podemos deixar de lançar um apelo àqueles que ainda residem na carne e que detêm a condição de abandonar desde já o inadequado hábito, evadindo-se a tempo dos implacáveis sofrimentos pós-morte. Não há esforço que não compense nosso bem-estar no Mundo Espiritual, permitindo-nos a aquisição de importantes acervos evolutivos, habilitando-nos a vivência no máximo equilíbrio possível. Contudo, sabemos que muitos não responderão a estes nossos ditames, e somente aqui os compreenderão, pois a vida na matéria nos inunda, por vezes, da ilusão de que importa apenas o presente, e as consequências de nossos atos no porvir não nos dizem respeito. Seguramente seus padecimentos serão motivos de imensos, porém tardios arrependimentos a se refletirem em futuras reencarnações.

(*) Termo comum de uso médico que designa a coloração azulada da pele, principalmente das extremidades, decorrente da presença de elevados teores de gases carbônicos no sangue.

Livro: Ícaro Redimido
Gilson Freire pelo Espírito Adamastor

quarta-feira, 26 de junho de 2013

O que você sente? O que você faz?


Muitas pessoas acreditam que viver em plenitude é fazer tudo o que têm vontade! É viver e agir conforme mandam seus sentimentos. Para estas pessoas isto sim é que é liberdade!

            Alguém já disse: não faça promessas quando estiver muito feliz, nem faça planos quando se sentir infeliz.

            O que isso significa? Significa que os sentimentos alteram a nossa forma de ver as situações como elas realmente são, distorcem de alguma maneira os acontecimentos como eles são na verdade.

            Quantas vezes deixamos de fazer algo importante devido a um sentimento que nos preencheu e nos paralisou?

            Quantas vezes mudamos de plano e de foco por causa de um sentimento? Depois, certamente, ficamos com a sensação de termos nos decepcionado, de termos nos sabotado.

            Acredito que nossos sentimentos muitas vezes nos enganam... Quando decidimos nos guiar cegamente por eles nos esquecemos das nossas metas e dos nossos objetivos.

            Fazer o que manda meu coração, isso é liberdade! Quantas vezes já ouvimos isso? Será que esta atitude nos levará a algum lugar e principalmente nos levará onde queremos chegar?

            Podemos e devemos sentir todos os sentimentos.

            Como seres de luz em constante evolução, sentir todos os sentimentos faz parte do nosso aprendizado. Mas, também como seres de luz em constante evolução é nosso dever ponderar a maneira com que nossos sentimentos irão interferir na nossa vida.

            Precisamos sentir a raiva, o ódio, o rancor, o medo, a insegurança... Precisamos conhecê-los e percebemos como eles se manifestam em nós e principalmente conhecermos os resultados que eles geram em nós: como agimos quando sentimos determinados sentimentos.

            Se quisermos ter uma vida de plena satisfação e felicidade constante, real, interna e verdadeira devemos cuidar e observar nossos sentimentos.

            Devemos tê-los como cavalos encilhados sempre com rédeas curtas. Observando,  experimentando, mas sem permitir que eles nos dominem.

            Nossos sentimentos estão ligados ao nosso inconsciente, e esse é uma caixinha de surpresa: dentro do nosso inconsciente escondesse “seres” que desconhecemos e que não sabemos do que são capazes. Quando agimos puramente baseados nas emoções, estamos agindo praticamente por impulso, quase como que por instinto: sentimos logo agimos. É como se existissem dentro do nosso inconsciente caminhos já programados, que são acionados a partir de algum sentimento, sinto isso faça isso.

            Quando agimos CONSCIENTEMENTE, com inteligência e equilíbrio emocional, ponderando nossas emoções, mantendo o foco nas nossas metas e objetivos, vamos moldando e treinando nosso inconsciente, criando caminhos novos dentro do nosso inconsciente. Estes caminhos que nada mais são do que reações condizentes com o que queremos ser a partir de agora.


Não permita que a pessoa que mora dentro de você sabote suas conquistas e seu sucesso!
Mantenha sempre tudo sob controle que o sucesso vem!



POR:  Morgana Cristina Bússolo  -  Terapeuta Holística

terça-feira, 25 de junho de 2013

Acabe com os pensamentos negativos e mude sua vida

            Você tem poder - está na sua mente. Mudem os seus pensamentos e a forma de agir para deixar lá atrás aquilo que é ruim e construir um futuro mais feliz e saudável
            O nosso pensamento é o grande responsável pelas coisas boas ou ruins que nos acontecem. Os pensamentos positivos estão relacionados ao que desejamos e amamos e os negativos se ocupam daquilo que não desejamos nem amamos. A americana Louise Hay, autora do livro Ame-se e Cure sua Vida (Editora Best Seller), explica que o poder da mente é capaz de mudar os padrões de pensamento e transformar o cotidiano das pessoas para melhor, inclusive afastando doenças.
            Os pensamentos negativos atraem coisas ruins para a saúde e para a vida pessoal, profissional, amorosa e financeira. O segredo é mudar esse padrão através do poder da mente.

            Para conquistar a plenitude.
Conheça o caminho da sua iluminação interior e encha a sua vida de amor, sucesso e saúde.
           
            Crie um futuro próspero.
Quando pensamos, emitimos uma descarga elétrica que gera um campo eletromagnético capaz de atrair o que estamos vibrando. Se agirmos de forma positiva, atrairemos coisas boas. Por exemplo: se você quer ser financeiramente bem-sucedida, precisa se imaginar em situações prósperas. Você não pode pensar em dívidas ou vai atrair essa energia para a sua vida. Na verdade, toda criação ou pensamento precisa estar alinhado com seus sentimentos.
           
            Mude a maneira como se sente.
Se o que você está sentindo não é bom, faça mentalmente uma lista das coisas que você adora: valem cidades, países, pessoas, empresas, serviços, esportes, músicas, filmes, animais, flores, tipos de roupas, casas, móveis, livros, revistas, carros, comidas... Você pode pensar enquanto se arruma de manhã, caminha, dirige... Agora coloque tudo no papel, escrevendo.

            Liberte-se das amarras
Tudo é pensamento e pensamentos podem ser mudados. A mente está estruturada pelas nossas experiências, frustrações e equívocos vivenciados. Por isso, é claro que não vamos criar nada novo se não nos livrarmos dos pensamentos torturantes.

            Perdoe.
Parar de sentir raiva ou ressentimento de alguém e, sobretudo, de si mesma, é um processo benéfico. Isso fará você se livrar do passado.

            Aceite-se
A autoaprovação e a autoaceitação no aqui e agora é a chave para a mudança. Sim, quando perceber que pode escolher, começará a olhar para trás e entender que fez o melhor que podia. Presa ao passado, você só vai reviver essas limitações e repetir o padrão antigo.

            Esteja no presente
O ponto de poder está sempre no hoje. Só o presente pode trazer novas sensações e mudar o curso da sua vida.



POR:  CARLA  -  Terapeuta Holísitca
Comunicamos  que na próxima quarta-feira, dia 26 de junho, não haverá reunião em nossa fraternidade.
Certos de sua compreensão, agradecemos antecipadamente.

domingo, 23 de junho de 2013

Por que somos traídos ou enfrentamos a perda?


Geralmente a traição e a perda estão associadas. E quando perdemos sofremos demais por não entender o que aconteceu. Sabemos que semelhante atrai semelhante e que tudo que nos acontece tem um propósito, pois afinal estamos na mesma freqüência do acontecimento. Mas como assim? Atraímos uma traição ou uma perda porque estamos nesta sintonia? Sim, estamos o tempo todo com medo de ser traídos e de perder e aí adivinha o que nos acontece?

            Neste caso, temos dois grandes aprendizados, que são: não se corromper por conta do que houve ter fé e a certeza de que fizemos o melhor.

            Pois quando sabemos que lutamos pelas coisas certas e que perdemos para ganhar, nossa freqüência muda. Entretanto não compreendemos as leis divinas ou universais e quando ocorre algo assim, sofremos, choramos, esperneamos, não perdoamos e odiamos tudo e todos.

            Nosso mundo vibra na dualidade, tudo é dual. O dia e a noite; o feminino e o masculino; o preto e o branco; o frio e o calor... Portanto, para rir, temos que chorar; para amar, temos que odiar; para ganhar, temos que perder... Enfim, só conquistamos o que queremos quando temos a experiência, senão nada tem graça. Tudo que vem sem propósito, não tem sentido.

            Contudo, precisamos aprender a viver as experiências e aprender com elas. Ficar remoendo o passado só alimentará dor, doença e sofrimento.

            Perdoar-se tendo consciência de que está tudo certo e aprender a olhar para frente é a melhor maneira de romper com tudo isso. Sofrer a dor da traição e da perda por anos acabará virando em câncer, segundo Cristina Cairo no seu livro Linguagem do Corpo. A medicina tenta achar a cura para o câncer no corpo físico e se esquece de atuar na causa. Hoje nós sabemos que uma pessoa só se cura quando cura a consciência.

            Por isso que ficar preso ao passado e ressentido não ajudará em nada.

            Para tanto, a dica é começar a vislumbrar o hoje, o agora. Avalie profundamente sobre o que serve continuar sofrendo pelo que passou. Quais as vantagens de continuar remoendo? Vale a pena insistir na dor?

            Caso você avalie que não, procure contemplar o “agora”. Onde estou? Contemple o que você tem ao seu redor. Agradeça por ter o que tem e ser quem você é. E mude sua freqüência, sua sintonia. E procure vigiar seus pensamentos, pois sua mente está tão acostumada a voltar ao passado que logo se pegará pensando no que já passou. Neste instante, sele um acordo, um compromisso com você mesmo, dizendo mentalmente: A PARTIR DE AGORA SÓ VOU PENSAR NO HOJE. E VOU ME CONECTAR COM O QUE EU QUERO. O PASSADO NÃO EXISTE MAIS. APRENDI E EVOLUI. HOJE QUERO... Termine a frase e construa na sua tela mental uma nova realidade.

            Mude o foco, pense em algo novo e seja feliz. Pois você merece!




POR:  CÁTIA BAZZAN  -  Terapeuta Holística
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sábado, 22 de junho de 2013

A Energia dos Felinos

Os gatos possuem uma conexão com o mundo mágico, invisível. Assim como os cães são nossos guardiões no mundo físico, os gatos são nossos protetores no mundo energético.
            Durante o tempo em que passa acordado, o gato vai “limpando” a sua casa das energias intrusas. Enquanto dorme, ele filtra e transmuta esta energia. O gato pode, muitas vezes, ficar em lugares com baixa circulação de energia ou Chi vital para poder ativar esta área.
            Quem já não presenciou seu gato olhando para o nada, totalmente imerso... Ele certamente vê coisas que não vemos, desde insetinhos microscópicos até seres de outras dimensões. Muitas vezes seu gato vai para um lugar isolado da casa e começa a miar... Não é só atenção que ele quer: é uma espécie de alerta que ele está dando: a qualidade da energia daquele espaço precisa ser melhorada.
            Nossos problemas, nosso stress diário é absorvido pelo gato. Quando a barra pesa demais e o espaço está muito carregado, não raro o gato adoece. Claro que o gato não é o único responsável pelo o equilíbrio energético do seu lar, mas ele se esforça bastante. Quando mais harmônico for seu ambiente, menos energia negativa ele precisará filtrar e conseqüentemente será mais feliz e saudável.
            Quando dormimos, nossos corpos astrais separam-se do corpo físico e vão para a quinta dimensão, a dimensão sem tempo e espaço: a dimensão em que estamos durante nossos sonhos. Por falta de treinamento e preparo, na grande maioria das vezes não enxergamos essa dimensão tal como ela é, em vez disso a “mascaramos” e codificamos com nosso conteúdo psíquico e inconsciente.
            Os gatos muitas vezes nos acompanham nessas viagens astrais ou protegem nosso corpo astral, além de guardar o nosso quarto de espíritos indesejados enquanto dormimos. Essas são as razões pelas quais eles gostam de dormir conosco na cama.
            Os gatos também monitoram nossa evolução. Durante sua convivência conosco, eles transmitem informações a dimensões superiores, servindo como radares e transmissores. Além disso, como transmutadores de energia, eles auxiliam na cura, desempenhando um papel semelhante ao dos cristais. Os gatinhos são professores, eles ensinam a amar. Um amor livre, não submisso, respeitador do arbítrio alheio e das diferenças. Por isso tantas pessoas têm dificuldade de conviver com gatos e os acham “interesseiros”.
            Primeiro, você tem que conquistar a confiança de um gato. Depois, você tem que aprender a respeitá-lo. Ele vai demonstrar afeto quando realmente estiver disposto, não a hora que você mandar. Gatos emanam amor.
            Do ponto de vista energético, pessoas que têm alergia a gatos são pessoas que têm dificuldade de deixar o amor entrar em suas vidas. De acordo com Caroline Connor, se há muitas pessoas na família e um único gato, ele pode ficar sobrecarregado absorvendo a negatividade de todos. É bom ter mais de um gato para dividir a carga entre eles, ainda mais nesses casos.
            Se você não tem um gato, e um gatinho de rua aparece em sua vida, é porque você precisa de um gato em uma época particular. O gatinho está se propondo a ajudar você. Se você não pode acolher o gatinho, é importante que você encontre um lar para ele. O gatinho chegou até você por alguma razão que você pode não compreender a nível físico, mas você pode descobrir através dos sonhos se assim desejar. Muitas vezes o gatinho aparece, cumpre sua função e se vai.
            Fique atento à forma como os gatos reagem a visitas na sua casa. Muitas vezes eles estão tentando protegê-lo de um campo áurico negativo ou pesado.




POR: VANESSA DE SOUZA CEDRO  -  Terapeuta Holística

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Confiança Abalada

Somos dignos de confiança quando a merecemos. Como assim? Em nosso dia a dia recebemos a todo instante um voto de confiança das pessoas, partimos dela para assim, a mantermos ou a perdermos. Nós olhamos para as pessoas a princípio e acreditamos nelas até que algo aconteça que abale essa confiança.

            Quando a confiança é abalada é difícil retomar ela, porque algo se quebra nesse instante. Quando mentimos para nossos pais e somos descobertos, há uma grande decepção que surge e nesse momento, o pai ou a mãe percebe que seu filho (a) já não é mais tão inocente assim e que, portanto é preciso avaliar melhor cada situação antes de confiar plenamente nele novamente.

            Quando perdemos a confiança do nosso chefe, da nossa esposa ou do nosso marido, dos nossos pais ou dos nossos filhos, dos nossos amigos ou dos nossos colegas de trabalho, entre outros, a desconfiança se instala o que gera uma relação tensa. É triste não poder confiar em alguém que disse que iria manter em segredo algo íntimo seu... É desconfortável viver com alguém que mente, até mesmo para si mesmo... É complicado administrar uma relação onde não há mais confiança de um dos lados...

            Uma vez quebrada a confiança é difícil reparar ela se não houver o perdão de coração, porque a tendência é sempre duvidar dessa pessoa. Para a pessoa que perdeu a confiança em si depositada, fica a percepção do ocorrido somente quando surge o seu amadurecimento, do quanto ela está fazendo mal para si mesma ao mentir, ao omitir algo das outras pessoas. Quando ela se dá por conta, desperta, o sentimento de vergonha é grande e a busca pela reparação se torna iminente...

            Reconquistar a confiança de alguém que você perdeu nem sempre é possível, depende do tamanho do estrago feito pelas suas atitudes. Porém, quando o arrependimento é sincero, pode levar muito tempo, mas se busca com paciência e tolerância o perdão dessa pessoa. Então entenda, se você está nessa situação, que a confiança depositada em cima de você foi traída, seja pelo que foi dito, pelo que foi feito, pelo que foi omitido... Aceitar que você “pisou na bola” é um bom início para retomar o caminho de merecer ter a confiança das pessoas. Tenha paciência com elas, foi você mesmo que gerou essa desconfiança... Foi você que abusou dos bons sentimentos dela em relação a você...

            Assumir seus erros e conscientizar-se das conseqüências deles permite que se perceba o tamanho e o alcance do estrago feito. A má fama de alguém normalmente está ligada a isso... Seja pelo lado de quem denigre (e aí esse alguém é descoberto e perde a confiança), ou porque não merece a confiança os demais passam a ser alertados para também não dar créditos a essa pessoa. Trata-se de um jogo de dominós, onde derrubada a primeira peça, as demais caem em seguida, uma atrás da outra...

            Quando estamos diante de uma pessoa que abalou nossa confiança, seja porque que motivo for, e que percebeu seu erro temos dois caminhos: aceitamos sua falha e a perdoamos de coração ou decidimos nos afastar dela. Há níveis de perdão, o 1º nível você nem quer ver essa pessoa, mas com o passar do tempo, você consegue novamente ver nela boas intenções... Pode demorar muito tempo, mas é necessário da nossa parte que haja uma busca pelo perdão, se o que aconteceu se transformou em mágoa e rancor. Esses sentimentos somente fazem mal a nós mesmos, ninguém mais.

            Somente com compaixão podemos encarar nosso próximo e com carinho perceber o melhor para aquela situação: falar ou calar, afastar-se ou dar um crédito de confiança a mais, perdoar ou ressentir-se... Uma coisa é fato, enquanto a pessoa não se dá por conta do mal que está fazendo (em especial a si mesma) ela tende a ser extremamente nociva a todos que estão por perto dela. Cautela nesses momentos é fundamental, prevenir-se sempre é uma boa escolha e atitudes precisam ser tomadas por conta disso... E, quando a pessoa despertar para o que ela fez, olhe nos olhos dela e perceba se isso é do fundo do seu coração, se o seu arrependimento é sincero... Do contrário, pode ser que ela esteja novamente, manipulando você e traindo assim a sua confiança, de novo! Nessa hora, afastar-se é uma boa opção, para que você aceite o momento dela e possa seguir em frente no seu caminho... Saber distinguir quando é hora de novamente dar um voto de confiança é fundamental, porque essa pessoa pode sim, se arrepender profundamente do que ela fez e buscar a sua libertação do passado através de um voto de confiança seu. Pense nisso!



POR: Aline Elisângela Schulz  -  Terapeuta Holistico

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Ecos da Alma

Quantas pessoas: choram por sentirem tristeza profunda, por manifestarem pânico ou depressão sem uma causa aparente?

Quantas pessoas tentam fugir de uma culpa sem motivo?

Quantas agem buscando a autodestruição e se autoboicotam?

Quantas fogem da solidão?

Quantas querem calar as vozes de comando que sussurram em suas mentes?

Quantas se escondem de perseguição virtual?

Quantas não dormem a noite?

Quantas deixam de viver a vida plenamente por medos e fobias?

Quantas carregam dentro de si o ódio, a raiva, a mágoa?

Quantas se sentem abandonadas e rejeitadas?

Esses estados sentimentais, pensamentos constantes e repetitivos, estado de espírito, muitas vezes sem razão justificável ou por gatilhos acionados, ocorrem por fatos ou acontecimentos, que trazem a tona traumas e bloqueios estampados na alma e que ecoam por muito e há muito tempo.

Milhares de pessoas vivem nessa sintonia e, pelo fato de não saberem o que as incomoda, mergulham em situações e circunstâncias, cada vez mais profundas, tais como: a bebida alcoólica, as drogas lícitas e ilícitas, os jogos, o sexo desmedido, a violação de normas e regras para chamar a atenção, tudo que leva ao processo de autodestruição.

As conseqüências de tudo isso são as piores, suicídios, violência, agressões gratuitas, homicídios, brigas, enfim atos e fatos desastrosos.

A alma contém o registro de tudo que se passou e se passa com o ser humano, nesta vida e em outras existências. Estamos aqui, neste plano físico, para solucionar e resolver os dramas pessoais e não fugir deles e acumular mais para o futuro ou para outras existências.

Cada vez que deixamos de solucionar um problema interno, criamos mais problemas externos ou conseqüências e débitos com outras pessoas e consigo mesmo.

Quando uma pessoa parte daqui, deste plano físico, em geral antes do tempo determinado por desviar do seu verdadeiro caminho, leva consigo o problema ou os problemas e terá que retornar para solucioná-los. O peso vai aumentando e novos dramas serão vividos.

Entender o que se passa na sua vida é o mais importante, e encarar sua própria sombra é a única solução, por mais dolorosa que seja. Encare as situações e os seus problemas de frente ou viva o sofrimento a prazo, em prestações.

Os ecos da alma são fortes e causados por nós mesmos que escolhemos caminhos equivocados, não por culpa do demônio, como se acreditava na Idade média, mas da própria sombra: do egoísmo, do orgulho, da vaidade, da crueldade, da inveja, do ódio que foram gerados pelo medo da dor, da solidão, do desprezo.

A única solução é enfrentar-se, é fazer a faxina interior e livrar-se das doenças da alma. Pedir ajuda será um bom começo.

Pedi e obtereis.


POR:  Carmen Syring  -  Psicoterapeuta Reencarnacionista
Já se encontra no Blog o Calendário de atividades 2º semestre de 2013, caso queira visualizá-lo, clique AQUI 

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Relacionamentos Ioiôs...

Seguidamente é possível observar ao nosso redor, seja em pessoas do nosso círculo de amizades, seja em pessoas desconhecidas um comportamento viciado nos relacionamentos. Testemunha-se em locais públicos ou até mesmo em eventos íntimos, casais discutindo, um denegrindo a imagem do outro, ressaltando seus defeitos em vez de enaltecer seu lado positivo.

            Fica claro para quem vê que existe uma incompatibilidade de personalidades, uma distância muito grande no que representa verdadeiramente amar dentro de um relacionamento. Não se percebe o respeito entre ambos, o que faz surgir um abismo entre eles. Com o passar do tempo, esta relação tende a somente piorar se não houver uma intenção em querer melhorar ele.  Chega um dia e a separação acontece.

            Separação é algo dolorido, pois existe todo um apostar das suas fichas em algo que tinha tudo para dar certo, mas, não deu. Os motivos são inúmeros e variam conforme cada caso. Alguns mudam dentro da relação, amadurecem, aprendem a se impor e dar limites, não mais aceitam migalhas na relação e tendem a não se anularem mais. Outros, sucumbidos pela armadilha do prazer, do dinheiro, do poder, cedem aos encantos de uma vida fácil, de mulheres e homens que deliberadamente decidem tentá-los. Lembrando, que as tentações estão aí para qualquer um, porém, o que determina a sua aproximação ou não é a sua conduta ética. Como disse um amigo, o cachorro só entra na Igreja porque a porta está aberta. Portanto, ninguém é vítima de nada...

            Independente do que motivou a separação, a frustração e a mágoa tendem a surgir. Porém, conforme vemos seguidamente dentro dos consultórios, um dos lados deixou de se amar e se focou exclusivamente no outro. E, quando acordaram para tamanho desequilíbrio, perceberam que estavam desperdiçando suas vidas por alguém, que nem sempre valorizou seu papel na relação. Essa verdade muitas vezes é impiedosa e nos coloca de frente com nós mesmos e dói perceber como nos deixamos chegar a esse ponto.

            Quando saímos de uma relação existe um mundo novo a nossa frente e isso causa medo. Mas, medo porque precisamos andar com nossas pernas e sermos quem verdadeiramente somos. Conduzir nossos passos por nós mesmos e não mais nos esconder atrás de alguém, até mesmo dentro de uma relação. Com medo de viver a vida baseada em nosso querer, podemos nos autoboicotar, querendo voltar a relação antiga. Retornar ao passado pelo conforto de saber o solo que se está pisando, por pior que seja, por apego, por insegurança, reatar uma relação que por um tempo, volta as 1000 maravilhas, porém, depois de um tempo, vícios de conduta, de forma de pensar retornam e começa tudo de novo, e isso é desgastante. Nota-se a tendência de romper, reatar, romper de novo, reatar de novo... Um verdadeiro ioiô... Uma montanha russa... Para quem está perto ou observando, já nem sabe mais se estão ou não juntos, tamanha as idas e vindas...

            Pergunto: Qual parte de você não quer se desvencilhar desse relacionamento, dessa pessoa? Do que você realmente está fugindo? Por que você se autoboicota na sua felicidade dentro de uma relação que já provou não ter futuro? O que você não quer ver de verdade?

            Encerrar uma estória exige coragem, que nada mais é do que fazer o que é preciso fazer para ser feliz. Às vezes a ferida está aberta e ela precisa de tempo, afastamento para cicatrizar. E mesmo assim, velhas feridas podem voltar por causa dos nossos aprendizados não terem sido concluídos dentro dessa relação. Portanto, olhar para dentro de si mesmo e reconhecer suas falhas, seus medos nos permite seguir em frente na vida, independente de uma relação ou não.

            Enquanto não houver um olhar sincero de ambas as partes para ver o que realmente aconteceu na relação, esta tende a permanecer em aberto, inconclusiva. É preciso descobrir qual foi o grande aprendizado dessa relação para então registrar isso na sua mente e no seu coração, e assim, poder seguir em frente, pois esse ciclo realmente foi encerrado. Trate logo de aprender e melhorar em si o que você identificou e seja feliz, ou com essa pessoa, ou com consigo mesmo, ou em um próximo relacionamento.

            Lembre-se, cada aprendizado é um degrau que nos leva a outro e assim por diante. Às vezes nem é preciso encerrar uma relação, é apenas necessário humildade em reconhecer suas inferioridades e assumir elas, buscando melhorá-las dia após dia. Isso basta para que um companheiro (a) decida permanecer em uma relação, do contrário, trata-se apenas de um atraso na sua caminhada evolutiva, pois, se você decidiu evoluir e seu parceiro não, isso não deveria retardar a sua melhoria como pessoa e muito menos te prender a ela. Coragem... Não fique presa (o) a aldeia, pois o mundo te espera cheio de oportunidades diferentes para você se conhecer melhor e ser plenamente feliz.

POR: Aline Elisângela Schulz  -  Terapeuta Holística