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sábado, 9 de março de 2013

Obsessão, fascinação, subjugação e possessão

  Na atualidade os grupos mediúnicos estão sendo convocados à intensa atividade no setor das desobsessões.
O que é obsessão?
 
Obsessão é o domínio que alguns Espíritos podem obter  sobre certas pessoas, atravez da invigilancia dos encarnados, que abrem brecha na sua mente e no seu coração, permitindo que os desencarnados menos esclarecidos se infiltrem, com suas mazelas. Pode-se afirmar que o problema da obsessão é uma questão de atitudes mutuamente assumidas, pela similitude de pensamentos, pelas crenças , pelos sentimentos, pelas emoções e pelas diferentes tendências para reagir, é a LEI da Afinidade ou Atração.

Como se dividem as obsessões?
 
A palavra obsessão é portanto um termo genérico pelo qual se designa o conjunto desses fenômenos.
Kardec no livro dos médiuns (cap.XXIII)dividiu as obsessões em quatro fases:
-obsessão simples
-Fascinação
-subjugação
-possessão

Obsessão simples
 
Na obsessão simples, o obsedado tem consciência da interferência de um Espírito enganador, e este, por sua  vez, não se disfarça, não esconde suas intenções e desejos. Todavia vamos esclarecer que “Ninguém está obsedado pelo simples fato de ser enganado por um Espírito mentiroso, pois o melhor médium está sujeito a isso, sobretudo, no inicio, quando ainda lhe falta a experiência necessária. A obsessão consiste na tenacidade de um Espírito para impor sua vontade, da qual não consegue livrar-se a pessoa, sobre quem ele atua. (L.M. cap. XXIII – Item 238). Uma obsessão realmente começa, quando o obsedado não percebe a influencia do obsessor ao seu lado, e, um se compraz no pensamento do outro.

Fascinação
 
Tem conseqüências muito mais graves. A fascinação é a influencia, sutil e pertinaz, traiçoeira e quase imperceptível, que Espíritos vingativos exercem sobre o individuo. Trata-se de uma ilusão criada diretamente pelo Espírito no pensamento do individuo e que paralisa de certa maneira a sua capacidade de julgar. O encarnado fascinado não se considera enganado. O Espírito consegue inspirar-lhe uma confiança cega, impedindo-o de ver a mistificação e de compreender o abuso do que escreve ou fala, mesmo quando este salta aos olhos de todos. A ilusão pode chegar ao ponto de levá-lo a considerar sublime a linguagem mais ridícula.Kardec nos alerta que a fascinação é mais comum do que se pensa. No meio espírita ela se manifesta de maneira  ardilosa, através de uma avalanche de livros comprometedores, tanto psicografados como sugeridos a escritores vaidosos, ou por meio de envolvimento de pregadores de instituições que se consideram devidamente assistidos para criticarem a Doutrina e reformularem os seus princípios.

Subjugação
 
É um envolvimento que produz a paralisação da vontade da vitima, controlando-lhe a vontade. A subjugação pode ser moral ou corpórea.
No primeiro caso(moral) , o subjugado é levado a tomar decisões freqüentemente absurdas e comprometedoras que, por uma espécie de ilusão, considera sensatas: é uma espécie de fascinação. Na subjugação corpórea, o Espírito age sobre os órgãos matérias, provocando movimentos involuntários: Ex. Um individuo, num jantar onde se reunia varias personalidades importantes, de repente é constrangido por uma força irresistível a cair de joelhos diante de uma jovem que não lhe interessava e pedi-la em casamento. (envolvimento moral e corpóreo)

Possessão
 
Imantação do Espírito a determinada pessoa, dominando-a física e moralmente. Na Gênese (cap. XIV Item 45 a 49), Kardec usa o termo possessão, e o utiliza como forma de ação de um Espírito sobre o encarnado, distinguindo-a da subjugação. Diz-nos Kardec: “Na obsessão, o Espírito atua exteriormente por meio de seu perispirito, que ele identifica com o do encarnado; este ultimo se encontra então enlaçado como numa teia e constrangido a agir contra sua vontade. Na possessão, em vez de atuar exteriormente, o Espírito livre substitui, por assim dizer, o espírito encarnado. Elege o corpo deste para seu domicilio, sem que, entretanto o espírito encarnado  deixe o corpo definitivamente, o que só ocorre com a morte. A possessão é assim sempre temporária e intermitente, pois um Espírito desencarnado não pode tomar definitivamente o lugar de um encarnado, dado que a união molecular do perispírito e do corpo não pode operar-se senão no momento da concepção. (GE. Cap.XIV Item 47)
Complementa Kardec, mostrando a diferença entre obsessão e possessão, dizendo que o “Espírito, em possessão momentânea do corpo, dele se serve como o faria com o seu próprio; fala por sua boca, enxerga pelos seus olhos, age com seus braços, como o teria feito se fosse vivo. Não é mais como na mediunidade falante, em que o espírito encarnado fala, transmitindo o pensamento de um Espírito desencarnado. É este último mesmo quem fala e quem age, e , se alguém o conheceu em vida, reconhecê-lo-á pelo modo de falar, pela voz, pelos gestos e até pela expressão da fisionomia (GE. Cap. XIV –Item 47)

Auto-obsessão
 
Em Obras Póstumas (Item 58 pg.64) Kardec nos fala sobre auto-obsessão:
É necessário dizer, também, que se acusam, freqüentemente, os Espíritos de fatos estranhos do qual muitas vezes eles são inocentes. Certos estados doentios e certas situações que se atribuem a uma causa oculta, por vezes, devem-se simplesmente ao espírito do próprio encarnado. Kardec finaliza falando “ O homem não raramente é obsessor de si mesmo. Alguns estados doentios e certas aberrações que se lançam à conta de uma causa oculta, derivam do espírito do próprio individuo. São doentes da alma”

Como se reconhece quando se esta obsedado? (LM. Cap.XXIII- Item 243)

- Insistência de um Espírito em comunicar-se , queira ou não o médium, seja pela escrita ou psicofonia etc….opondo-se a que outros Espíritos o façam……….
- Ilusão que, não obstante a inteligência do médium, o de reconhecer a falsidade e o ridículo das comunicações.
- Crença na infabilidade e na identidade absoluta dos Espíritos que se comunicam e que, sob nomes respeitáveis e venerados, dizem falsidades e absurdos.
- Aceitação pelo médium dos elogios que lhe fazem os Espíritos que se comunicam por seu intermediatio.
- Disposição para se afastar das pessoas que podem esclarece-lo.
- Levar a mal a critica das comunicações que recebe
- Necessidade incessante e inoportuna para escrever.
- Qualquer forma de constrangimento físico, dominando-lhe a vontade e forçando-o a agir ou falar sem querer.
- Ruídos e transtornos contínuos em redor do médium, causados por ele ou tendo-o por alvo.

Conclusão
 
A obsessão, portanto, é quase sempre decorrente de uma imperfeição moral, que permite a associação de idéias entre o obsessor e o obsedado, em conseqüência da Lei de Causa e Efeito. Dizem os Espíritos que Deus permite a ação obsessiva, para por o homem à prova da paciência, da perseverança, do aprendizado, do respeito ao próximo e da Fé na Divina Providencia.
Pesquisa enviada por Veronique – Grupo de Apoio Francisco de Assis – GAFA

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