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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Os Problemas de uma Viagem Astral

Escrito originalmente em 18 de abril de 2008, e revisado em 01 de outubro de 2011.

            Muitas pessoas associam problemas à viagem astral, seja porque não conhece na prática o fenômeno, seja porque nutrem preconceitos de origens diversas, sobretudo de cunho religioso. Com certeza, na raiz desses “problemas” está o medo do desconhecido. Boa parte da população humana tende a manter o status quo, rejeitando as inovações tanto na sociedade como no âmbito de sua própria consciência. Assim, a questão da projeção astral não poderia ficar imune às resistências naturais quanto a sua prática, criando-se, na sua órbita, “satélites” ligados ao misticismo, à periculosidade e a proibições de vários tipos.
            Inicialmente, podemos abordar um assunto que traz muito receio aos candidatos a uma viagem astral ou projeção da consciência: os ataques extrafísicos. Estes ataques de fato podem ocorrer, assinalando-se, genericamente, que são de cunho sexual, intimidatórios ou agressões energéticas diretas. Serão descritos aqui estes tipos de ataque, mas é importante lembrar que tudo isso que será relatado também pode ocorrer na vida material, e com consequências muito mais drásticas do que no Mundo Astral. Ou seja, simplesmente viver a vida já traz, em si, dificuldades e desafios. Em outras palavras, crescer e se desenvolver gera alguns atritos inevitáveis, inerentes à própria vida. Caso queiramos, sistematicamente, evitar desgostos e sustos, significa ficarmos paralisados, sendo interessante lembrar que à semelhança das águas paradas que acabam por produzir doenças, o espírito que permanece na estagnação sofre e faz outros sofrerem.
            Retornando aos ataques extrafísicos, primeiramente detalharemos os de cunho sexual. Estes ocorrem no Astral, geralmente quando o projetor está carente, ou porque o viajante por si só tem necessidades sexuais exacerbadas, isto é, ele mesmo tem a sua mente muito voltada para este campo. Em ambos os casos, o projetor poderá ser assediado por entidades com o mesmo tipo de vibração que ele. Estas entidades podem ser desencarnadas ou encarnadas (projetadas). Quando o assédio for por parte de desencarnados é algo mais preocupante, pois pode gerar um processo de vampirização, onde o projetor paulatinamente perde bioenergias para o espírito ainda ligado aos “prazeres da carne”, conforme os encontros no Astral se tornem mais frequentes. Na realidade, isto nada mais é do que uma obsessão em andamento, se quisermos nos utilizar de uma linguagem espírita. E qual seria o remédio para essa situação específica? Simplesmente buscar um parceiro(a) com o(a) qual possa haver uma boa complementação emocional/sexual, de forma que o projetor esteja em equilíbrio e não busque no Mundo Extrafísico aquilo que ele deve ter na dimensão terrena, pois, afinal de contas, o reencarne existe para que o espírito possa exercer suas funções naturais e se desenvolver, expandindo-se em todos os sentidos (intelectual, emocional e espiritualmente). Assim, podemos concluir que os assédios nos mundos sutis mais próximos à Terra, ocorrem não devido ao fato de realizarmos uma projeção astral em si, mas porque o viajante não está em equilíbrio. E quanto ao assédio sexual no Astral sofrido por um projetor, devido a outro encarnado também projetado? Ora, é a mesma situação! A carência emocional/sexual é que produz o fato. O problema não é a viagem astral. Acrescentamos, também, que assédios da mesma natureza ocorrem no Mundo Físico, sendo a origem da questão a carência já comentada e não o fato de estarmos vivos. Portanto, os ataques sexuais ocorrem tanto no Astral como na Terra, bastando, para isso, que as condições estejam favoráveis.
            Com relação às intimidações que ocorrem nas dimensões extrafísicas, basicamente ocorrem por dois motivos. Um deles é por estarmos fazendo uma viagem de aprendizado em certas regiões do Astral, onde as entidades que ali habitam têm uma evolução limitada, permanecendo ainda numa atitude de desconfiança e territorialismo. Assim, qualquer “estranho” que por ali passe, será interpretado como um intruso perigoso ou bisbilhoteiro, sendo rechaçado por insultos ou gestos grosseiros. O segundo motivo comum para que ocorra uma intimidação, é quando estamos intuídos e/ou orientados por mentores/amparadores a realizar uma tarefa de auxílio no Astral Inferior (Umbral). Neste caso, os habitantes do lugar são francamente hostis e intimidatórios, pois geralmente já passaram por situações em que foram visitados por projetores e/ou amparadores que ali tentaram alterar seu modo de vida através do diálogo, ou mesmo interferiram na comunidade astral como um todo, resgatando um ou mais elementos do ambiente, por não estarem mais tão afinados com o mesmo.
            Então, chegamos aos ataques extrafísicos, que se configuram como uma agressão energética de fato. Definimos uma agressão energética quando o projetor desavisado recebe energias deletérias por parte de desencarnados ou encarnados projetados. Há casos em que o agressor não tem muita intimidade em movimentar suas próprias energias e, então, parte para uma franca briga de rua, tentando desferir socos e pontapés. Neste caso, o efeito sobre o projetor agredido não é maior do que o susto e o retorno ao corpo físico. No entanto, quando a agressão é realizada por seres ligados à chamada magia negra, podem ocorrer desconfortos para o projetor como insônia, irritabilidade, falta de concentração no dia a dia etc. Contudo, o projetor somente terá contato com entes ligados à magia negra, caso ele participe ativamente de grupos físicos e/ou não físicos voltados à antimagia. Ou seja, projetores que estejam apenas com a intenção de buscar aprendizados no Astral e ampliar a sua consciência não serão obrigatoriamente confrontados com tal situação. No entanto, tudo no universo é uma questão de sintonia. Se alguém está sintonizado com faixas vibratórias menos elevadas, naturalmente para este campo de energias será atraído. Então, neste ponto poderia se questionar: não seria melhor evitar a projeção astral para prevenir situações adversas? Este questionamento pode ser contraposto com o seguinte raciocínio, que é muito lógico: caso uma pessoa tenha uma sintonia com energias/pensamentos negativos, ela, de uma forma ou de outra, encontrará vazão para a manifestação do que está dentro dela! Isto quer dizer que alguém que tenha tendências não construtivas, obviamente colocará em prática a sua forma de ser e sentir no próprio Mundo Material, colhendo os resultados de suas ações/intenções. Assim, pode-se concluir que ter experiências extrafísicas em si não é prejudicial. O que é ou pode ser ruim é a intenção do “viajante astral”, bem como a intenção do “viajante terreno”.
            Outro “problema” ou risco que dizem estar associado a uma viagem astral, é o de se romper o cordão de prata, causando a morte do projetor. Mas, primeiramente, é importante conceituar o que seja este cordão e, até mesmo, questionar a sua existência. Alguns projetores percebem um fio ou elo de ligação entre seus corpos astrais e os respectivos corpos físicos, denominado “cordão de prata”, durante a experiência extrafísica. Entretanto, em grande parte das vezes ele não é notado. Estaria ele mais sutil em determinadas oportunidades, a ponto de ficar invisível ao viajante projetado? Pode ser que sim, pois as viagens astrais se dão sob padrões vibratórios diversos. Por outro lado, quando o cordão de prata é percebido, ele às vezes está conectado na cabeça do viajante ou no seu peito, por exemplo. Por que a conexão não é sempre na mesma região do corpo astral? Ora, este fato já indica que há uma flexibilidade com relação ao ponto de inserção do cordão. Será que a sua presença e ponto de conexão estariam vinculados a algum condicionamento mental do projetor? Talvez, mas entendemos que o que nos liga ao corpo físico durante uma experiência extracorpórea são incontáveis elos energéticos que partem de cada célula do corpo denso para o corpo astral. Seriam milhões e milhões de "fios de prata" pequeníssimos que, em determinadas condições, se agrupam e tornam o famoso “cordão de prata” visível para o projetor (o referido cordão não é visível quando as condições da projeção não são adequadas para o fato). Assim, seguindo esta linha de raciocínio, será que é possível o rompimento do cordão somente pelo motivo de estarmos fora do corpo? Inúmeras pessoas se projetam todas as noites, mesmo que inconscientemente, e por isso estariam correndo um risco de rompimento seguido de morte? Quantas pessoas morrem durante o sono? E quantas morrem durante o sono porque já tinham alguma grave doença diagnosticada? É uma pena que não haja estatísticas para responder a essas perguntas, mas, provavelmente, o número de óbitos de indivíduos despertos é muito maior do que o de óbitos de pessoas durante o sono físico. Portanto, este tipo de temor que paira sobre experiências extrafísicas parece muito mais ser devido ao velho “medo do desconhecido”.
            Então, passemos para o próximo “problema” que se relaciona às viagens astrais: a possessão do seu corpo físico, enquanto o veículo astral está projetado. Consideramos que a possessão é o último estágio de um processo obsessivo. Isto ocorre quando o indivíduo não teve equilíbrio psíquico suficiente para superar a influência do agente obsessor (desencarnado), cedendo total ou parcialmente o seu veículo material para que o obsessor se manifeste na dimensão terrena, de forma ostensiva, durante algum tempo. É importante lembrar que uma obsessão ocorre quando há afinidade (e/ou fortes elos cármicos de vidas passadas) entre o desencarnado e o encarnado. Caso isso não ocorra em grau elevado, uma obsessão jamais redundará numa possessão. Ou seja, chegar-se a uma possessão não é algo trivial. Às vezes, o assédio sobre um encarnado ocorre por anos a fio, para que possa haver uma dominação (possessão) por alguns minutos apenas. É mais comum um longo processo obsessivo resultar em desequilíbrios psíquicos de vários tipos, até chegando à loucura, do que promover uma típica possessão. É claro que este assunto é bastante complexo, não podendo ser esgotado aqui. Entretanto, com o que foi exposto, é possível compreender que uma possessão principalmente ocorre devido a uma sintonia profunda entre o encarnado e o desencarnado, não acontecendo de uma hora para outra. Isto é, alguém que esteja em projeção, muito improvavelmente sofrerá uma “possessão relâmpago”. Tem que haver um histórico de problemas com a pessoa para que isso ocorra. Aliás, alguém em desequilíbrio psíquico/espiritual primeiramente deve buscar um tratamento adequado, para, somente depois, tentar experiências no Astral, de forma que isso lhe traga crescimento interior.

            Mas, falando em distúrbios psíquicos, não é incomum algumas pessoas temerem as incursões extrafísicas por correrem o risco de ficarem “lunáticas”, sem os “pés no chão”, ou seja, deixarem a vida material em segundo plano. Isto, na realidade, é um temor que só se tornará concreto se o projetor já tiver uma forte propensão natural a ser “lunático”. Pessoas impressionáveis poderão perder o contato com as suas responsabilidades mais prementes, por diversos motivos. Uns se tornam fanáticos religiosos, mesmo nunca tendo ouvido falar em viagem astral. Outros vivem “sem os pés no chão”, ignorando as necessidades de suas famílias, por serem sonhadores sem a capacidade adequada para concretizarem suas aspirações. A projeção da consciência, ao contrário, pode ser um bom instrumento para que as pessoas compreendam melhor o seu lugar e papel no mundo, já que, no Astral, muitas vezes lidamos com as nossas próprias limitações, o que contribui para que não nos iludamos tanto.
            Quanto ao desgaste físico/energético devido às viagens astrais, até que ponto isto é verdade e/ou relevante? Caso o projetor mais entusiasmado se programe para despertar diversas vezes à noite, para anotar as suas experiências, de fato ficará com certo desgaste. No entanto, isto se dará em decorrência da programação exagerada, e não em função direta das experiências extrafísicas. Estas somente causarão perda de energia nos casos de vampirização (de cunho sexual ou não), que nada mais são que um processo obsessivo, que pode ocorrer com qualquer pessoa, sendo ela praticante ou não de projeção astral consciente. O que promove esta situação obsessiva são os pensamentos/sentimentos em desequilíbrio, isto é, a manutenção ostensiva de um baixo estado vibratório. Outra condição em que a viagem astral pode estar associada a desgaste físico/energético, é o caso em que se sai do corpo para a realização de atividades de antimagia. Isto, como já comentado anteriormente, não é “culpa” da projeção astral em si, mas da ação de antimagia, que produz entrechoques que podem afetar aos menos experientes, de forma mais evidente. Diferentemente do que muitos pensam, realizar experiências fora do corpo pode ser algo bastante revigorante. Somente para esclarecer como é possível restaurar as próprias energias através da viagem astral, passamos a citar alguns exemplos. Muitas vezes estamos cansados do dia a dia e um tanto estressados pelo ambiente da cidade grande. Nestes casos, sair do corpo e visitar áreas com florestas, montanhas ou o mar, pode ser bastante benéfico energeticamente para o corpo astral, o que se refletirá na psique e no corpo físico do viajante. Em outras situações, podemos estar saudosos de amigos distantes ou de parentes que já desencarnaram. Em ambos os casos, podemos “matar as saudades” através da projeção da consciência.
            Após abordarmos tantas questões que são levantadas por pessoas mais receosas, no intuito de desestimular às viagens astrais, esperamos ter contribuído para esclarecer estes pontos. Por experiência própria, podemos concluir que a prática mais ou menos constante das projeções da consciência nos forneceu mais equilíbrio, vontade de aprender, sendo útil tanto quanto o possível.

Autor: Pablo de Salamanca  - grupo harmonia

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