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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

O que é Espiritualismo

 Caros amigos, se procurarmos entender o que é Espiritualismo, através de definições clássicas e/ou pragmáticas que constam nos dicionários, teremos uma noção apenas razoável do seu significado. Contudo, para não nos omitirmos quanto a este caminho, aqui expomos, a título de exemplo, as seguintes definições para a palavra “espiritualismo”:


A- “Doutrina filosófica que admite a existência do espírito como realidade substancial: o espiritualismo de Leibniz. Opõe-se ao materialismo.” (1);
B- “Doutrina filosófica que tem por base a existência de Deus e da alma” (2); e
C- Doutrina que admite, quer quanto aos fenômenos naturais, quer quanto aos valores morais, a independência e o primado do espírito com relação às condições materiais, afirmando que os primeiros constituem manifestações de forças anímicas ou vitais, e os segundos criações de um ser superior ou de um poder natural e eterno, inerente ao homem”(3). Desta forma, é possível notar o caráter genérico ou amplo das definições apresentadas para “espiritualismo”. Há, no entanto, muitas conotações para esta questão, ou seja, existem diversos tipos de Espiritualismo.

            A princípio, podemos destacar certa distinção entre Espiritualismo e Espiritismo. Para alguns, estes termos seriam semelhantes ou, até mesmo, sinônimos. Porém, os companheiros que seguem exclusivamente a filosofia e práticas de Allan Kardec, preferem ser chamados “espíritas”, ao invés de “espiritualistas”. Para eles, o conjunto de conhecimentos estudados e sistematizados por Allan Kardec, brilhantemente, formam o “Espiritismo” ou “Espiritismo Cristão”, enquanto outras doutrinas, que também praticam a mediunidade, mas que adotam, além dos ensinos “kardecistas”, elementos de culturas originariamente orientais, africanas ou indígenas, seriam “Espiritualismo” ou algum outro termo. Hoje, é fácil notar como já há um entrelaçamento maior entre diferentes correntes de espiritualismo. Acreditamos que isto é salutar, pois assim como “na Casa do Pai há muitas moradas”, há muitas formas de se compreender a espiritualidade aqui na Terra e, correspondentemente, existem muitas "localidades" no Mundo Sutil, com diversos tipos de entendimento. No entanto, o que realmente importa, é a busca do progresso espiritual, atuando dentro do campo vibratório do “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”.
            Até agora, dissertamos, de forma breve, principalmente sobre o espiritualismo que pratica a mediunidade. Mas, e as doutrinas ou religiões que não admitem a comunicação mediúnica corriqueira com os espíritos? Elas não são espiritualistas? Bem, segundo as definições citadas, oriundas de dicionários, elas também compõem agregados espiritualistas. Ou seja, o Judaísmo, o Catolicismo, o Protestantismo e o Islamismo, por exemplo, são doutrinas filosoficamente espiritualistas, pois admitem a existência da alma e de uma força superior, que é Deus. Neste ponto, portanto, há uma convergência entre estas culturas religiosas e o Espiritualismo mediúnico. Mas, as similaridades param por aí? Podemos afirmar que não, porque as principais vertentes do Cristianismo (Catolicismo Romano, Catolicismo Ortodoxo e Protestantismo) têm, em uma de suas bases de formação, o Velho Testamento, intimamente associado ao Judaísmo. E no Judaísmo é impossível negar a grande importância dos profetas. Isto é, o ato de profetizar é um dos alicerces do Judaísmo antigo. E o que é profetizar? Nada mais é do que a prática da mediunidade, pois os profetas viam os Anjos (visão espiritual ou clarividência) e ouviam aos mensageiros celestes ou ao “próprio Deus” (clariaudiência), sendo intermediários para informações entre dimensões diferentes. Ora, sendo o Judaísmo um importante pilar da civilização ocidental e de suas religiões cristãs, aí está mais um ponto de convergência entre estas doutrinas e o Espiritualismo (mediúnico). Além disso, alguns estudiosos comentam que a civilização judaico-cristã, nos seus primórdios, tinha como verdade a reencarnação, que é um dos conceitos fundamentais entre os espiritualistas que exercem a mediunidade. É importante lembrar que a reencarnação foi oficialmente abolida do meio católico somente em 553 d.C., no Concílio de Constantinopla, hoje Istambul/Turquia. Já que estamos falando em reencarnação, lei natural intimamente ligada ao aprendizado evolutivo do espírito, nela encontramos mais uma convergência entre o Espiritualismo mediúnico e outras religiões como o Hinduísmo, que têm como preceito a reencarnação, as suas causas e consequências.
            Contudo, após esta rápida análise comparativa entre tantas maneiras de cultivar a espiritualidade, neste planeta, somente podemos concluir que o ideal é aspirarmos a uma união maior entre todos estes grupos religiosos. Cremos que, no futuro, a humanidade compreenderá que cada um de nós é filho do mesmo Deus e, portanto, somos todos irmãos. Quando todo o véu for levantado e nada mais estiver oculto, não haverão mais separatismos e facções de qualquer espécie.
            Mas, como fica a Ciência nesta discussão sobre o que é espiritualismo? Nós que somos representantes do Espiritualismo mediúnico, não vemos a Ciência, em qualquer de suas vertentes ou especialidades, como antagonista da espiritualidade ou da religiosidade. Entendemos que a fé, sem a razão, leva ao fanatismo. Compreendemos que o Espiritualismo evoluirá junto com a Ciência. Porém, alguns cientistas necessitam deixar de lado certos preconceitos, que os tornam tão dogmáticos quanto os teólogos mais ortodoxos. É preciso atentar, por exemplo, para as mais recentes direções da Física, que está deixando de ser tão mecanicista, para encontrar novos caminhos e explicações na relatividade das coisas. O método científico, como foi concebido, não permite a explicação de todos os fenômenos da natureza. Está em formação um novo paradigma do conhecimento: o Paradigma Holístico. Ainda está em seus primórdios, mas já mostra a sua força através das novas filosofias e métodos de pesquisa que vêm se desenvolvendo, e dos fatos que vão se impondo na sociedade humana. Que fatos são estes? Algumas terapias alternativas, ainda não explicadas de forma concisa pela ciência ortodoxa, curam ou trazem um alívio evidente aos doentes do corpo e da mente. A Transcomunicação Instrumental já traz resultados positivos na comunicação direta, via aparelhos eletrônicos, com seres de outra dimensão (pessoas desencarnadas). As cirurgias mediúnicas, tanto as que cortam a carne do paciente, como as que não usam métodos invasivos, já foram fartamente documentadas, inclusive filmadas, apresentando curas espetaculares. Estudos sobre regressão a vidas passadas demonstram, não só a sua eficácia em recuperar pacientes de seus traumas, mas também têm trazido evidências de fatos e costumes antigos, comprovados através de sérias investigações históricas. Muitos outros fenômenos, não esclarecidos adequadamente pela ciência tradicional, têm ocorrido, mas não é objetivo deste artigo nos alongarmos mais sobre este assunto. Apenas queremos, neste momento, reafirmar a grande importância da Ciência para a humanidade e desejar que ela encontre novos métodos, mais abrangentes, que possam explicar muitos fatos que são deixados de lado por boa parte da "Ciência Oficial". Diversos pesquisadores que “esbarram” nestes fatos, mas preferem ignorá-los, o fazem porque são materialistas convictos (dogmáticos), ou porque temem serem ridicularizados, o que compreendemos neste caso, pois é o que acontece com frequência, infelizmente, com aqueles que tentam estudar mais a fundo, fenômenos que mexeriam com as bases da sociedade estabelecida. Na verdade, entendemos que a Ciência não está sabendo lidar com os fortes indícios de continuidade da vida humana, após a morte
do corpo físico, através do espírito que permanece desperto e atuante, além deste mundo tridimensional.
            Caros amigos, espiritualistas de qualquer gênero ou materialistas, terminamos este artigo lembrando que não somos donos da verdade. Simplesmente expomos, aqui, as nossas ideias que, com certeza, não serão unanimidade. Estamos prontos para ouvir negativas completas ou discordâncias parciais, quanto ao assunto abordado. Em nenhum momento, tivemos a intenção de ofender a qualquer coletividade ou pessoa. Ainda em tempo, desejamos concluir que o Espiritualismo mediúnico, filosofia de vida adotada por nós, tem sido um bom caminho para encontrar equilíbrio interior. Visualizamos também que, por este meio, poderemos contribuir positivamente para a melhoria das relações entre os homens, de uma forma geral. Por isso, estamos neste espaço da Internet, a fim de compartilharmos as nossas experiências.

 Paz a todos!

Fontes bibliográficas consultadas:
(1) Pequeno Dicionário Enciclopédico Koogan Larousse. Direção de Antônio Houaiss. Editora Larousse do Brasil. Rio de Janeiro, 1980.
(2) Dicionário Escolar da Língua Portuguesa. Organização de Francisco da Silveira Bueno. Fundação da Assistência ao Estudante/Ministério da Educação e do Desporto, 1994. 11a edição/13ª tiragem.
(3) Novo Aurélio Século XXI: o dicionário da língua portuguesa. Aurélio Buarque de Holanda Ferreira. Editora Nova Fronteira. Rio de Janeiro, 1999. 3a edição.




TEXTO  DO  LIVRO ESPIRITISMO EM FOCO

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