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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Vivendo em dois mundos

            Desde que, em 1978, comecei a estudar e praticar a projeção astral, tendo muitas experiências conscientes, tenho verdadeiramente sentido que vivo em dois mundos, e às vezes fico a me perguntar qual deles é o mais real, o mais verdadeiro.
            Lembro que, aos dezessete anos, antes mesmo de conhecer a projeção, e quando fazia experiências que chamava de “controle de sonho”, conversava com meu irmão Jorge e dizia a ele: “Será o sonho a realidade e a realidade um sonho?”.
            Ainda hoje essa sensação me acompanha.
            Às vezes penso em como as pessoas têm medo de morrer, e por que isso acontece. E a minha conclusão sempre está ligada ao desconhecimento do mundo espiritual, da vida que transborda do outro lado do espelho... lembrando de Alice no País das Maravilhas...
            Não há portal nem espelho de verdade que nos leve a outras dimensões. Tudo isso, para mim, é pura fantasia. Mas podemos sim adentrar outros mundos, outros universos paralelos, outras dimensões, sem nenhuma mágica. Basta aprendermos a sair do corpo de forma consciente, ou então aprendermos a interpretar os sonhos, que muitas vezes são apenas lembranças das experiências que tivemos durante a noite enquanto estávamos fora do corpo físico.
            Penso às vezes que o medo de morrer que muitos têm está ligado ao desconhecido, e ao apego ao mundo conhecido. Saber que deixaremos um mundo conhecido, que deixaremos para trás as pessoas conhecidas, nossa casa, família e todos os bens materiais causa certo receio, e em parte fundado. Não é fácil deixar para trás tantas coisas às quais estivemos ligados por muito tempo.
            Morrer é para a maioria das pessoas como partir em uma jornada definitiva para outro mundo, outro planeta, desconhecido, e sem volta... não sabem o que as aguarda...e essa incerteza é meio aterrorizante...
            Tenho descoberto, desde 1978, e aí já se vão 30 anos, que na verdade o mundo espiritual aqui na Terra é muito parecido com este plano, com esta dimensão que denominados de física.
            Seria até mesmo uma grande perversidade se morrêssemos e fossemos para um mundo inteiramente diferente, sem nada parecido com a nossa vida aqui neste mundo material. Nossa dificuldade de adaptação ao novo mundo e à vida seria muito grande e sofrida... talvez até o que chamam de céu se tornasse um verdadeiro inferno desconhecido...
            Se acreditamos em Deus, em qualquer forma que seja, e que ele é amor, é pai, é bondoso, misericordioso, etc, não haveria sentido algum em ele criar uma vida além da morte totalmente diferente da nossa vida na terra, ao menos no início dessa vida no mundo espiritual... não haveria paraíso nem para os bons... 

UMA VIDA PARECIDA COM A DA TERRA

            Imagine você levando uma vida de caridade, de trabalho em prol da humanidade, cheio de amor sublime e depois da morte se ver sozinho, sem amigos, sem família, sem nada, em uma vida completamente diferente de tudo o que você conhecia... que graça haveria nisso, você se perguntaria...isso seria um paraíso para você, logo depois da morte?
            Considero muito mais lógico e de acordo com a bondade divina e dos espíritos superiores que o mundo espiritual, ao menos o mais próximo da crosta terrestre, seja muito parecido com a vida que temos aqui na superfície material. E é assim mesmo.
            Nas minhas andanças no outro mundo, na outra dimensão não material, tenho visto e visitado cidades com construções muito parecidas com as que temos aqui no Brasil e em outros países, hospitais, escolas, bibliotecas, museus, fortes, auditórios onde são realizadas palestras e conferências, ruas com algo parecido a asfalto, veículos de quatro rodas, naves que voam, e muitas outras coisas semelhantes ao que temos aqui no nosso mundo conhecido.
            Isso é bom, mas por quê?
            Porque a nossa adaptação após a morte é bem mais fácil em uma sociedade em que as coisas são parecidas com o que conhecemos. É bem mais lógico encontrarmos inicialmente cidades, casas, etc, para nos acostumarmos aos poucos com uma nova realidade, e só aos poucos vamos subindo de plano em plano, e aí sim as coisas vão mudando mais, gradativamente, sem choques culturais, sem traumas, sem o susto do inteiramente novo e desconhecido.
            Logo após a morte normalmente encontramos com nossos familiares desencarnados, nossos amigos que partiram antes de nós, e muitos deles nos amparam, nos acolhem, nos levam para um hospital, se necessário for, ou para uma casa, talvez a deles, onde aos poucos vamos iniciando uma vida nova.

ACOMPANHANDO MEU PAI

            Tenho acompanhado isso mais de perto e em detalhes desde o desencarne de meu pai, em agosto de 2006. Acolhido inicialmente em um hospital militar, foi logo depois transferido para uma casa de repouso coletiva, e em seguida para uma casa particular, onde passou a morar... a casa dele agora...
            Depois de alguns meses, quando sua irmã também desencarnou, ele a recebeu em sua casa, onde estive e o vi amparando a irmã querida pelo braço, pois ela estava ainda fraquinha... e lá ele recebe filhos encarnados projetados, irmão encarnado projetado, netos, etc, que muitas vezes vejo quando lá vou e recordo ao voltar ao corpo.
            Logo estava meu pai trabalhando, ligado à segurança pública, agora do outro lado, pois aqui ele fora Comandante Geral da Polícia Militar e também Secretário de Segurança Pública do Estado da Bahia.
            Não há paraíso eterno de ócio... quem pensa que viverá eternamente sem nada fazer depois da morte está redondamente enganado, e graças a Deus isso não acontece.
            Imagine ficar para sempre sem ter o que fazer... para mim isso é um inferno...
Vejo muitas pessoas se aposentarem e curtirem um ano de ócio... maravilha... umas longas férias... mas depois de um ano vem a depressão tão comum nos aposentados... a inutilidade que muitos sentem depois da aposentadoria mata mais do que o trabalho duro...
             Não há lugar para o ócio no céu... nem mesmo no inferno...
            Deus não cessa de criar, nem o diabo de trabalhar contra as obras da criação... meio metafórico... só para dizer que ninguém fica parado realmente no mundo espiritual... nem a turma da luz nem a das trevas... todos trabalham... mas não é para ganhar dinheiro...cada um faz o que quer, o que gosta...
            Vivo hoje em dois mundos. Se durmo oito horas por dia, isso significa que passo um terço do dia em outra dimensão. Isso é significativo.
            Quando saio do corpo, trabalho, estudo, visito pessoas de cá e de lá, nas duas dimensões... vivo duas vidas paralelas... mas sou a mesma pessoa... mais lúcido ao sair do corpo, pois fico sem as limitações e os entraves da matéria... meus sentidos ficam mais ampliados... minha percepção geral mais aguçada... sou mais consciente das coisas...
            É bom poder sair do corpo consciente, ou poder lembrar ao voltar a ele do que fizemos e do que vimos e aprendemos no outro mundo, no mundo espiritual, pois isso já é uma grande preparação para a vida que levaremos depois do desencarne... vamos nos adaptando desde já à nova vida, e não será traumática a nossa partida deste mundo... a morte já não nos assustará tanto...
            Espero que tenha sido claro em meus pensamentos, e no desejo de passar para o leitor a minha certeza da realidade da vida depois da morte, e que ela de início será muito, mas muito mesmo parecida com a que conhecemos e vivemos aqui e agora... não tenham medo da morte... mas vivam a vida da melhor maneira possível, pois no momento as experiências na matéria são muito importantes para nós que ainda estamos encarnados. Não estamos aqui por acaso, nem a passeio...

Muita paz.



REVISTA CAMINHO ESPIRITUAL  -  POR: LUIZ ROBERTO MATTOS

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