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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Ogum, orixá regente de 2013

   2013 será regido pelo Orixá Ogum, o glorioso guerreiro, que sempre nos socorre em nossos momentos mais difíceis de nossas vidas. Aquele que nos ampara em nossas demandas do dia a dia, nos socorrendo quando forças estranhas tentam de todas as formas nos afastarem dos caminhos que traçamos para que possamos nos aproximar de Deus e de nossos Orixás, em busca do aperfeiçoamento de nosso espírito.

   Sincretizado com São Jorge tem algumas particularidades com o Santo católico, e a maior delas, é justamente a batalha, pois à exemplo de Jorge que sempre amparava os Cristãos em sua luta contra os “pagãos”, Ogum sempre amparou os povos africanos em suas guerras tribais.

   No mundo atual, Ele nos ampara na batalha cotidiana, nos dando força para trabalhar, nos auxiliando em busca do progresso, nos dando forças para superar as agruras da vida, e assim por diante.
2013 será regido por Ele, e vem auxiliado por Oyá, que será sua companheira por todo o ano, e vem ainda com Obaluayê e Oxum Marê.

   Com Obaluayê, traz para nós a promessa de cura para muitas doenças que até então vêm causando danos irreparáveis na humanidade, e que até agora, a medicina não consegue, independente de seu esforço, diminuir o sofrimento daqueles que convalescem em seus leitos, também, traz com este Orixá, o desvendar de muitos mistérios da humanidade.

   Com Oxum Marê, Ogum nos traz caminhos de riqueza, de prosperidade, de transformação. Afinal Oxum Marê é o arco íris, é aquele que leva água para o céu para que Olorúm e os Orixás possam beber. Traz ainda com Oxum Marê a promessa de uma vida melhor para nós do Santo que fizermos por merecer.

   Porém, com Oyá, Ogum traz a justiça implacável acima de todas as coisas. Chegou o momento de todos nós acertarmos as contas que devemos. Oyá tanto é guerreira, como é a Senhora da justiça e juntamente com Ogum, vem pedindo para o povo de Santo, não temer as perseguições que vimos sofrendo, pois a justiça se aproxima e novos tempos se aproximam.

   Independente de sermos desta ou daquela religião, temos que nos lembrar de que: “com a mesma força que julgarmos nosso semelhante, assim Deus nos julgará”. E nossos Orixás, nada mais são que a manifestação da Justiça Divina, desta Lei que se aplica a todos nós independente da cor, raça ou credo.

   Ogum ainda nos promete um ano de fartura, de boa colheita, contradizendo assim, aqueles que professam fim do mundo, fome, miséria e outras coisas mais. Como Senhor do ferro e do aço, sabemos que foi Ele quem inventou as ferramentas agrícolas e ensinou o homem a arar a terra, para assim tirar dela seu sustento.

   Agora, neste ano em que irá governar nosso mundo, ele nos traz a promessa de mesa farta, de boa colheita e de sorte nos negócios e trabalhos. Temos, pois, um bom ano para iniciarmos novos projetos, para darmos rumo novo em nossas vidas, porém temos que nos ater ao merecimento individual, e nos lembrar de que nada teremos se nada merecermos.

   E que este julgamento compete a Deus e seus Orixás e não aos zeladores de santo. Assim sendo, se por ventura não conseguir alcançar o que deseja, faça uma reflexão de sua vida no ano que passou e reveja sua postura dentro do Santo.

  Devemos entrar o ano vestindo as cores de Ogum, de Oxalá ou de Yemanjá, e se possível entregar oferendas a Yemanjá e Oxalá pedindo que seu filho Ogum, nos enxergue com bons olhos e que este Glorioso Guerreiro, nos traga sua prosperidade.

Um feliz 2013 com muito axé.

Sérgio Silveira

domingo, 30 de dezembro de 2012

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Final de Ano - É bom fazer um balanço da vida.

             Quando um ano acaba, é comum vim uma sensação de peso e até de frustração. Geralmente ouvimos as pessoas dizendo no mês de dezembro, que gostariam que o ano acabasse logo, porque não aguentam mais a sua vida, o seu trabalho, o relacionamento... Enfim, sentimos o peso de carregar nossas frustrações, de desejos não realizados, de coisas mal feitas e de metas não cumpridas.
            Infelizmente, poucos de nós chegam ao final de um ano satisfeito com tudo que foi feito. E isso acontece porque deixamos de resolver as pendências que ficam de um ano para outro.
            Por isso, se estamos nessa condição, a dica é avaliar profundamente o que foi feito e o que ficou para depois. Se possível, é interessante rabiscar numa folha ou caderno de anotações. Assim fica mais fácil de avaliar as pendências e as coisas resolvidas.
            Depois que anotamos tudo, podemos refletir sobre o que realmente foi importante fazer durante este ano. E então ver as falhas.
            Colocando as nossas prioridades no papel e tirando da mente, traz mais resultados do que nós imaginamos, além de movimentar tudo que foi anotado.
            E mesmo que fiquemos insatisfeitos, vale se lembrar de agradecer. Não importa se foram poucas as conquistas, importa é que algo foi feito.
            Agradecer nutre o sentimento de contentamento pelo que somos e pelo que temos. E hoje já é comprovado o quanto o sentimento de gratidão nos ajuda a conquistar mais coisas.
            É importante fazer este exercício para se sentir merecedor e mudar a energia, para depois começar a planejar o próximo ano.
            Depois, com o coração preenchido de gratidão, sentindo-se mais forte e capaz, sugiro que faça outra lista. Uma lista dos aspectos principais da sua vida. Veja o seu nível de satisfação em cada um desses aspectos. Por exemplo: saúde, disposição, relacionamentos, família, trabalho, realização, propósito, lazer, diversão, felicidade, etc... Novamente anote numa folha cada aspecto e dê uma nota de 0 a 10 para cada um desses setores. Considerando 0 como muito insatisfeito e 10 como muito satisfeito.
         E então, podemos avaliar, por exemplo, o nível de satisfação com relação a saúde. Neste último ano, nós ficamos mais tempo doentes ou saudáveis? Estamos satisfeitos com nossa saúde?
         Terminada a avaliação, podemos selecionar os três aspectos com as notas mais inferiores. Ou pegar os três aspectos que precisam ser melhorados, independente da nota. Depois, podemos começar traçando as metas e estabelecendo o que precisa mudar. Caso seja no âmbito da saúde, reflita o que pode ser feito para transformar esta realidade. Por que você está tão doente ultimamente? Será que é necessário tratar só o corpo físico? Ou podemos tratar o espiritual, o mental e emocional também? Pois sabemos que quando a doença se manifesta no corpo físico é o último estágio onde a debilidade aparece.
            Da mesma forma, se for falta de lazer e se você perceber que tem tirado pouco tempo para sair e realizar algumas coisas de que gosta. Pense como pode melhorar isso em 2013.
             E então comece a traçar as metas que você quer para o próximo ano. Este é um excelente exercício que além de nos nortear sobre nossos desejos e vontades, nos ajuda a rever profundamente o que podemos fazer diferente. Afinal, sempre temos coisas para melhorar. E mesmo dando o nosso melhor, sempre algo faz falta. E essa é uma boa maneira de ver o que pode evoluir em nós.



POR: CÁTIA  -  Terapeuta Holística

sábado, 29 de dezembro de 2012

O Poder da Inveja

            A inveja é um sentimento de aversão ao que o outro tem e a própria pessoa não tem. Este sentimento gera o desejo de obter exatamente o que os outros possuem (podem ser tanto coisas materiais como qualidades inerentes ao ser) e de tirar essa mesma coisa de outro indivíduo, fazendo com que o mesmo fique sem. É um sentimento gerado pelo egocentrismo e pela soberba de querer ser maior e melhor que todos, não podendo suportar que outrem seja melhor.
            Curioso é que a origem latina da palavra inveja é "invidere" que significa "não ver". Com o tempo essa definição foi perdendo o sentido e começado a ser usado ao lado da palavra cobiça, a qual culminou, então, no sentido que conhecemos hoje.
            Os indivíduos disputam poder, riquezas e status, aqueles que possuem tais atributos sofrem do sentimento da inveja alheia dos que não conseguiram e que almejariam ter tais atributos.
            A inveja é originária desde tempos antigos, escritos em textos, que foi acentuado no capitalismo e no darwinismo social, na auto-preservação e auto-afirmação. A inveja seria, popularmente falando, a arma dos "incompetentes".
            Numa outra perspectiva, a inveja também pode ser definida como uma vontade frustrada de possuir os atributos ou qualidades de outro ser, pois aquele que deseja tais virtudes é incapaz de alcançá-la, seja pela incompetência e limitação física, seja pela intelectual.
            Agora vamos analisar a origem da palavra e atribuí-la a um novo olhar para a mesma. Normalmente quando nos sentimos afetados pela inveja alheia, nos sentimos vítimas convictas de que alguém quer nos prejudicar com seu “olho gordo”. Deixamos de perceber que a pessoa a qual nos inveja, apenas está seguindo nosso exemplo. Sendo assim, esta poderia ser uma forma de motivação para seguirmos com nossos propósitos.
            Talvez por isso o significado da palavra seja “não ver”, pois não vemos realmente o quanto é positivo alguém querer seguir o que somos ou o que fazemos.
            Só que isto requer disciplina, vontade, ânimo, força, determinação, persistência e uma série de virtudes que muitos de nós não queremos ter. Preferimos nos acomodar, sentirmo-nos injustiçados e sofrer porque alguém quer o que temos, do que admirar nosso potencial.
            Talvez a razão de agirmos de forma errada com relação ao sentimento se deve ao fato de não incorporarmos o seu verdadeiro significado.
            Uns invejam porque não se sentem capazes; outros porque não conhecem o caminho; outros porque precisam ter mais poder pessoal e autoestima e talvez existam outros motivos que nem saberia descrever. Quando detectamos que estamos invejando algo ou alguém, poderíamos começar a trilhar um caminho de autoconfiança, acreditando que somos merecedores de receber a graça de conquistar aquilo que almejamos. Usar as pessoas como espelho é positivo, mas querer o que elas possuem não é. Portanto, precisamos aprender a ver, seguir o exemplo, escolher o melhor trajeto a seguir e deixar de cobiçar a vida alheia. Às vezes, temos excelentes inspirações, só que cada um tem seus dons e sua maneira de chegar onde quer. Por isso não dá para querer que seja tudo do mesmo jeito. Precisamos ser criativos, criar novas possibilidades, crer em nós!

            Já os afetados pela inveja precisam aprender a valorizar o que são. Aprender que ninguém quer ser ou ter coisas ruins ou maléficas. Pelo contrário, quem nos inveja quer o que temos de melhor. Então, só precisamos reconhecer que estamos no caminho e que servimos de bom exemplo para quem nos segue.
            Ao começarmos a usufruir de nossos dons, confiar em nossos potenciais, pois todos nós somos capazes de ser e ter o que quisermos, nós deixaremos definitivamente de praticar a inveja. Ou seja, além de não cobiçar, “não ver”. Pois agindo assim, veremos o que temos de bom para oferecer ao mundo.
            E você? O que tem de bom para oferecer as outras pessoas? Reflita e coloque em prática agora mesmo.





POR:  CÁTIA BAZZAN  -  Terapeuta  Holística

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

O que foi a Inquisição?

          Também chamada de Santo Ofício, essa instituição era formada pelos tribunais da Igreja Católica que perseguiam, julgavam e puniam pessoas acusadas de se desviar de suas normas de conduta. Ela teve duas versões: a medieval, nos séculos XIII e XIV, e a feroz Inquisição moderna, concentrada em Portugal e Espanha, que durou do século XV ao XIX. Tudo começou em 1231, quando o papa Gregório IX - preocupado com o crescimento de seitas religiosas - criou um órgão especial para investigar os suspeitos de heresia. "Qualquer um que professasse práticas diferentes daquelas reconhecidas como cristãs era considerado herege", afirma o historiador Rogério Luiz de Souza, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Atuando na Itália, na França, na Alemanha e em Portugal, a Inquisição medieval tinha penas mais brandas - a mais comum era a excomunhão -, embora a tortura já fosse autorizada pelo papa para arrancar confissões desde 1252. Já sua segunda encarnação surgiu com toda força na Espanha de 1478.
            Dessa vez, o alvo principal eram os judeus e os cristãos-novos, como eram chamados os recém-convertidos ao Catolicismo, acusados de continuarem praticando o Judaísmo secretamente. "A justificativa desse retorno da Inquisição era a necessidade de fiscalizar a fidelidade desses conversos", diz outro historiador, Nachman Falbel, da Universidade de São Paulo (USP). A verdade é que esses grupos já formavam uma poderosa burguesia urbana que atrapalhava os interesses da nobreza e do alto clero. O apoio dos reis logo aumentou o poder do Santo Ofício, que, para piorar, passou a considerar como heresia qualquer ofensa "à fé e aos costumes". Por exemplo, quem usasse toalhas limpas no começo do sábado ou não comesse carne de porco era acusado de Judaísmo. A lista de perseguidos também foi ampliada para incluir protestantes e iluministas, homossexuais e bígamos.
            As punições tornaram-se bem mais pesadas com a instituição da morte na fogueira, da prisão perpétua e do confisco de bens - que transformou a Inquisição numa atividade altamente rentável para os cofres da Igreja. A crueldade dos inquisidores era tamanha que o próprio papa chegou a pedir aos espanhóis que contivessem o banho de sangue. A migração de judeus expulsos da Espanha para Portugal, em 1492, fez com que a perseguição se repetisse com a criação do Santo Ofício lusitano, em 1536. O Brasil nunca chegou a ter um tribunal desses, mas emissários da Inquisição aportaram por aqui entre 1591 e 1767. Calcula-se que 400 brasileiros foram condenados e 21 queimados em Lisboa, para onde eram mandados os casos mais graves. Os inquisidores portugueses fizeram 40 mil vítimas, das quais 2 mil foram mortas na fogueira. Na Espanha, até a extinção do Santo Ofício, em 1834, estima-se que quase 300 mil pessoas tenham sido condenadas e 30 mil executadas.

A CAMINHO DA FOGUEIRA
            Na Espanha e em Portugal, a Inquisição abusava da crueldade para punir quem se desviasse da fé católica.

 
1. O JULGAMENTO
A. A CHEGADA DA INQUISIÇÃO.
            Um grupo de monges do Santo Ofício chegava à aldeia e reunia toda a população na igreja. No chamado Período de Graça, que durava um mês, convidavam os pecadores a admitirem suas heresias. Quem se confessasse, em geral se livrava das penas mais severas.

B. AS INVESTIGAÇÕES.
            Quem não aproveitasse o Período de Graça poderia ser denunciado. Como a Inquisição incentivava a delação, o pânico era generalizado: todos eram suspeitos em potencial. O acusado era convocado a se defender no tribunal.

C. A SENTENÇA.
            O suspeito era interrogado por três inquisidores. Um deles, o inquisidor-mor, dava a sentença final. A defesa era difícil: raramente o réu tinha direito a um advogado. Para arrancar confissões, o Santo Ofício colocava espiões no encalço do suspeito e recorria a tenebrosas práticas de tortura.

2. AS TORTURAS
A. ESCALA DE PUNIÇÕES.
            O inquisidor-mor variava a crueldade dos castigos conforme a heresia. Os mais leves incluíam deixar o acusado acorrentado, sem comer nem dormir por vários dias. Mas os relatos históricos registram outros bem mais dolorosos, como os aparelhos chamados potro e extensão. Para amedrontar os acusados, os carrascos faziam uma demonstração de como funcionavam esses dispositivos. Para abafar os gritos, era comum colocarem colchões nas portas.

B. O POTRO.
            O livro Prisioneiros da Inquisição traz a história de Jean Coustos, mestre da loja maçônica de Lisboa, condenado pelo tribunal. Coustos passou pelos horrores do potro em 1743: "Me prenderam com uma argola no pescoço, um anel de ferro em cada pé e oito cordas que passavam por furos no cadafalso. Ao sinal dos inquisidores, elas foram puxadas e apertadas pelos carrascos. As cordas entravam na carne até os ossos e faziam jorrar sangue. Repetiram a tortura por quatro vezes. Perdi a consciência e fui levado de volta à minha cela sem perceber."

C. A EXTENSÃO.
            Seis semanas depois, o maçom foi submetido a outra tortura: a extensão. "As cordas, puxadas por um torniquete, faziam com que os punhos se aproximassem um do outro, por trás. Puxaram tanto que as minhas mãos se tocaram. Desloquei os dois ombros e perdi muito sangue pela boca. Repetiram três vezes o mesmo tormento antes de me devolverem à cela". Nos meses seguintes, Coustos ainda sofreu mais uma série de torturas até confessar. Foi condenado a quatro anos de trabalhos forçados em 1744.
 

3. AS SENTENÇAS
A. O AUTO-DE-FÉ.
Assim era chamada a cerimônia pública em que se liam as sentenças do tribunal. Os Auto-de-Fé geralmente ocorriam na praça central da cidade e eram grandes acontecimentos. Quase sempre o rei estava presente. As punições iam das mais brandas (como a excomunhão) às mais severas (como a prisão perpétua e a morte na fogueira).

B. QUEIMADOS VIVOS... OU MORTOS.
            A execução na fogueira ficava a cargo do poder secular. Se o condenado renunciasse às heresias ao pé do fogo, era devolvido aos inquisidores. Se sua conversão à fé católica fosse verdadeira, ele podia trocar a morte pela prisão perpétua. Quando descobria-se que um defunto havia sido herético, seu cadáver era desenterrado e queimado.

C. MARCAS DA HUMILHAÇÃO.
            Para serem vistos pelo público, os prisioneiros subiam em um palco. Os que eram obrigados a vestir as chamadas marcas de infâmia, como a cruz de Santo André, chegavam a ser agredidos pela multidão. Outros levavam velas e vergastas nas mãos para serem chicoteados pelo padre durante a missa.

O MAIS DESUMANO INQUISIDOR
            Fanático. Cruel. Intolerante. Nos registros históricos, não faltam adjetivos depreciativos para definir o frei dominicano Tomás de Torquemada (1420-1498), o mais duro inquisidor de todos os tempos. Organizador do Santo Ofício espanhol, ele era confessor e conselheiro dos reis Fernando e Isabel. Em 1483, essa influência rendeu-lhe a nomeação de inquisidor-geral, responsável pelos 14 tribunais na Espanha e suas colônias. Logo de cara, autorizou a tortura para obter confissões, ampliou a lista de heresias e pressionou os reis a substituir a tolerância religiosa pela perseguição aos judeus e aos conversos. Resultado: ao final de sua gestão, mais de 170 mil judeus foram expulsos da Espanha e 2 mil pessoas viraram cinza nas fogueiras.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012


Aprenda a vencer os "vilões" da força da vontade

        Todos nós possuímos uma grande força dentro de nós que denominamos vontade. Essa força está em todos pois é inerente ao ser humano; é a mola propulsora para construirmos nossas vidas. Sua origem é espiritual e transcendental, pois é comumente identificada como a força suprema do Universo em nós.

            Sem a força da vontade não fazemos nada, não enfrentamos nem superamos obstáculos, não transformamos nada. É através do uso dessa energia que desenvolvemos cada vez mais nosso querer, nossa determinação e capacidade de nos transformar em causadores de realidades. Ela brota a partir de um impulso de nossa consciência quando temos claro o objetivo que queremos atingir.

            Tenha bem claro um sério conceito: vontade e consciência só são conhecidas quando experimentadas, ou seja, quando usamos nossa vontade, devemos estar absolutamente conscientes do que queremos e dos meios que utilizaremos para alcançar nossos objetivos.

            No entanto, essa força possui alguns consideráveis inimigos, que não devemos negligenciar de maneira alguma. São sabotadores eficazes e criados inconscientemente para nos paralisar. Se deixarmos que assumam o comando e a supremacia em nossas vidas, certamente a energia da força de vontade não terá espaço suficiente para se manifestar. Esses inimigos são a indecisão e o medo.



A INDECISÃO

            A incapacidade de escolha muitas vezes é criada por nós para nos impedir de darmos os passos necessários ao nosso crescimento. Possuímos muitos sabotadores, mas esses dois são especiais e os mais comuns na vida de todos nós.

            Acredito que exista certa fantasia ou imaturidade quando estamos diante da necessidade de escolha. Precisamos entender que sempre que escolhemos algo, perdemos algo também. Por isso é tão difícil escolher. Devemos saber que esse é o único caminho possível para realizarmos nossos sonhos, atingirmos nossas metas.

            Para que a vontade seja forte, inevitavelmente uma das alternativas deve ser descartada. Você deve escolher apenas uma e renunciar a outra, ou outras alternativas. A energia da vontade é intensa e dinâmica e nada tem a ver com o desejo. É um poder que se abriga na consciência e nos estimula à ação.

            E é exatamente nisso que ela se diferencia do desejo. O desejo é quase sempre passivo em sua manifestação, muitas vezes contemplativo e se encontra muito distante da consciência.



O MEDO

            Já o medo pode manifestar-se de várias maneiras: também através da dúvida, o medo de sofrer, de fazer a escolha errada, o medo de ficar sozinho, de enlouquecer, de fazer alguém sofrer, e tantos outros medos que todos nós já sentimos e conhecemos.

            Muitas vezes, quando nos tornamos conscientes desse medo conseguimos, através do desenvolvimento de nossa consciência, do amor e da força da vontade, superá-lo. A partir de sua superação muitos sentimentos até então camuflados por ele manifestam-se e começam a fazer parte de nossas vidas. Aprendemos então o amor, a paciência e a tolerância, a calma e a serenidade, a confiança e a fé.

            No entanto, existem alguns medos mais profundos que necessitam da intervenção e ajuda de um profissional para facilitar e promover sua conscientização e consequente superação.

            Há o medo positivo, que é um estado afetivo relacionado à consciência que temos do perigo. Pode ser bom sentir medo quando existe um perigo real e nos utilizamos dele para nos proteger. No entanto, muitas vezes permitimos que ele nos paralise e nos atrapalhe na construção de nosso caminho. Por esse motivo devemos torná-lo o mais consciente possível, pois não podemos transformar aquilo que não conhecemos.

            Lembre-se do princípio da polaridade: Tudo é duplo; tudo tem dois polos; tudo tem seu par de opostos; o semelhante e o dessemelhante são uma só coisa; os opostos são idênticos em natureza, mas diferentes em grau; os extremos se tocam; todas as verdades são meias verdades; todos os paradoxos podem ser reconciliados."

            Pare e reflita profundamente durante o maior tempo que puder sobre esse princípio. Ele pode ser inteiramente transformador e criador de importantes insights. Quando aplicado em sua vida, pode promover grandes mudanças.

            No entanto, nenhuma mudança é feita sem um trabalho consciente e persistente de nossa parte.







POR:  CARLA  -  Terapeuta Holística

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Vida e Renascimento : Por que é tão difícil mudar?


            Nascer significa começar a ter vida exterior, vir ao mundo e a luz. Começar a brotar, crescer, surgir, aparecer, manifestar-se. Renascer significa tornar a nascer ou adquirir nova vida e vigor.

            Essas ações são as primeiras a serem experimentadas quando alguém vem para este mundo. Toda a manifestação do corpo e do espírito é percebida nas primeiras horas de vida.

            Ao contrário do que se pensa a respeito da gestação, o bebê não fica inconsciente e sem noção do que acontece durante este período. Enquanto fica no útero da mãe, ele já percebe o que lhe espera: se será bem-vindo ou não, pois tanto a alegria pela sua chegada como o sofrimento e a insegurança dos pais geram transtornos; se a onde ele escolheu para nascer tem condições para que ele cresça e seja feliz; se sentirá alguma rejeição ou não, enfim, várias teorias a respeito do tema confirmam que o bebê sente tudo mesmo!

            E é claro que não se pode desconsiderar o momento da concepção que é importantíssimo! As pessoas não pensam que uma das maiores causas de tantas almas diferentes habitarem este mundo se deve a forma como foram geradas. O momento da relação sexual e da intimidade do casal tem que ser muito especial e compartilhado. Todo esse preparo influenciará na personalidade do indivíduo que virá.

            Vamos imaginar uma situação: um casal se encontra e se conhecem superficialmente. Ficam juntos algumas vezes, normalmente quando se encontram nas festas. Com o mínimo de convivência e de entrosamento, a mulher engravida. O que acontece diante dessa situação? A mulher enlouquece, chora e se descabela. O homem faz de conta que nem é pai da criança, pois não será ele quem gerará durante nove meses este filho. Ele apenas se compromete em ir de vez em quando visitar a criança.

            Com a visão de que este bebê não é vítima de nada e que seus pais não são culpados, quais serão os sentimentos que ele veio resgatar e curar? Pense! E a falta de entrosamento entre um casal não se dá somente nessas situações, mas na maioria dos casos.

            Você já pensou o que representa um ato sexual? E no papel de ser mãe e pai?

            O ato sexual é o ato mais sagrado e completo do ser. É nesse momento que homem e mulher se unem para encontrar aquilo que está perdido, pois todas as literaturas e livros sagrados falam que todos os seres humanos eram seres andróginos, ou seja, tinham os dois sexos, eles eram unidos com a fonte e com "Deus Pai Mãe". Isso se perdeu por vários fatores que agora não vem ao caso, mas o que é importante compreender é o quanto este momento é especial, que dirá quando envolve a vinda de um novo ser!

            Ser mãe é poder sustentar, é dar colo, conforto e amor ao seu filho. Pois o papel da mãe na criação é de sustentação, assim como a Mãe Terra! Ser pai é dar segurança e proteção. A quem diga que a figura do pai é a figura de Deus na terra... Deus é o criador do Universo, portanto o que um pai pode criar para um filho quando este nasce?



            O que acontece na realidade: pais totalmente sem preparo geram filhos, não há cumplicidade, amor e muito menos se desfruta de um momento especial para a concepção de um novo ser.

            A mãe ao invés de sustentação oferece todos os seus medos como abrigo para a alma que vem e sofre por não ter como oferecer o colo que o seu bebê merece, sente-se insegura e com medo de como será depois... Pois nem na concepção teve amparo.

            O pai já se preocupa com a sustentação (que não é o seu papel) e o que ele pode oferecer. Não oferece proteção e nem segurança paternal, apenas dinheiro...

            E isso vale também para mulheres que resolvem ter filhos sem o homem concordar.

            Quando a criança nasce, recebe os piores tratamentos que alguém pode ter. Além de não poder escolher o dia de nascer, sofrem por ter que enfrentar uma série de exames e cutucões que geram mais medos do que ele já sentiu durante nove meses.

            Resultado de tudo isso: pelo nascimento e pela concepção, é difícil aceitar as mudanças, é difícil renascer diante das dificuldades e tornar a nascer, pois nascer é muito doloroso, você não acha? Estar e vir para este mundo é muito sofrido!

            Novamente repito: não existem vítimas, não existem culpados e nem vilões. Existem situações embaraçosas que servem para que possamos evoluir!

            Agora a falta de consciência nos leva a ignorância e a manipulação, causas que fizeram com que fôssemos sempre prejudicados em tudo que realizamos.

            Dedique-se a ler e a conhecer sobre tudo que fores fazer. Reconheça os ciclos da vida! Não seja marionete, reaja e faça o que é conveniente para você e não para os outros! Só conhecimento nos ajuda a mudar e não resistir a elas.

            Já que essa Era não proíbe às pessoas de terem acesso às informações, aproveite!





POR: CÁTIA BAZZAN  -  Terapeuta Holística, Mestre Reiki

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Natal...


O Natal Não é só uma Data...
É um Estado da Mente!
Bendita Seja a Data que Une a Todos
Do Mundo Numa Conspiração de Amor,
Todos Sentem a Verdadeira Alegria de
Natal, Não Existe Um que por Menos,
Não se Sensibilize. Não Faça Um Natal
De Aparências, de Enfeites, Porque não
São os Enfeites e as Aparências Que Trará
O Calor de Volta aos Corações das Pessoas,
A Generosidade de Compartilhar com
Outros a Esperança de Seguir Adiante, é
Fantástica, Talvez o Melhor Enfeite de
Natal é um Grande Sorriso, e um Sincero
Abraço. Não Existe o Natal Ideal, Só o
Natal que Você Decide Criar como Reflexo
De Seus Valores, Desejos, aos Queridos e
As Tradições.
Natal É a Ternura do Passado, o Valor do
Presente e a Esperança do futuro.
É o Desejo mais Sincero de que Cada Taça
Se Encha com Bênçãos Ricas e Eternas de
Deus, nos Conduzindo à PAZ!!!!

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Deus abençoe você e sua família...

"No Natal. o que realmente importa, são os sentimentos que brotam no coração de cada um e entre esses sentimentos, estão o da amizade que tenho por todos vocês!!!!!!
Feliz Natal, meus queridos amigos.” 


(clique na imagem para ampliá-la)


sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Confraternização 2012: mais um ano de trabalho e de muitas superações!!!

  Em clima de alegria, gratidão a Jesus e aos guias de nossa casa, comemoramos, no dia 20 de dezembro, a nossa reunião anual de confraternização da Fraternidade Espírita Monsenhor Horta, marcando assim o encerramento das atividades em 2012.
  Ao longo dos anos, ampliaram-se o espaço físico, as tarefas e as oportunidades de trabalho para todos os que chegam à Casa em busca da saúde do corpo e da alma.
  Pedimos a Jesus que abençoe a todos os que colaboram, com suas melhores energias, para a manutenção desta Fraternidade. Que ela continue a ser um foco de luz a acolher todos os que buscam aprender e servir com o Cristo.
 Agradecemos a alegria, o carinho e o entusiasmo de todos pela participação da campanha de arrecadação de brinquedos para o Natal de crianças carentes (um sucesso, diga-se de passagem).  Foi a energia gostosa e o que cada um de nós ofereceu de melhor que tornou esse encontro prazeroso e de muita harmonia. A perseverança, fé e união nos tornarão cada vez mais fortes e com certeza conseguiremos muito mais em 2013.  Nós temos mostrado que somos capazes!


 Não importa o tamanho dos sonhos que você tenha, sonhe muito e sempre. Mesmo que seus sonhos não se realizem exatamente como você desejou, saiba que eles se concretizarão da maneira que Deus entendeu ser a melhor para você.

 “Que nesse 2013 sejamos, Todos, Muito Felizes!”

Eduardo H. Marçal




Confiram as fotos abaixo e clique para ampliar





 






quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Oremos Guerreiros e Irmãos em Jorge, oremos por todos aqueles que necessitam, que passam fome, frio, sofrem perdas irrecuperáveis, oremos pelos homens de boa fé, que todos os dias lutam para fazerem a diferença acreditando em um mundo melhor, oremos por nós próprios que muitas vezes só pensamos em nós e nunca lembramos do nosso próximo, sendo egoístas ao ponto de acharmos que por vezes nossos pequenos problemas são maiores do que todos os dos outros...

Iluminai Nosso caminho meu bom Deus, dai-nos força São Jorge!!!!
 
 

Porque o mundo não acabará?

            Terra é uma escola, um lugar especialmente preparado para educar almas. O treinamento específico oferecido aqui é para a cura das emoções e pensamentos negativos. Esta escola foi construída e fundada há muitos aos atrás com este objetivo: evolução e aprimoramento emocional, mental e espiritual de seus estudantes.
            O propósito segue firme, a cada ciclo de tempo é possível perceber que os alunos tem demonstrado - ainda que timidamente - traços de uma melhoria. A Terra está alinhada com um propósito ainda maior, que vem do coração do Grande Espírito Criador, que é a lei natural de Evolução Constante. Esta lei diz que haja o que houver, o mundo não para, as moléculas não param, os ciclos naturais, o movimento das águas, dos ventos e das chuvas, bem como o movimento universal que empurra a humanidade no sentido da sua evolução.
            Medo, mágoa, tristeza, intolerância, futilidade, pessimismo, violência, depressão, vitimização, ansiedade, figuram entre as principais metas a serem vencidas por todos os alunos deste planeta azul.  Também sabemos que essas inferioridades ainda estão longe de serem dizimadas da consciência humana, sendo assim, a importância desta escola ainda é vital. Em outras palavras, a função e propósito da Terra ainda estão plenamente atualizados.

- O mundo não vai acabar porque ainda temos muito o que fazer para aprender a CURAR A RAIVA;
- O mundo não vai acabar porque ainda temos muito o que fazer para aprender a CURAR A MÁGOA;
- O mundo não vai acabar porque ainda temos muito o que fazer para aprender a CURAR A VITIMIZAÇÃO E A MÁGOA;
- O mundo não vai acabar porque ainda temos muito o que fazer para aprender a CURAR A FALTA DE AMOR.

            Considerar que o mundo vai acabar é o mesmo que atestar que o mundo não deve seguir seu fluxo de evolução constante, além de considerar que as emoções negativas não precisem de cura.
            No plano espiritual há uma consciência plena e segura de que o mundo COMO CONHECEMOS irá acabar, porque a cada ano que passa, novos níveis de percepções são atingidos e o esclarecimento, mesmo que lentamente, começa a surgir na humanidade.
            O aprimoramento moral, emocional, mental e espiritual é um resultado natural que surge entre os estudantes deste planeta escola. Não importa se a maioria não se sensibiliza a este fato, também não importa se quase ninguém acredita nesta força maior, pois mesmo assim, o mundo seguirá processando o seus fluxos de evolução, hoje e sempre, para que o bem maior prevaleça sobre as questões mundanas e as toxinas provocadas pelo esquecimento de quem realmente somos.
            Um novo nível de consciência já se fez, deixando para traz os anteriores, portanto, é sensato dizer que o mundo como conhecíamos na década de oitenta ou noventa, realmente acabou. Por consequência, dentro de pouco tempo estaremos dizendo também que os aprendizados desta década já estão obsoletos. Assim é a vida, assim é lei, assim é a Presença Divina que está em tudo e age sobre todos: evolução constante!

O QUE FAZER?
            Neste dia 21.12.2012 logo pela manhã, dedique uma oração especial de agradecimento pela vida, pelo mundo em que vivemos e por todas as dádivas que recebeu durante os seus dias aqui na Terra.
            Eleve o seu pensamento e realmente mergulhe nesta simples prática, pode ser uma oração rápida de 15 minutos, mas faça de todo o coração. Entre em sintonia com os seres de luz que você acredita e confia.
            Depois comece o seu dia com força no olha, com sentimento de amor e de compaixão pelo próximo, especialmente neste dia. Mesmo que a compaixão não seja o seu forte, apenas neste dia, faça esse esforço.
         Continue o seu dia com alegria, contemplando a vida, buscando um sentido mais elevado em cada tarefa.
          Ao final da noite, antes de dormir, refaça a sua oração, com muita entrega de coração, agradeça o seu dia, agradeça a vida e adormeça tendo a certeza que é você quem faz o mundo ser melhor ou pior. Neste dia você escolher fazer o melhor!


POR:  BRUNO J. GIMENES  -Terapeuta Holístico.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

A Moda dos pingentes de sal grosso funciona?


             Enfeites protegem de energias negativas, mas uso pede moderação.

            Tem sido cada vez mais comum a presença de pingentes de sal grosso enfeitando os pescoços e os pulsos das pessoas. Geralmente usados em cordões e pulseiras, esses enfeites costumam, mais do que embelezar, serem usados como uma espécie de "amuleto" de proteção. Mas será que essa moda realmente protege as pessoas de energias negativas?

            O sal grosso é, na verdade, um cristal de sal. O cristal é uma formação específica e organizada dos elementos, como átomos, moléculas ou íons, em um padrão tridimensional bem definido, que se repete formando uma estrutura com uma geometria específica. Visto no microscópio, o sal grosso revela que é um cristal, formado por pequenos quadrados ou cubos achatados.

            E os cristais têm propriedades específicas e especiais. Essas pedras podem ser usadas para equilibrar, energizar, limpar e harmonizar nosso campo energético. O cristal de sal - ou o sal grosso - não é exceção. A mais conhecida característica do cristal de sal é sua propriedade de absorção do excesso energético. Usamos para neutralizar os campos eletromagnéticos negativos ou, como são mais conhecidas, as "energias negativas".

            No Japão, o sal é considerado um purificador poderoso. Tradicionalmente os japoneses jogam sal nas soleiras das portas sempre que uma visita menos bem-vinda vai embora. O objetivo é limpar a carga energética que a pessoa pode ter deixado na casa.

            Aqui temos o banho de sal grosso e o antigo escalda-pés (mergulhar os pés em água bem quente, misturada com sal grosso), que têm o poder de neutralizar a eletricidade do corpo. Também é um ótimo jeito de relaxar e descarregar de um dia particularmente "pesado". E para espantar o "mau olhado" ou evitar visitas indesejáveis, algumas pessoas têm o costume de colocar uma fileira de sal na soleira da porta ou um copo com água e sal grosso do lado esquerdo da entrada.

            Uso dos pingentes pede moderação.

            Bom, então isso significa que usar um pingente de sal grosso vai limpar seu campo energético? Sim, mas não todo dia e nem toda hora. O cristal de sal é tão eficiente que acaba descarregando demais a energia da pessoa, quando usado em excesso. Precisamos nos limpar de influências negativas, mas, ao mesmo tempo, precisamos nos energizar também. Para isso, use seu pingente quando e onde ele será realmente útil. Depois disso, reponha suas energias, por meio do uso de cremes de ervas (sugiro o alecrim) ou outro cristal ou pedra que energize e esteja de acordo com o que você busca no momento.

            Outra opção para se reenergizar depois de usar o pingente de sal grosso é preparar um banho verde de alecrim. Separe de dois a três galhos da erva e lave-os bem. Em um recipiente de vidro ou porcelana (evite aqueles feitos de ferro, alumínio ou plástico, para que não interfiram nas propriedades do alecrim) coloque dois copos cheios de água mineral ou do filtro, e desfolhe o alecrim dentro da água. Depois pegue um punhado do alecrim e esfregue a erva até a água ficar verde. Pronto! Tome seu banho normalmente e, por fim, jogue a mistura verde de alecrim pelo corpo. Se quiser, coe a mistura antes de jogá-la no corpo. Você vai sentir se mais leve e energizado. O banho pode ser feito até uma vez na semana.


POR:  CARLA  -  Terapeuta Holística

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Na Hora do passe...

Estudemos a questão dos passes.



            Podemos dizer que o tratamento mediante passes pode ser feito diretamente, com o enfermo presente aos trabalhos, ou através de irradiações magnéticas, com o enfermo a distância.
            No passe direto, depois de orar silenciosamente, o médium é inteiramente envolvido pelos fluidos curadores hauridos no Plano Superior e que se canalizam para o organismo do doente; no passe a distância, que é uma modalidade de irradiação, o médium, sintonizando-se com o necessitado, a distância, para ele canaliza igualmente fluidos salutares e benéficos.
            Nas chamadas «sessões de irradiação», os doentes são beneficiados a distância, não somente em virtude dos fluidos dirigidos conscientemente pelos encarnados, como pelas energias extraídas dos presentes, pelos cooperadores espirituais, e conduzidas ao local onde se encontra o irmão enfermo.
            Há criaturas que oferecem extraordinária receptividade aos fluidos magnéticos. São aquelas que possuem fé robusta e sincera, recolhimento e respeito ante o trabalho que, a seu e a favor de outrem, se realiza.
            Na criatura de fé, no momento em que recebe o passe, a sua mente e o seu coração funcionam à maneira de poderoso Imã, atraindo e aglutinando as forças curativas.
            Já com o descrente, o irônico e o duro de coração o fenômeno é naturalmente oposto.
            Repele ele os jorros de fluidos que o médium canaliza para o seu organismo.
            É aconselhável, a nosso ver, ore o indivíduo, em silêncio, enquanto recebe o passe, a fim de que a sua organização psicofísica incorpore e assimile, integralmente, as energias projetadas pelo passista.
            Tal atitude criará, indubitavelmente, franca receptividade ante o socorro magnético.
            Para mais completa elucidação do assunto, vamos transcrever alguns trechos do capítulo «Serviço de passes», relativos a estas considerações:
            Alinhando apontamentos, começamos a reparar que alguns enfermos não alcançavam a mais leve melhoria.
            As irradiações magnéticas não lhes penetravam o veículo orgânico.
            Registrando o fenômeno, a pergunta de Hilário não se fez esperar:
— Porquê?
— Falta-lhes o estado de confiança — esclareceu o orientador.
— Será, então, indispensável a fé para que registrem o socorro de que necessitam?
— Ah! sim. Em fotografia precisamos da chapa impressionável para deter a imagem, tanto quanto em eletricidade carecemos do fio sensível para a transmissão da luz. No terreno das vantagens espirituais, é imprescindível que o candidato apresente certa tensão favorável».
            E, mais adiante:
            “Sem recolhimento e respeito na receptividade, não conseguimos fixar os recursos imponderáveis que funcionam em nosso favor, porque o escárnio e a dureza de coração podem ser comparados a ESPESSAS CAMADAS DE GELO sobre o templo da alma.
            Referindo-nos ao passe a distância, comum nas sessões de irradiação», ouçamos novos esclarecimentos:
— E pode, acaso, ser dispensado a distância?
— Sim, desde que haja sintonia entre aquele que o administra e aquele que o recebe.
“Nesse caso, diversos companheiros espirituais se ajustam no trabalho do auxílio, favorecendo a realização, e a prece silenciosa, será o melhor veículo da força curadora.»
            Sintetizando os nossos apontamentos, temos, então, dois tipos de passes:
a)  Passes diretos (enfermo presente);
b) Passes a distância (enfermo ausente).
            E no tocante à receptividade ou refratariedade das pessoas, no momento do passe, temos:
a) Fé, mais recolhimento, mais respeito, somam RECEPTIVIDADE;
b) Ironia, mais descrença, mais dureza de coração, somam REFRATARIEDADE.


LIVRO ESTUDANDO A MEDIUNIDADE – MARTINS PERALV