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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

A lição das ferramentas


A beleza está na diversidade de todas as formas, quer sejam animadas ou inanimadas. Não haveria encantos e atrações sem as diferenças que nossos sentidos percebem. Sem elas, a vida seria apenas um ponto de monotonia, e, certamente, não despertaria entusiasmo.
Conscientes de que não somos autossuficientes e, portanto, dependemos do outro rotineiramente, costumamos enxergar e valorizar em nosso semelhante o que nos é essencial e indispensável.
Quando lidamos com as diferenças e não percebemos a sua importância, tendemos a descaracterizá-las, julgando-as como algo sem sentido, sem equilíbrio, sem lugar específico, isto é, sem valor.
Dentro da inteireza da vida tudo faz sentido e tem espaço definido, mas nem sempre temos consciência da importância das peculiaridades destacadas no outro.
Vejamos com a leitura do texto, de origem desconhecida, como as diferenças são complementos de evolução.
“Contam que na carpintaria houve uma vez uma estranha assembleia. Foi uma reunião das ferramentas para acertar suas diferenças.
O martelo exerceu a presidência, mas os participantes lhe notificaram que teria que renunciar. A causa? Fazia demasiado barulho e, além do mais, passava todo o tempo golpeando.
O martelo aceitou sua culpa, mas pediu que também fosse expulso o parafuso, dizendo que ele dava muitas voltas para conseguir algo.
Diante do ataque, o parafuso concordou, mas por sua vez, pediu a expulsão da lixa. Dizia que ela era muito áspera no tratamento com os demais, entrando sempre em atritos.
A lixa acatou, com a condição de que se expulsasse o metro, que sempre media os outros segundo a sua medida, como se fora o único perfeito.
Nesse momento entrou o carpinteiro, juntou o material e iniciou o seu trabalho. Utilizou o martelo, a lixa, o metro e o parafuso.
Finalmente, a rústica madeira se converteu num fino móvel.
Quando a carpintaria ficou novamente só, a assembleia reativou a discussão.
Foi então que o serrote tomou a palavra e disse: “Senhores, ficou demonstrado que temos defeitos, mas o carpinteiro trabalha com nossas qualidades, com nossos pontos valiosos. Assim, não pensemos em nossos pontos fracos, e concentremo-nos em nossos pontos fortes.”
A Assembleia entendeu que o martelo era forte, o parafuso unia e dava força, a lixa era especial para limar e afinar asperezas e o metro era preciso e exato.
Sentiram-se, então, como uma equipe capaz de produzir móveis de qualidade.
Sentiram alegria pela oportunidade de trabalharem juntos.
Ocorre o mesmo com os seres humanos. Basta observar e comprovar. Quando uma pessoa busca defeitos em outra, a situação torna-se tensa e negativa. Ao contrário, quando se busca com sinceridade os pontos fortes dos outros, florescem as melhores conquistas humanas.
É fácil encontrar defeitos. Qualquer um pode fazê-lo. Mas encontrar qualidades, isto é para os sábios.”

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