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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Procuramos independência


Por quantas frustrações não passamos quando enfrentamos alguma injustiça? Ao longo da vida, quantas expectativas deixaram de ser correspondidas? E quantos programas já não deixamos de lado pois não tínhamos ninguém disponível para nos acompanhar?
Não há como fugir das situações corriqueiras do dia a dia. Tudo isso faz parte do que chamamos de Vida. E nós podemos escolher a maneira com a qual faremos isso.
Quando aprendermos a ‘nos bastar’, o que antes era chamado de problemas será visto como desafio. Para ajudar nessa reflexão, vale entender o que a autora Martha Medeiros define como ‘ser independente’.
“Quantos anos a gente leva para se tornar independente? Alguns atravessam a vida sem realizar esta que, para mim, é a conquista mais importante do ser humano. Não importa a idade da pessoa, se é casado ou solteiro, empregado ou patrão: falo da independência de quem se sustenta por dentro, uma independência de atitude.
Você tem que estar preparado para morar sozinho se assim a vida lhe exigir …
Tem que estar preparado para compartilhar o teto com outra pessoa sem cobrar dela adesão total às suas ideias e nem impor as suas.
Tem que estar preparado para viver longe de seus pais, seja porque eles foram para outra cidade, seja porque você foi, seja porque todos se foram.
Tem que estar preparado para amar sem ser amado, para ser despedido injustamente, para perder um amigo querido, para ver seus ideais sumirem com o tempo. Claro que você vai sofrer. Ser independente não é ser de ferro. É saber sair das situações com uma força inesperada.
Independência é aceitar a si mesmo antes da aprovação alheia. É defender a própria verdade e ter humildade para mudar de opinião caso seja surpreendido por melhores argumentos. Ser independente é preferir ir ao cinema com alguém, mas não perder o filme por falta de companhia. É vibrar quando lhe abrem um champanhe, mas não deixar de comemorar sozinho se a sua alegria basta para o brinde. Ser independente é fazer tudo o que se gosta junto de quem mais se gosta, incluindo a si mesmo.”
Já está mais do que na hora de sermos felizes, independentemente dos outros, não? Se precisarmos da aprovação dos demais e de um mundo cor de rosa para viver em paz, esse mundo nunca se tornará real.
Amor, luz e consciência. Sempre.

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