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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

O que é a Felicidade?


            Sabemos que felicidade é um estado no qual sentimos contentamento. Significa também êxito ou sucesso. E normalmente este sentimento está ligado a alguma situação que envolve alguém, ou alguma coisa. É difícil ser feliz sozinho. Até porque sozinho, nós nem temos como compartilhar esta felicidade. Em outras palavras, por mais que a conquista seja somente nossa, para obter a realização da mesma, precisamos nos relacionar com outras pessoas.
            Só que por mais que haja envolvimento, o mérito é de quem fez, é de quem venceu e que neste caso, somos nós;
            Por isso, Maria Sílvia Orlovas em Segredos de Mulher, diz que: “acreditar nas pessoas faz parte de aceitar a felicidade”. Isto porque acreditar nas pessoas é como acreditar em si mesmo. Diante desta visão, podemos dizer que aqueles que convivem conosco são nossos espelhos, nos mostram nossos limites e o quanto precisamos aceitar nossos desígnios. Fazem parte do cenário das nossas experiências para nos mostrar como ser feliz sozinho. Parece contraditório dizer que primeiro a felicidade é conquistada ou sentida através de algo ou alguém, e depois dizer que as pessoas refletem quem nós somos e nos mostram como podemos ser felizes sozinhos.
            Pois bem, neste caso o que precisamos saber é que a nossa felicidade não depende de alguém, ela pode ser refletida ou compartilhada com outras pessoas. Porque quando a felicidade depende de outro indivíduo, nós não somos felizes de verdade, nós ficamos iludidos e depois de um tempo infelizes.
            Mario Sérgio Cortella também nos fala que a felicidade é algo instantâneo e não permanente. E que nós só sentimos prazer em algo, quando não o temos. Ou seja, só sentimos felicidade quando sentimos falta daquilo que nos deixa feliz. Prova disto é que não nos sentimos felizes o tempo todo. Ficamos felizes apenas em alguns momentos.
            Sendo assim, ele nos sugere que pensemos sobre o que é ser feliz. Ou o que nos deixa feliz. Se não existíssemos, que falta faríamos para o mundo?
Diante desta reflexão, a questão a ser percebida não é como vivemos, mas qual é o sentido daquilo que fazemos nesta vida. Por isso que não dá para viver no “piloto automático”, como se algum botão fosse apertado e nós fizéssemos as atividades diárias sem participar delas ativamente. Se as coisas são feitas sem sentido, sem sentimento, não conseguimos sentir contentamento. Obviamente que não ficamos contentes o tempo todo, porém podemos sentir mais instantes de felicidade do que viver sem sentimento algum.
            Nesse ponto de vista, podemos dizer que a felicidade existe apenas em alguns momentos da nossa existência. Exemplos disso é o sabor de algo que comemos ou bebemos e que nos dá prazer; o abraço gostoso de um amigo; aquela música que adoramos e que compartilhamos com alguém; a capacidade de acariciar ou ser acariciado por alguém... E é nesse sentido que para sentir felicidade compartilhamos algo com alguém, porque se não tivesse alguém para servir ou vender a bebida ou a comida, não a teríamos; se não tivesse o amigo, não ganharíamos o abraço, e assim por diante. No entanto, o que não podemos é ficar presos a uma pessoa achando que ilusoriamente elas é que nos tornam felizes.

            Portanto, essas situações nos proporcionam felicidade, porém não vivemos esta felicidade de forma contínua. Só sentimos as coisas boas por ausência. Depois que nos alimentamos; que recebemos o abraço e que a música acaba é que nos demos conta do estado que estes momentos nos proporcionaram. Nossa vida nos dá felicidade e prazer porque temos ausência disso. Se não tivéssemos sede, o líquido não teria sentido para nós, por exemplo.
            Sendo assim, todas as experiências que vivemos precisam ser bem aproveitadas, sentidas e vividas. Mais uma vez a dica maior é viver o momento presente. Este instante sagrado, na maioria das vezes, é único. Pode ser que não haja outro. Por isso, é necessário ficar cada vez mais atento às coisas que fazemos e nas atividades que realizamos, pois assim poderemos ter mais momentos de felicidade, de contentamento.
            E essa tal felicidade é a busca de qualquer ser humano que vive neste planeta. No entanto, poucos conseguem atingir algum instante em que se sintam felizes.
            Então, a partir de hoje, pense no que te faz feliz e pratique mais isso. Da mesma forma, pense que falta você faria no mundo. Já que somos felizes por que sentimos ausência de algo, reflita sobre o que você faz para deixar as pessoas felizes.



POR CÁTIA BAZZAN – Autora do livro Ame quem você é – Saiba que a melhor escolha é a su

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