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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Diferenças entre o Espiritismo e a Umbanda

            Diz-se, com frequência, que Umbanda e Espiritismo são a mesma coisa, com uma ou outra variante. Os que assim pensam não refletiram o suficiente sobre os fundamentos de cada doutrina.
            Uma análise mais acurada nos mostrará que há, entre essas duas correntes espiritualistas, pontos concordantes e discordantes.

VEJAMOS AS OPINIÕES CONCORDANTES:

- A UMBANDA é espiritualista; o ESPIRITISMO também o é.
- A UMBANDA rende culto a Deus; o ESPIRITISMO também.
- Nas práticas de UMBANDA ocorrem fenômenos mediúnicos; no ESPIRITISMO também.
- A UMBANDA aceita a reencarnação; o ESPIRITISMO também.
- Na UMBANDA se faz caridade; no ESPIRITISMO também.

VEJAMOS OS PONTOS DISCORDANTES:

- O ESPIRITISMO NÃO tem culto material; a UMBANDA TEM.
- O ESPIRITISMO NÃO prescreve qualquer forma de paramento nem comporta o formalismo de funções sacerdotais; a UMBANDA TEM "pais" de terreiro com vestimenta e prerrogativas equivalentes ao exercício de funções sacerdotais.
- O ESPIRITISMO NÃO admite uso de imagens; a UMBANDA TEM imagens e altares.
- O ESPIRITISMO NÃO têm sinais cabalísticos nem símbolos; a UMBANDA TEM sinais, "pontos riscados" etc.
- O ESPIRITISMO REGE-SE POR UM CORPO DE DOUTRINA HOMOGÊNEA, CODIFICADA POR ALLAN KARDEC; A UMBANDA NÃO SE REGE PELA DOUTRINA CODIFICADA POR ALLAN KARDEC.


            O professor J. H. Pires, no capítulo VI - O Mediunismo - de seu livro Mediunidade trata a Umbanda como uma forma de mediunismo.
            A sua explicação baseia-se na noção de que mediunismo - definição dada pelo Espírito Emmanuel - designa as formas primitivas de Mediunidade.
            Assim, ele discorre sobre a construção racional da Mediunidade através dos ensinamentos de Allan Kardec. A Umbanda, sendo apenas a prática do fenômeno mediúnico, não consegue abarcar o grau de positivação alcançado pela Doutrina dos Espíritos. Esta é a grande diferença.

SINOPSE COMPARATIVA
ESPIRITISMO
UMBANDA
País de origem
França
Brasil
Data de surgimento
18.04.l857
15.11.1908
Codificador
Allan Kardec
-----------
Fundador
-----------
Zélio F.de Morais
Adereços e caracterizações
Não
Sim
Altar e/ou oratório
Não
Sim
Autonomia das associações
Sim
Sim
Cânticos (pontos) cantados
Não
Sim
Classificação dos espíritos em categorias
Sim
Não
Comidas, bebidas, fumo, etc.
Não
Sim
Cultos exteriores
Não
Sim
Dogmas
               Não
          Sim
Doutrina
Sim
Em formação
Ervas e banhos
Não
Sim
Racional
Emocional Devocional
Jogos premonitórios
               Não
          Sim
Mediunidade
Sim
Sim
Mediunismo e/ou animismo
Sim
Sim
Messiânica
Não
          Não
Método
Sim
Sim
Oferendas materiais
Não
Sim
Revelada
Sim
Não
Literatura básica
As obras (5) de Allan Kardec
---------------
Rituais e cerimoniais
Não
Sim
Roupas especiais e/ou paramentos
Não
Sim
Sacerdotes
Não
Sim
Sacramentos
Não
Sim
Símbolos (pontos) riscados
Não
Sim
Sincretismo
Não
Sim
Sistema organizacional
Federativo
Federativo
Tipificações espirituais
Não
Sim
Tradição oral
Não
Sim
Velas, flores, defumações, etc.
Não
Sim

PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS


Crença em Deus único
Sim
Sim
Comunicabilidade recíproca com os espíritos
Sim
Sim
Crença nos elementais
Não
Sim
Evolução progressiva dos espíritos
Sim
Sim
Existência dos espíritos que sobrevivem à morte do corpo
Sim
Sim
Influência dos espíritos sobre as pessoas
Sim
Sim
Lei de causa efeito
Sim
Sim
Pluralidade dos mundos habitados
Sim
Sim
Prática da caridade
Sim
Sim
Reencarnações sucessivas
Sim
Sim

CONTRIBUIÇÃO DO NÚCLEO DE ESTUDOS UMBANDISTAS

            Tive a oportunidade de ler em seu site o breve artigo abordando a questão da suposta dicotomia entre Umbanda e Espiritismo. Confesso que fiquei bastante feliz por perceber que os irmãos trataram o tema de forma objetiva, clara e respeitosa, sem desferir ataques - ainda que velados - à Umbanda. Cumprimento-os por isso.

            Contudo, gostaria de fazer alguns reparos quanto ao que foi dito:
- primeiramente o artigo afirma que a umbanda não se rege pela doutrina codificada por Allan Kardec. Isso não é inteiramente verdade. Todo o contexto de cunho filosófico abarcado pelo pentateuco é abraçado pelos umbandistas. O que ocorre é que a Umbanda não adota orientações de caráter prático, as quais foram inclusive bem enumeradas no artigo, como o uso de imagens, entre outras.
- Em segundo lugar, o artigo faz alusão à função sacerdotal. Quanto a isso, vale dizer que a Umbanda propriamente dita não tem sacerdotes. A função de direção dos trabalhos é conferida a pessoas de evidente ascendência intelectual e moral e com notórios conhecimentos dos fundamentos da religião, além, é claro, de capacidade de liderança sobre o grupo.

            Vale ainda informar que, em consonância com a orientação do plano espiritual, a Umbanda em seu segundo século de existência começou a passar por um processo de renovação tendente a orientá-la no sentido de um corpo de doutrina próprio e mais homogêneo, abolindo práticas que nunca foram típicas dos mentores que compõem a Corrente Astral de Umbanda. Nesse momento, por todo o país, inúmeros grupos já se organizam nesse sentido.

            De resto, não há dúvidas de são religiões diferentes e acho mesmo desejável que assim o seja. Os umbandistas, no entanto, insistem em se afirmarem espíritas e entendo que o somos latu sensu. Seria importante que os espíritas de orientação kardekiana entendessem essa tendência como um apelo a uma convivência fraterna e construtiva que, entendo, pode e deve existir.
Parabéns novamente pelo artigo.

Saudações em Cristo.


POR: NÚCLEO DE ESTUDOS UMBANDISTAS

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