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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Mundo Espiritual

Muitos falam e escrevem sobre o assunto, mas são poucos os que têm uma clara noção do que realmente se trata o Mundo Espiritual.

Há os que (influenciado por literaturas espíritas, esclarecedoras porém limitadas) o confundem com o plano astral. Porém o Verdadeiro Mundo Espiritual é Eterno, enquanto o Plano Astral é somente mais um (assim como o físico) plano intermediário, sendo nossa passagem por ele (post-mortem) temporária.

Mas então o que é o mundo espiritual? Com o que se parece? Como podemos compreendê-lo?

Devido a sua natureza peculiar, impossível seria defini-lo com perfeição em palavras e compreende-lo de forma absoluta utilizando somente o raciocínio objetivo, justamente porque é um mundo abstrato, um mundo totalmente subjetivo, o mundo da “não forma”.

Em ocultismo, costumamos chamar os mundos objetivos (dos quais fazem parte tanto o mundo Físico quanto o Astral) de mundos manifestados, enquanto que os planos (realmente) espirituais chamamos de mundos imanifestado, ou seja, que ao contrário do primeiro, não se manifestam de forma objetiva.

Podemos dizer que o mundo Espiritual é em primeiro lugar essencial, ou seja, só existe a essência, onde todas as formas (ilusões) são desfeitas. Quando terminamos o processo de uma encarnação e entramos em Devakan (repouso cíclico necessário entre uma encarnação e outra), levamos para o mundo espiritual somente a essência de nossas experiências, pois tudo que é superficial é descartado, todas as aparências, as ilusões, são desfeitas.

Portanto, todas as nossas experiências desprovidas de essência, que são banais, superficiais, que realizamos quase de forma automática, acabam não significando nada para o processo evolutivo, sendo desconsideradas pelo karma, como se não tivessem acontecido. Dessa forma muitas e muitas pessoas praticamente desperdiçam a encarnação, pois levam uma vida banal, vivendo de forma quase automática,  que pouco ou nada somarão em seu processo evolutivo, aumentando a quantidade de encarnações necessárias.

Também tem muita pouca importância à embalagem de nossas experiências, por exemplo, para a espiritualidade não importa qual religião a pessoa encarnada professe, o que conta no final é sua vivência religiosa interior, como em seu íntimo ele conduz e vivencia as experiências da religiosidade. Seguindo esta regra, mesmo um ateu pode ter uma forma de vida mais religiosa do que praticantes religiosos que façam isto de forma supérflua, pois basta para ele ter integridade para “somar mais pontos. Não é necessário acreditar em Deuses para acreditar na bondade, na justiça e na honestidade.

Mesmo quando estamos encarnados (vivendo uma vida física) continuamos habitando o mundo espiritual. Nosso espírito não “desce”, ele somente projeta sua sombra (corpos manifestados) junto de sua máscara (persona), formando assim seu Avatar.

Como podemos compreender aquilo que é somente essência? As “chaves” que a humanidade possui para adquirir esse conhecimento são os sonhos, a arte, a simbologia e o hemisfério direito do cérebro (a mente abstrata). Os mais perceptivos ainda podem contar com o auxílio da intuição, entre outras faculdades inatas latentes.

Todas as vicissitudes da vida física são somente alegorias, códigos, números criptografados, que posteriormente são decodificados e traduzidos para a realidade espiritual, importando aí somente o resultado final.

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