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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Crer ou não crer? Eis a questão...


Afinal, crer em algo é bom ou é ruim? Interfere no nosso jeito de ser ou no nosso nível de felicidade? Há aquela frase feita que a maioria utiliza (creio até que sem pensar verdadeiramente sobre o assunto) que afirma: "Todo mundo deve crer em algo". Mas será que esta afirmativa é válida?

De minha parte, está é "mais uma" daquelas frases que normalmente quando ouço, até prefiro fazer de conta que não ouvi, porque frequentemente é dita por alguma pessoa que nos é querida (e portanto não queremos criar nenhum mal estar) ou surge em algum local onde não é adequado para iniciar um "breve debate teológico", como no ambiente profissional, por exemplo.

A menos que o indivíduo pessoa pergunte tua opinião sobre a questão, bom, aí, é bem possível (no meu caso) que ela acabe ouvindo o que não desejava, provavelmente depois ela irá julgar ter sido melhor não ter perguntado.

O fato é, em primeiro lugar, crer em Divindades não é sinônimo de ter fé. Eu posso ter fé em na minha própria pessoa, por exemplo, posso ter fé (acreditar veementemente) na minha nação, nas pessoas que estão ao meu redor, na causa a qual me dedico, etc. Não questiono o poder da fé, só questiono a necessidade dela estar ligada a algum tipo de antropomorfismo.

Afinal, ter uma religião faz bem? A resposta é relativa, sendo todos nós diferentes uns dos outros, para alguns a resposta é sim, para outros (talvez para a maioria) a resposta é não.

Alguns se sentem mais felizes tendo uma religião, se sentem protegidos, consolados, amparados, nesse caso, praticar sua crença é necessário, é benéfico e ninguém deve interferir no processo (independente de julgar ser ou não uma ilusão).

Porém, para muitas pessoas, ter uma religião é sinônimo de adotar preconceitos, sentir culpa pelos próprios atos, julgar as outras pessoas, ter ataques de ira, etc. Será que nesse caso a religião é salutar? Obviamente que não, antes estas pessoas se tornassem todos ateus, pelo menos ateus costumam ser mais inofensivos (nunca ouvi falar em Guerra Ateia).

Atendados, homicídios, tortura, agressões, terrorismo, revoltas, tanto a história antiga como a recente está cheia desses casos, são históricos e ao mesmo tempo atuais, pois continua acontecendo... não sabemos até quando.

Então será que todos devem crer em algo? Ter uma religião? De forma alguma, a pessoa deve exercer o direito de pensar, tendo a liberdade de crer no que considerar coerente (ou confortável) assim como deve ter o direito de negar aquilo que não está de acordo com sua consciência.

Sempre digo que a unica liberdade válida é a de pensamento, o resto não passam de condições mentais, dando ilusão de liberdade. Se tentarmos impor um "monopólio" religioso, como iremos exercer e/ou exigir algum direito de liberdade?

Que cada um creia ou não, naquilo que considera válido, respeitando o direito e a liberdade do outro.

Respeito e liberdade, isto sim é bom para a humanidade.

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