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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

A Linha das Crianças


No dialeto de Angola, IBEJI quer dizer: Gêmeos. No Nagô, existem várias designações para o Orixá IBEJI: "Alabá";"Idolu" e "Idossu".
Estas divindades são originárias da Nigéria e são filhos gêmeos de YEMANJÁ e OXALÁ.
O fato de serem gêmeos, está associado à dualidade da vida, como por exemplo: a alegria e a tristeza, o masculino e feminino, o fim e o recomeço, etc. A sua correspondente dualidade se prende ao fato de que já conviveram juntos mesmo antes de nascerem e se apresentam sob o aspecto humano de "duas" crianças. Estes Orixás protegem os seres vivos no início de seu desenvolvimento. Sua vibração determina o equilíbrio entre os opostos, o que dá como resultante a plenitude da vida.
Na Bahia, todos têm muita fé na força dos IBEJIS e nas "roças" são encontrados assentamentos (local de fixação vibratória do Orixá), que lhes correspondem. Tais assentamentos fogem às características dos demais Orixás, e lá são colocados também os brinquedos dos "erês", nome pelo qual são conhecidos em Nação. Na Bahia, nas roças ou terreiros os Orixás-Crianças, são festejados durante todo o mês de Setembro, é o " Caruru de São Cosme".
O "Caruru de São Cosme" é uma festa ao mesmo tempo profana e religiosa, e as portas da casa abrem-se à todas as crianças convidadas ou não, e quanto mais crianças comparecem melhor. Todos se reunem para rezarem juntos e agradecerem os favores recebidos durante o ano e pedir bençãos para o ano que virá.
Em Salvador, é elegante a pessoa receber muitos convites para comer Caruru.
Quando se pedia esmolas para realizarem as missas votivas, no tabuleiro, se existiam somente duas imagens (São Cosme e São Damião), era para o culto católico, havendo três imagens, incluída a de Doum, caracterizava o culto ligado ao africanismo.
Os negros bantos, principalmente do Congo e Angola, embora com concepção religiosa diferentes para os gêmeos que chamavam de MABAÇAS, tinham um ritual próprio e constituiam entre si uma irmandade.
Do culto cabula, que também era praticado pelos bantos (e que não mais existe), é que provém a maior parte do ritual usado na Umbanda. Isto ocorreu no século passado e não está ligado ao simbolismo das imagens (sincretismo). Era um culto fundamentado nas falanges de crianças do espaço e no mais acurado sentido sobrenatural.
No Brasil, o culto de São Cosme e São Damião - Os Médicos Gêmeos e por isso padroeiro nas confrarias médicas, foi iniciado nos primórdios da nossa colonização, através da religião católica (na época, oficial) com a construção em 1530, de uma Igreja em Pernambuco.
As pessoas iniciadas em Umbanda, sabem que a única falange que realmente, consegue dominar determinadas magias, é a das crianças. Uma criança no espaço, que brinca com uma bola, uma boneca ou um carrinho, está na maioria das vezes em trabalho de descarga fluídica, no afastamento de forças negativas e beneficiando aqueles que delas se acercam. Embora sob o aspecto e exteriorização de crianças, pelos gestos e ruídos infantis produzidos, são na realidade, espíritos de grande conhecimento adquirido em encarnações pretéritas ou nas escolas astrais que frequentam.
Em Nação, as crianças conhecidas como "erês", são os mensageiros dos Orixás, trazendo para seus filhos as suas determinações e conselhos. Daí é comum dizer-se: "Erê de Yemanjá"; "Erê de Xangô", etc.
Estas crianças espirituais, adotam nomes ligados aos orixás, com os quais têm afinidade vibratória, como por exemplo: "Conchinha (Yemanjá)"; "Faísca (Inhasã)"; "Pedrinha (Xangô)"; "Pipoca (Omulu)"; "Escudinho (Ogum)"; "Jasmim (Oxum)", etc.
Na Umbanda, já adotam nomes comuns e até mesmo os que usavam na última passagem terrena: Rosinha; Mariazinha; Pedrinho; Joãozinho; Francisquinho; etc.
São muito ligados e protegidos pelo Orixá OXALÁ.
quando as forças negativas são muito fortes e densas, mesmo quando outras entidades têm que se afastar, há falanges de crianças como a de DOUM, que não são atingidas por possuirem forças de repulsão, que as mantém em equilíbrio vibratório.
As preces dirigidas às crianças no espaço, são prontamente atendidas. Suas falanges são dotadas de intenso poder mágico e vibração que só espíritos de grande luz possuem.
Yori quer dizer "Vitalidade saindo da luz". É formada pelas entidades que, por opção, quiseram manter a forma infantil, algumas já em preparo para uma reencarnação próxima. Onde for necessária uma vibração dirigida à alegria, à fraternidade e à comunhão, lá estará a Linha de Yori que, por essa bela qualidade, domina as energias mais sublimes do plano espiritual.
Uma criança brincando, em um trabalho, não é uma atividade infrutífera, como pensam alguns. É uma entidade que sabe perfeitamente o que está fazendo, com o objetivo de descarrego de tudo o que está em volta.
  1. Falange de Tupanzinho (Idolu ou Idossu)
  2. São entidades que vibram na Linha de Oxóssi, protegendo os lenhadores e animais. Gostam, nas oferendas, de apetrechos indígenas bem enfeitados, fitas verdes e vela rosa.
  3. Falange de Doum
  4. São entidades que nasceram no período do cativeiro como Doum, eram filhos de mãe indígena e pai africano. Auxiliam os tratamentos médicos, protegendo os profissionais da saúde e os enfermos, proporcionando mais integração entre ambos. Cruzam-se com a Linha de Yorimá (dos Pretos-Velhos) e aceitam suas oferendas em jardins e praças.
  5. Falange de Alabá
  6. Cruzam-se com Ogum, Oxumarê e Iemanjá. Da vibração dos três Orixás, recebem condição de trabalhar com os militares, dando coragem e piedade aos que usam farda. Suas oferendas são próximas a cachoeiras, pois as cores do arco-íris atraem muito essa falange.
  7. Falange de Dansu
  8. Espalham-se nos dias de tormenta, com fins de proteger adultos e crianças nesses dias, trabalhando também para Xangô. Gostam de fitas marrons e até seixos rolados em suas bandejas, entregues nas pedras de cachoeiras.
  9. Falange de Sansu
  10. Legião de entidades que se apresentam como meninas, distribuidoras de ternura, vinda de Deus. Trabalham cruzadas com Iemanjá. Devem ser entregues a elas: conchinhas e estrelas-do-mar, na beira da praia, junto com os outros itens da oferenda.
  11. Falange de Damião
  12. Cruzam-se com Cosme e Doum, cuidando das crianças do espaço, ou seja, das entidades recém-desencarnadas ainda crianças, de grande poder de cura. Vibram, de preferência, nas praias e jardins, seu lugar para a entrega de oferendas.
  13. Falange de Cosme
  14. São eles que detêm a responsabilidade da guarda das crianças recém-desencarnadas na Linha de Oxalá. Com o qual cruzam.


    São Crispim e São Crispiniano

    Crispim e Crispiniano
    Crispim e Crispiniano eram irmãos de origem romana Cresceram juntos e se converteram ao cristianismo na adolescência. Ganhando a vida no oficio de sapateiro eram muito populares, caridosos e pregavam com ardor a fé que abraçaram. Quando a perseguição aos cristãos ficou mais insistente os dois foram para a Gália, atual França.
    As tradições seculares contam que durante a fuga, na noite de Natal, os irmãos Crispim e Crispiniano batiam as portas buscando refúgio, mas ninguém os atendia. Finalmente foram abrigados por uma pobre viúva que vivia com um filho. Agradecidos à Deus, quiseram recompensá-la fazendo um novo par de sapatos para o rapazinho.Trabalharam rápido e deixaram o presente perto da lareira. Mas antes de partir, enquanto todos ainda dormiam, Crispim e Crispiniano rezaram pedindo amparo da Providência Divina para aquela viúva e o filho. Ao amanhecer viram que os dois tinham desaparecido e encontraram o par de sapatos cheio de moedas.
    Quando alcançaram o território francês os dois irmãos se estabeleceram na cidade de Soissons. Alí seguiram uma rotina de dupla jornada, isto é, de dia eram missionários e a noite, ao invés de dormir, trabalhavam numa oficina de calçados para se sustentar e continuar fazendo caridade aos pobres. Quando a cruel perseguição imposta por Roma chegou em Soissons, era época do imperador Diocleciano e a Gália estava sob o governo de Rictiovaro. Os dois irmãos foram acusados e presos. Seus carrascos os torturaram até o limite, exigindo que abandonassem publicamente a fé cristã. Como não o fizeram, foram friamente degolados, ganhando a coroa do martírio.
    O Martirológio romano registra que as relíquias dos corpos desses dois nobres romanos mártires estavam sepultadas na belíssima igreja de Soissons, construída no século VI . Depois, parte delas foi transportada para Roma onde foram guardadas na igreja de São Lourenço da via Panisperna.
    A Igreja celebra os Santos Crispim e Crispiniano como padroeiros dos sapateiros no dia 25 de outubro. Essa profissão, uma das mais antiga da humanidade, era muito descriminada, por estar sempre associada ao trabalho dos curtidores e carniceiros. Mas o cristianismo mudou a visão e ela foi resgatada graças o surgimento dos dois santos sapateiros, chamados de mártires franceses.

    São Cosme e São Damião

    São Cosme e São Damião
    Data de comemoração na igreja católica: 26 de setembro. Data de comemoração nos cultos afro-brasileiros: 27 de setembro. A falange de Ibejí, também chamados "crianças" é composta de meninos e meninas de todas as raças e idades. Em geral, as cores que os representam são o azul e o rosa, sendo que geralmente são conjugadas com o branco. Os Ibeji são chamados de Erê e, também, de Curumim. São Cosme e São Damião são os padroeiros das crianças, dos médicos e farmacêuticos. Também são sincretizados com os Ibeji São Crispe e Crispiniano, cuja homenagem é realizada nos Terreiros de Umbanda no dia 25 de outubro.
    São Cosme e São Damião, os santos gêmeos, nasceram na Arábia, no século III, filhos de uma família nobre. Estudaram medicina na Síria e depois foram praticá-la em Egéia. Circunstancialmente entraram em contato com o Cristianismo, tornando-se fervorosos seguidores do cristianismo.
    Confiando sempre no poder da oração e na confiança da providência divina usaram sua arte médica para curar os necessitados. Não cobravam por seus serviços médicos, e por esse motivo eram chamados de anárgiros, ou seja, aqueles que "não são comprados por dinheiro". O seu objetivo principal era a conversão dos pagãos à fé cristã, o que bem faziam através da prática da medicina. Desta forma, conseguiram plantar em terra fértil a semente cristã em muitos corações, sendo numerosas as conversões.
    Cosme e Damião viveram alguns anos como médicos e missionários na Ásia Menor. As atividades cristãs dos médicos gêmeos chamaram a atenção das autoridades locais da época, justamente quando o Imperador romano, Diocleciano, autoriza a perseguição aos cristãos, por volta do ano 300. Por pregarem o cristianismo em detrimento dos deuses pagãos, foram presos e levados a tribunal e acusados de se entregarem à prática de feitiçarias e de usar meios diabólicos para disfarçar as curas que realizavam. Ao serem questionados quanto as suas atividades, São Cosme e São Damião responderam: "Nós curamos as doenças em nome de Jesus Cristo e pelo seu poder". “Recusando-se adorar os deuses pagãos, apesar das ameaças de serem torturados, disseram ao governador que os seus deuses pagãos não tinham poder algum sobre eles, e que eles só adorariam o Deus Único, Criador do Céu e da Terra”!
    Por não renunciarem aos princípios religiosos cristãos sofreram terríveis torturas; porém, elas foram inúteis contra os santos gêmeos, e, em 303, o Imperador decretou que fossem decapitados. Cosme e Damião foram martirizados no ano de 303, na Egéia. Seus restos mortais foram transportados para a cidade de Cira, na Síria, e depositados numa igreja a eles consagrada. No século VI uma parte das relíquias foi levada para Roma e depositada na igreja que adotou o nome dos santos. Outra parte dela foi guardada no altar-mor da igreja de São Miguel, em Munique, na Baviera. Os santos gêmeos são cultuados em toda a Europa, especialmente Itália, França, Espanha e Portugal. Em 1530, na cidade de Igaraçu, em Pernambuco, foi construída uma igreja em sua homenagem.
    São Cosme e Damião são venerados como padroeiros dos médicos e farmacêuticos, e por causa da sua simplicidade e inocência também são invocados como protetores das crianças.
    Como acontece com tantos outros santos, a vida dos santos gêmeos está mergulhada em lendas misturadas à história real. Segundo algumas fontes eles eram árabes e viveram na Silícia, às margens do Mediterrâneo, por volta do ano 283. Praticavam a medicina e curavam pessoas e animais, sem nunca cobrar nada.
    O culto aos dois irmãos é muito antigo, havendo registros sobre eles desde o século 5, que relatam a existência, em certas igrejas, de um óleo santo, que lhes levava o nome, que tinha o poder de curar doenças e dar filhos às mulheres estéreis.
    Aqui no Brasil, a devoção trazida pelos portugueses misturou-se com o culto aos orixás-meninos (Ibejis ou Erês) da tradição africana yorùbá. São Cosme e São Damião, os santos mabaças ou gêmeos, são tão populares quanto Santo Antônio e São João. São amplamente festejados na Bahia e no Rio de Janeiro, onde sua festa ganha a rua e adentra aos barracões de candomblé e terreiros de umbanda, no dia 27. No dia 27 as crianças saem às ruas para pedir doces e esmolas em nome dos santos e, as famílias aproveitam para fazer um grande almoço, servindo a comida típica da data: o chamado caruru dos meninos.
    Segundo a lenda africana, os orixás-crianças são filhos de Iemanjá, a rainha das águas e de Oxalá, o pai de toda a criação. Outras tradições atribuem a paternidade dos mabaças (gêmeos) a Xangô, tanto que a comida servida aos Ibejís ou Erês, chamados também carinhosamente de “crianças” é a mesma que é oferecida a Xangô, o senhor dos raios, o caruru. Uma característica marcante na Umbanda e no Candomblé em relação às representações de São Cosme e São Damião é que junto aos dois santos católicos aparece uma criancinha vestida igual a eles. Essa criança é chamada de Doúm ou Idowu, que personifica as crianças com idade de até sete (7) anos de idade, sendo ele o protetor das crianças nessa faixa de idade. Junto com o caruru são servidas também as comidas de cada orixá, e enquanto as crianças se deliciam com a iguaria sagrada, à sua volta, os adultos cantam cânticos sagrados (oríns) aos orixás.

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