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domingo, 30 de setembro de 2012

Qual é a missão da sua alma?

            Toda vez que alguém fala sobre missão, talvez mesmo o mais incrédulo, desconectado ou ateu acaba se questionando internamente, qual será minha missão? Eu tenho uma missão? Existe mesmo uma missão ou propósito de vida para cada ser?
            Isso já é um avanço. Acreditar que podemos ter uma missão é um grande passo. A intenção desse texto é sem dúvida estimular nas pessoas a compreensão que temos uma missão pessoal e que nosso propósito ou finalidade é a realização dessa meta pessoal, ou melhor, cumprimento da missão da alma.
            Essa missão está escondida dentro de nós mesmos, sendo muito sutil e pouco percebida. Somos regidos pela lei do livre-arbítrio, o que nos disponibiliza o direito de decidir e fazer o que quisermos.

            Para aprofundarmos o entendimento desse tema é necessário um pouco de reflexão:

            O que estamos fazendo aqui na terra? Pra que vivemos? Qual nossa missão por aqui?

            Muitas pessoas nem arriscam uma reposta, o que é preocupante. A maioria de nós não sabe muito bem, contudo é unânime o sentimento de que estamos aqui para aprender, para evoluir e se desenvolver. Já é um bom passo. Se a missão da alma de uma pessoa é evoluir, então o que significa evoluir nesse caso?
            Evoluir significa eliminar os aspectos inferiores do ser, que são os mais diversos, como: raiva, ódio, mágoa, tristeza, depressão, orgulho, ego, vaidade, medo, vergonha, baixa estima e dezenas de outros sentimentos. Toda vez que uma pessoa experimenta a força negativa desses sentimentos, muitas consequências negativas aparecem.
            Todos os seres humanos possuem aspectos inferiores de sua personalidade que ficam escondidos dentro da essência de cada um, prontos para entrarem em cena a qualquer momento.
            O nível de consciência é o grande responsável pela percepção que temos sobre as situações da vida, decidindo sempre de que maneira iremos encarar as adversidades, com a mente superior (Eu Superior) ou com a mente inferior (Ego).
            Não é muito incomum a pessoa acordar de manhã, meditar e pedir internamente; Hoje quero curar a raiva existente em mim? Nada disso, a pessoa nem percebe que tem raiva até que alguém lhe ofenda, ou que sofra injustiça, ou ainda, que risquem o seu carro. Num ímpeto incontrolável o sentimento aflora, sem barreiras ele sai das profundezas e emerge para a superfície do indivíduo.
            Uma pessoa que está magoada com um amigo, por exemplo, não sabia que tinha esse sentimento, até que a ocasião lhe fez aflorar tal aspecto. Na verdade a pessoa que a magoou é apenas o instrumento para aflorar um sentimento que já existia dentro dela, mas que foi aflorado pelo fato. Não existe um grande culpado pelo sentimento, existem os gatilhos, que na verdade são grandes contribuições para que possamos perceber o quanto guardamos em nossas almas os aspectos inferiores.

            Nosso Planeta é Uma Escola

            A Terra é uma escola, a vida é um eterno aprendizado. Por isso o plano maior de Deus proporciona ferramentas pedagógicas para nossa evolução. Nós somos eternos alunos que necessitamos de ajuda do astral superior para acelerar o nosso crescimento e evolução que se constituem na maior missão de nossas almas.
            Assim como as escolas do nosso Planeta, cada uma em seu seguimento utiliza-se de modernos métodos pedagógicos para melhorar o ensino, a vida também tem seus métodos pedagógicos.
            As situações gatilho vão acontecendo a todo instante, aflorando os sentimentos inferiores para que possamos reconhecer os aspectos negativos e curá-los. Mas nem sempre a cura acontece. Os gatilhos vão aflorando as inferioridades e a pessoa muitas vezes mergulha em um sentimento de vitimização e autopiedade que tornam as coisas bem mais difíceis.
            Os aspectos negativos são aflorados e a pessoa adota a postura de comportar-se como vítima da situação, achando culpados e vilões, sem perceber o quanto todos esses são importantes para revelarem as inferioridades escondidas em sua alma. Se a nossa missão é evoluir e evoluir significa purificar os sentimentos, logo todo gatilho que mostram quais são esses sentimentos devem ser vistos como presentes de Deus, pois ajudam a acelerar o processo.
            O Invés de adotar a postura de vítima da situação é necessário buscarmos entender e identificar qual é o sentimento ou emoção negativa aflorada a cada situação. Isso vai proporcionar muitas dicas para encontrar a missão de nossas almas.
            Essa visão traz a condição de percebermos que a maior parte da missão de nossas almas não se dá separadamente na realização de um projeto ou algo parecido, mas no dia a dia, em meio aos familiares, amigos, no trabalho, nas relações, etc. Cada pessoa, cada conflito ou adversidade atua como um instrumento dessa missão. E se a terra é uma escola, cada gatilho em nossas vidas pode ser considerado um exame escolar, que verifica a capacidade do entendimento por parte do aluno.
            Situações repetitivas, cíclicas, que acontecem por longos períodos indicam que a pessoa não está compreendendo o que está aflorando, muito menos está transmutando os aspectos negativos. Essa ótica traz também o entendimento de que nós precisamos dos gatilhos. Levando essa realidade para a vida cotidiana, dá para dizer que o indivíduo precisa (no sentido de aprendizados e evolução) de um problema, que o faça sentir a emoção negativa, o apego, o medo, a raiva, o ciúmes, etc.
            Essa é uma boa pergunta a fazer quando os problemas acontecerem em sua vida; por que estou precisando desse gatilho?
            Por que estou precisando desse pai distante, desse chefe autoritário ou desse vizinho intrometido?
            Por que eu me incomodo com essas pessoas?
            Qual sentimentos estão aflorando que devem ser trabalhados?

            Quando a pessoa se dá conta do que ela está aflorando, percebe o que deve ser curado e com isso passa a não precisar mais desses gatilhos: o ciclo se encerra e o aluno passa de ano.

            Para quantos aspectos inferiores estamos sendo repetentes?

            É uma boa pergunta para se fazer em momentos de introspecção.

            Simples em sua proposta, essa é a nossa principal missão nessa existência, o requisito básico para qualquer alma que vive na terra. Durante a vida de uma pessoa, muitas coisas podem ser feitas!

            A vida é leve se olharmos com novos olhos, contudo é bom ficarmos atentos porque muitas coisas podem acontecer, muitas armadilhas podem nos desviar de nossa meta maior e nos afundar distrações ilusórias distanciadas dos objetivos do Pai maior para com Seus filhos.



POR:  BRUNO J. GIMENES

sábado, 29 de setembro de 2012

Aprenda uma oração para transformar sentimentos negativos

            Quem machuca ou fere seu amado quando o ódio toma conta do coração é cega. A admiração por algo ou alguém faz surgir nas pessoas o sentimento de inveja de não ser como ela, uma pessoa de sucesso, ou de não ter algo material ou sentimental.
            Sentimentos são importantes na vida das pessoas. Sentimentos nos impulsionam para frente e nos fazem criar. Ou será que grandes músicas e obras de arte nascem dos artistas apenas de uma técnica? Claro que não. Há também a inspiração que faz a vida a criar. Sentimentos bons fazem o mundo cada vez mais belo.
            Mas os mesmos sentimentos, quando negativos, podem gerar muita maldade, traições e mais energia negativa. Sentimentos negativos e pensamentos ruins andam de mãos dadas, não importa quem nasceu primeiro. O que importa é que quando estes sentimentos e pensamentos negativos tomam posse de nosso coração e mente, nos aprisiona no lado negro da vida e nos puxa para uma umbral de dor e sofrimento particular.
            Ou saímos desta vibração de sentimentos e pensamentos nefastos, ou vamos continuar sofrendo. Mas como mudar? Como sair destas vibrações? Olhando para luz. Estando na luz. Sendo a própria luz. Ou seja, tendo pensamentos e sentimentos positivos e um caminho de mudanças interiores e limpeza da mente.
            Este é um momento de transformar e transmutar os sentimentos negativos dentro de nós.
            Para dar o primeiro passo é preciso que cada um queira dar uma mudança. Os outros passos virão na sequência.
            Um dos passos ou caminho é o Ho'oponopono, uma técnica havaiana de perdão. Ho'oponopono significa "corrigir o erro, acertar o passo". Uma técnica que aplicamos em nós mesmos para transmutar os pensamentos e sentimentos negativos. Veja abaixo uma oração desta técnica. Faça durante 21 dias e veja os resultados.

Oração para transformar pensamentos e sentimentos negativos
Espírito Protetor/Consciência Superior, por favor localize a origem do meu sentimento ou pensamento (Por exemplo: carência financeira, carência de relacionamento amorosos, inveja, ódio, rancor, medo, etc).

Ajude-me a superar minhas dúvidas sobre o poder desta prece.

Conduza todo e qualquer nível, camada, área ou aspecto do meu ser até essa origem. Analise-a e esclareça-a completamente à luz da verdade Divina.

Venha até mim por intermédio de todas as gerações do tempo e da eternidade, remediando e solucionando qualquer incidente e suas decorrências causadas pelo acontecimento original.

Por favor, faça-o de acordo com a vontade de Deus, até que esteja por inteiro no momento presente, repleto de luz e verdade, paz e amor divino, perdoando a mim mesmo por minhas ideias incorretas e perdoando a qualquer outra pessoa, lugar, circunstância ou acontecimento que tenha contribuído para esse sentimento ou pensamento.

Nessa atitude de perdão absoluto e amor incondicional, permito que se transformem todos os problemas físicos, mentais, emocionais ou espirituais e todos os comportamentos inadequados baseados naquela origem negativa, para que sejam apagados do meu DNA.

Eu decido ser... (Por exemplo: muito bem sucedida, muito abundante financeiramente, saudável,...).

Eu me sinto... (Por exemplo: muito saudável, muito abundante, sem medo).

Eu sou um ser... (Por exemplo: com um relacionamento muito bem sucedido, abundante, saudável).

Agora, percebo que toda convicção pode ser modificada em questão de minutos, mesmo dispondo somente de um instrumento simples como esta prece.

Está feito. A cura aconteceu, meu destino se cumpriu.

Obrigada, Espírito Protetor/Consciência Superior, por vir em meu socorro e ajudar-me a alcançar a dimensão plena da minha criação.

Obrigada, obrigada, obrigada!

Eu amo e dou graças a Deus, de quem partem todas as bênçãos.


POR CARLA  -  LUZ DA SERRA

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Ninguém é dono de Ninguém

Salve irmãos!
Queridos leitores, tristemente temos visto pelos templos em todos os cantos, médiuns e seguidores tementes aos sacerdotes da casa. Confunde-se liderança e respeito por uma condição hierárquica imposta com rigores e ameaças muitas vezes.
Ao que se entende a essência dos ensinamentos superiores se perdem em atitudes egoístas e mesquinhas.
O sacerdote de Umbanda, antes de tudo foi um médium em comum que sofreu as etapas naturais do desenvolvimento mediúnico e aprendizado espiritual, tendo na reta guarda um sacerdote que lhe deu amparo. No entanto, cada ser é individual, de um destino único e particular, os mestres e amigos que encontramos no longo do caminho servem para hora nos amparar, hora nos ensinar, enfim, servem para no ajudar no longo da nossa trajetória individual.
Por isso todos devem ter o bom senso e a consciência de quando devem parar e quando é o momento de partir, sem medo, siga seu coração sempre.
O fato de um sacerdote desenvolver, batizar, ensinar, etc... Não lhe dá o direito de propriedade sobre ninguém e muito menos exigir submissão. O respeito e até a submissão são sentimentos que nascem naturalmente no coração de cada um, assim como o amor.
Basta lembrarmos que João Batista batizou Jesus Cristo, e isto não lhe fez proprietário de Jesus. Mas serviu como um ponta pé inicial para Jesus iniciar sua missão individual e particular. Entende? João Batista foi importante na vida de Jesus, mas não foi indispensável e nem muito menos foi dono de Jesus.
Todos nós enquanto irmãos perante o Criador temos a obrigação de acolher e estender as mãos sempre aos irmãos mais necessitados, tanto de alimento, quanto sabedoria, etc.
Devemos DOAR um pouco do que temos aos que procuram, e não exigir uma série de obrigações aos mais necessitados...
Não podemos esquecer que o aluno uma hora supera o professor.
Bem, espero que você leitor tenha entendido o que pretendo passar que ninguém é dono de ninguém e sim irmãos eternos.
Um forte abraço a todos eu um saravá fraterno deste seu irmão.




POR RODRIGO QUEIROZ  -  Teologia de Umbanda Sagrada

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

A Linha das Crianças


No dialeto de Angola, IBEJI quer dizer: Gêmeos. No Nagô, existem várias designações para o Orixá IBEJI: "Alabá";"Idolu" e "Idossu".
Estas divindades são originárias da Nigéria e são filhos gêmeos de YEMANJÁ e OXALÁ.
O fato de serem gêmeos, está associado à dualidade da vida, como por exemplo: a alegria e a tristeza, o masculino e feminino, o fim e o recomeço, etc. A sua correspondente dualidade se prende ao fato de que já conviveram juntos mesmo antes de nascerem e se apresentam sob o aspecto humano de "duas" crianças. Estes Orixás protegem os seres vivos no início de seu desenvolvimento. Sua vibração determina o equilíbrio entre os opostos, o que dá como resultante a plenitude da vida.
Na Bahia, todos têm muita fé na força dos IBEJIS e nas "roças" são encontrados assentamentos (local de fixação vibratória do Orixá), que lhes correspondem. Tais assentamentos fogem às características dos demais Orixás, e lá são colocados também os brinquedos dos "erês", nome pelo qual são conhecidos em Nação. Na Bahia, nas roças ou terreiros os Orixás-Crianças, são festejados durante todo o mês de Setembro, é o " Caruru de São Cosme".
O "Caruru de São Cosme" é uma festa ao mesmo tempo profana e religiosa, e as portas da casa abrem-se à todas as crianças convidadas ou não, e quanto mais crianças comparecem melhor. Todos se reunem para rezarem juntos e agradecerem os favores recebidos durante o ano e pedir bençãos para o ano que virá.
Em Salvador, é elegante a pessoa receber muitos convites para comer Caruru.
Quando se pedia esmolas para realizarem as missas votivas, no tabuleiro, se existiam somente duas imagens (São Cosme e São Damião), era para o culto católico, havendo três imagens, incluída a de Doum, caracterizava o culto ligado ao africanismo.
Os negros bantos, principalmente do Congo e Angola, embora com concepção religiosa diferentes para os gêmeos que chamavam de MABAÇAS, tinham um ritual próprio e constituiam entre si uma irmandade.
Do culto cabula, que também era praticado pelos bantos (e que não mais existe), é que provém a maior parte do ritual usado na Umbanda. Isto ocorreu no século passado e não está ligado ao simbolismo das imagens (sincretismo). Era um culto fundamentado nas falanges de crianças do espaço e no mais acurado sentido sobrenatural.
No Brasil, o culto de São Cosme e São Damião - Os Médicos Gêmeos e por isso padroeiro nas confrarias médicas, foi iniciado nos primórdios da nossa colonização, através da religião católica (na época, oficial) com a construção em 1530, de uma Igreja em Pernambuco.
As pessoas iniciadas em Umbanda, sabem que a única falange que realmente, consegue dominar determinadas magias, é a das crianças. Uma criança no espaço, que brinca com uma bola, uma boneca ou um carrinho, está na maioria das vezes em trabalho de descarga fluídica, no afastamento de forças negativas e beneficiando aqueles que delas se acercam. Embora sob o aspecto e exteriorização de crianças, pelos gestos e ruídos infantis produzidos, são na realidade, espíritos de grande conhecimento adquirido em encarnações pretéritas ou nas escolas astrais que frequentam.
Em Nação, as crianças conhecidas como "erês", são os mensageiros dos Orixás, trazendo para seus filhos as suas determinações e conselhos. Daí é comum dizer-se: "Erê de Yemanjá"; "Erê de Xangô", etc.
Estas crianças espirituais, adotam nomes ligados aos orixás, com os quais têm afinidade vibratória, como por exemplo: "Conchinha (Yemanjá)"; "Faísca (Inhasã)"; "Pedrinha (Xangô)"; "Pipoca (Omulu)"; "Escudinho (Ogum)"; "Jasmim (Oxum)", etc.
Na Umbanda, já adotam nomes comuns e até mesmo os que usavam na última passagem terrena: Rosinha; Mariazinha; Pedrinho; Joãozinho; Francisquinho; etc.
São muito ligados e protegidos pelo Orixá OXALÁ.
quando as forças negativas são muito fortes e densas, mesmo quando outras entidades têm que se afastar, há falanges de crianças como a de DOUM, que não são atingidas por possuirem forças de repulsão, que as mantém em equilíbrio vibratório.
As preces dirigidas às crianças no espaço, são prontamente atendidas. Suas falanges são dotadas de intenso poder mágico e vibração que só espíritos de grande luz possuem.
Yori quer dizer "Vitalidade saindo da luz". É formada pelas entidades que, por opção, quiseram manter a forma infantil, algumas já em preparo para uma reencarnação próxima. Onde for necessária uma vibração dirigida à alegria, à fraternidade e à comunhão, lá estará a Linha de Yori que, por essa bela qualidade, domina as energias mais sublimes do plano espiritual.
Uma criança brincando, em um trabalho, não é uma atividade infrutífera, como pensam alguns. É uma entidade que sabe perfeitamente o que está fazendo, com o objetivo de descarrego de tudo o que está em volta.
  1. Falange de Tupanzinho (Idolu ou Idossu)
  2. São entidades que vibram na Linha de Oxóssi, protegendo os lenhadores e animais. Gostam, nas oferendas, de apetrechos indígenas bem enfeitados, fitas verdes e vela rosa.
  3. Falange de Doum
  4. São entidades que nasceram no período do cativeiro como Doum, eram filhos de mãe indígena e pai africano. Auxiliam os tratamentos médicos, protegendo os profissionais da saúde e os enfermos, proporcionando mais integração entre ambos. Cruzam-se com a Linha de Yorimá (dos Pretos-Velhos) e aceitam suas oferendas em jardins e praças.
  5. Falange de Alabá
  6. Cruzam-se com Ogum, Oxumarê e Iemanjá. Da vibração dos três Orixás, recebem condição de trabalhar com os militares, dando coragem e piedade aos que usam farda. Suas oferendas são próximas a cachoeiras, pois as cores do arco-íris atraem muito essa falange.
  7. Falange de Dansu
  8. Espalham-se nos dias de tormenta, com fins de proteger adultos e crianças nesses dias, trabalhando também para Xangô. Gostam de fitas marrons e até seixos rolados em suas bandejas, entregues nas pedras de cachoeiras.
  9. Falange de Sansu
  10. Legião de entidades que se apresentam como meninas, distribuidoras de ternura, vinda de Deus. Trabalham cruzadas com Iemanjá. Devem ser entregues a elas: conchinhas e estrelas-do-mar, na beira da praia, junto com os outros itens da oferenda.
  11. Falange de Damião
  12. Cruzam-se com Cosme e Doum, cuidando das crianças do espaço, ou seja, das entidades recém-desencarnadas ainda crianças, de grande poder de cura. Vibram, de preferência, nas praias e jardins, seu lugar para a entrega de oferendas.
  13. Falange de Cosme
  14. São eles que detêm a responsabilidade da guarda das crianças recém-desencarnadas na Linha de Oxalá. Com o qual cruzam.


    São Crispim e São Crispiniano

    Crispim e Crispiniano
    Crispim e Crispiniano eram irmãos de origem romana Cresceram juntos e se converteram ao cristianismo na adolescência. Ganhando a vida no oficio de sapateiro eram muito populares, caridosos e pregavam com ardor a fé que abraçaram. Quando a perseguição aos cristãos ficou mais insistente os dois foram para a Gália, atual França.
    As tradições seculares contam que durante a fuga, na noite de Natal, os irmãos Crispim e Crispiniano batiam as portas buscando refúgio, mas ninguém os atendia. Finalmente foram abrigados por uma pobre viúva que vivia com um filho. Agradecidos à Deus, quiseram recompensá-la fazendo um novo par de sapatos para o rapazinho.Trabalharam rápido e deixaram o presente perto da lareira. Mas antes de partir, enquanto todos ainda dormiam, Crispim e Crispiniano rezaram pedindo amparo da Providência Divina para aquela viúva e o filho. Ao amanhecer viram que os dois tinham desaparecido e encontraram o par de sapatos cheio de moedas.
    Quando alcançaram o território francês os dois irmãos se estabeleceram na cidade de Soissons. Alí seguiram uma rotina de dupla jornada, isto é, de dia eram missionários e a noite, ao invés de dormir, trabalhavam numa oficina de calçados para se sustentar e continuar fazendo caridade aos pobres. Quando a cruel perseguição imposta por Roma chegou em Soissons, era época do imperador Diocleciano e a Gália estava sob o governo de Rictiovaro. Os dois irmãos foram acusados e presos. Seus carrascos os torturaram até o limite, exigindo que abandonassem publicamente a fé cristã. Como não o fizeram, foram friamente degolados, ganhando a coroa do martírio.
    O Martirológio romano registra que as relíquias dos corpos desses dois nobres romanos mártires estavam sepultadas na belíssima igreja de Soissons, construída no século VI . Depois, parte delas foi transportada para Roma onde foram guardadas na igreja de São Lourenço da via Panisperna.
    A Igreja celebra os Santos Crispim e Crispiniano como padroeiros dos sapateiros no dia 25 de outubro. Essa profissão, uma das mais antiga da humanidade, era muito descriminada, por estar sempre associada ao trabalho dos curtidores e carniceiros. Mas o cristianismo mudou a visão e ela foi resgatada graças o surgimento dos dois santos sapateiros, chamados de mártires franceses.

    São Cosme e São Damião

    São Cosme e São Damião
    Data de comemoração na igreja católica: 26 de setembro. Data de comemoração nos cultos afro-brasileiros: 27 de setembro. A falange de Ibejí, também chamados "crianças" é composta de meninos e meninas de todas as raças e idades. Em geral, as cores que os representam são o azul e o rosa, sendo que geralmente são conjugadas com o branco. Os Ibeji são chamados de Erê e, também, de Curumim. São Cosme e São Damião são os padroeiros das crianças, dos médicos e farmacêuticos. Também são sincretizados com os Ibeji São Crispe e Crispiniano, cuja homenagem é realizada nos Terreiros de Umbanda no dia 25 de outubro.
    São Cosme e São Damião, os santos gêmeos, nasceram na Arábia, no século III, filhos de uma família nobre. Estudaram medicina na Síria e depois foram praticá-la em Egéia. Circunstancialmente entraram em contato com o Cristianismo, tornando-se fervorosos seguidores do cristianismo.
    Confiando sempre no poder da oração e na confiança da providência divina usaram sua arte médica para curar os necessitados. Não cobravam por seus serviços médicos, e por esse motivo eram chamados de anárgiros, ou seja, aqueles que "não são comprados por dinheiro". O seu objetivo principal era a conversão dos pagãos à fé cristã, o que bem faziam através da prática da medicina. Desta forma, conseguiram plantar em terra fértil a semente cristã em muitos corações, sendo numerosas as conversões.
    Cosme e Damião viveram alguns anos como médicos e missionários na Ásia Menor. As atividades cristãs dos médicos gêmeos chamaram a atenção das autoridades locais da época, justamente quando o Imperador romano, Diocleciano, autoriza a perseguição aos cristãos, por volta do ano 300. Por pregarem o cristianismo em detrimento dos deuses pagãos, foram presos e levados a tribunal e acusados de se entregarem à prática de feitiçarias e de usar meios diabólicos para disfarçar as curas que realizavam. Ao serem questionados quanto as suas atividades, São Cosme e São Damião responderam: "Nós curamos as doenças em nome de Jesus Cristo e pelo seu poder". “Recusando-se adorar os deuses pagãos, apesar das ameaças de serem torturados, disseram ao governador que os seus deuses pagãos não tinham poder algum sobre eles, e que eles só adorariam o Deus Único, Criador do Céu e da Terra”!
    Por não renunciarem aos princípios religiosos cristãos sofreram terríveis torturas; porém, elas foram inúteis contra os santos gêmeos, e, em 303, o Imperador decretou que fossem decapitados. Cosme e Damião foram martirizados no ano de 303, na Egéia. Seus restos mortais foram transportados para a cidade de Cira, na Síria, e depositados numa igreja a eles consagrada. No século VI uma parte das relíquias foi levada para Roma e depositada na igreja que adotou o nome dos santos. Outra parte dela foi guardada no altar-mor da igreja de São Miguel, em Munique, na Baviera. Os santos gêmeos são cultuados em toda a Europa, especialmente Itália, França, Espanha e Portugal. Em 1530, na cidade de Igaraçu, em Pernambuco, foi construída uma igreja em sua homenagem.
    São Cosme e Damião são venerados como padroeiros dos médicos e farmacêuticos, e por causa da sua simplicidade e inocência também são invocados como protetores das crianças.
    Como acontece com tantos outros santos, a vida dos santos gêmeos está mergulhada em lendas misturadas à história real. Segundo algumas fontes eles eram árabes e viveram na Silícia, às margens do Mediterrâneo, por volta do ano 283. Praticavam a medicina e curavam pessoas e animais, sem nunca cobrar nada.
    O culto aos dois irmãos é muito antigo, havendo registros sobre eles desde o século 5, que relatam a existência, em certas igrejas, de um óleo santo, que lhes levava o nome, que tinha o poder de curar doenças e dar filhos às mulheres estéreis.
    Aqui no Brasil, a devoção trazida pelos portugueses misturou-se com o culto aos orixás-meninos (Ibejis ou Erês) da tradição africana yorùbá. São Cosme e São Damião, os santos mabaças ou gêmeos, são tão populares quanto Santo Antônio e São João. São amplamente festejados na Bahia e no Rio de Janeiro, onde sua festa ganha a rua e adentra aos barracões de candomblé e terreiros de umbanda, no dia 27. No dia 27 as crianças saem às ruas para pedir doces e esmolas em nome dos santos e, as famílias aproveitam para fazer um grande almoço, servindo a comida típica da data: o chamado caruru dos meninos.
    Segundo a lenda africana, os orixás-crianças são filhos de Iemanjá, a rainha das águas e de Oxalá, o pai de toda a criação. Outras tradições atribuem a paternidade dos mabaças (gêmeos) a Xangô, tanto que a comida servida aos Ibejís ou Erês, chamados também carinhosamente de “crianças” é a mesma que é oferecida a Xangô, o senhor dos raios, o caruru. Uma característica marcante na Umbanda e no Candomblé em relação às representações de São Cosme e São Damião é que junto aos dois santos católicos aparece uma criancinha vestida igual a eles. Essa criança é chamada de Doúm ou Idowu, que personifica as crianças com idade de até sete (7) anos de idade, sendo ele o protetor das crianças nessa faixa de idade. Junto com o caruru são servidas também as comidas de cada orixá, e enquanto as crianças se deliciam com a iguaria sagrada, à sua volta, os adultos cantam cânticos sagrados (oríns) aos orixás.

Salve o dia de Cosme e Damião!!!

  Hoje, 27 de setembro acontecem as festas aos santos Cosme e Damião, os quais são muito populares no Brasil, estando sempre associados à festa das crianças. Na tradição católica estes santos foram irmãos gêmeos que se dedicaram à medicina e conhecidos como anargiros (que não tem pratas), alusivo ao fato de não cobrarem pelos seus serviços prestados, assim sendo, são hoje considerados como patronos dos cirurgiões.
Por serem cristãos, durante as perseguições do Imperador romano Deocleciano foram martirizados na Egéia-Cilícia (Ásia Menor) em 27 de setembro do ano 287, seus corpos foram transportados para Roma a mando do Papa São Felix, que lhes concedeu uma igreja para veneração. Em suas homenagens espalharam-se igrejas pela Itália, França, Espanha e Portugal sendo fundada em 1226 na França a CONFRARIA COSME E DAMIÃO DE CIRURGIÕES, sendo que em Portugal a Universidade de Coimbra cobrava registro dos diplomas médicos e a renda era destinada para os estudos e pesquisas na área de medicina desta confraria, considerada a associação médica mais importante de toda a Europa.
Na época do Brasil Colônia, Dom Duarte Coelho escolheu estes santos como padroeiros da cidade de Igaraçu em Pernambuco. São ainda considerados defensores das epidemias, fome e partos gemelares.
O costume de oferecer doces as crianças em seu dia está muito difundido no Brasil, onde tais santos foram sincretizados no Candomblé e Umbanda como os orixás gêmeos Ibejis, como Erês (orixás crianças - intermediário entre o iniciado e o orixá) e em alguns casos são associados como espíritos de crianças, sendo que Ibejis, Erês e espíritos de crianças são seres distintos entre si. A imagem nos terreiros de Umbanda ao invés de dois santos (como na igreja Católica) aparecem três, ou seja, Cosme, Damião e Doum, sendo que este último entre as tradições populares fluminenses é tido como filho de uma empregada da família dos gêmeos e morreu no dia seguinte ao martírio dos irmãos médicos. Outros associam esta figura menor (Doum) a ligação de Cosme e Damião com as crianças ou mesmo com Ibejis e Erês.
Num país tão rico de raças e culturas, onde todos, com a graça de Deus, conseguem viver em paz é natural que aconteça a popularização e mistura das religiões; independente de serem membros das religiões afro-brasileiras ou católicos oferece-se doces as crianças, mantendo viva a história e exemplos desses santos médicos.


A Magia da Criança

O elemento e força da natureza correspondente a Ibeji são... todos, pois ele poderá, de acordo com a necessidade, utilizar qualquer dos elementos.
Eles manipulam as energias elementais e são portadores naturais de poderes só encontrados nos próprios Orixás que os regem.
Estas entidades são a verdadeira expressão da alegria e da honestidade, dessa forma, apesar da aparência frágil, são verdadeiros magos e conseguem atingir o seu objetivo com uma força imensa, atuam em qualquer tipo de trabalho, mas, são mais procurados para os casos de família e gravidez.
A Falange das Crianças é uma das poucas falanges que consegue dominar a magia. Embora as crianças brinquem, dancem e cantem, exigem respeito para o seu trabalho, pois atrás dessa vibração infantil, se escondem espíritos de extraordinários conhecimentos.
Imaginem uma criança com menos de sete anos possuir a experiência e a vivência de um homem velho e ainda gozar a imunidade própria dos inocentes. A entidade conhecida na umbanda por erê é assim. Faz tipo de criança, pedindo como material de trabalho chupetas, bonecas, bolinhas de gude, doces, balas e as famosas águas de bolinhas -o refrigerante e trata a todos como tio e vô.
Os erês são, via de regra, responsáveis pela limpeza espiritual do terreiro.
A Origem de "Doum"

Este personagem material e espiritual surgiu nos cultos Afros quando uma macamba (denominação de mulher, na seita Cabula) dava a luz a dois gêmeos e, caso houvesse no segundo parto o nascimento de um outro menino, era este considerado "Doum", que veio ao mundo para fazer companhia a seus irmãos gêmeos.
Foram sincretizados com os santos que foram gêmeos e médicos, tem sua razão na semelhança das imagens e missões idênticas com os "erês" da África, mas como faltava "doum", colocaram-no junto a seus irmãos, com seus pequenos bastões de pau, obedecendo à semelhança dos santos católicos, formando assim a trindade da irmanação.
Dizem também, que na imagem original de S. Cosme e S. Damião, entre eles (adultos) havia a imagem de uma criança a qual eles estavam tratando, daí para sincretizarem Doum com essa criança, foi um pulo...
                                             Onde Moram as Crianças?

A respeito das crianças desencarnadas, passamos a adaptar um interessante texto de Leadbeater, do seu livro "O que há além da Morte".
"A vida das crianças no mundo espiritual é de extrema felicidade. O espírito que se desprende de seu corpo físico com apenas alguns meses de idade, não se acostumou a esse e aos demais veículos inferiores, e assim a curta existência que tenha nos mundos astral e mental lhe será praticamente inconsciente. Mas o menino que tenha tido alguns anos de existência, quando já é capaz de gozos e prazeres inocentes, encontrará plenamente nos planos espirituais as coisas que deseje. A população infantil do mundo espiritual é vasta e feliz, a ponto de nenhum de seus membros sentir o tempo passar. As almas bondosas que amaram seus filhos continuam a amá-los ali, embora as crianças já não tenham corpo físico, e acompanham-nas em seus brinquedos ou em adverti-las a evitar aproximarem-se de quadros pouco agradáveis do mundo astral."
"Quando nossos corpos físicos adormecem, acordamos no mundo das crianças e com elas falamos como antigamente, de modo que a única diferença real é que nossa noite se tornou dia para elas, quando nos encontram e falam, ao passo que nosso dia lhes parece uma noite durante a qual estamos temporariamente separados delas, tal qual os amigos se separam quando se recolhem à noite para os seus dormitórios. Assim, as crianças jamais acham falta do seu pai ou mãe, de seus amigos ou animais de estimação, que durante o sono estão sempre em sua companhia como antes, e mesmo estão em relações mais íntimas e atraentes, por descobrirem muito mais da natureza de todos eles e os conhecerem melhor que antes. E podemos estar certos de que durante o dia elas estão cheias de companheiros novos de divertimento e de amigos adultos que velam socialmente por elas e suas necessidades, tomando-as intensamente felizes."
Assim é a vida espiritual das crianças que desencarnaram e aguardam, sempre felizes, acompanhadas e protegidas, uma nova encarnação. É claro que essas crianças, existindo dessa maneira, sentem-se profundamente entristecidas e constrangidas ao depararem-se com seus pais, amigos e parentes lamentando suas mortes físicas com gritos de desespero e manifestações de pesar ruidosas que a nada conduzem. O conhecimento da vida espiritual nos mostra que devemos nos controlar e nos apresentar sempre tranqüilos e seguros às crianças que amamos e que deixaram a vida física. Isso certamente as fará mais felizes e despreocupadas.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Você é seu remédio



Viver sem amor, compaixão ou qualquer outro valor
espiritual cria um estado de desequilíbrio tão
grave que todas as células anseiam por
corrigi-lo. Em última análise, é
isso que existe por trás
do início da
doença.
Dr. Deepak Chopra


            Você tem experimentado raiva, frustração, pavor, ressentimento, culpa e autodesprezo. Tem experimentado os reflexos físicos desses sentimentos negativos que intoxicam seu corpo espiritual e descem para os níveis físicos em formas de doenças das mais variadas espécies.
            Chegou a hora de você experimentar o amor como o elixir capaz de restaurar a saúde espiritual. Chegou a hora de você inverter a polaridade negativa que se estabeleceu em sua vida por conta das escolhas que tem feito até agora. Mude o botão da sintonia.  
            O amor não é material, é sentimento que se converte na mais poderosa energia de vida. Sentimos amor todas as vezes que manifestamos compaixão, doação, bondade, perdão, alegria e paz. E quando exprimimos amor, todo o nosso cosmo orgânico vibra na sua mais alta frequência, afastando a doença e restabelecendo a saúde e o bem-estar.  
            Se você procura o Médico Jesus, convença-se de que Ele não tem outra receita a lhe dar. Jesus não quer apenas tratá-lo, remediar suas dores para que você continue a ser a mesma pessoa que era antes de adoecer. O Médico Jesus deseja, sim, curá-lo para que você experimente uma vida muito mais feliz e compensadora.
            Creia que você mesmo é o seu remédio ou seu próprio veneno, você mesmo é o seu bem ou o seu mal. Quem se permitiu adoecer tem todo o poder para neutralizar a doença. 
            A cura é o processo do regressar ao seu estado natural, à sua essência divina, na qual o amor e a alegria representem seu jeito saudável de viver. È como um regressar à infância.    
            O Médio Jesus recomenda sessões permanentes de fisioterapia espiritual mediante a assimilação do “Brilhe a Vossa Luz”. Creia que você é luz de Deus, criatura dotada de todos os recursos necessários a uma vida feliz e saudável. A doença surgiu porque em algum momento a sua luz deixou de brilhar e a negatividade escureceu seu caminho.
A enfermidade é um quarto escuro. Ponha a mão no interruptor da positividade, da esperança, da fé em si mesmo e da fé em Deus, recupere seu entusiasmo pela vida e assim, logo mais, a luz da saúde brilhará para você. Essa luz já existe em você, já lhe pertence por herança divina. Vamos, então, acendê-la?

TRECHO DO LIVRO “O MÉDICO JESUS”  -  JOSÉ CARLOS DE LUCCA.
        

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Três Remédios


Seja em relação à dor física ou à dor
emocional, quando mantemos o mesmo
comportamento, continua doendo.

Andrew Matthews

            Até quando você quer continuar sofrendo? Até quando vai continuar se ferindo com hábitos nocivos? Até quando vai se intoxicar com tantos sentimentos negativos? Até quando irá permitir que a raiva lhe devore por dentro?
            Curar é limpar toda essa carga mórbida que se acumulou em seu corpo físico. E somente o amor é capaz de fazer essa drenagem nas camadas mais íntimas do nosso ser, pois o amor é harmonia, é pureza, é vida gerando a vida. Escolha o amor no lugar do mal, e isso quer dizer que você estará escolhendo a saúde no lugar da doença, porque decidiu mudar seu comportamento.
            Jesus de Nazaré nos indicou três remédios de larga eficácia para as enfermidades, que, uma vez utilizados, promoverão uma faxina interior capaz de restaurar a saúde. São eles: perdão, fé e amor.
            Com o perdão você se limpa de mágoas e culpas e se livra de vibrações energéticas prejudiciais à sua saúde. Quando curava, Jesus frequentemente dizia aos enfermos: “Filho, perdoados estão os teus pecados.” Se Jesus viesse nos curar hoje, porventura ele encontraria nosso peito livre de mágoas e culpas?
            Com a fé você aglutina forças divinas capazes de alavancar a cura das doenças mais atrozes. Certa mulher, que padecia de uma hemorragia uterina havia doze anos foi, instantaneamente, curada pelo simples fato de tocar as vestes de Jesus. É claro que, conforme o próprio Jesus explicou, foi a fé daquela mulher que a curou.
            Com o amor você mergulha em um estado de êxtase tão profundo que doença alguma é capaz de resistir. O amor volatiza toda a energia negativa acumulada em nosso campo psicofísico decorrente do nosso proceder distante daquele roteiro de vida que Jesus estabeleceu no Sermão da Montanha. Por essa razão, os Espíritos de Luz proclamam que fora da caridade, isto é, fora do amor não há salvação. Poderíamos complementar: fora do amor não há cura. O amor restaura, revigora, alegra, anima e fortifica. Que mais um doente precisa?
            De receita na mão, vamos agora iniciar a nossa cura? Mãos à obra.

O AMOR RESTAURA, REVIGORA, ALEGRA, ANIMA E FORTIFICA.
QUE MAIS UM DOENTE PRECISA?

Livro “O MÉDICO JESUS”  -  José Carlos de Lucca

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Como não discutir...


1. São necessários dois para discutir. Se não respondermos de volta, não haverá discussão. Simplesmente diga: “Prefiro não conversar sobre isto agora” e, se necessário, repita esta frase com suavidade mais uma vez. Programe, então, um tempo para falar sobre o assunto no futuro.

2. As discussões se agravam com o volume da voz dos discutidores. O Rei Salomão já nos ensinou no Antigo Testamento: “Uma resposta gentil dispersa a raiva”. Quanto mais violentamente o outro discute, mais serena nossa resposta deve ser. Logo veremos o tom de voz dele/dela diminuir em resposta.

3. Não haverá discussão se concordarmos. Não é nenhum sinal de fraqueza usar as seguintes frases: “Este é um bom ponto”, “Eu não havia pensado sobre isto” ou “Você tem toda a razão”! Focalizemos onde podemos concordar, não onde diferenciar.

4. Admitamos quando estivermos errados. Ninguém está sempre totalmente certo. Reconheça e afirme seus erros e responsabilize-se pro eles. A outra pessoa se sentirá melhor e poderá até admitir e assumir alguns erros de sua parte.

5. Não acuse ou ataque. Não diga: “Você disse isto!” ou “Você fez aquilo!” Façamos perguntas, não declarações. E façamo-las com sinceridade, com a intenção de achar a verdade, e não como uma espada afiada, pronta a cortar a cabeça do oponente.

6. Lembremo-nos de nossa meta! No caso do casamento, queremos harmonia, paz, uma boa atmosfera e amor. Argumentações geram tensão e ansiedade, nunca paz e tranquilidade. Diga a si mesmo: “Eu amo minha esposa, amo meus filhos e amo meu dinheiro (divórcios custam montes de dinheiro!)”

7. Não seja tolo em demonstrar falta de respeito ao seu amado(a) e a si mesmo, dizendo coisas que causam mágoas, coisas sem sentido ou sem validade. Você escolheu esta pessoa para ser seu cônjuge. Esta é a pessoa, acima de qualquer outra, que possui as qualidades para ser o seu escolhido/escolhida ente os bilhões de seres humanos pelo planeta.

8. Transforme a disputa em um debate. Não defenda uma posição e sim exponha uma ideia ou problema que precisa ser esclarecido. Pessoas de boa fé, que raciocinam juntas, podem chegar a um denominador comum. Ouça com a mente aberta. Seja um juiz, não um advogado!

9. Pergunte a si mesmo: “Será que esta discussão realmente vale a pena?” No final, tudo aquilo sobre o que estamos discutindo talvez seja algo trivial. Pode ser que a forma de comunicação que estamos utilizando é que esteja gerando a angústia, a raiva e as demais razões pelas quais estamos discutindo ao invés de debater.

10. Quando uma pessoa envolvida numa discussão, principalmente sobre assuntos financeiros, grita “Isto é uma questão de princípios!”, muitas vezes o que ela quer dizer é: “Isto é uma questão de dinheiro!”. Não deixemos que o dinheiro se intrometa e destrua amizades, casamentos e nossos relacionamentos.



Escrito por Dr. Luiz Ainbinder  -  A LUZ DA PSICOLOGIA

domingo, 23 de setembro de 2012

Preconceito Religioso

Percebo que no Brasil o preconceito religioso está presente até quando não imaginamos haver algum. Mesmo entre as minorias, há preconceito para com as maiorias.

Vou citar agora as situações onde no meu ponto de vista o preconceito em nosso país é mais evidente:

1º Religiões brasileiras de matriz africana e indígena (Candomblé, Umbanda, etc.): é fato, com estes o preconceito vem da grande maioria é nítido e nem se dá o trabalho de disfarçar, já abordei essa questão em outros textos portanto não me prolongarei aqui;

2º Cristão X não cristão: os cristãos no Brasil (principalmente os católicos) ficam abismados quando se deparam com outra pessoa que não acredite no mesmo mito que ela acredita. Mesmo pessoas de outras religiões, ele espera que ela creia em Deus e Jesus (da maneira que ele crê), não importa se utilize outro nome, mas se não for o mesmo mito, como pode?;

3º Esotéricos X Evangélicos: este é um fato que presencio e confesso que já pertenci a este quadro. Umbandistas por exemplo, detestam ser confundidos com outras religiões (que são entendidas pelo leigo como sendo tudo a mesma coisa, classificadas pelo termo pejorativo macumba), mas por outro lado ele classifica todos os tipos de Evangélicos (que há muitas vertentes diferentes) como Crentes (que entendo ser um termo pejorativo), imaginando sendo todos iguais, mesmo que estes manifestem comportamentos e crenças muito distintas uns dos outros. Mesmo peso, mesma moeda;

4º Religiosos X Ateus: este ao meu ver o preconceito mais nítido, embora a grande maioria não admita. Não estou me referindo ao preconceito do ateu com o religioso (que existe mas ao meu ver não é tão agressivo), mas do religioso para com o ateu. Se toda pessoa tem o direito de crer no que desejar, então também temos o direito de não crer.

Religião não define caráter, crer em algo que não existe não o torna real, assim como não crer em algo que existe não faz cessar a sua existência.

Eu particularmente considero mais fácil apresentar os conceitos ocultistas/teosóficos para ateus (que ao meu ver são como folhas em branco) do que para religiosos e (pior ainda) para pseudo-esotéricos New Age (que acreditam em praticamente qualquer coisa que leem).

O conceito ocultista/teosófico quanto a espiritualidade é tão diferente do senso comum (judaico/cristão no ocidente) que é mais fácil aborda-lo para alguém que já abandonou esses conceitos, do que para alguém que quer "compreender", mas não abre mão de "acreditar".

O estudo do ocultismo não é para aqueles que desejam somente ter fé, é para aqueles que estão dispostos a compreenderem o mundo como ele realmente é. Muito do que acreditamos ser real não existe, enquanto outras coisas das quais duvidamos são reais. 

Há coisas tão maravilhosas no universo que até parecem ficção, coisas além de nossa imaginação, porém não poderemos acessa-las e muito menos compreende-las enquanto estivermos mais preocupados em defender as teorias as quais fomos doutrinados/adestrados a crer.

A realidade é muito mais fantástica que a ficção, mas muitas vezes o conforto de nossa fantasia particulares nos impede de ver o mundo como ele realmente é.

A religião de um é o mito do outro, preconceito é uma simples ignorância ao que não conhecemos nem compreendemos. Mesmo a crença na não continuidade da vida é somente uma crença, uma esperança de final, não há nenhuma certeza nessas afirmativas.

sábado, 22 de setembro de 2012

Lenda de Exu do Lodo

Exú Rei e sua esposa decidiram andar pelo mundo para verificar a qualidade do trabalho que realizavam seus súditos. Disfarçaram-se e seguiram por caminhos diferentes.

A Pomba Gira Rainha caminhava por uma trilha quando se deparou com um grande pântano, sujo e podre, que lhe impedia de seguir em frente.

Perdeu-se em pensamentos imaginando como fazer para atravessá-lo. De repente, surgiu a sua frente um homem, com a aparência de um ermitão, bastante despenteado e maltrapilho.


A imagem sombria do desconhecido a assustou a principio, mas logo ficou lisonjeada, quando ele, rapidamente, retirou sua capa e a jogou sobre o lago para que ela pudesse passar. Nesse instante ela pode ver nos olhos dele uma grande desolação.

A Rainha caminhou por sobre a longa capa e seguiu seu caminho sem olhar para trás. Atônito e fascinado pela beleza daquela estranha mulher que nunca tinha visto, o homem, que era Exu do Lodo, sentiu o amor invadir-lhe o peito.


A soberana chegou ao palácio e contou ao marido o que tinha descoberto:


- Conheci um ser nobre que cuida de um pântano imundo. Quando uma pessoa chega a esse charco pestilento, do nada ele vem e ajuda a pessoa a superar os obstáculos. Eu vi a tristeza em seus olhos por ter um local como aquele para cuidar, mas, no entanto, faz o seu trabalho com cuidado. Tem uma figura, curva, malcheirosa e bruta, mas é humilde e cortês.

Exú Rei, impressionado pelas palavras da mulher, resolveu convidar o estranho homem para um jantar no palácio real. Sua intenção era premiá-lo por sua dedicação à missão que lhe tinha sido imposta e pelo respeito à sua esposa. Ordenou então ao general de seu exército, que fosse até ao pântano, levando o convite.


Chegando à Mansão Real, Exu do Lodo surpreendeu-se ao notar que a esposa de seu soberano era a mulher que ele amava. A dor, ao mesmo tempo, invadiu-lhe a alma. Sabia que tinha de esquecê-la para sempre.


Naquela noite, Exu Rei o condecorou e lhe deu a honra de se sentar à sua direita. E desde então, é esse o lugar que ele ocupa, mantendo a base do trono de seu monarca.

Pomba Gira Rainha deu-lhe um lenço perfumado com seu aroma, pedindo que ele guardasse nele suas lágrimas, e ao retornar à sua morada, o jogasse no meio do pântano.

Naquela noite, enquanto voltava, cabisbaixo, pensava no amor que deveria esquecer, quando as lágrimas corriam, as limpava com o lenço presenteado. Ao chegar, jogou o lenço sobre a lama e ficou a observá-lo deslizando sobre o charco. Do lenço saíram todas as suas lágrimas e espalharam-se por sobre a água suja, espalhadas como um colar de pérolas que se quebrara. Na manhã seguinte, ele encontrou no local onde tinha atirado o lenço uma planta, e as suas lágrimas dispersas, eram botões florais que se colavam à ela. Considerou um presente de sua Rainha e aspirou a fragrância do seu amor.

Depois de algum tempo, a história repetiu-se. Uma mulher que circulava por aquele mesmo caminho e de repente estacava em frente ao charco. Solicito como sempre, Exú do Lodo saiu de seu esconderijo e ofereceu-lhe a capa. Ao fitar a bela mulher, descobriu em seus olhos a simpatia que ele tanto buscava, e sem pensar duas vezes, cortou algumas de suas flores e ofereceu-as à ela.
Emocionada a mulher sorriu e olhou-o com carinho. Era, Maria Molambo, que a partir daí, nunca mais o deixou sozinho.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Crer ou não crer? Eis a questão...


Afinal, crer em algo é bom ou é ruim? Interfere no nosso jeito de ser ou no nosso nível de felicidade? Há aquela frase feita que a maioria utiliza (creio até que sem pensar verdadeiramente sobre o assunto) que afirma: "Todo mundo deve crer em algo". Mas será que esta afirmativa é válida?

De minha parte, está é "mais uma" daquelas frases que normalmente quando ouço, até prefiro fazer de conta que não ouvi, porque frequentemente é dita por alguma pessoa que nos é querida (e portanto não queremos criar nenhum mal estar) ou surge em algum local onde não é adequado para iniciar um "breve debate teológico", como no ambiente profissional, por exemplo.

A menos que o indivíduo pessoa pergunte tua opinião sobre a questão, bom, aí, é bem possível (no meu caso) que ela acabe ouvindo o que não desejava, provavelmente depois ela irá julgar ter sido melhor não ter perguntado.

O fato é, em primeiro lugar, crer em Divindades não é sinônimo de ter fé. Eu posso ter fé em na minha própria pessoa, por exemplo, posso ter fé (acreditar veementemente) na minha nação, nas pessoas que estão ao meu redor, na causa a qual me dedico, etc. Não questiono o poder da fé, só questiono a necessidade dela estar ligada a algum tipo de antropomorfismo.

Afinal, ter uma religião faz bem? A resposta é relativa, sendo todos nós diferentes uns dos outros, para alguns a resposta é sim, para outros (talvez para a maioria) a resposta é não.

Alguns se sentem mais felizes tendo uma religião, se sentem protegidos, consolados, amparados, nesse caso, praticar sua crença é necessário, é benéfico e ninguém deve interferir no processo (independente de julgar ser ou não uma ilusão).

Porém, para muitas pessoas, ter uma religião é sinônimo de adotar preconceitos, sentir culpa pelos próprios atos, julgar as outras pessoas, ter ataques de ira, etc. Será que nesse caso a religião é salutar? Obviamente que não, antes estas pessoas se tornassem todos ateus, pelo menos ateus costumam ser mais inofensivos (nunca ouvi falar em Guerra Ateia).

Atendados, homicídios, tortura, agressões, terrorismo, revoltas, tanto a história antiga como a recente está cheia desses casos, são históricos e ao mesmo tempo atuais, pois continua acontecendo... não sabemos até quando.

Então será que todos devem crer em algo? Ter uma religião? De forma alguma, a pessoa deve exercer o direito de pensar, tendo a liberdade de crer no que considerar coerente (ou confortável) assim como deve ter o direito de negar aquilo que não está de acordo com sua consciência.

Sempre digo que a unica liberdade válida é a de pensamento, o resto não passam de condições mentais, dando ilusão de liberdade. Se tentarmos impor um "monopólio" religioso, como iremos exercer e/ou exigir algum direito de liberdade?

Que cada um creia ou não, naquilo que considera válido, respeitando o direito e a liberdade do outro.

Respeito e liberdade, isto sim é bom para a humanidade.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Nascemos chorando, vivemos reclamando e morremos insatisfeitos.

         Somos muito mais os pais do nosso futuro do que filhos de nosso passado.  Não somos prisioneiros do passado.  É possível rompermos com nosso passado e construirmos nosso futuro.  Nosso passado influencia, mas não determina nosso presente.

            Você é aquilo que pensa ser, e esta é a boa notícia: você pensa o que quiser, portanto, você é, hoje, quem escolhe ser.  Se o que você é hoje não lhe satisfaz, refaça suas escolhas.

            Dizer que você é assim ou assado, desta ou daquela maneira por causa das experiências vividas em seu passado ou por causa das pessoas do seu passado, é cômodo, mas não é verdadeiro.

            Cômodo, porque não há nada que você possa fazer para mudar, pois o passado é imutável.  Aconteceu está acontecido.  Está definitivamente escrito na história de sua vida, portanto é inalterável.  O fato é que as pessoas detestam mudanças. Mudanças exigem esforço e pensamento ativo, atento e a maioria das pessoas apenas repete pensamentos, deixa a sua mente funcionar no piloto automático. Nada muda se você não mudar.  A única pessoa que gosta de mudança é o bebê que molhou a fralda.

            Então, meu querido (a) ouvinte, é melhor deixar de usar seu passado como uma armadura para protegê-lo da sua responsabilidade sobre sua própria vida.  Você é o que é hoje pelas escolhas que você vem fazendo ao longo de sua vida.  Não é porque seu pai abandonou sua mãe, ou sua mãe dava mais atenção ao seu irmão do que a você, que você é assim hoje.

            Você é o arquiteto de seu próprio destino, não é, de maneira alguma, refém do seu passado.
           
            Enfim, meu querido (a) ouvinte:  a grande pergunta é: “o que é que você vai fazer com o que fizeram de você?”



Escrito por Dr. Luiz Ainbinder - Luz da Psicologia